Sbpc coleta de sangue

Sbpc coleta de sangue

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-comparar estas informações com as constantes na requisição de exames.

3.1.2 Para pacientes internados

-em geral, os hospitais disponibilizam etiquetas pré-impressas com os dados de identificação necessários. Mesmo assim, o flebotomista deve verificar a identificação no bracelete ou a identificação postada na entrada do quarto, quando disponível. O número do leito nunca deve ser utilizado como critério de identificação.

-relatar ao supervisor do laboratório qualquer discrepância de informação, antes de efetuar a coleta.

3.1.3 Para pacientes muito jovens, inconscientes ou com algum tipo de dificuldade de comunicação

-o flebotomista deve valer-se de informações de algum acompanhante ou da enfermagem.

-pacientes atendidos no pronto-socorro ou em salas de emergência podem ser identificados pelo seu nome e número de entrada no cadastro da unidade de emergência.

É indispensável que a identificação possa ser rastreada a qualquer instante do processo.

O material colhido deve ser identificado na presença do paciente. Nos sistemas manuais, isto pode ser feito pela colocação, nos tubos de coleta, de etiquetas com o nome do paciente, a data da coleta e o número seqüencial de atendimento. Este número deve constar em todos os documentos, amostras, mapas de trabalho, relatórios e laudo final. Existem processos informatizados simples que geram um número pré-determinado de etiquetas, de acordo com a quantidade e tipo de exame a serem realizados.

Serviços mais complexos fazem uso de etiquetas com código de barras que vinculam, de forma segura, a amostra em todas as fases do processo, uma vez que muitos dos equipamentos analíticos atualmente disponíveis conseguem identificar o paciente e reconhecer quais exames devem ser realizados naquela amostra.

O sistema de identificação adotado deve contemplar a possibilidade de geração de etiquetas adicionais, para os casos em que seja necessário aliquotar a amostra original para ser enviada a diferentes áreas do laboratório, para outro laboratório ou para armazenamento.

Recomenda-se que materiais não colhidos no laboratório sejam identificados como “amostra enviada ao laboratório”, e que o laudo contenha esta informação.

É importante verificar se o paciente está em condições adequadas para a coleta, especialmente no que se refere ao jejum e ao uso de eventuais medicações. Para a maioria dos exames de sangue, é necessário apenas um curto período de tempo em jejum, de 3 a 4 horas. Outros requerem cuidados específicos quanto a dietas especiais, condições peculiares, como por exemplo, a necessidade de repouso por, pelo menos, 30 minutos antes da coleta de sangue para a dosagem de prolactina ou de catecolaminas plasmáticas.

A fase imediatamente anterior à coleta de sangue para exames laboratoriais deve ser objeto de atenção por parte de todas as pessoas envolvidas no atendimento dos pacientes, com a finalidade de se prevenir a ocorrência de enganos ou a introdução de variáveis não controladas que poderão comprometer a exatidão dos resultados.

Quaisquer que sejam os exames a serem realizados, é muito importante a identificação positiva do paciente e dos tubos nos quais será colocado o sangue. Deve-se buscar uma forma de estabelecer um vínculo seguro e indissociável entre o paciente e o material colhido para que, ao final, seja garantida a rastreabilidade de todo o processo.

3.1Procedimentos Básicos para Minimizar Ocorrências de Erro

O flebotomista deve se assegurar de que a amostra será colhida do paciente especificado na requisição de exames. Para isto, recomendam-se:

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São aspectos relevantes, dentre outros, o tempo de jejum, a necessidade de abstenção de fumo e/ou álcool, o registro do uso contínuo de alguma medicação, a realização de algum procedimento diagnóstico ou terapêutico prévio. Objetivando evitar desconforto desnecessário, convém sempre informar ao paciente que a ingestão de água não interfere, ou seja, não “quebra” o jejum, exceto em exames muito específicos.

Algumas substâncias podem ser dosadas tanto no soro quanto no plasma, ainda que existam diferenças entre os resultados obtidos, como mostrado no quadro 2.

O paciente deve suspender os medicamentos antes da coleta de sangue?

Não. A suspensão de medicamentos somente pode ser autorizada pelo médico do paciente. Na monitorização de drogas terapêuticas é importante o laboratório anotar o horário da última dose e registrar esta informação no laudo. É conveniente orientar o paciente para que traga consigo o medicamento em uso, ingerindo-o após a coleta de sangue, evitando ultrapassar o horário programado para a próxima tomada.

Nos exames de monitoração de drogas terapêuticas, para permitir a adequada interpretação dos resultados, algumas informações mais específicas devem ser obtidas, como os horários da última tomada de medicação e da coleta do sangue, a dosagem e via de administração do medicamento. Dessa forma, o paciente não deve ser considerado como agente passivo do processo, mas um dos integrantes da equipe. Para que possa desempenhar adequadamente esta função, ele deve receber, previamente, algumas informações referentes aos procedimentos da coleta de sangue, ao exame que será realizado e das condições nas quais ele deve se apresentar ao laboratório. De uma forma ideal, estas informações e instruções devem ser fornecidas por escrito e o paciente deve ter a oportunidade de esclarecer suas eventuais dúvidas.

A ingestão de água quebra o jejum? Não. A ingestão de pequena quantidade de água, antes da coleta, não quebra o jejum.

