Eficiência Energética Ativa

Eficiência Energética Ativa

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Economias permanentes mediante Eficiência Energética Ativa

Economias permanentes mediante Eficiência Energética Ativa

Fevereiro de 2008 / White paper

• Resumo Executivo3
• Introdução4
• Situação Atual7
• Implementando Ações relativas ao Uso da Energia9
• Eficiência Energética Ativa no Ambiente Construído12
Comerciais Médios e Grandes15

Resumo • Soluções de Eficiência Energética Ativa para Mercados

e Mercados Comerciais Pequenos17
• Soluções para Mercados da Indústria e de Infraestrutura19

• Soluções para Mercados Residenciais • Conclusão .............................................................................. 21

White paper sobre Eficiência Energética - 3

Economias permanentes mediante Eficiência Energética Ativa

Resumo Executivo

Este white paper sustenta que as metas de emissões de gases de efeito estufa estabelecidas no Protocolo de Kyoto não serão alcançadas se a Eficiência Energética Ativa não for obrigatória.

Eficiência Energética Ativa significa, por definição, efetuar mudanças permanentes através de medições, monitoramento e controle do uso da energia. Eficiência Energética Passiva definese como a adoção de medidas contra perdas térmicas e uso de equipamento de baixo consumo, entre outros.

O uso de equipamentos e aparelhos que economizam energia, tais como lâmpadas de baixo consumo energético, é essencial, porém insuficiente. Sem o controle adequado, estas medidas são simplesmente e com frequência formas de militância contra perdas de energia, mas não se traduzem em uma redução real do consumo de energia e de como é utilizada.

Tudo que consome energia — desde o consumo direto de eletricidade até iluminação, calefação e especialmente motores elétricos, assim como controles HVAC (de calefação, ventilação e refrigeração) e de caldeiras, entre outros — deve ser objeto de iniciativas ativas, para se obter ganhos sustentados. Isto também implica em uma mudança de cultura e mentalidade de grupos de indivíduos, o que levaria à adoção de novas condutas no trabalho e em casa, embora o maior uso de controles técnicos possa reduzir esta necessidade.

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Economias permanentes mediante Eficiência Energética Ativa

Introdução

Hoje não resta dúvida que a eficiência energética ocupa um lugar destacado nos planos de uma grande maioria. No entanto, a compreensão do que envolve a eficiência energética e de como implementar iniciativas de economia de energia fez com que, algumas empresas, tais como a Schneider Electric, definissem dois tipos de conduta de eficiência energética: Eficiência Energética Passiva e, ainda mais significativamente, Eficiência Energética Ativa.

Muitos acham que medidas de energia remetem à consideração de questões térmicas relacionadas ao material de construção e medidas tais como isolamento, envidraçamento e soluções contra a perda de calor. Outros consideram que o assunto é mais relacionado à iluminação e requer simplesmente a instalação de sistemas de baixo consumo. Aqueles que precisam de muita energia térmica talvez considerem como solução os sistemas eficientes de caldeira.

Todas as ações mencionadas acima são louváveis e necessárias, mas não deixam de ser medidas passivas, que reduzem em muito a perda de energia sem diminuir a energia utilizada.

A Eficiência Energética Ativa requer não somente a instalação de aparelhos que economizam energia, mas também o controle dos mesmos para uso da energia necessária. O aspecto do controle é essencial para alcançar a máxima eficiência. Vejam o exemplo das lâmpadas com eficiência energética que permanecem acesas em salas vazias. O único resultado positivo é que se desperdiça menos energia do que com uma lâmpada comum — só isso!

As mudanças permanentes são fruto da gestão do uso da energia mediante a realização de medições, monitoramento e controle. Além disso, em comparação com os custos incorridos (e conhecimentos técnicos necessários para evitar riscos) na instalação de soluções térmicas, os controles de energia podem ser implementados a um preço relativamente baixo e com rápido retorno do investimento. Isto também é certo quando levamos em conta os preços da energia em ascensão — o preço da maioria das soluções de controle de energia pode ser amortizado em poucos anos.

Outro fator muito importante, que deveria dar um maior impulso à Eficiência Energética Ativa a partir de agora é a necessidade de cumprir ambiciosas metas de redução do carbono estabelecidas pelos governos aliados ao Protocolo de Kyoto. Em relação ao ambiente construído, por exemplo, sabe-se que, afora o caso dos edifícios existentes (além de todos os novos) construídos com eficiência energética, será simplesmente impossível atingir as metas estabelecidas para 2020.

