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Secretaria de Políticas de Saúde Coordenação Nacional de DST e Aids

Manual do Multiplicador: Adolescente

Brasília 2000

© 2002. Ministério da Saúde Permitida a reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte Tiragem: 5.0 exemplares

Edição, distribuição e informação:

Ministério da Saúde Secretaria de Políticas de Saúde Coordenação Nacional de DSTe Aids Esplanada dos Ministérios, Bloco G – Sobreloja Brasília, DF – CEP 70.058-900 Tel.: (61 ) 225 7559 Telefax: (61) e-mail: aids@aids.gov.br home page : w.aids.gov.br

Paulo R. Teixeira

Coordenador Coordenação Nacional de DST e Aids

Elaboração:Unidade de Prevenção/CN-DST/AIDS Edição: Assessoria de Com unicação/CN-DST/AIDS Publicação financiada com recursos do Projeto 914/BRA59 UNESCO e CN-DST/AIDS-SPS/MS

Brasil. Ministério da Saúde. Coordenação Nacional de DSTe Aids

Manual do multiplicador : adolescente / Ministério da Saúde, Coordenação Nacional de DST e Aids. – Brasília : Ministério da Saúde, 2000.

160 p. ISBN – 85-334-0319-4

1. AIDS – Prevenção – Treinamento – Adolescente. 2. DST –

Adolescentes – Treinamento. 1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. I. Título.

CDU 616.97 (81)-053.6 NLM WC 503.6 CB8

Apresentação7
Introdução9
Transmissíveis e Aids Dirigida a Adolescentes1

Oficina de Trabalho Para a Prevenção às Doenças Sexualmente

DE AIDS15
Sexualidade e Adolescência em Tempos de Aids17
O Que os Adolescentes Querem Saber Sobre Sexualidade?21
Dinâmica: A visita do E.T23
Sexualidade na Adolescência25
Dinâmica: O Semáforo26
Sexualidade e Curiosidade27
Dinâmica: Expressando a Sexualidade28
Relações de Gê nero29
Dinâmica: Por que Tanta Diferença?30
Imagem Corporal31
Dinâmica: Espelho Mental32
Curtindo o Meu Corpo35
Dinâmica: Beleza e Idealização36
Como eu me Sinto37
Dinâmica: Eu me Gosto38
Meus Valores39
Dinâmica: A Escada40
Tomada de Decisão41
Dinâmica: Casos e Acasos42
Exemplos de Situações43
Ficha Para Tornada de Decisão4
Sabendo Dizer Não45
Dinâmica: A Balança46
Evitando a Gravidez Inoportuna na Adolescência47
Sexo Seguro51
Preservativo Masculino (Camisinha)53
Dinâmica: Vestindo-se Para a Festa54
CAPÍTULO I - PREVENÇÃO ÀS DST/AIDS57
Prevenção às DST/Aids59
Estereótipos61
Dinâmica: A Semente62
Dinâmica: Jogo das Aparências63
Medos Relacionados com a Aids65
Dinâmica: A Roda da Surpresa6
Dinâmica: Nunca Vi Meu Parceiro - QueroTransar!67
Transmissão do HIV e das DST69
Dinâmica: Contatos Pessoais70
Reflexão Sobre HIV/Aids73
Dinâmica: O Que Pensamos Sobre as DST e a Aids74
Vivendo com HIV/ Aids75
Dinâmica: Refletindo Sobre Sentimentos76
Dinâmica: O Ganho da Reconstrução7
Dinâmica: E A Canoa Virou80
Dinâmica: Revivendo81
Solidariedade83
Dinâmica: Aids no Mundo do Adolescente84
Dinâmica: O Trem da Solidariedade85

Discriminação n79

Prevenção ao HIV/Aids87
CAPÍTULO I - PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS93
Prevenção ao Uso Indevido de Drogas95
Dinâmica: Amarras96
O Que é Droga?97
Dinâmica: Jogo dos Balões98
Facilitando a Expressão de Mensagens9
Dinâmica: Mensagem100
Mudança101
Dinâmica: Descontração104
Pressão de Grupo105
Dinâmica: Dentro e Fora106
Mecanismo de Defesa107
Dinâmica: A Bengala108
Elaboração e Construção de Tarefas109
Dinâmica: Jogo dos Bastões1 l0
A Fantasia da Droga1
Dinâmica: Fantasma/Bomba112
Ritual do Uso de Drogas113
Dinâmica: O Ritual114
Refletindo Sobre a Dependência115
Dinâmica: A Bolsa116
Realidade Familiar117
Dinâmica: Cama, Mesa, Bebê118
A Família Convivendo com Drogas119
Dinâmica: O Rastro120
Posturas121
Dinâmica: Fantoches (Bonecos)122
Solidariedade123
Dinâmica: A Trilha124
Feliz Adolescer125
Dinâmica: Adolescer127
Dinâmica: A Forma128
ANEXO129
DINÂMICAS DE DESCONTRAÇÃO131
Dinâmica: A Rede133
Dinâmica: Jogo do Toque134
Dinâmica: Mensagem nas Costas135
Dinâmica: A Tempestade136
Dinâmica: Balão no Pé137
Dinâmica: Dançando com Balões138
Dinâmica: Mudança de Código139
Dinâmica: Origem do Nome143
Dinâmica: As Máscaras144
DINÂMICA SOBRE MÉTODOS CONTRACEPTIVOS145
Dinâmica: As Cores da Prevenção147
BIBLIOGRAFIA149
FICHA TÉCNICA153

Este manual foi desenvolvido para proporcionar aos educadores as ferramentas metodológicas básicas para desenvolvimento de um programa de capacitação de monitores adolescentes em atividades educativas de prevenção às DST/aids.

