Rosângela Pires dos Santos - Inteligências Múltiplas e Aprendizagem

Rosângela Pires dos Santos - Inteligências Múltiplas e Aprendizagem

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Profª. Rosângela Pires dos Santos

Inteligências Múltiplas e Aprendizagem

Profª. Rosângela Pires dos Santos

Inteligências Múltiplas e Aprendizagem

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ISBN 85-87916-04-1

Universidade Castelo Branco

Curso: Normal Superior - 3º período

Campus Itaguaí

Autora: Rosângela Pires dos Santos

Gestalt terapia
Bioenergética
Disfunções Sexuais
Hipnose Clínica e Médica
Programação Neurolingüística.

¾ Psicóloga ¾ Especializações: Terapia Cognitivo –Comportamental ¾ Mestre em Ciência da Motricidade Humana

¾ Doutoranda em Psicologia, Saúde, Educação e Qualidade de

Vida. ¾ Professora Universitária na Universidade Castelo Branco

I . Breve Histórico da Inteligência04
1.1. O Desenvolvimento da inteligência............................................. 04
1.2. Pressupostos e Conceitos............................................................ 06
1.2.1. Conceito tradicional de inteligência07
1.3. Contribuições de Alfred Binet07
1.4. Inteligência do ponto de vista Interacionista10
1.5. Contribuições de Daniel Golemam13
1.6. Contribuições de Howard Gardner15
I. A Teoria das Inteligências Múltiplas20
2.1. O que são as Inteligências Múltiplas............................................ 20
2.2. Sua inter relação com outros pressupostos do conhecimento...... 21
2.2.1. Raízes e significados dos critérios das Inteligências Múl-
tiplas21
2.3. Sua aplicabilidade em sala de aula e na vida diária do educando.. 24
2.4. Suas várias formas de utilização.................................................... 28
I. Definições das Inteligências Múltiplas32
3.1. Inteligência Lógico Matemática.................................................... 32
3.2. Inteligência Lingüística ou Verbal................................................ 3
3.3. Inteligência Musical...................................................................... 3
3.4. Inteligência Espacial...................................................................... 34
3.5. Inteligência Corporal Cinestésica.................................................. 34
3.6. Inteligência Interpessoal................................................................ 35
3.7. Inteligência Intrapessoal................................................................ 35
3.8. Inteligência Naturalista.................................................................. 36
3.9. Inteligência Existencial.................................................................. 36
3.10. Inteligência Pictórica de Katia Smole.......................................... 37

Sumário

4.1. Jogos para a estimulação das Múltiplas Inteligências...................... 37
4.1.1. Jogos para desenvolver a Inteligência Lógico Matemática.... 38
4.1.3. Jogos para desenvolver a Inteligência Musical...................... 39
4.1.4. Jogos para desenvolver a Inteligência Espacial39
4.1.6. Jogos para desenvolver a Inteligência Interpessoal41
4.1.7. Jogos para desenvolver a Inteligência Intrapessoal42

IV. Aplicabilidade da Teoria das Inteligências Múltiplas em Sala de Aula.. 37 4.1.2. Jogos para desenvolver a Inteligência Lingüística ou Verbal. 38 4.1.5. Jogos para desenvolver a Inteligência Corporal Cinestésica.. 40 4.1.8. Jogos para desenvolver a Inteligência Naturalista.................. 42

4.1.10. Jogos para desenvolver a Inteligência Pictórica43

4.1.9. Jogos para desenvolver a Inteligência Existencial.................. 43

processo de aprendizagem....................................................................... 4
5.1. Criação de jogos e exercícios estimulantes para os diferentes
tipos de aprendizagem adaptados aos seus educandos..................... 4
5.2. Apresentação da atividade alternativa criada.................................... 45
Modelo de Atividade........................................................................ 46

V . Utilização alternativa da Teoria das Inteligências Múltiplas no Bibliografia.................................................................................................... 47

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1.1. O Desenvolvimento da inteligência

I . Breve Histórico da Inteligência.

