Seminários de integração sobre os aspectosMorfofuncionais, de Clínica Médica e de Saúde Pública

Seminários de integração sobre os aspectosMorfofuncionais, de Clínica Médica e de...

Caso você utilize as informações presentes neste documento, respeite o direito autoral citando a fonte. Na citação devem constar, pelo menos, o(s) nome(s) do(s)

Seminários de integração sobre os aspectos Morfofuncionais, de Clínica Médica e de Saúde Pública.

Na citação devem constar, pelo menos, o(s) nome(s) do(s) autor(es), a instituição e o endereço eletrônico, permitindo aos demais leitores, a localização dos conteúdos originais.

Curso de Graduação em Medicina –2ª Fase

Centro de Ciências da Saúde Universidade Federal de Santa Catarina

Aspectos morfofuncionais Aspectos morfofuncionais da pele e queimadurasda pele e queimaduras Seminários de Integração –Med 7002

Florianópolis, 1º de Dezembro de 2006

Alunos: João Marcos Gonçalves Naarai Camboim Newton Braga Mateus Bueno Bueno Ricardo Brancher Robson Schmitt Sandro Carbonera

Orientadores: Prof. Dra. Andréa G. Trentin Prof. Dr. Maurício José Lopes Pereima

Aspectos Gerais

•Maior órgão do corpo hu mano

•Atinge 16% do peso corporal

•Formada pela Epiderme e •Formada pela Epiderme e pela Derme (a Hipoderme não faz parte da Pele)

•É um órgão por ser um conjunto de tecidos e células especializadas que realizam funções

•Proteção contra traumas e infecções

(como parte do sistema imunológico inespecífico)

•Proteção contra a dessecação

Principais funções da pele:

• Ter morregulação •Síntese de vitamina D

•Contato sensorial com o meio

•Imagem corporal (aparência)

Características:

Epitélio estratificado pavimentoso queratinizado;

Espessura e estrutura variáveis (Mais espessa e complexa na palma das mãos e planta dos pés);

Constituída por 5 camadasConstituída por 5 camadas

Camadas da Epiderme

•Camada Basal •Camada Espinhosa

•Camada Granulosa

•Camada Lúcida

•Camada Córnea

Camada Basal

•Células prismáticas ou cúbicas;

•Acima da membrana basal (limite dermeepider me);

•Ricas em células-•Ricas em célulastronco (ger minativa)

•Intensa atividade mitótica;

•Contém filamentos intermediários de queratina.

Camada Espinhosa

•Células cubóides ou ligeiramente achatadas, de núcleo central

•Citoplasma apresenta expansões com tonofilamentos, unindo

Camada Espinhosa tonofilamentos, unindo células vizinhas por desm osso mos

•Tonofilamentos e desmossomos garantem coesão e resistência ao atrito

•Presença de células-tronco

Camada Granulosa

•Camada de 3 a 5 fileira de células

•Produção de grânulos lamelares que

Camada Granulosa lamelares que contribuem para o processo de i mper meabilização

Camada Lúcida

•Delgada camada de células achatadas

•Filamentos de queratina no citoplas macitoplas ma

•Ainda observa-se desmossomos entre as células

•Núcleo e organelas digeridos

Camada Córnea

•Espessura variável

•Células achatadas, mortas e sem núcleo

•Citoplasma repleto de queratinaqueratina

•Descamação contínua Camada Córnea

Tipos Celulares

• Queratinócitos • Melanócitos

•Células de Langerhans

•Células de Merkel

Queratinócitos

•São as células típicas da epiderme;

•Sofrem alterações funcionais e morfológicas à morfológicas à medida que progridem da profundidade até a superfície.

