Linha Guia Hipertenção e Diabetes

Linha Guia Hipertenção e Diabetes

(Parte 7 de 12)

• Rins: desde microalbuminúria / proteinúria ou discreto aumento de creatinina à insuficiência renal terminal. • Cérebro: fundo de olho e exame neurológico.

Identificação dos fatores de risco cardiovascular

Fatores de risco maiores Tabagismo

Dislipidemia

Diabetes melito

Nefropatia

Idade acima de 60 anos

História familiar de doença cardiovascular em

• Mulheres com menos de 65 anos • Homens com menos de 5 anos

Outros fatores Relação cintura/quadril aumentada

Circunferência da cintura aumentada

Microalbuminúria

Tolerância à glicose diminuída/glicemia de jejum alterada

Hiperuricemia

PCR ultra-sensível aumentada

Identificação de lesões de órgãos-alvo e doenças cardiovasculares

Hipertrofia do ventrículo esquerdo Angina do peito ou infarto agudo do miocárdio prévio

Revascularização miocárdica prévia

Insuficiência cardíaca

Acidente vascular cerebral

Isquemia cerebral transitória

Alterações cognitivas ou demência vascular

Nefropatia

Doença vascular arterial de extremidades

Retinopatia hipertensiva

Para pacientes com três ou mais fatores de risco cardiovascular considerar marcadores mais precoces da lesão de órgãos-alvo, com:

Microalbuminúria ( índice albumina/creatinina em amostra isolada de urina)

Parâmetros ecocardiográficos: remodelação ventricular, função sistólica e diastólica.

Espessura do complexo íntima-média da carótida (ultra-som vascular)

Rigidez arterial

Função endotelial

3.3 A ESTRATIFICAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR NA HIPERTENSÃO ARTERIAL

São definidas quatro categorias de risco cardiovascular absoluto (global), mostrando que mesmo os pacientes classificados nos estágios 01, 02 ou 03 podem pertencer a categorias de maior ou menor risco na dependência de co-morbidades ou fatores de riscos associados.

A estratificação do RCV é fundamental para a instituição do tratamento e do prognóstico, pois determina a probabilidade da ocorrência de um evento cardiovascular grave nos próximos 10 anos.

Grupo de baixo risco: homens < 5 anos e mulheres < de 65 anos, com hipertensão de grau I e sem fatores de risco. Neste grupo, a probabilidade de um evento cardiovascular grave é menor que 15%.

Grupo de risco médio: Portadores de HA grau 1 ou 2, com 1 ou 2 fatores de risco cardiovascular. Pode variar com baixos níveis de pressão arterial e múltiplos fatores de risco, enquanto outros possuem altos níveis de pressão arterial e nenhum ou poucos fatores de risco . Neste grupo, a probabilidade de um evento cardiovascular grave é de 15 e 20%.

Grupo de risco alto: portadores de HA grau 1 ou 2 que possuem 3 ou mais fatores de risco e são também portadores de hipertensão grau 3 sem fatores de risco. A probabilidade de evento cardiovascular é de 20 e 30%.

Grupo de risco muito alto: portadores de HA grau 3, que possuem 1 ou mais fatores de risco, com doença cardiovascular ou renal manifesta. A probabilidade de um evento cardiovascular é de 30%.

Fonte: Ministério da Saúde, 2001.

Classificação do risco individual dos pacientes em função de risco e de lesão em órgãos-alvo

Risco A - Sem fatores de risco e sem lesão em órgãos-alvo.

Risco B - Presença de fatores de risco (não incluindo diabetes mellitus) e sem lesão em órgãos-alvo.

Risco C - Presença de lesão em órgão-alvo, doença cardiovascular clinicamente identificável e/ou diabetes mellitus.

4. TRATAMENTO

4.1 OS OBJETIVOS PRINCIPAIS

Os objetivos principais do tratamento da Hipertensão Arterial compreendem: Melhora da qualidade de vida.

Prevenção de complicações agudas e crônicas relacionadas direta ou indiretamente com a HAS.

Tratamento das doenças concomitantes.

Redução da mortalidade.

TABELA 9: RISCO ESTRATIFICADO E QUANTIFICAÇÃO DE PROGNÓSTICO Pressão arterial (mmHg)

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