(Parte 3 de 9)

Objetivo:

Levantar questionamentos relativos à sexualidade, desvinculados de um contexto sociocultural.

O que você irá precisar:

Sala ampla, 5 cartolinas, 5 pincéis atômicos, fita crepe, adereço para cabeça.

O que você deverá fazer: 1 - O facilitador pedirá a todos que caminhem pela sala.

2 - Ele avisará que chegaram E.T.s na Terra e gostariam muito de saber sobre a sexualidade dos humanos.

3 - O facilitador comentará que apareceram 5 jornalistas para conversar com os E.T.s e colocará crachás com a inscrição "Imprensa" em 5 participantes.

4 - Em seguida, o facilitador pedirá que se formem 5 grupos de E.T.s, com 1 jonalista em cada grupo, sentados no chão.

5 - Esses 5 jornalistas irão registrando as perguntas que os E.T.s fizerem sobre a sexualidade dos terráqueos.

6 - Para cada grupo, serão dados 1 cartolina e 1 pincel atômico; e o(a) jornalista anotará os itens mais interessantes perguntados pelos E.T.s e irá procurar respondê-los.

7- A Prefeitura também pretenderá ajudar e enviará 5 consultores da cidade para complementar as dúvidas dos E.T.s. (nesse caso, poderão ser envolvidos outros facilitadores da instituição).

8- Antes de finalizar, o facilitador perguntará se as expectativas dos

E.T.s foram atendidas e pedirá aos jornalistas que afixem a matéria da reportagem (as cartolinas) na parede.

Pontos para discussão: a) Refletir se é fácil ou não falar sobre sexualidade. b) Por que é fácil para algumas pessoas e difícil para outras? c) Com quem os adolescentes se sentem mais à vontade para conversar sobre sexualidade?

Resultado esperado:

Ter possibilitado a verbalização de fantasias e assuntos desprovidos das “amarras sociais”, isto é, de preconceitos, estigmas, estereótipos e crendices.

Adolescente

A discussão sobre sexualidade com adolescentes é tão emocionante quanto a fase efervescente da vida em que se encontram.

Apesar de alguns julgarem que a discussão sobre sexualidade está-se tornando uma coisa normal, muitos jovens ainda sentem vergonha e medo de discutir esse assunto.

O adolescente geralmente não expõe suas dúvidas ou curiosidades sobre o assunto, por medo de ser taxado de "avançadinha" (as meninas) ou "bolha" (os meninos).

Por outro lado, há meninas que preferem discutir esse assunto sem a presença dos meninos, que também não ficam soltos na presença das meninas.

Entender e discutir os questionamentos e reflexões dos adolescentes é fundamental para o amadurecimento e desenvolvimento de atitudes responsáveis.

A sexualidade é fundamental não só para a reprodução, como também para o bem-estar do ser humano, devendo, por isso, estar relacionada a outros aspectos, como sentimentos, afeto, prazer, namoro, casamento, filhos, projetos de vida etc.

Adolescente

Objetivo:

Auxiliar os adolescentes a identificar suas dificuldades quanto aos temas de maior interesse em sexualidade.

O que você irá precisar:

Sala ampla e confortável, papel-sulfite, pincéis atômicos, 3 círculos de papel cartão nas cores vermelha, amarela e verde.

Tempo: 20 minutos.

O que você deverá fazer:

Trabalho individual (5 minutos):

1 - O facilitador fornecerá folhas de sulfite, e pincel atômico para cada participante.

2 - Pedir a cada um que dobre em 3 partes a folha de sulfite no sentido do comprimento.

3 - Em cada tira de papel (ou ficha), será escrita 1 palavra que corresponda a um tema de interesse próprio sobre sexualidade. Pode-se também escrever uma pergunta, no caso de não se saber a que assunto ela pertença.

4 - O facilitador colocará os 3 círculos distanciados, lado a lado, no chão da sala.

Trabalho grupal (15 minutos):

1 - Cada participante distribuirá suas fichas pelos círculos ou "sinais do semáforo", dependendo do grau de dificuldade que sentir ao debater sobre os temas.

O sinal vermelho representa muita dificuldade sobre o assunto, o amarelo representa dificuldade média e o verde significa pouca dificuldade.

2 - O facilitador pedirá aos jovens que passem pelos círculos e leiam os te-mas escolhidos.

3 - Solicitar que as fichas sejam enfileiradas abaixo de cada círculo, em ordem decrescente de escolha.

Pontos para discussão: a) Por que esses assuntos são importantes para os jovens? b) Sobre qual dos temas citados é mais difícil falar e por quê? c) Qual o terna mais fácil? Por quê?

Resultados esperados:

Esta dinâmica permite, em poucos minutos, estabelecer o conteúdo de um curso, selecionado pelos próprios adolescentes.

É interessante discutir com eles a possibilidade de mudança da ordem dos temas, no caso de haver assuntos que são pré-requisitos para outros temas.

Manual do Multiplicador

Os adolescentes procuram satisfazer suas curiosidades de diversas maneiras. Buscam informações na mídia, com os pais, com os colegas, com alguns professores. Alugam fitas de videocassete para sessões em grupo, passam por baixo das carteiras escolares revistas ditas "pornográficas", discutem sobre a personagem da novela ser ou não hermafrodita e polemizam se a colega de classe poderia ter evitado o aborto. A situação de um pugilista que cometeu estupro e foi preso, o assédio sexual que funcionárias sofrem nos locais de trabalho e a prostituição infantil incentivada pelo turismo sexual no Brasil são alguns dos assuntos que aguçam a curiosidade dos jovens.

Todos os olhares, cheios de indagações, dirigem-se para o educador, como se perguntassem: é certo ou errado, é normal ou anormal? E a resposta simplista esperada não virá, nem o educador será obrigado a disfarçar neutralidade, pois o adolescente perceberá nas entrelinhas de seu discurso ou através da comunicação não-verbal qual é a sua postura perante os temas em pauta.

Mas o espaço para debate estará aberto, com a possibilidade de se divagar sobre sexualidade, desde a ciência sexual até a arte erótica. E lembrando sempre a existência de diferentes posturas e interpretações sobre a questão.

É importante que o facilitador tenha boa interação com o grupo e que apresente facilidade e disponibilidade afetiva para trabalhar com adolescentes dentro do contexto da sexualidade.

Adolescente

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