Como educadores, muito temos a trabalhar para que nossos jovens aprendam a se proteger da infecção pelo HIV e de outras doenças sexualmente transmissíveis (DST).

A crença de que a educação sexual, a educação para prevenção às DST/ aids e a orientação para o uso de preservativos nas relações sexuais podem encorajar a atividade sexual nos adolescentes, funciona, não raramente, como uma barreira para a introdução de programas de prevenção às DST/aids nas escolas.

Na realidade, os jovens estão diariamente expostos a mensagens implícitas e/ou explícitas sobre sexo e sexualidade e interpretam, à sua maneira, essas informações, sejam elas educativas ou não, podendo responder diferentemente (com negações, descrenças, esquecimentos ou assimilação errada) à mesma mensagem.

Experiências individuais mostram que a educação sexual é mais efetiva quando ministrada antes de se iniciar o envolvimento sexual e que esse processo, na maioria das vezes, retarda o início da atividade sexual, reduz o número de doenças sexualmente transmissíveis, parceiros sexuais e gravidez não planejada.

A gravidade da aids e a escalada das doenças sexualmente transmissíveis não permitem contemporização; dão a urgência para motivar e encorajar os jovens a adotarem práticas seguras para evitar a transmissão das doenças sexualmente transmissíveis e da aids. O trabalho de prevenção dessas doenças, desenvolvido nas escolas e outras instituições, pode ajudar crianças e adolescentes a terem uma visão positiva da sexualidade, a desenvolverem uma comunicação clara nas relações interpessoais, a elaborarem seus próprios valores a partir de um pensamento crítico, a compreenderem o seu comportamento e o do outro e a tomarem decisões responsáveis, desenvolvendo conhecimentos e atitudes em questões relacionadas à sexualidade, DST e aids, que propiciem a escolha de um modo de vida saudável.

Paulo R. Teixeira

Coordenador

Coordenação Nacional de DST e Aids Ministério da Saúde

Adolescente

Muito se tem falado e mostrado sobre sexo, aids e drogas nos últimos anos.

Os adolescentes têm dúvidas e questionamentos sobre esses assuntos e necessitam ser respondidos de maneira franca e simples.

A educação sobre a prevenção das doenças sexualmente transmissíveis

(DST), incluindo a aids, para adolescentes, deve ser iniciada a partir do que eles conhecem, ouvem, têm visto e do que pensam que sabem sobre o assunto.

Ao invés de esperar que eles aprendam tudo o que achamos que eles precisam saber, podemos ensiná-los a refletir sobre as informações que já receberam, aprender a manejá-las e tomar decisões seguras para suas vidas.

Os adolescentes devem ter consciência de sua responsabilidade para consigo e para com os outros. Uma dessas responsabilidades é compreender a natureza e as causas das DST e da aids, e proteger-se a si e aos outros dos riscos de infecção.

O HIV e as DST são transmitidos, principalmente, por meio da relação sexual sem proteção. Por essa razão, os adolescentes precisam aprender sobre aids no início da adolescência, quando estão tomando consciência da sua sexualidade.

Entretanto, a maioria dos adolescentes não se considera vulnerável ao risco de infecção pelas DST e pelo HIV, e vê a sexualidade como uma questão romântica.

Portanto, a educação sexual e a educação para prevenção às DST e aids iniciadas precocemente, podem levar a um adiamento do início das atividades sexuais dos adolescentes que ainda não tiveram relações sexuais ou à adoção de práticas mais seguras daqueles que são sexualmente ativos.

O manual é constituído por 3 unidades: Sexualidade, Prevenção às DST/ Aids e Prevenção ao Uso Indevido de Drogas.

Em cada unidade, são apresentadas dinâmicas de trabalho de grupo, que utilizam como metodologia a educação por meio de trocas de experiências, vivências, conhecimentos e atitudes. Procura-se identificar o saber que cada adolescente traz para, a partir disso, introduzir ou aumentar a percepção de risco e orientar a adoção de práticas seguras.

Adolescente

Adolescente

Proposta Educativa

O processo de capacitação visa a criar mudanças positivas de atitudes através da própria percepção de cada participante.

Para o desenvolvimento desse processo, é importante levar em consideração o conhecimento e as experiências dos participantes, e, a partir disso, desenvolver habilidades para trabalhar com o grupo.

O Processo Educativo Por Meio da Participação

Procuramos desenvolver um processo de teorização a partir da prática, não como substituição do conteúdo teórico, mas como um processo sistemático, ordenado, progressivo, no ritmo dos participantes, permitindo que eles descubram os elementos teóricos através das técnicas e consigam se aprofundar gradativamente, de acordo com o nível de avanço do grupo.

O processo de teorização permite que coloquemos o cotidiano, o imediato, o individual e o parcial dentro do social, do coletivo, do histórico e do estrutural.

Podemos dizer que a teoria se torna um guia para uma prática transformadora.

As técnicas devem ser participativas para proporcionarem um processo de aprendizagem, por meio do qual queremos:

desenvolver um processo coletivo de discussão e reflexão;

permitir coletivizar o conhecimento individual de modo que venha a potencializar o conhecimento de todos;

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