Se os muitos psicólogos que pesquisam o funcionamento mental fossem solicitados a definir inteligência, haveria uma grande quantidade de diferenças de opinião. Alguns psicólogos comportamentais propõem que a inteligência é essencialmente uma capacidade geral única. Outros argumentam que a inteligência depende de muitas capacidades separadas. Spearman (1863-1945) era um conhecido proponente do ponto de vista da capacidade ser única. Concluiu que todas as tarefas mentais solicitavam duas qualidades: inteligência e perícias específicas para o item individual. Resolver problemas de álgebra, por exemplo, exige inteligência geral mais um entendimento de conceitos numéricos. Spearman supôs que as pessoas espertas tivessem uma grande dose do fator geral.

L.L. Thurstone (1887-1955), um engenheiro eletricista americano que se tornou um eminente fazedor de testes, esposava o ponto de vista das “capacidades separadas”. Alegava que o fator de abrangência geral de Spearman na realidade se constituía em sete habilidades algo distintas :

1) somar, subtrair, multiplicar e dividir;

2) escrever e falar com facilidade;

3) compreender idéias em forma de palavras; 4) reter impressões;

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5) resolver problemas complexos e tirar proveito da experiência passada;

6) perceber corretamente relacionamentos de tamanho e espaciais;

7) identificar objetos rápida e exatamente.

Embora Thurstone achasse que estas capacidades eram relacionadas até certo ponto, ele enfatizava suas diferenças. Outras controvérsias sobre a natureza da inteligência dividem os psicólogos em campos opostos: A inteligência deve ser conceituada como uma capacidade - ou capacidades - para aprender em situações acadêmicas ou dominar matérias conceituadas abstratas ou, mais geralmente, como uma capacidade - ou capacidades - para se adaptar ao ambiente ? A inteligência deve ser visualizada como uma faculdade inteiramente cognitiva ou deve-se levar em conta a motivação ? Até que ponto a hereditariedade influencia a inteligência ?

Os primitivos psicólogos estavam muito mais interessados em inventar testes que pudessem diferenciar entre estudantes embotados e rápidos, para que pudessem ser designados para um currículo escolar apropriado. Por esta razão, as questões teóricas foram facilmente postas de lado. A inteligência passou a ser definida operacionalmente em termos dos testes destinados a medi-la. Em outras palavras, o que quer que os testes medissem era chamado de inteligência. Conceitos práticos como estes dominaram a pesquisa psicológica sobre a inteligência até bem recentemente, quando os cientistas comportamentais começaram a reexaminar seus pressupostos.

Aqui, é feita uma distinção entre inteligência medida e inteligência. Por inteligência medida entende-se o desempenho em uma situação específica de teste, sempre baseada em realizações: hábitos e habilidades adquiridos.

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Em contraste, define-se inteligência como uma capacidade para atividade mental que não pode ser medida diretamente. O objetivo aqui é assumir o ponto de vista de que a inteligência consiste em muitas capacidades cognitivas separadas, inclusive as envolvidas em percepção, memória, pensamento e linguagem. Embora até certo ponto todos os seres humanos possuam estas capacidades, parece haver muita variabilidade na eficiência de cada processo. Também é feita a suposição de que a inteligência se aplica no ajustamento de cada processo em todas as esferas da vida.

Já que as investigações de inteligência se amparam fortemente em testes, é crucial compreender como os psicólogos têm medido as capacidades mentais.

1.2. Pressupostos e Conceitos

As idéias dos autores divergiam em relação à inteligência. Um grupo de autores concebia a inteligência como sendo:

! Adaptação do indivíduo ao meio e capacidade de resolver problemas novos. Um outro grupo considerava que inteligência seria:

! A capacidade para aprender. E um terceiro grupo entendia inteligência como:

! Capacidade de pensar abstratamente

Uma vez que nenhum deles deixava de ter razão em suas concepções, adotouse uma definição que englobavam os três pressupostos, sendo a inteligência considerada como:

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! Capacidade global do indivíduo que se expressa pela sua facilidade em aprender, atuar eficientemente sobre o meio e pensar abstratamente.

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