qualidade da água

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A Qualidade da água e o Saneamento ambiental

Índice

  • SANEAMENTO AMBIENTAL

  • PARÂMETROS DE QUALIDADE DA ÁGUA

  • A QUALIDADE DA ÁGUA E OS MÉTODOS DE DETERMINAÇÃO EM LABORATÓRIO

PARÂMETROS DE QUALIDADE DA ÁGUA

  • Para caracterizar uma água, são determinados diversos parâmetros, os quais representam as suas características físicas, químicas e biológicas.

Parâmetros Físicos

  • Temperatura:

  • Sabor e odor:

  • Cor

  • Sólidos:

  • Sólidos em suspensão:

  • Sólidos sedimentáveis:

  • Sólidos não sedimentáveis:

  • Sólidos dissolvidos:  

  • f) Condutividade Elétrica:

Temperatura: Sabor e odor:

Parâmetros Químicos

  • a) pH (potencial hidrogeniônico): representa o equilíbrio entre íons H+ e íons OH; varia de 7 a 14; indica se uma água é ácida (pH inferior a 7), neutra (pH igual a 7) ou alcalina (pH maior do que 7); o pH da água depende de sua origem e características naturais, mas pode ser alterado pela introdução de resíduos; pH baixo torna a água corrosiva; águas com pH elevado tendem a formar incrustações nas tubulações; a vida aquática depende do pH, sendo recomendável a faixa de 6 a 9. 

  • b) Alcalinidade: causada por sais alcalinos, principalmente de sódio e cálcio; mede a capacidade da água de neutralizar os ácidos; em teores elevados, pode proporcionar sabor desagradável à água, tem influência nos processos de tratamento da água.

  • c) Dureza: resulta da presença, principalmente, de sais alcalinos terrosos (cálcio e magnésio), ou de outros metais bivalentes, em menor intensidade, em teores

  • elevados; causa sabor desagradável e efeitos laxativos; reduz a formação da espuma do sabão, aumentando o seu consumo; provoca incrustações nas tubulações e caldeiras. Classificação das águas, em termos de dureza (em CaC03 ):

  • Menor que 50 mg/1 CaC03 - água mole

  • Entre 50 e 150 mg/1 CaC03 - água com dureza moderada

  • Entre 150 e 300 mg/1 CaC03 - água dura

  • Maior que 300 mg/1 CaC03 - água muito dura

  • d) Cloretos: Os cloretos, geralmente, provêm da dissolução de minerais ou da intrusão de águas do mar; podem, também, advir dos esgotos domésticos ou industriais; em altas concentrações, conferem sabor salgado à água ou propriedades laxativas.

  • e) Ferro e manganês: podem originar-se da dissolução de compostos do solo ou de despejos industriais; causam coloração avermelhada à água, no caso do ferro, ou marrom, no caso do manganês, manchando roupas e outros produtos industrializados; conferem sabor metálico à água; as águas ferruginosas favorecem o desenvolvimento das ferrobactérias, que causam maus odores e coloração à água e obstruem as canalizações.

  • f) Nitrogênio: o nitrogênio pode estar presente na água sob várias formas: molecular, amônia, nitrito, nitrato; é um elemento indispensável ao crescimento de algas, mas, em excesso, pode ocasionar um exagerado desenvolvimento desses organismos, fenômeno chamado de eutrofização; o nitrato, na água, pode causar a metemoglobinemia; a amônia é tóxica aos peixes; são causas do aumento do nitrogênio na água: esgotos domésticos e industriais, fertilizantes, excrementos de animais.

  • g) Fósforo: encontra-se na água nas formas de ortofosfato, polifosfato e fósforo orgânico; é essencial para o crescimento de algas, mas, em excesso, causa a eutrofização; suas principais fontes são: dissolução de compostos do solo; decomposição da matéria orgânica, esgotos domésticos e industriais; fertilizantes; detergentes; excrementos de animais.

  • h) Fluoretos: os fluoretos têm ação benéfica de prevenção da cárie dentária; em concentrações mais elevadas, podem provocar alterações da estrutura óssea ou a fluorose dentária (manchas escuras nos dentes).

