Linha Guia Hipertenção e Diabetes

Linha Guia Hipertenção e Diabetes

(Parte 3 de 12)

Determinar a pressão sistólica na ausculta do primeiro som ( fase I de Korotkoff), que é um som fraco seguido de batidas regulares, e, após aumentar ligeiramente a velocidade de deflação.

Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som (fase V de Korotkoff).

Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder à deflação rápida e completa.

Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar valores da sistólica/diastólica/zero.

Esperar 1 a 2 minutos antes de novas medidas. Informar os valores de pressão obtidos para o paciente.

Anotar os valores e o membro em que foi aferida a medida.

As medidas de pressão arterial devem ser obtidas em ambos os membros superiores e quando forem diferentes de um membro para o outro, deve-se utilizar a medida de maior valor. Há indicação de investigação de doenças arteriais se houver diferenças de valores de pressão entre os membros superiores de 20/10mmHg para pressão sistólica /diastólica respectivamente.

Devem ser realizadas pelo menos três medidas de pressão com intervalo de um minuto entre elas, sendo que a média das duas últimas deve ser considerada a pressão arterial do indivíduo e não deve ultrapassar de 4mmHg de diferença entre as medidas, caso isto ocorra deverão ser realizadas novas medidas

Recomenda-se a posição sentada para aferição da pressão arterial, mas para primeira avaliação devem ser realizadas aferições na posição ortostática e supina de todos os indivíduos e em avaliações de diabéticos, portadores de disautonomia, idosos, alcoolistas e uso de medicação anti-hipertensiva.

Fonte: texto retirado do V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão 2006

TABELA 1

Dimensões recomendadas da bolsa inflável do manguito em relação à circunferência do braço

Circunferência do braço (cm)

Denominação do manguito

Largura da bolsa (cm)

Comprimento da bolsa (cm)

Fonte: American Heart Association. TABELA 2

Fatores de correção para a pressão arterial sistólica e diastólica aferidas com manguito regular de acordo com o perímetro do braço

CB = circunferência do braço em cm; PAD = pressão arterial diastólica em mmHg; PAS = pressão arterial sistólica em mmHg.

Fonte: adaptado de Maxwell, in Duncan (1996).

2.3 MEDIDA RESIDENCIAL DA PRESSÃO ARTERIAL (MRPA)

É o registro da Pressão Arterial por método indireto, com três medidas pela manhã e três à noite, durante 5 dias, realizado pelo próprio paciente ou pessoa treinada, durante a vigília (acordado), no domicílio ou no trabalho, com aparelhos validados.

Esse método permite de maneira simples, eficaz e com menor custo que se obtenha várias medidas de pressão arterial.

As pressões arteriais consideradas anormais são obtidas pela média entre os valores obtidos que estão acima de 135/85 mmHg.

Indicações da MRPA

• Identificação e seguimento do hipertenso do “ avental branco” • Identificação do efeito do “ avental branco”

• Identificação de hipertensão mascarada

• Avaliação da terapêutica anti-hipertensiva

2.4 MEDIDA AMBULATORIAL DA PRESSÃO ARTERIAL (MAPA – CENTRO DE REFERÊNCIA DE HIPER- TENSÃO E DIABETES)

As medidas de pressão arterial consideradas anormais na MAPA encontram-se com valores acima de 135/85 mmHg para vigília e 120/70 mmHg no sono.

Tabela 3

Valores de pressão arterial no consultório, MAPA e MRPA que caracterizam efeito do avental branco, hipertensão do avental branco e hipertensão mascarada

Consultório MAPA MRPA

Hipertensão

Efeito do avental branco

Diferença entre a medida da pressão arterial no consultório e a da MAPA na vigília ou MRPA, sem haver mudança no diagnóstico de normotensão ou hipertensão.

Fonte: V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial - 2006

Tabela 4

< 130< 85 Reavaliar em 1 ano

Estimular mudanças no estilo de vida

Insistir em mudanças no estilo de vida

Considerar MAPA/MRPA

Considerar MAPA/MRPA

≥ 180≥ 110 Intervenção imediata ou reavaliar em 1 semana ***

* Modificar o esquema de seguimento de acordo com a condição clínica do paciente. ** Se as pressões sistólica ou diastólica forem de estágios diferentes, o seguimento recomendado deve ser definido pelo maior nível pressórico..

*** Considerar intervenção de acordo com a situação clínica do paciente (fatores de risco maiores, co-morbidades e danos em órgãos-alvo)

Fonte: V Diretrizes Brasileiras de Hiipertensão Arterial – SBH/SBC/SBN – 2006

2.5 SITUAÇÕES ESPECIAIS PARA MEDIDA DA

Crianças

É indicada a medição da Pressão arterial em toda a avaliação clínica e deve ser identificada a pressão diastólica na fase V de Korotkff com manguito de tamanho adequado a circunferência do braço ( Ver tabela 1).

Gestante

(Parte 3 de 12)

Comentários