Linha Guia Hipertenção e Diabetes

Linha Guia Hipertenção e Diabetes

(Parte 5 de 12)

Fonte: V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2006

Tabela 7

Valores de pressão arterial aos percentis 90, 95 e 9 de pressão arterial para meninos de 1 a 17 anos de idade, de acordos com o percentil de estatura.

Idade

(anos) Percentil

PAS (mmHg) por percentil de alturaPAD (mmHG) por percentil de altura

Fonte: V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2006

A HIPERTENSÃO ARTERIAL Gráficos de crescimento para cálculo de percentil de altura

Fonte: V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2006

Gráfico 1 – Sexo feminino Gráfico 2 – Sexo masculino

ClassificaçãoPercentil* para PAS e PAD Freqüência de medida da pressão arterial

NormalPA < percentil 90 Reavaliar na próxima consulta médica agendada

Limítrofe

PA entre percentis 90 a 95 ou se PA exceder 120/80 mmHg sempre < percentil 90 até < percentil 95

Reavaliar em 6 meses

Hipertensão estágio 1Percentil 95 a 9 mais 5 mmHg

Paciente assintomático: reavaliar em 1 a 2 semanas; se hipertensão confir- mada encaminhar para avaliação diagnóstica Paciente sintomático: encaminhar para avaliação diagnóstica

Hipertensão estágio 2PA > percentil 9 mais 5 mmHg Encaminhar para avaliação diagnóstica

Hipertensão do avental branco

PA > percentil 95 em ambulatório ou consultório e PA normal em ambientes não relacionados à prática clínica

* Para idade, sexo e percentil de estatura. Fonte: V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2006

Consideram-se os valores abaixo do percentil 90 como normotensão, se forem inferiores a 120/80 mmHg, entre os percentil 90 e 95, como limítrofe ou pré-hipertensão e igual ou superior ao percentil 95, como Hipertensão arterial, ressaltando que qualquer valor igual ou superior a 120/80mmHg em adolescentes, mesmo que inferior ao percentil 95, deve ser considerado limítrofe.

Tabela 8

Classificação da pressão arterial para crianças e adolescentes (modificado de uma sugestão do The Fourth Report on the Diagnosis, Evaluation and Teatment of High Blood Pressure in Children and Adolescents)

Objetivos da avaliação clínico-laboratorial: Confirmar a elevação da pressão arterial e firmar o diagnóstico.

Avaliar lesões de órgãos-alvo.

Identificar fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Diagnosticar doenças associadas à hipertensão.

Estratificar o risco cardiovascular do paciente.

Diagnosticar, quando houver, a causa da hipertensão arterial

História clínica Identificação: sexo, idade, raça, condição socioeconômica.

História atual: duração conhecida de hipertensão arterial e níveis de pressão, adesão e reações adversas aos tratamentos prévios; sintomas de doença arterial coronária; sinais e sintomas da doença arterial coronariana (DAC) sugestivos de insuficiência cardíaca; congestiva (ICC) doença vascular encefálica; insuficiência vascular de extremidades; doença renal; diabetes mellitus; indícios de hipertensão secundária.

Investigação sobre diversos aparelhos e fatores de risco: tabagismo, sobrepeso, obesidade, sedentarismo, dislipidemia, função sexual, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

História atual ou pregressa: gota, doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca .

História familiar de diabetes mellitus, dislipidemia, doença renal, acidente vascular encefálico, doença arterial coronariana prematura (homens<5 anos e mulheres<65 anos); morte prematura e súbita de familiares próximos.

Perfil psicossocial: fatores ambientais e psicossociais, sintomas de depressão, ansiedade e pânico, situação familiar, condições de trabalho e grau de escolaridade.

Avaliação dietética, incluindo consumo de sal e de bebidas alcoólicas, gordura saturada, cafeína e ingestão de fibras, de frutas e de vegetais.

Consumo de medicamentos ou drogas que podem elevar a pressão arterial ou interferir em seu tratamento.

Grau de atividade física.

Exame físico

• Sinais vitais: medidas de PA e freqüênica cardíaca. • Obtenção de medidas antropométricas:

1. Circuferência da cintura (C = no ponto médio entre a última costela e a crista ilíaca lateral) e do quadril (Q = ao nível do trocânter maior) e cálculo da relação cintura / quadril (C / Q). Limite de normalidade; mulheres: C = 8 cm e C/Q = 0,85; homens: C = 102 cm e C/Q = 0,95.

2. Obtenção de peso e altura para cálculo de índice de massa corporal.

IMC = peso (kg) / Altura2(m). Sobrepeso IMC ≥ 25 e < 30 kg/m2 e obesidade IMC ≥ 30 kg/m2

• Inspeção: fácies e aspectos sugestivos de hipertensão secundária.

• Pescoço: palpação e ausculta das artérias carótidas, verificação da presença de estase venosa e palpação de tireóide.

• Exame de precórdio: ictus sugestivo de hipertrofia ou dilatação do ventrículo esquerdo; arritmias; 3ª- bulha, que sinaliza disfunção sistólica do ventrículo esquerdo; ou 4ª- bulha, que sinaliza presença de disfunção diastólica do ventrículo esquerdo, hiperfonese de 2ª- bulha em foco aórtico, além de sopros nos focos mitral e aórtico.

• Exame de pulmão: ausculta de estertores, roncos e sibilos.

• Exame de abdome: massas abdominais indicativas de rins policísticos, hidronefrose, tumores e aneurismas. Identificação de sopros abdominais na aorta e nas artérias renais.

• Extremidades: palpação de pulsos braquiais, radiais, femorais, tibiais posteriores e pediosos. A diminuição da amplitude ou o retardo do pulso das artérias femorais sugerem doença obstrutiva ou coarctação da aorta.

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