Oxigênio Dissolvido (OD): é indispensável aos organismos aeróbios; a água, em condições normais, contém oxigênio dissolvido, cujo teor de saturação depende da altitude e da temperatura; águas com baixos teores de oxigênio dissolvido indicam que receberam matéria orgânica; a decomposição da matéria orgânica por bactérias aeróbias é, geralmente, acompanhada pelo consumo e redução do oxigênio dissolvido da água; dependendo da capacidade de autodepuração do manancial, o teor de oxigênio dissolvido pode alcançar valores muito baixos, ou zero, extinguindo-se os organismos aquáticos aeróbios.

  • Oxigênio Dissolvido (OD): é indispensável aos organismos aeróbios; a água, em condições normais, contém oxigênio dissolvido, cujo teor de saturação depende da altitude e da temperatura; águas com baixos teores de oxigênio dissolvido indicam que receberam matéria orgânica; a decomposição da matéria orgânica por bactérias aeróbias é, geralmente, acompanhada pelo consumo e redução do oxigênio dissolvido da água; dependendo da capacidade de autodepuração do manancial, o teor de oxigênio dissolvido pode alcançar valores muito baixos, ou zero, extinguindo-se os organismos aquáticos aeróbios.

  •  Matéria Orgânica: a matéria orgânica da água é necessária aos seres heterótrofos, na sua nutrição, e aos autótrofos, como fonte de sais nutrientes e gás carbônico; em grandes quantidades, no entanto, podem causar alguns problemas, como: cor, odor, turbidez, consumo do oxigênio dissolvido, pelos organismos decompositores.

  •  O consumo de oxigênio é um dos problemas mais sérios do aumento do teor de matéria orgânica, pois provoca desequilíbrios ecológicos, podendo causar a extinção dos organismos aeróbios. Geralmente, são utilizados dois indicadores do teor de matéria orgânica na água: Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e Demanda Química de Oxigênio (DQO).

  • Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) é a quantidade de oxigênio necessária à oxidação da matéria orgânica por ação de bactérias aeróbias. Representa, portanto, a quantidade de oxigênio que seria necessário fornecer às bactérias aeróbias, para consumirem a matéria orgânica presente em um líquido (água ou esgoto). A DBO é determinada em laboratório, observando-se o oxigênio consumido em amostras do líquido, durante 5 dias, à temperatura de 20 °C.

  • Demanda Química de Oxigênio (DQO): é a quantidade de oxigênio necessária à oxidação da matéria orgânica, através de um agente químico. A DQO também é determinada em laboratório, em prazo muito menor do que o teste da DBO. Para o mesmo líquido, a DQO é sempre maior que a DBO.

  • Componentes Inorgânicos: alguns componentes inorgânicos da água, entre eles os metais pesados, são tóxicos ao homem: arsênio, cádmio, cromo, chumbo, mercúrio, prata, cobre e zinco; além dos metais, pode-se citar os cianetos; esses componentes, geralmente, são incorporados à água através de despejos industriais ou a partir das atividades agrícolas, de garimpo e de mineração.

  • Componentes orgânicos: alguns componentes orgânicos da água são resistentes á degradação biológica, acumulando-se na cadeia alimentar; entre esses, citam-se os agrotóxicos, alguns tipos de detergentes e outros produtos químicos, os quais são tóxicos.

Parâmetros Biológicos

  • a) Coliformes: são indicadores de presença de microrganismos patogênicos na água; os coliformes fecais existem em grande quantidade nas fezes humanas e, quando encontrados na água, significa que a mesma recebeu esgotos domésticos, podendo conter microrganismos causadores de doenças.

  • b) Algas: as algas desempenham um importante papel no ambiente aquático, sendo responsáveis pela produção de grande pane do oxigênio dissolvido do meio; em grandes quantidades, como resultado do excesso de nutrientes (eutrofização), trazem alguns inconvenientes: sabor e odor; toxidez, turbidez e cor; formação de massas de matéria orgânica que, ao serem decompostas, provocam a redução do oxigênio dissolvido; corrosão; interferência nos processos de tratamento da água: aspecto estético desagradável.