Células de Langerhans

• Muitas ra mifica çõ es

•Localizadas em toda epiderme entre os queratinócitos

•Muito freqüentes na •Muito freqüentes na camada espinhosa

•Captam, processam e apresentam os antígenos aos linfócitos T (promovem reações i munitárias cu tâneas)

Sistema Imunológico da Pele

•Constituição de linfócitos e APCs

•Responsável por manter reações imunológicas e inflamatórias loca is

•Produção de citocinas pelos queratinócitos

•Células de Langerhans (células •Células de Langerhans (células dendríticas imaturas) formam redes de captura de antígenos e estimuladas pelas citocinas inflamatórias, perdem sua adesividade migrando para a derme e depois para os linfonodos

•A derme possui linfócitos T (CD4+ e CD8+), geralmente perivasculares, e macrófagos esp alhados

Células de Merkel

•Grande quantidade na pele espessa da palma das mãos e da planta dos pés (especialmente na ponta dos dedos)

•Localizada na parte profunda da epiderme, apoiadas na da epiderme, apoiadas na membrana basal e presas aos queratinócitos por des mosso mos

•Inserção de fibras nervosas aferentes

•São mecano-receptores (sensibilidade táctil)

Melanócitos

•Encontrados na junção da derme com a epiderme ou entre os queratinócitos da camada basal

•Produzem melanina •Produzem melanina

(pigmento de cor marron-escura)

•Emitem reentrâncias nas células das camadas basal e espinhosa(transferênci a de melanina)

Biossíntese da Melanina Tirosi na

DOPA (3,4-diidroxifenilalanina)

Tirosinase

D OPA- Quinona

Série de transfor mações

Importância da Melanina

•Defesa contra radiação solar;

•Absorção na faixa do UV, visível e infra-vermelho;

•Mecanismos não total mente efica ze s;total mente efica ze s;

•Rubor, edema, bolhas e desprendimento da pele podem ocorrer pela exposição desprotegida ao sol.

Genes e a Cor da Pele

•Efeito cumulativo de muitos genes;

•Herança quantitativa ou poligênica;

•Grande número de genótipos possíveis + influencia do ambiente = muita variação fenotípica;

•Gráfico da distribuição das cores em curva de sino;

Clara

COR DA PELE Escura

Genes e Cor da Pele

•5 classes fenotípicas: negro, mulato-escuro, mulato- médio, mulatoclaro, branco;

•Controle por 2 genes, cada um com 2 alelos: Aa e Bb; cada um com 2 alelos: Aa e Bb;

•Ae Bmais ativos na produção da melanina;

•ae bmenos ativos na produção de melanina;

•Pele muito clara: abc

•Pele muito escura: ABC

A Pele e a Vitamina D

•Via de conversão de 7-deidrocolesterol em vitamina D3 e então em calcitriol,o hormônio ativo.

•Vitamina D, é formada não enzimaticamente na pele

•Ação fotolítica da luz UV.

•Vitamina D: importante na regulação do •Vitamina D: importante na regulação do Ca , previne o raquitismo.

•A exposição à radiação UVB é essencial para a transformação do ergosterol em vitamina D3 em nosso organismo.

•A deficiência de vitamina D aumenta o risco de doenças nos ossos, fraqueza muscular e de certos tipos de câncer. Há casos na literatura que relacionam a deficiência desta vitamina à diabete mellitus e hipertensão

•Tecido conjuntivo onde se apóia a epider me

•Espessura variável

•Superfície externa •Superfície externa irregular, formando papilas dérmicas

•Constituída por 2 camadas: papilar e reticular

Camada Papilar

•Delgada, constituída por tecido conjuntivo frouxo que forma as papilas dérmicas

•Fibrilas especiais de colágeno (ajuda prender a derme à epider me)

Camada Reticular

•Mais espessa

•constituída por tecido conjuntivo denso

•Ambas as camadas da derme contém muitas fibras do sistema elástico (elasticidade da pele)pele)

•Apresentam vasos sa ngüíneos, linfático s, nervos, folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas su doríparas

•Não faz parte da pele

•Formada por tecido conjuntivo frouxo, unindo de maneira unindo de maneira pouco firme a derme aos órgãos subjacentes

•Pode apresentar tecido adiposo (panículo adiposo)

Pêlos

•Estruturas delgadas e queratinizadas, que se desenvolvem a partir de uma invaginação da epider me

•Distribuição e •Distribuição e características variáveis

•Fases de crescimento intercaladas com fases de repouso

•Influência de hormônios nas características do pêlo

•Presença de células-tronco no folículo piloso, garantindo garantindo regeneração da pele quando danifica da.

