Hipertensão

Hipertensão

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INTRODUÇÃO

A hipertensão arterial sistêmica (HAS), e uma das doenças de maior prevalência no mundo, caracteriza pelo aumento pressão arterial, tendo como causas hereditariedade, a obesidade, sedentarismo, etilismo, estress,e outros, sedo que sua incidência aumenta com a idade. Alem desses fatores existem ainda outros que também são apontados como causa para á HAS, tais como abaixa escolaridade e a presença familiar portador diabetes.

Hipertensão Arterial

Hipertensão arterial é quando a pressão que o sangue faz na parede das artérias para se movimentar é muito forte, ficando o valor igual ou maior que 140/90 mmHg ou 14 por 9.

A hipertensão arterial é um importante fator de risco para doenças decorrentes de aterosclerose e trombose, que se exteriorizam, predominantemente, por acometimento cardíaco, cerebral, renal e vascular periférico.

É responsável por 25% a 40% da etiologia multifatorial das doenças isquêmicas do coração e dos acidentes vasculares cerebrais, respectivamente. Esta multiplicidade de conseqüências coloca a hipertensão arterial na origem das doenças crônico-degenerativas e, portanto, a caracteriza como uma das causas de maior redução da qualidade e expectativa de vida dos indivíduos.

A organização mundial da saúde (OMS) considera a HAS sistêmica grande problema saúde publica, pois no mundo são 600 milhões, desse, 500 milhões precisam intervenção medica imediata. Prevalência hipertensão arterial e de seus fatores de risco pode ser de grande valor para orientar o planejamento das políticas de saúde.

A HAS no Brasil é um dos principais fatores para doença cardiovascular é acidentes cardiovasculares encefálicas e a prevalência estimada de hipertensão no Brasil atualmente é de 35% da população acima de 40 anos. Sendo que 300 mil pessoas morrem anualmente de doenças cardiovasculares, e quase 50% delas em decorrência da hipertensão. Estima-se que cerca de 30 milhões de brasileiros seja hipertensos, e que a cada cinco habitantes, um seja portador da doença. Estes índices são semelhantes à prevalência encontrada em os outros paises da América Latina e do mundo, motivo pelo qual é importante aplicar o conhecimento pela saúde da população em seu conjunto, já que fatores etários, econômicos e sociais podem influenciar a prevalência da hipertensão. Alem disso, também deve ser realizada a intervenção da saúde publica, tanto na atenção em saúde como na tomada de medidas preventiva que visem à abordagem global dos fatores de riscos para doenças cardiovasculares.

Para atender os portadores de hipertensão, o Ministério da Saúde possui o Programa Nacional de Atenção a Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus. O programa compreende um conjunto de ações de promoção de saúde, prevenção, diagnóstico e tratamento dos agravos da hipertensão. O objetivo é reduzir o número de internações, a procura por pronto-atendimento, os gastos com tratamentos de complicações, aposentadorias precoces e mortalidade cardiovascular, com a conseqüente melhoria da qualidade de vida dos portadores.

A alimentação inadequada e o sedentarismo são aliados das doenças cardiovasculares. Quem costuma comer carne com gordura, deixa de lado alimentos saudáveis e não se exercita é forte candidato a ter pressão alta.

A pressão norma sistólica e menor que 140 mmHg e diastólica menor que 90 mmHg e capaz de garantir a perfusão tecidual de todos os órgão nas diferentes condições do organismo. Os valores anormalmente baixos de pressão ( hipotensão) são reconhecido pela incapacidade de perfundir diferentes órgão sistema nervoso central ortostática. Já os valores elevados da pressão arterial só excepcionalmente trazem alterações funcionais agudas

A hipertensão arterial quando não diagnosticada tratada precocemente, causa serias complicações conseqüência, como invalidez parcial ou total individuo, com graves percussões para paciente sua família sociedade, no entanto a HAS pouco controlada entre os hipertensos, que constitui desafio para profissionais da saúde.

Entre fatores que interferem na adesão ao tratamento, estão conhecimento paciente sobre doença e seu comportamento frente tomadas de remédios.

ETIOLOGIA

As causas básicas da doença ainda são desconhecidas, porem tais fatores como idade, obesidade, baixa escolaridade, genética, raça negra, uso excessivo de sal, nervosismo, preocupação, drogas, fumo, níveis altos de colesterol, falta de atividade física, problemas renais, malformações dos rins e aorta, hiperatividade do sistema nervoso simpático, e alterações de sistemas renais e endócrinos que controlem o sódio, e cálcio podem ser a causa da doença, tais são considerados como hipertensão primaria ou essencial e também tem as causas de hipertensão secundária com uso de estrógenos - pílulas anticoncepcionais - as doenças renais, vasculares e endocrinológicas.

