(Parte 5 de 9)

Manual do Multiplicador

“Tenho 13 anos, ainda não menstruei, mas meus seios já estão bem desenvolvidos. Só que eles não têm biquinho! Isso é normal?”

Os adolescentes, em geral, não são bem informados sobre as mudanças físicas que experimentam e ficam com o sentimento de que não são atraentes ou normais.

A imagem corporal é a maneira como representamos mentalmente o nosso corpo. Ela é tão importante que faz parte da nossa identidade.

O foco central sobre a imagem corporal tem a ver com dois aspectos:

1 - o adolescente ainda não formou claramente o seu senso de identidade como pessoa;

2 - o adolescente ainda não tem bem estruturado o seu senso de autoestima, decorrente de suas características pessoais, seus relacionamentos e suas realizações.

Portanto, o trabalho com adolescentes sobre aquisição de uma imagem corporal positiva é fundamental. Esta irá fortalecer o sentido de atratividade, de aceitação social, a capacidade de dar e receber afeto, a maneira como percebe a si e ao outro sexo e, principalmente, apitidão para estabelecer e manter vínculos amorosos.

Adolescente

Objetivo:

Auxiliar o adolescente a tomar consciência da imagem que ele tem do seu próprio corpo.

O que você irá precisar:

Sala ampla e confortável, folhas de papel sulfite e lápis, toca-fitas, música lenta.

Tempo: 50 minutos.

O que você deverá fazer:

Orientação geral (5 minutos):

1 - Pedir a todos os participantes que andem pela sala (descalços) ao som da música seguindo as instruções do facilitador:

andar em uma superfície quente;

andar passando por urna porta estreita;

Os adolescentes não deverão tocar o corpo do outro colega.

2 - Pedir a todos que parem onde estão, fechem os olhos, pensem na parte do seu corpo que acham mais bonita e atrativa, e guardem mentalmente essa imagem consigo.

Trabalho individual (10 minutos):

1 - Solicitar cada participante a sentar, a pegar sua folha de papel sulfite e a procurar esquematizar no papel a imagem captada pelo seu cérebro. Não colocar o nome.

2 - Lembrar que é somente um esquema e não um desenho artístico. Trabalho em grupo (35 minutos): 1 - Pedir a cada participante que vire o esquema para baixo e aguarde.

2 - Quando todos terminarem, pedir que façam as folhas circularem, com o esquema para baixo.

3 - Pedir-lhes que parem de passar quando as folhas atingirem a metade do círculo, e que desvirem-nas.

4 - Cada participante, com uma folha nas mãos, comentará ou mostrará o que a pessoa conseguiu passar de sua imagem mental.

5 - Quando todos terminarem a tarefa, pedir que façam circular todos os esquemas, para serem vistos.

6 - Cada participante guardará sua folha.

Manual do Multiplicador

Pontos para discussão: a) Os homens e as mulheres estão satisfeitos com suas formas físicas? b) A forma como nos sentimos em relação ao nosso corpo é influenciada pelo que as pessoas do outro sexo acham interessante ou atraente? c) Existem partes do nosso corpo que podemos modificar. Por que e para que?

Resultado esperado:

Os adolescentes terão vivenciado a oportunidade de tomar consciência das suas mudanças físicas.

Adolescente

“Me acho muito desinteressante, nada fica legal para mim.

Eu queria ter um corpo de modelo, uni cabelo bonito e roupas bem transadas.

Acho que nunca vou ser bonita como as modelos. Será que eu ainda posso mudar?”

(Rosana,14 anos)

Corpo e personalidade transformam-se ao mesmo tempo na adolescência.

Também pudera: os hormônios sexuais aumentam rapidamente de quantidade e viajam por todo o organismo.

E aí vêm as surpresas, o não saber o que fazer para esconder ou evidenciar mais essas mudanças, que trazem ainda dúvidas sobre a normalidade de suas ocorrências. Não dá para ficar indiferente.

A síndrome do "Patinho Feio" toma conta de ambos os sexos. Surgem as comparações com os corpos dos amigos. Ser livre conflitua-se com a necessidade de ser igual aos amigos.

A sociedade propõe estereótipos (modelos rígidos) de beleza. As pessoas passam a correr atrás desses modelos, que costumam ser associados ao sucesso, poder, desempenho sexual e plena aceitação social.

No entanto, é importante saber que para ser atraente e simpático(a) não é preciso ser bonito(a). O que vale é como expressamos nossos sentimentos aos outros. Mas, para isso, temos que nos gostar por inteiro e entender que nosso corpo é nosso fantástico instrumento de comunicação interpessoal. E precisamos cuidar muito bem dele.

Adolescente

Objetivo:

Encorajar o adolescente a aceitar do seu próprio corpo e a entender que os ideais de beleza também são estabelecidos pela cultura.

O que você irá precisar:

Sala ampla e confortável que permita a formação de grupos, folhas de papel sulfite, lápis ou caneta, revistas, jornais, tesouras, cola e papel pardo.

Tempo: 40 minutos.

(Parte 5 de 9)

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