Unhas

•Placas de células queratinizadas nas falanges terminais dos dedos

•Formação pela proliferação e diferenciação das células epiteliais da raiz da unha (queratinização gradual)

•Constituição de escamas córneas compactas

Glândulas Sebáceas

•Localizados na derme, com ductos geralmente desembocando nos folículos pilosos podendo também desembocar na superfície da pele

•São exemplos de glândulas •São exemplos de glândulas holócrinas

•Constituição da secreção sebácea: triglicerídeos, ácidos graxos livres, colesterol e ésteres de colesterol

•Alta influência pelos hormônios sexuais

Glândulas Sudoríparas

•Muito numerosas e encontrados em quase toda a pele

•Contribuem nos processos de termorregulação e de excreção metabólica de resíduos

amônia e ácido

•Constituição do suor: proteínas, •Constituição do suor: proteínas, sódio, potássio, cloreto, uréia, úrico

• Apócrinas

•Écrinas

( Merócrinas)

Receptores Sensoriais da Pele

•Recepção de estímulos do meio a mbiente;

•Receptor sensorial mais extenso do mais extenso do corpo humano;

•Terminações nervosas livres na epiderme e anexos

(receptores tácteis);

•Mecanorreceptores da Pele:

Receptores de SuperfícieSensação

Receptores de PaciniPressão

Discos de MerkelTato e Pressão

Receptores de RuffiniCalor

Receptores de MeissnerTato Receptores de KrauseFrio

Vascularização da Pele

•2 plexos arteriais Derme / Hipoderme

Reticular / Papilar

Ramos p/ papilas dérmicas (Alças vasculares)

Anastomoses arteriovenosas: mecanismos de termorregulação

Vascularização da Pele

Derme / Hipoderme

•3 plexos venososPapilar / Reticular

derme

Região média da

Vasos Linfáticos: Vasos Linfáticos:

•Início em fundo cego nas papilas dér micas;

•Convergem p/ plexo localizado entre camada reticular e papilar;

•Ramos p/ plexo entre derme e hipoder me.

Embriologia da Pele

•Constituída por duas camadas (epiderme e derme)derivadas do ectoderma e do meso der ma

•Processo envolvendo •Processo envolvendo mecanismos indutivos mútuos

•Durante a 4ª e 5ª semanas a pele do embrião consiste em ect oder ma

•Ectoderma superficialEpiderme

Desenvolvimento da Epiderme

•Proliferação formando uma camada de epitélio pavimentoso (periderma) e uma camada germinativa basal

•O Periderma sofre queratinização e é constantemente substituído por células da camada basal (até 21ª semana)

•A partir da 21ª semana forma-se o estrato córneo

Desenvolvimento da Epiderme •Camada germinativa torna-se estrato germinativo

•Formação das cristas epidérmicas

•Células da crista neural migram para formar melanoblastos, que formarão melanócitosque formarão melanócitos

Formação da Derme

(mesoderma paraxial)

•Dermátomos dos Somitos •Mesoderma lateral somático

•Formação de fibras colágenas e elásticas (11ª semana) elásticas (11ª semana)

•Projeções da derme na epiderme formando as cristas dérmicas, onde estabelecem-se vasos e ter minações nervosas

Desenvolvimento das Glândulas da Pele

•Glândulas sebáceas

• Glândulas sudoríparas

Glândulas Sebáceas

•Brotos laterais das bainhas epiteliais dos folículos pilosos

•Os brotos crescem em direção ao conjuntivo, formando alvéolos e formando alvéolos e duct os

•Sebo, células epidérmicas descamadas e pêlos formam a Vérnix Caseosa (proteção contra o líquido amniótico)

Glândulas Sudoríparas Écrinas

•Invaginações epidérmicas do mesênquima subjacente •A extremidade do broto enovela-se formando a porção secretora

•A junção epitelial da glândula com a epiderme forma o ducto

•Formação de células secretoras e mioepiteliais

•Funcionam logo após o nascimento

Glândulas Sudoríparas Apócrinas

•Invaginações do estrato germinativo da epiderme

•Ductos se abrem na parte superior dos folículos pilosos (mesma origem)

•Secretam apenas após a puberdade

Desenvolvimento dos Pêlos

•Proliferações do estrato germinativo da epiderme na derme subjacente.

