O que é a

O que é a

O que é a Hepatite C

  • É uma inflamação do fígado provocada por um vírus, que quando crônica, pode conduzir à cirrose, insuficiência hepática e cancro. Durante vários anos foi conhecida sob a designação de hepatite não-A e não-B, até ser identificado, em 1989, o agente infeccioso que a provoca e se transmite, sobretudo, por via sanguínea. É conhecida como a epidemia «silenciosa» pela forma como tem aumentado o número de indivíduos com infecção crônica em todo o mundo e pelo fato de os infectados poderem não apresentar qualquer sintoma, durante dez ou 20 anos, e sentir-se de perfeita saúde.

O Vírus

  • O VHC pertence à família dos flaviviridae e o seu genoma é constituído por ARN. Encontra-se no indivíduo doente e tem um período de incubação que oscila entre os 40 e os 70 dias. Tal como o vírus da SIDA é capaz de se modificar e de se camuflar, o que dificulta uma resposta adequada do sistema imunitário.

  • Até agora foram identificados seis genótipos diferentes do VHC que, por sua vez, se dividem em subtipos(1a, 1b, 2a,etc.). Os genótipos, ou estirpes são identificados com os números de um a seis e os subtipos com letras.

  • O tipo de vírus mais freqüente é o 1b, responsável por cerca de metade das hepatites C e o que mais afeta as pessoas que foram contaminadas através de uma transfusão sanguínea. dificultam a elaboração de uma vacina.

Quais são os sintomas?

  • Na fase aguda,os sintomas da doença pode manifestar-se por queixas inespecíficas como letargia, mal-estar geral, febre, problemas de concentração; queixas gastrintestinais como perda de apetite, náusea, intolerância ao álcool, dores na zona do fígado ou o sintoma mais específico que é a icterícia. Muitas vezes, os sintomas não são claros, podendo-se assemelhar aos de uma gripe. O portador crônico do vírus pode mesmo não ter qualquer sintoma, sentir-se saudável e, no entanto, estar a desenvolver uma cirrose ou um cancro hepático.

Diagnóstico

  • Os primeiros exames a fazer são análises sanguíneas para verificar a existência de anticorpos, embora a sua presença não signifique sempre que o vírus permaneça no organismo. Os anticorpos anti-VHC podem apenas corresponder a uma hepatite antiga e curada pelo que é necessário recorrer a testes mais específicos para avaliar se a infecção está ativa. Os testes de determinação do ARN do VHC permitem identificar a presença do VHC no sangue, o que sucede após o vírus se ter multiplicado nas células do fígado.

  • Existem ainda outros testes que permitem quantificar o ARN do vírus e determinar qual o genótipo do vírus da hepatite C e que são fundamentais para definir o tratamento a prescrever. A forma mais eficaz de avaliar a gravidade da doença é através da realização de uma biopsia embora já estejam em utilização métodos não invasivos para fazer esta avaliação da gravidade da doença.

Transmissão

  • Por via sanguínea, bastando uma pequena quantidade de sangue contaminado para transmiti-lo, se este entrar na corrente sanguínea de alguém através de um corte ou uma ferida, ou na partilha de seringas. A transmissão por via sexual é pouco freqüente e o vírus não se propaga no convívio social ou na partilha de louça e outros objetos. Apesar de o vírus já ter sido detectado na saliva, é pouco provável a transmissão através do beijo, a menos que existam feridas na boca. O risco de uma mãe infectar o filho durante a gravidez ronda os seis por cento, contudo, ainda não se sabe se a infecção ocorre durante a gravidez ou no período peri-parto.

Como prevenir?

  • Evitando o contacto com sangue contaminado. Alguns dos cuidados passam por não partilhar escovas de dente, lâminas, tesouras ou outros objetos de uso pessoal, nem seringas e outros instrumentos usados na preparação e consumo de drogas injetáveis e inaláveis, desinfectar as feridas que possam ocorrer e cobri-las com pensos e ligaduras. Devem ser sempre usados preservativos nas relações sexuais quando existem múltiplos parceiros.

  • Vacinação

  • Não existe vacina para a hepatite C

Tratamento

  • A hepatite C é considerada crônica quando a infecção permanece no organismo por mais de seis meses. Até há algum tempo, o tratamento para combater o vírus era feito com interferon alfa, mas atualmente faz-se um tratamento combinado, com interferon e ribavirina, que tem demonstrado melhores taxas de resposta e é melhor tolerado pelos doentes.

  • Grupos de risco

  • Os grupos de mais elevado risco são os toxicodependentes e ex-toxicodependentes que utilizam drogas injetáveis e inaláveis e pessoas que receberam transfusões de sangue ou que foram sujeitos a intervenções cirúrgicas antes de 1992

O que é a Hepatite D

  • A hepatite D foi conhecida em 1977, ano em que foi descoberto o vírus que a provoca, o VHD ou vírus da hepatite D, é um vírus de RNA defeituoso que pode replicar, causando infecção somente quando está encapsulado por HbsAg. Assim, a infecção por VHD pode desenvolver-se apenas quando há infecção concomitante por VHB.