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SANEAMENTO AMBIENTAL

  • É o conjunto de ações socioeconômicas que têm por objetivo alcançar a higiene Ambiental, por meio de abastecimento de água potável, coleta e disposição sanitária de resíduos sólidos, líquidos e gasosos etc... Com a finalidade de proteger e melhorar as condições de vida urbana e rural.

A QUALIDADE DA ÁGUA E OS MÉTODOS DE DETERMINAÇÃO EM LABORATÓRIO

  • Periodicamente, as amostras da água bruta, decantada e corrigida, devem ser analisadas.

  • Visando manter padrões de qualidade.

ANÁLISES DE LABORATÓRIO

  • De duas em 2 horas: Cor, pH, turbidez, cloro.

  • De quatro em 4 horas: Alcalimetria, Flúor.

  • Uma vez ao dia: Ferro e alumínio

COR: A cor da água decantada determina a eficácia do sistema.

  • COR: A cor da água decantada determina a eficácia do sistema.

  • Atualmente, na ETA utiliza-se o aparelho colorímetro Nessler, com discos de cor calibrados, o resultado obtido é em unidade de cor, equivalente a mg/l. de platino-Cobalto.

  • PH: É através dessa análise que se determina a necessidade de ajuste na densidade da solução de cal.

  • A análise do pH, atualmente é realizada num instrumento eletrônico de medição marca

  • “INSTRUTERM”. O pH da água corrigida deve manter-se nos seguintes níveis: >7,5 e < 8,5.

TURBIDEZ: A turbidez representa a opacidade da água, quanto menor, mais pura, porém quanto

  • TURBIDEZ: A turbidez representa a opacidade da água, quanto menor, mais pura, porém quanto

  • maior for o pH, maior será a turbidez, devido a presença de CaCO3. Atualmente, o aparelho utilizado na ETA, é o turbidímetro eletrônico marca

  • “POLICONTROL” e o resultado obtido é em equivalência de mg/l de Sílica, expresso em

  • NTU.

CLORO: O Gás Cloro é largamente utilizado nos tratamentos de água como agente de desinfecção, pois destrói e dificulta o desenvolvimento de microorganismos. Também, por ser um poderoso agente oxidante, modifica as características químicas da água removendo compostos orgânicos e inorgânicos.

  • CLORO: O Gás Cloro é largamente utilizado nos tratamentos de água como agente de desinfecção, pois destrói e dificulta o desenvolvimento de microorganismos. Também, por ser um poderoso agente oxidante, modifica as características químicas da água removendo compostos orgânicos e inorgânicos.

  • Atualmente, na ETA, utiliza-se o colorímetro eletrônico “LAMOTTE” nessa análise.

  • FLÚOR: O índice de flúor deve estar em 0,6ppm no mínimo e 1,0ppm no maximo.

  • Aparelho utilizado: colorímetro eletrônico “LAMOTTE”.

FERRO: O índice máximo admitido é de 0,3 mg/L (Fe total). O excesso de ferro ocasiona transtornos como manchas em roupas e instalações sanitárias, além de possibilitar o desenvolvimento das chamadas ferro-bactérias que causam degradação em canalizações de ferro, entre outros.

  • FERRO: O índice máximo admitido é de 0,3 mg/L (Fe total). O excesso de ferro ocasiona transtornos como manchas em roupas e instalações sanitárias, além de possibilitar o desenvolvimento das chamadas ferro-bactérias que causam degradação em canalizações de ferro, entre outros.

  • Aparelho utilizado: colorímetro eletrônico “LAMOTTE”.

  • ALUMÍNIO: O índice máximo de alumínio admitido para a água a ser distribuída é de 0,2 mg/L.

ALCALINIDADE: Nessa análise, utiliza-se o reagente FENOLFTALEINA para determinar fenol na água corrigida.

  • ALCALINIDADE: Nessa análise, utiliza-se o reagente FENOLFTALEINA para determinar fenol na água corrigida.

  • Usa-se os indicadores METIL ORANGE, titula-se as amostras com H2SO4 a 0,01N para obter a alcalinidade de cada amostra, em seguida, esses dados são cruzados com os pH’s correspondentes num gráfico, determinando a quantidade de CO2 em cada amostra.

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