•As invaginações (papilas do pêlo) são preenchidas por mesoderma onde se desenvolvem vasos e ter minaçõ es nervo sa s

•A bainha da raiz dérmica e o •A bainha da raiz dérmica e o músculo eretor do pêlo derivam do mesênquima

•Proliferação contínua das células epiteliais na base empurra o pêlo para cima

•Primeiros pêlos (lanugo) aparecem ao final do 3º mês e caem na época do nascimento

Origem Embrionária das demais células da pele

Células de Langerhans Derivados dos precursores da medula óssea

Células de Merkel Derivados da crista neural do e mbrião

Lesões da pele Lesões da pele

Introdução:Introdução:

1. Definição1. Definição

“Lesão do tecido resultante da exposição a chamas ou líquidos “Lesão do tecido resultante da exposição a chamas ou líquidos “Lesão do tecido resultante da exposição a chamas ou líquidos “Lesão do tecido resultante da exposição a chamas ou líquidos “Lesão do tecido resultante da exposição a chamas ou líquidos “Lesão do tecido resultante da exposição a chamas ou líquidos “Lesão do tecido resultante da exposição a chamas ou líquidos “Lesão do tecido resultante da exposição a chamas ou líquidos quentes , contato com objetos quentes, exposição a corrosivos quentes , contato com objetos quentes, exposição a corrosivos quentes , contato com objetos quentes, exposição a corrosivos quentes , contato com objetos quentes, exposição a corrosivos quentes , contato com objetos quentes, exposição a corrosivos quentes , contato com objetos quentes, exposição a corrosivos quentes , contato com objetos quentes, exposição a corrosivos quentes , contato com objetos quentes, exposição a corrosivos

químicos ou radiação ou contato com corrente elétrica”

químicos ou radiação ou contato com corrente elétrica” químicos ou radiação ou contato com corrente elétrica”químicos ou radiação ou contato com corrente elétrica” químicos ou radiação ou contato com corrente elétrica”químicos ou radiação ou contato com corrente elétrica” químicos ou radiação ou contato com corrente elétrica”químicos ou radiação ou contato com corrente elétrica” ––Caracterizada por lesão tipo necrose de coagulação.Caracterizada por lesão tipo necrose de coagulação.

2. Importância2. Importância

••EUA EUA ––2,2 milhões queimados / 60 mil hospitalizados / 5,5 mil óbitos.2,2 milhões queimados / 60 mil hospitalizados / 5,5 mil óbitos. ••Brasil Brasil ––1 milhão / 100 mil hospitalizados / 2,5 mil óbitos.1 milhão / 100 mil hospitalizados / 2,5 mil óbitos.

••Tratamento de altíssimo custo.Tratamento de altíssimo custo.

Gravidade da Queimadura:Gravidade da Queimadura: –Ocorrem em temperaturas acima 44o. C.Ocorrem em temperaturas acima 44o. C.

Relacionada com diversos fatoresRelacionada com diversos fatores

••Tipo de agenteTipo de agente ••Temperatura do agenteTemperatura do agente

••Tempo te esposiçãoTempo te esposição••Tempo te esposiçãoTempo te esposição

••Extensão da SCQExtensão da SCQ

••Profundidade da queimaduraProfundidade da queimadura

••Idade do queimadoIdade do queimado

••Região do corpo afetadaRegião do corpo afetada

Mesmo em pacientes com SCQ pequenas e médias Mesmo em pacientes com SCQ pequenas e médias associadas à lesão de vias aéreas, a mortalidade é associadas à lesão de vias aéreas, a mortalidade é elevada.elevada.

Grau da Queimadura:Grau da Queimadura:

1.1.Lesão de Espessura Parcial Superficial ou Primeiro GrauLesão de Espessura Parcial Superficial ou Primeiro Grau

••Atinge a epiderme. Sem alterações hemodinâmicas ou clínicas.Atinge a epiderme. Sem alterações hemodinâmicas ou clínicas. ••Lesão hiperemiada, úmida e dolorosa.Lesão hiperemiada, úmida e dolorosa.

Comentários