  • Transmissão: Parenteral e Contato íntimo (sexual).

  • Período de Incubação: 4-7 semanas

  • Vacina: Não existe

  • Tratamento: Até agora não surgiu qualquer tratamento 100% eficaz, apenas o interferon alfa tem proporcionado alguns resultados positivos.

O que é a Hepatite E

  • A hepatite E resulta da infecção pelo vírus da hepatite E (VHE), é transmitida de pessoa a pessoa, através da água e de alimentos contaminados com matéria fecal,

  • Como doença humana específica só foi identificada em 1980, quando se realizavam testes para detecção de anticorpos da hepatite A. Na altura, foi considerada uma doença hepática virulenta sem qualquer outra classificação, e só em 1988, com a descoberta do vírus, passou a designar-se hepatite E. A gravidade da infecção pelo VHE é maior que a provocada pelo vírus da hepatite A, mas a recuperação ocorre ao fim de pouco tempo.

  • Período de incubação: oscila entre os 15 e os 64 dias (três a oito semanas, 40 dias em média) e a transmissão do vírus ocorre desde a segunda metade do período de incubação, até sete dias após o início da icterícia.

  • O VHE é mais comum em locais com climas quentes do que temperados e, devido à sua forma de propagação, o maior de infecção encontra-se nos países em desenvolvimento com sistemas de saneamento básico precários.

Quais são os sintomas?

  • Os sintomas típicos, são a icterícia (que pode manter-se durante várias semanas), falta de apetite, náuseas, vômitos, febre, dores abdominais, aumento do volume do fígado e mal-estar geral. As crianças, geralmente, não apresentam quaisquer sintomas.

  • Diagnóstico: quando se detectam anticorpos IgM anti-VHE, após análises bioquímicas às enzimas hepáticas.

  • Propaga-se através da água e alimentos contaminados por matérias fecais, sendo mais rara a transmissão de pessoa a pessoa. Não há registros de transmissão por via sexual ou através do sangue.

  • Cuidados de higiene redobrados quando se viaja para zonas onde a doença é comum.

  • Vacina: Não existe

  • Tratamento: A hepatite E, como doença vírica que é, não deve ser tratada com antibióticos.

  • Grupo de risco: Quem visita zonas endêmicas, pessoas com doença hepática crônica e, possivelmente, pessoas que lidam com primatas, porcos, vacas, ovelhas e cabras

Hepatite F

  • Pouco conhecida, foi relatada em pacientes submetidos a transplante hepático. É uma hepatite infecciosa aguda causada pelo vírus da hepatite F.

O que é a Hepatite G

  • A hepatite G foi a hepatite descoberta mais recentemente (em 1995) e é provocada pelo vírus VHG que se estima ser responsável por 0,3 por cento de todas as hepatites víricas. Desconhecem-se, ainda, todas as formas de contágio possíveis, mas sabe-se que a doença é transmitida, sobretudo, pelo contacto sanguíneo. Noventa a 100 % dos infectados tornam-se portadores crônicos, mas podem nunca vir a sofrer de uma doença hepática. Até agora não foi possível comprovar que a infecção pelo VHG conduza a casos de cirrose ou de cancro no fígado.

  • Supõe-se que o vírus da hepatite G seja ainda mais comum que o VHC, contudo, a sua gravidade para o organismo humano é baixa ou quase nula.

  • A forma como se propaga ainda é desconhecida.

  • As pessoas infectadas pelo vírus da hepatite G não apresentam quaisquer sintomas, segundo os estudos realizados até à data.

  • Diagnóstico: A hepatite G é detectada através de testes de amplificação genética, vulgarmente conhecidos por PCR

  • Prevenção: Embora ainda não existam medidas específicas de prevenção, como o vírus se transmite por via sanguínea, deve ter-se especial cuidado no contacto com sangue e produtos derivados do sangue. É igualmente aconselhável o uso de proteção durante as relações sexuais e evitar a partilha de objetos cortantes, com especial atenção para os utilizadores de drogas ejetáveis ou inaladas.

  • Vacina: Não existe

  • Tratamento: Não existe tratamento para a hepatite G, o que não é muito problemático, já que o vírus não provoca lesões hepáticas, segundo os estudos divulgados até ao momento.

Diagnóstico de Enfermagem

  • Déficit de conhecimento;

  • Imagem corporal alterada;

  • Risco para desidratação;

  • Risco para dor.

  • Risco para prostração;

  • Risco para desnutrição;

  • Risco para complicações;

  • Prescrição de Enfermagem

  • Informar sobre causa, tratamento, prognóstico da doença;

  • Informar sobre a regressão dos sintomas e forma de resolução;

  • Incentivar a ingesta líquida;

  • Incentivar nutrição;

  • Reduzir ou quase eliminar alimentos gordurosos;

  • Reduzir ou eliminar o consumo de álcool.

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