Para a obtenção de soro, o sangue é colhido em tubo sem anticoagulante e deixado coagular por um período de 30 a 60 minutos, à temperatura ambiente. Quando o tubo contiver gel separador, com ativador da coagulação, a espera pode ser de 30 a 45 minutos. Após este tempo, o tubo é centrifugado e a parte líquida, correspondente ao soro, é separada. O plasma é obtido pela centrifugação do sangue total anticoagulado. Quando for necessário o uso de sangue total ou plasma, são utilizados anticoagulantes específicos, dependendo do exame a ser realizado. Para alguns exames, além do anticoagulante, pode ser necessária a adição de um conservante. Cada uma destas frações do sangue se constitui na matriz ideal para a realização de exames específicos. Assim, por exemplo, para o hemograma, é utilizado sangue total, anticoagulado pela adição de ácido etilenodiaminotetracético - EDTA; a dosagem de glicose é realizada no plasma obtido pela adição de EDTA e fluoreto de sódio e, para a dosagem de creatinina utiliza-se, em geral, soro.

Guder, W. G.; Narayanan, S.; Wisser, H. et al – Samples: from the patient to the laboratory. 2edition, Darmstadt, Git Verlag, 2001, pág 32.

Potássio Fosfato inorgânico

Proteínas totais Amônia

+ 6,2 + 10,7

- 5,2

+ 38 + 2

Lise das células

Liberação de elementos celulares

Efeito do fibrinogênio

Trombocitólises, hidrólises

Liberação de elementos celulares

QUADRO 2: Lactato

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As vantagens da utilização de plasma sobre o soro incluem: redução do tempo de espera para a coagulação, obtenção de maior volume de plasma em relação ao soro e da não interferência advinda do processo de coagulação. Os resultados são mais representativos do estudo in vivo, quando comparados aos do soro.

Há menor risco de interferência por hemólise, visto que a hemoglobina livre, em geral, está em mais baixa concentração no plasma do que no soro. As plaquetas permanecem intactas, não proporcionando pseudo-hipercalemia, como pode ocorrer no soro. Por outro lado, o plasma apresenta algumas desvantagens, como alterar a eletroforese das proteínas, uma vez que contém fibrinogênio, que se revela como um componente na região das gama-globulinas, podendo mascarar ou simular um componente monoclonal; potencial interferência método-dependente por serem os anticoagulantes agentes complexantes e inibidores enzimáticos e, por fim, cátioninterferência quando sais de heparina são usados, interferindo em alguns dos métodos de dosagem de lítio e amônia, por exemplo.

3.2Definição de Estabilidade da Amostra

As amostras, para serem representativas, devem ter sua composição e integridade mantidas durante as fases pré-analíticas de coleta, manuseio, transporte e eventual armazenagem.

A estabilidade de uma amostra sangüínea é definida pela capacidade de seus elementos se manterem nos valores iniciais, dentro de limites aceitáveis de variação, por um determinado período de tempo. Portanto, a medida da instabilidade pode ser definida como sendo a diferença absoluta (variação dos valores inicial e final, expressa na unidade em que o determinado parâmetro é medido); como um quociente (razão entre o valor obtido após um determinado tempo e o valor obtido no momento em que a amostra foi coletada), ou ainda como uma porcentagem de desvio.

Por exemplo, se durante o transporte de uma amostra de sangue por 3 a 4 horas, em temperatura ambiente, a concentração do potássio variar de 4,2 mmol/L para 4,6 mmol/L, a diferença absoluta será 0,4 mmol/L; o quociente 1,095 e o desvio será igual a + 9,5%.

O Conselho Médico Federal da Alemanha definiu que a instabilidade máxima permitida equivale geralmente a 1/12 do intervalo de referência biológico.

A estabilidade pré-analítica depende de vários fatores, incluindo-se temperatura, carga mecânica e tempo, sendo este o fator que causa maior impacto. A estabilidade de uma amostra pode ser muito afetada na presença de distúrbios específicos. O tempo máximo de estabilidade de uma amostra deveria ser o que permite 95% de estabilidade de seus componentes.

Em geral, os tempos referidos de armazenagem das amostras primárias consideram os seguintes limites para a temperatura: ambiente de 18 a 22o C, refrigeradas de 2 a 8o C e congeladas, abaixo de 20o C negativos.

Na prática, utiliza-se a regra de que quando não houver especificação de tratamento especial para o acondicionamento ou transporte do material, este poderá ser deslocado para postos ou outras unidades em caixa de isopor com gelo reciclável, apoiado por flocos de isopor ou papel jornal. Assim, conserva-se mais a temperatura das amostras, que podem ser recebidas à temperatura ambiente.

A condição de congelamento recomenda o uso de gelo seco no transporte ou o chamado “transporte picolé” (congelar previamente o soro, colocar água em um frasco plástico, colocar o tubo congelado dentro desse frasco, levar ao freezer por 24 horas. Envolver o pote em dois gelos recicláveis no momento do transporte). É importante lembrar que a recomendação do “transporte picolé” somente se aplica em regiões onde a utilização do gelo seco não está disponível e para transporte entre pequenas distâncias (postos de coleta, regiões circunvizinhas, etc.) não sendo aplicável no transporte aéreo.

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