(Parte 8 de 9)

Situação 2

“Tive uma criação muito repressora.

Meus pais não me deixam namorar, nem sair com meus amigos. Agora, estou apaixonada por um garoto que me curte um monte, só que ele usa drogas e eu quero ajudá-lo a sair dessa.”

Situação 3

Alex, 16 anos, namora Marina de 17 anos há quase um ano.

Ele está terminando o 2º grau e está em dúvida se vai para a

Universidade ou se começa a trabalhar.

Seus pais não são ricos e às vezes até enfrentam dificuldades. Há uma semana, Marina lhe contou que acha que está grávida. Agora Alex tem que tomar uma decisão em sua vida.

Situação 4

”Tenho 15 anos, estudo e estou gostando de um cara mais velho.

Minhas amigas dão a maior força para ficarmos juntos.

Ele também está a fim.

Tenho medo de me envolver e depois não dar certo. O que devo fazer?”

(Revista Querida, Ano VI nº 100)

Adolescente

Manual do Multiplicador

Transar ou não transarQue dúvida...

SABENDO DIZER NÃO Será que é a hora e eu me sinto preparada (o) para isso?

Há situações em que os motivos para dizer SIM são muitos e as razões para dizer NÃO também.

Primeiramente, é importante identificar os próprios sentimentos, e isso é uma habilidade que se aprende. Dessa forma, as relações sociais podem se tornar mais transparentes, mais objetivas, estabelecendo-se limites e possibilidades.

Discordar de alguém faz parte da maturidade e indica que há formas divergentes de pensar, sentir e agir.

Não importa que surjam afirmações generalizados, como "Todo mundo faz isso", "Se não entrar nessa, você está fora do grupo". O importante não é seguir a maioria e sim amadurecer a decisão a ser tomada.

Há muitas maneiras de dizer NÃO, como há pessoas que reagem de formas diferentes à negação.

É adequado dizer NÃO quando não se tem certeza do que se quer, quando não se sente pronto(a), quando não se tem vontade, mesmo sob pressão. E dizer com segurança "Não gosto de ser pressionado(a)".

Há casos em que a necessidade de refletir sobre a decisão pode adiar a resposta, como "Pensarei sobre isso".

Se determinadas situações foram bem pensadas, não há porque temer o fato de desagradar alguém. Refletir, amadurecer e falar diretamente dos sentimentos e das decisões a outra pessoa é saber viver com coerência e autonomia.

Adolescente

Objetivo:

Auxiliar os adolescentes a avaliarem as razões para adiar ou iniciar precocemente as relações sexuais.

O que você irá precisar:

Sala ampla e confortável, tiras de papel-cartão, 1 cabide para cada grupo, barbante, pratos descartáveis de bolo, etiquetas auto-adesivas, canetas hidrográficas.

Tempo: 40 minutos.

O que você deverá fazer:

1 - O facilitador solicitará os participantes a formarem grupos de 4 a 5 pessoas. 2 - Pedir que montem uma balança ou entrega-lá pronta. 3 - Cada prato da balança será etiquetado com números que simbolizam: Prato 1: o porquê de se iniciar relações sexuais precocemente;

Prato 2: o porquê de se adiar relações sexuais precocemente. 4 - O facilitador distribuirá 10 fichas (tiras de papel-cartão) para cada grupo (ou de acordo com a necessidade dos grupos). 5 - Cada grupo debaterá sobre razões/situações que se refiram ao porquê de iniciá-las ou adiá-las. 6 - O grupo escreverá em cada ficha uma situação apontada durante a discussão. 7 - Cada grupo colocará no prato 1 da balança todas as fichas que se refiram ao início precoce das relações sexuais e, no prato 2, todas as fichas referentes ao adiamento. 8 - Cada grupo apresentará seu trabalho, equilibrando a balança no dedo, identificando em qual dos pratos predomina a opção do grupo (o prato mais pesado). 9 - O facilitador irá pendurar em seu dedo uma balança com os pratos vazios. Ele irá expor as razões citadas pelos grupos. 10 - A cada situação mencionada pelo facilitador, os grupos irão até a balança, colocarão uma ficha correspondente e debaterão sobre o assunto. 1 - A cada ficha colocada em um dos pratos da balança do facilitador, os participantes visualizarão o equilíbrio X desequilíbrio da mesma, mostrando a decisão do grande grupo, a partir do prato mais pesado.

Pontos para discussão:

a) Identificar situações de pressão/sedução que levam à relação sexual. b) Saber decidir se vai haver ou não relação sexual. c) Avaliar as conseqüências de se iniciar precocemente as relações sexuais.

Resultado esperado:

Ter auxiliado a reflexão sobre as relações sexuais precoces na adolescência e sobre o posicionamento de não ceder às pressões para o fato.

Manual do Multiplicador

O cochicho se espalha pela escola. É verdade, ela está grávida mesmo? De quem?

Com essas interrogações, volta à tona um velho dilema - a gravidez na adolescência.

Antigamente, quando pintava a primeira menstruação, as garotas já iam sendo preparadas para "noivar e casar", pulando-se até a fase do namoro, tão importante como período de descobertas mútuas e não de compromisso formal.

Hoje, até os termos "rolo" e "ficar" evidenciam que a fase de pré-namoro foi ampliada e os jovens podem transitar por relacionamentos menos duradouros.

Além disso, a primeira menstruação e a primeira ejaculação estão ocorrendo mais cedo do que antigamente, aumentando, portanto, o período de tempo fértil dos adolescentes.

Não acompanhando as mudanças sociais, ainda há mães e pais que não conversam com os filhos sobre o que pensam a respeito de sexo.

Outro fato evidente é o início cada vez mais precoce das relações sexuais entre os jovens, muitas vezes fruto da empolgação ou do momento. Esse comportamento nem sempre vem acompanhado de informações sobre o funcionamento do próprio corpo, sobre os métodos anticoncepcionais ou sobre o uso correto desses métodos.

Cabe a nós, pais e educadores, proporcionar e manter um canal aberto com os adolescentes, para conversarmos sobre a vida sexual, a escolha dos métodos anticoncepcionais, a importância da qualidade e da responsabilidade nos relacionamentos afetivos, afim de que o jovem reflita sobre as implicações de uma gravidez fora de hora e sem planejamento.

No momento em que o adolescente perceber a sua sexualidade como um processo de co-responsabilidade, afeto e comprometimento com o outro, através de informações adequadas, reflexões, mudanças de atitude e conscientização do seu projeto de vida, o cochicho na escola pode acabar.

Adolescente

Objetivo:

(Parte 8 de 9)

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