Sbpc coleta de sangue

Sbpc coleta de sangue

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Recomenda-se que a posição do braço do paciente no descanso da cadeira, seja inclinado levemente para baixo e estendido, formando uma linha direta do ombro para o pulso. O braço deve estar apoiado firmemente pelo descanso e o cotovelo não deve estar dobrado. Uma leve curva pode ser importante para evitar hiperextensão do braço.

-Procedimento para paciente acomodado em leito:

Solicitar ao paciente que se coloque em posição confortável.

Caso esteja em posição supina e seja necessário um apoio adicional, coloque um travesseiro debaixo do braço do qual será coletada a amostra.

Posicione o braço do paciente inclinando levemente para baixo e estendido, formando uma linha direta do ombro para o pulso. Caso esteja em posição semi-sentado, o posicionamento do braço para coleta torna-se relativamente mais fácil.

4.3Procedimento para Antissepsia e Higienização das Mãos em Coleta de Sangue Venoso

Algumas considerações são importantes sobre o uso de soluções de álcool, tanto na antissepsia do local da punção, como na higienização das mãos.

Segundo Rotter, quando se compara a eficácia dos vários métodos de higiene das mãos na redução da flora permanente, a fricção de álcool apresentou os melhores resultados tanto na ação imediata, quanto na manutenção da eficácia após três horas da aplicação.

O álcool apresenta um amplo espectro de ação envolvendo micobactérias, fungos e vírus, com menor atividade sobre os vírus hidrofílicos não envelopados, particularmente os enterovírus. Durante o tempo usual de aplicação para antissepsia das mãos, ele não apresenta ação esporicida.

Em concentrações apropriadas, os álcoois possuem rápida e maior redução nas contagens microbianas. Quanto maior o peso molecular do álcool, maior ação bactericida. Dados da literatura orientam que as soluções alcoólicas fossem preparadas com base no peso molecular e não no volume a ser aplicado, afirmando que o álcool a 70% era o que possuía, dentre outras concentrações, a maior eficácia germicida in vitro.

4.2Posição do Paciente

A posição do paciente pode também acarretar erros em resultados.

O desconforto do paciente, agregado à ansiedade podem levar à liberação indevida de alguns analitos na corrente sangüínea.

Algumas recomendações que permitem facilitar a coleta de sangue e promovem um perfeito atendimento ao paciente, neste momento, são indicadas e comentadas a seguir.

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Com relação à antissepsia da pele no local da punção, usada para prevenir a contaminação direta do paciente e da amostra, o antisséptico escolhido deve ser eficaz, ter ação rápida, ser de baixa causticidade e hipoalergência na pele e mucosa.

Os álcoois etílico e isopropílico são os que possuem efeito antisséptico na concentração de 70%, contudo o etanol é o mais usado pois, nesta composição, preserva sua ação antisséptica, e diminui a inflamabilidade. Nesta diluição, tem excelente atividade contra bactérias Gram-positivas e Gramnegativas, boa atividade contra Mycobacterium tuberculosis, fungos e vírus, além de ter menor custo.

Hoje, alguns países da América do Norte aboliram o uso de álcool etílico, devido a sua inflamabilidade, utilizando o álcool isopropílico nos laboratórios e hospitais.

Higienização das mãos:

As mãos devem ser higienizadas após o contato com cada paciente, evitando assim contaminação cruzada. Esta higienização pode ser feita com água e sabão como o procedimento ilustrado abaixo, ou usando álcool gel.

A fricção com álcool reduz em 1/3 o tempo despendido pelos profissionais de saúde para a higiene das mãos, aumentando a preferência por esta ação básica de controle. Quanto às desvantagens, é citado o odor que fica nas mãos e a inflamabilidade, que é observada apenas com as soluções de etanol acima de 70%.

A higienização das mãos deve ser feita após o contato com cada paciente. A ilustração mostra o procedimento feito por meio da lavagem das mãos com água e sabão.

Colocando as luvas

As luvas devem ser calçadas com cuidado para que não rasguem, e devem ficar bem aderidas à pele para que o flebotomista não perca a sensibilidade na hora da punção.

Antissepsia do local da punção:

•Recomenda-se usar uma gaze com solução de álcool isopropílico ou etílico 70%, comercialmente preparado.

•Limpar o local com um movimento circular do centro para a periferia.

Calçando as luvas

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•Permitir a secagem da área por 30 segundos, para evitar hemólise da amostra, e também a sensação de ardência quando o braço do paciente for puncionado.

•Não assoprar, não abanar e não colocar nada no local.

•Não tocar novamente na região após a antissepsia.

Nota:Quando houver solicitação de dosagem de álcool no sangue, um antisséptico isento de álcool em sua formulação deve ser usado no local da punção (por exemplo, sabão). Conforme recomendação do docu- mento NCCLS T/DM6 - Blood Alcohol Testing in the Clinical Laboratory.

4.4Critérios para Escolha da Técnica de Coleta de Sangue Venoso a Vácuo ou por Seringa e Agulha

Recomenda-se que o hospital e laboratório estabeleçam uma política institucional para a escolha da técnica de coleta de sangue.

Estes critérios de escolha da metodologia a ser utilizada na coleta de sangue vão além do custo do material, devendo-se observar a finalidade do procedimento, o tipo de clientela, as habilidades dos flebotomistas e as características da instituição.

O flebotomista desempenha um papel importante na garantia da qualidade neste processo.

Alguns pontos relevantes na escolha da técnica e do material de coleta de sangue são apontados a seguir.

4.4.1 Considerações sobre coleta de sangue venoso a vácuo

Aspectos históricos

Em 1943 a Cruz Vermelha Americana fez um pedido a uma empresa de materiais hospitalares para que desenvolvesse um jogo descartável e estéril para coleta de sangue. Deveria ser esterilizado e embalado para manter a esterilidade de modo a ser usado em campo, nas áreas de emergência e nas guerras.

Sistema para coleta de sangue a vácuo

Antissepsia do centro para fora

Abrindo a embalagem de álcool swab

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Foi desenvolvido, então, um dispositivo que aspirava o sangue diretamente da veia por meio de vácuo, por uma agulha de duas pontas para um tubo de análise, constituindo o sistema para coleta de sangue a vácuo. Desde então, tecnologias e inovações foram aprimorando estes dispositivos para tornar este sistema para coleta de sangue mais seguro, prático e que proporcione maior qualidade da amostra a ser analisada.

Coleta de Sangue Venoso a Vácuo

A coleta de sangue a vácuo é a técnica de coleta de sangue venoso recomendada pelas normas NCCLS atualmente, é usada mundialmente e em boa parte dos laboratórios brasileiros, pois proporciona ao usuário inúmeras vantagens:

•a facilidade no manuseio é um destes pontos, pois o tubo para coleta de sangue a vácuo tem, em seu interior, quantidade de vácuo calibrado proporcional ao volume de sangue em sua etiqueta externa, o que significa que, quando o sangue parar de fluir para dentro do tubo, o flebotomista terá a certeza de que o volume de sangue correto foi colhido. A quantidade de anticoagulante/ativador de coágulo proporcional ao volume de sangue a ser coletado, proporcionando, ao final da coleta, uma amostra de qualidade para ser processada ou analisada.

•o conforto ao paciente é essencial, pois com uma única punção venosa pode-se, rapidamente, colher vários tubos, abrangendo todos os exames solicitados pelo médico.

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