Eletricidade 38%

Eletricidade 50%

Eletricidade 17%

49% Calefação 16% Aquecimento de Água 7% Iluminação 7% Dissipação do Calor 5% Refrigeração 5% Cozinha 4% Eletrônica 4% Máquina de Lavar/Secadora 3% Outros

23% Calefação 17% Iluminação 10% Aquecimento de Água 8% Dissipação do Calor 6% Eletrônica 5% Refrigeração 4% Ventilação 4% Cozinha 23% Outros

40% Calor de Processos 27% Caldeiras de Vapor 13% Sistemas de Motor 5% Calor da Instalação 4% Iluminação e Outros 4% Cogeração (CHP) 2% Dissipação do Calor de Processos 4% Cozinha 5% Outros

Residencial 16%

Comercial 8%

Industrial 49%

Os valores de consumo energético revelam as principais áreas de uso da energia por tipo

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Economias permanentes mediante Eficiência Energética Ativa

A redução de emissões de gases de efeito estufa foi uma das metas globais estabelecidas na Cúpula de Kyoto em 1997, ratificada por 169 países em dezembro de 2006. De acordo com o Protocolo de Kyoto, os países industrializados concordaram em reduzir suas emissões coletivas de gases de efeito estufa em 5,2% até 2012 em relação a 1990. (Isto representa um corte de 29% em relação aos níveis de emissões que haviam sido previstos para 2012 antes do Protocolo.) A meta na Europa é de uma redução total de 8%, com queda de emissões de CO2 de 20% até 2020.

Este white paper examina as condutas de Eficiência Energética Ativa passíveis de serem adotadas dentro de edifícios novos e existentes — em âmbitos comerciais, industriais, privados, públicos e residenciais — assim como nas áreas de manufatura, indústria e infraestrutura de transporte.

Fontes: EIA 2003, International Energy Outlook 2007, World Resource Institute

Consumo de Energia Mundialmente Comercializada, 1980 – 2030

Quadrilhões de Btu Histórico Projeções

CO Mundial2 Emissões em bilhões de toneladas métricas de CO2

Metas de Redução da União Europeia

Os valores acima representam As Metas e o Plano de Emissões da UE (base = nível em 1990)

França, Alemanha, Reino Unido
• Alguns Países Europeus estão dispostos a obter uma redução de 50% até 2050
• Reduzir em ao menos 20% as emissões de GEE antes do final de 2020

Compromisso do Conselho da Primavera em Março 2007 A meta poderia ser mais alta no caso de haver um acordo internacional (pós-Kyoto)

Compromisso de Kyoto • Redução de emissões de GEE em 5% entre 2008 – 2012

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Economias permanentes mediante Eficiência Energética Ativa

Situação Atual

A forma de consumir energia varia de acordo com o setor e inclui desde o fornecimento de recursos essenciais, tais como água, petróleo e gás, até a iluminação e calefação domésticas e a energia necessária para fins industriais e comerciais. Apesar de muita energia ser consumida utilmente, uma imensa quantidade é desperdiçada diariamente. É esse desperdício ou uso ineficiente da energia que temos de evitar.

Este white paper explora cada aspecto do uso da eletricidade e seu impacto no ambiente. Hoje, no mundo inteiro, o foco está nas emissões de gases de efeito estufa e chegou a hora de reagir e economizar no uso da energia através de aplicações inteligentes de tecnologia, a fim de gerar Eficiência Energética Ativa.

Em âmbito europeu, a Diretiva relativa ao Desempenho Energético dos Edifícios já está em vigor. Segundo a diretiva, em todos os edifícios — incluindo os do setor residencial — deve haver especificações sobre a capacidade de potência semelhantes àquelas atualmente colocadas em eletrodomésticos, e estas especificações devem estar expostas nas áreas de uso comum dos mesmos ou, no caso de edifícios residenciais, na documentação acerca da propriedade. Alguns governos da UE declararam que preveem, em média, uma redução de 25% no consumo energético a partir da entrada em vigor da lei.

Por mais abrangente que seja a legislação, é possível que os elevados aumentos dos preços de energia representem a questão de maior impacto para as empresas. Em certos países, entre fevereiro de 2005 e fevereiro de 2006, viu-se um aumento de em torno de 74% dos preços de eletricidade e gás no atacado — os preços de energia aumentaram em até 27% no Reino Unido, somente no mês de janeiro de 2008. É um grande problema para as empresas, que veem suas margens de lucro reduzidas e têm de enfrentar o dilema de aceitar uma queda nos resultados finais ou repassar o aumento dos preços de seus produtos e serviços e correr o risco de perder competitividade.

Preços de Gás para a Indústria na Europa

Preços de Energia Elétrica nos EUA

Figura 9.2Preços Médios de Eletricidade no Varejo

(Centavos Nominais por Quilowatt-hora)

Por Setor, 1973-2006

Comercial

Gás natural para uso industrial: prix HTT

CommercialResidencial Residential

Industrial

Industrial

Transporte

Transportation

Por Setor, Mensal

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Economias permanentes mediante Eficiência Energética Ativa

É possível fazer economias desde já na geração e distribuição da energia elétrica, em seu uso e em como utilizar eletricidade com sabedoria para ser mais eficiente no uso de outras energias.

Existem tecnologias que servem como instrumentos para maximizar a efetividade da eletricidade — incluindo sua aplicação para o controle do uso de outras energias — e de sua distribuição.

