Plano Real e Política Cambial

Plano Real e Política Cambial

Histórico Moedas/Planos do Brasil

  • Antes de chegarmos ao REAL, o Brasil já havia tido 7 tipos de moedas.

  • Principais Planos Econômicos:

  • Cruzado – 1986

  • Bresser – 1987

  • Verão – 1989

  • Collor I – 1990

  • Collor II – 1991

Plano Real

  • Todo o programa tinha como base as políticas cambial e monetária.

  • A política monetária foi utilizada como instrumento de controle dos meios de pagamentos (saldo da balança comercial, de capital e de serviços), enquanto a política cambial regulou as relações comerciais do país com os demais países do mundo.

  • Objetivos:

    • estabilização econômica
    • fim da inflação elevada

  • Ajuste Fiscal - aumento de impostos e cortes nos gastos públicos para reduzir o desequilíbrio entre a arrecadação e os gastos públicos.

  • Desindexação da Economia - adoção da URV como forma de eliminar a memória inflacionária.

  • Política Monetária Restritiva - aumento da taxa básica de juros e aumento dos depósitos compulsórios.

  • Redução Pontual das Tarifas de Importação

  • Câmbio artificialmente valorizado - para evitar aumento de preços dos produtos importados e manter alta a oferta interna de produtos.

Fase 1 - Programa de ação imediata

  • Fase 1 - Programa de ação imediata

  • Implantada em 14 de junho de 1993, durante a gestão de Itamar Franco.

  • Ajuste Fiscal - Combinando aumento de impostos e cortes nos gastos públicos, o governo procurou reduzir o desequilíbrio entre a arrecadação e os gastos públicos.

Fase 2 - Unidade Real de Valor (URV)

  • Fase 2 - Unidade Real de Valor (URV)

  • Após anos de inflação recorrente, os agentes econômicos passaram a indexar preços a índices de inflação, criando um círculo vicioso de aumento de preços.

  • A principal ação para reverter este quadro foi a adoção da URV, como forma de eliminar a memória inflacionária.

  • A URV era definida diariamente através de um cálculo usando como base uma média diária de inflação através de uma cesta de índices inflacionários.

Fase 3 - O Real

  • Fase 3 - O Real

  • Em 01/07/1994, o governo decretou a medida provisória do plano real. A partir da implantação da moeda, houve as seguintes medidas:

  • Redução Pontual das Tarifas de Importação - para evitar pressões inflacionárias relacionadas ao excesso de demanda, as tarifas de importação de alguns produtos foram baixadas.

  • Câmbio artificialmente valorizado - o real foi mantido supervalorizado para evitar aumento de preços dos produtos importados e manter alta a oferta interna de produtos (via redução das exportações e aumento das importações).

O que o Plano Real tem de absolutamente único é que se trata de um episódio onde simultaneamente tivemos um plano de estabilização e um processo de abertura.

  • O que o Plano Real tem de absolutamente único é que se trata de um episódio onde simultaneamente tivemos um plano de estabilização e um processo de abertura.

  • A política cambial adotada durante o curto período de vigência da URV era calculada na realização de contínuas minidesvalorizações cambiais necessárias à manutenção da paridade da moeda brasileira em relação às moedas estrangeiras.

O desenho do Plano Real impõe dois condicionamentos básicos à política cambial:

  • O desenho do Plano Real impõe dois condicionamentos básicos à política cambial:

  • A coexistência da âncora monetária com âncora cambial; e

  • O respeito a limites de emissão de moeda fixados em lei.

A âncora cambial corresponde à adoção de uma pré-determinada taxa de desvalorização cambial e seu sucesso em combater a inflação depende da credibilidade que o governo detém junto ao público.

  • A âncora cambial corresponde à adoção de uma pré-determinada taxa de desvalorização cambial e seu sucesso em combater a inflação depende da credibilidade que o governo detém junto ao público.

  • No Brasil, a administração da taxa de câmbio apoiou a redução do descontrole monetário, permitindo constranger mais uma das fontes inflacionárias do País.

Os efeitos da âncora cambial sobre os custos de produção, e, assim, sobre a inflação.

  • Os efeitos da âncora cambial sobre os custos de produção, e, assim, sobre a inflação.

  • A estabilidade monetária permite que ocorra um afluxo de recursos para o país, que, por sua vez, é utilizado para realizar importações que naquele momento encontravam-se reprimidas.

Tornou a economia brasileira mais suscetível às alterações no cenário internacional e a ataques especulativos, afetando o fluxo de recursos.

  • Tornou a economia brasileira mais suscetível às alterações no cenário internacional e a ataques especulativos, afetando o fluxo de recursos.

  • Com a Crise Asiática, ocorrida em 1997, tal fato tornou-se mais evidente, obrigando o governo a adotar medidas de contenção do nível de atividade.

O longo período de valorização do Real contribuiu para o aumento significativo das importações.

  • O longo período de valorização do Real contribuiu para o aumento significativo das importações.

  • As exportações cresceram em menor escala.

  • Dificuldades para agregar maior valor agregado local, o que proporcionaria mais renda e emprego.

  • Os déficits de serviços ampliaram o déficit em conta corrente.

Não resistindo às pressões do mercado, em janeiro/1999, o Real foi desvalorizado.

  • Não resistindo às pressões do mercado, em janeiro/1999, o Real foi desvalorizado.

  • Tal desvalorização e a adoção dos sistema de câmbio flutuante consolidaram-se nos anos seguintes, permitindo ajuste no BP.

  • A implantação de metas inflacionárias propiciou redução nas taxas de juros.

Plano Real a curto prazo

  • Plano Real a curto prazo

  • Queda da inflação

  • Economia reaquecida

  • Melhoria da renda

  • Planejamento dos agentes econômicos

Plano Real a longo prazo

  • Plano Real a longo prazo

  • Emprego

  • Renda do trabalhador

  • Consumo

REGO, José Marcio; MARQUES, Rosa Maria (Org.). Economia Brasileira. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

  • REGO, José Marcio; MARQUES, Rosa Maria (Org.). Economia Brasileira. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

  • DUPAS, Gilberto. Emprego, renda e consumo: o esgotamento do Plano Real. Instituto Teotônio Vilela, 2004.

  • BANCO CENTRAL DO BRASIL. Notas para a imprensa. Diversos números. Disponível em www.bcb.gov.br

  • Diversos sites na Internet

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