PATOLOGIA

HIPERTENSAO ARTERIAL PRIMÁRIA

1. Ingesta excessiva de sódio: aumenta volemia

2. Estresse: aumenta atividade simpática

3. Obesidade: hiperinsulinemia

4. Genética:

Retenção de sódio

Diminuição filtração renal

Alteração membrana celular

5. Fatores derivados do endotélio: endotelina

HIPERTENSÃO ARTERIAL SECUNDÁRIA

  1. Endócrina

    • Supra renal

    • Córtex - S. Cushing

    • Hiperaldosteronismo primária

    • Hiperplasia congênita

    • Medula - Feocromocitoma

    • Acromegalia

    • Hipo/Hipertireoidismo

    • Hiperparatireoidismo (hipercalcemia)

    • Exógena

    • Anticoncepcionais, corticóides e simpatomiméticos

2. Renal

3. Parênquima

4. GNA, nefrite crônica, rim policístico, nefropatia diabética, hidronefrose e colagenoses

5. Doença renovascular

6. Tumores produtores de renina

7. Coarctação da aorta

8. Neurogênica

  • Psicogênica

  • Hipertensão intracraniana

9. Policitemia

10. Eclâmpsia

SINTOMAS

Aparecer somente quando a pressão sobe muito: podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal, sensação de mal-estar, ansiedade e agitação, tosse e falta de ar.

A crise é acompanhada de sinais e sintomas em outros órgãos.

No rim, surge hematúria, proteinúria e edema.

No sistema cardiovascular, falta de ar, dor no peito, angina, infarto, arritmias e edema agudo de pulmão.

No sistema nervoso, acidente vascular do tipo isquêmico ou hemorrágico, com convulsões, dificuldade da fala e da movimentação.

Na visão, borramento, hemorragias e edema de fundo de olho.

DIAGNOSTICO

O paciente normotenso ou hipertensos que apresente agudamente os sintomas descritos acima é interrogado e examinado pelo médico, que verifica os níveis tencionais e os encontra muito elevados, acima de 110 mmHg de pressão arterial mínima, com sinais e sintomas próprios da crise hipertensiva e sinais de deterioração rápida de vários órgãos.

Muitas vezes, os pacientes têm pseudocieses hipertensiva. Esses pacientes, apesar de níveis elevados de pressão arterial, não têm evidências de deterioração rápida dos órgãos alvo e nem risco de vida. Na revisão clínica, eles compõem um grupo de hipertensos que teve sua pressão arterial elevada por eventos extras, como crises dolorosas ou emocionais, pós-operatórios imediatos, pânico ou cefaléias severas. Quase sempre são hipertensos mal-tratados ou que abandonaram os medicamentos. Tais pacientes não devem ser confundidos com aqueles que têm uma verdadeira crise hipertensiva.

COMO TRATAR A HIPERTENSÃO?

A hipertensão arterial não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, mas além dos medicamentos disponíveis atualmente, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável:

-manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares; - não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;- praticar atividade física regular;- aproveitar momentos de lazer;- abandonar o fumo;- moderar o consumo de álcool;- evitar alimentos gordurosos;- controlar o diabetes.

Tratamento medicamentoso

- Hidroclorotiazida

- Captopril

- Furosemida

- Propanolol

- Enalapril e outros

EPIDEMIOLOGIA

NUMERO DE CASOS DE HIPERDIA DA CIDADE DE ELOI MENDES

520 HIPERDIAS

PROPORÇÃO DE HIPERTENSOS

POR CAPITAL

Fonte: Vigitel 2009

Capitais / DF

Total

 

%

Aracaju

22,7

Belém

18,8

Belo Horizonte

25,1

Boa Vista

15,8

Campo Grande

26,5

Cuiabá

23,9

Curitiba

21,5

Florianópolis

19,3

Fortaleza

20,7

Goiânia

21,2

João Pessoa

24,8

Macapá

16,8

Maceió

21,8

Manaus

18,6

Natal

23,0

Palmas

14,9

Porto Alegre

25,4

Porto Velho

21,8

Recife

27,6

Rio Branco

24,9

Rio de Janeiro

28,0

Salvador

26,2

São Luís

18,5

São Paulo

26,5

Teresina

22,0

Vitória

23,3

Distrito Federal

21,2

 

CONCLUSÃO

Podemos concluir que a hipertensão é uma doença que atinge grande parte da população, por ser uma doença silenciosa, a prevenção é o melhor remédio, pois a saúde é o maior bem de todos nos, Como dever de todo profissional de saúde, devemos orientar a população e os hipertensos, com o objetivo de esclarecer as duvidas, para que possam ter uma visão melhor sobre a patologia e as causas que ela pode trazer, estabelecendo assim, o autocuidado, para que possam desfrutar de uma vida saudável.

REFERENCIAS:

http://www.abcdasaude.com.br

http://portal.saude.gov.br

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