A tecnologia serve para controlar usos de energia em edifícios como iluminação, HVAC, controles de edifício e distribuição. A iluminação, por si só, pode representar 40% do consumo de energia elétrica em uma empresa comercial típica. Nos escritórios, a explosão de TI resultou em um grande aumento do consumo de energia elétrica, sendo que isto foi exacerbado pela preferência pelo ar condicionado. A expansão prolífica dos data centers e novas indústrias também contribuiu para um importante aumento do uso da energia elétrica. Existem, na indústria, sistemas comprovados de redução da energia consumida por sistemas de motor elétrico e para um melhor controle do uso da energia elétrica em toda a instalação. Dois terços da energia elétrica utilizada na indústria é usada para o funcionamento dos motores. Na maioria dos países, somente menos de 10% destes motores têm algum tipo de controle e, portanto, não podem desacelerar ou desligar de forma automática. A automatização e o crescente uso da energia elétrica, assim como sistemas hidráulicos e pneumáticos ineficientes, também têm aumentado nas regiões industrializadas. Para casa, há novos produtos com controles de iluminação e calefação que melhoram o padrão de vida e, ao mesmo tempo, ajudam a economizar eletricidade. Na maioria dos países, cada domicílio individual (incluindo apartamentos individuais) contribui com aproximadamente 6,5 toneladas de CO2 por ano - ou seja, com gás suficiente para encher seis balões de ar quente! No entanto, apagar as luzes de um quarto vazio pode economizar 2,2 toneladas por domicílio. Computadores, várias televisões, eletrodomésticos modernos, ar condicionado e iluminação externa e equipamento que funciona com energia elétrica marcam o atual momento de crescimento exponencial do consumo. De fato, em muitas economias ocidentais, o consumo doméstico de energia elétrica supera o uso industrial, entre outros.

Em resumo, não há motivo para não economizar ativamente eletricidade e outras energias, desde que exista boa compreensão dos riscos e vontade de reagir ao problema.

Prevê-se que o consumo mundial de energia crescerá em 30% até 2020, de acordo com as últimas previsões da Enerdata em maio de 2007. Estima-se que a eletricidade consumida em 2005 foi de 18.140 TWh e 67% desse total foi gerado por usinas termelétricas a carvão, óleo e gás. É evidente que o consumo de energia elétrica aumentará nas próximas décadas se não forem tomadas providências para economizá-la. Isto é ainda mais certo para países do terceiro mundo e emergentes, onde existem um crescimento do uso de novos equipamentos elétricos e muitas populações em regiões sem acesso a distribuição elétrica que terão eletricidade no dia de amanhã.

Seria difícil para a maioria imaginar uma vida sem eletricidade, o que não significa que o consumo seja impossível de controlar com a finalidade de alcançar a Eficiência Energética Ativa. Na verdade, sem a firme resolução de implementar medidas de Eficiência Energética Ativa, os governos deverão agir através da legislação para ter alguma chance de atingir os objetivos e metas de Kyoto.

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Economias permanentes mediante Eficiência Energética Ativa

Implementando Ações relativas ao Uso da Energia

Todos podem agir de forma positiva para conservar energia ou utilizá-la com mais sabedoria. A tecnologia existe, tem um preço de instalação relativamente acessível, e gera um rápido retorno do investimento.

Se tomarmos como condição básica que é impossível gerir o que não se pode medir, para os grandes usuários de energia — ou seja, os que não são usuários residenciais — o processo de Eficiência Energética Ativa deveria começar com uma avaliação sobre como e onde a energia é utilizada e o volume de energia consumida.

Perguntas fundamentais para toda empresa:

• Sua empresa tem o equipamento necessário para alcançar a eficiência energética?

• Mudanças na legislação e regulamentação estão obrigando ocupantes de edifícios a se prepararem para a gestão do carbono. Seu pessoal está capacitado?

• As equipes financeiras têm conhecimento de todos os subsídios e incentivos disponíveis?

• Você consegue demonstrar isso para os clientes?

• Tem como explicar em que usa 90% da energia consumida? No Reino

Unido, por exemplo, a Regulamentação de Construção exige que 90% do uso estimado de energia por ano seja medido e contabilizado, incluindo eletricidade, gás, água, óleo e vapor.

• Quem usa sua energia? A implementação de medidas efetivas de monitoramento e direcionamento do consumo de energia aumenta a possibilidade de sucesso no processo de eficiência energética. Entretanto, sem o convencimento de pessoas que utilizam a energia dentro da empresa, as economias seriam insustentáveis.

• Você monitora os níveis e atitudes de conscientização sobre a Eficiência Energética Ativa na sua empresa?

Ainda são necessárias mais avaliações:

• Você identificou as necessidades de sua empresa? Para saber onde começar, você tem de tomar conhecimento da situação no momento. Porém, aceitar conselhos pode trazer riscos, a não ser que esses conselhos venham de pessoas com experiência e conhecimentos. Comece fazendo um levantamento de suas instalações em torno dos objetivos.

• As recomendações mostram o caminho para a eficiência energética?

• Você sabe quais são os próximos passos?

• Quem é o responsável pela eficiência energética? Você está no volante e os investimentos certos geram economias. Uma má implementação do programa de eficiência energética pode reduzir muito as possibilidades de economias.

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