Febre Amarela

Febre Amarela

Febre Amarela

  • Doença infecciosa aguda, febril, de natureza viral, encontrada em países da África e Américas Central e do Sul.

  • Caracteriza-se clinicamente por manifestações de insuficiência hepática e renal, que pode levar à morte em cerca de uma semana.

Agente Etiológico

  • O agente causal da febre amarela é o vírus amarílico, um arbovírus pertencente ao gênero Flavivírus, família Flaviviridae.

Modo de Transmissão

  • FAU  picada do mosquito Aedes aegypti infectado.

  • FAS  picada do mosquito do gênero Haemagogus.

Vetores

  • O mosquito da espécie Aedes aegypti é o principal transmissor da FAU. Na FAS os transmissores são os mosquitos com hábitos silvestres, sendo que os dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os mais importantes na América Latina. No Brasil, a espécie Haemagogus janthinomys é a que mais se destaca na perpetuação do vírus.

Período de incubação

  • De 3 a 6 dias após a picada do mosquito infectado.

Diferença entre FAS e FAU

  • A diferença é o vetor: Na cidade o transmissor da doença é o Aedes aegypti. Nas matas, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os que transmitem a doença.

  • Desde o ano de 1942 o Brasil não registra casos de FAU.

Ciclo Evolutivo

  • A FAS é transmitida ao homem pela picada de fêmeas de mosquitos do gênero Haemagogus infectadas ao sugar primatas.

  • Se o homem for picado torna-se infectado.

  • A ingestão de sangue pelo mosquito contendo o vírus amarílico resulta em infecção das células epiteliais do seu intestino.

Os vírus são liberados do intestino para a hemolinfa e para o aparelho reprodutor e glândulas salivares tornando-se capaz de infectar um hospedeiro.

  • Os vírus são liberados do intestino para a hemolinfa e para o aparelho reprodutor e glândulas salivares tornando-se capaz de infectar um hospedeiro.

  • Uma vez infectada, a fêmea será capaz de transmitir o vírus por toda sua vida, ocorrendo também a transmissão congênita e vertical.

  • Mosquitos machos congenitamente infectados transmitem o vírus às fêmeas através da cópula.

Aspectos clínicos

  • Inaparentes.

  • Oligossintomáticos.

  • Fuminantes.

Após aproximadamente 2 dias aparecem os sintomas mais graves:

  • Após aproximadamente 2 dias aparecem os sintomas mais graves:

  • Icterícia.

  • Vômitos.

  • Hematúria.

  • Diminuição do volume urinário.

  • Sangramentos no nariz e boca.

  • Febre alta.

  • Mal estar.

  • Melena.

Principais regiões

  • Acre;

  • Amazonas;

  • Roraima;

  • Amapá;

  • Pará;

  • Maranhão;

Diagnóstico laboratorial

  • Exames sorológicos.

  • Mac Elisa: Diferencia anticorpos da vacina e dos anticorpos produzidos por imunidade natural.

  • RNA viral através da técnica da PCR.

  • Protein Chain Reaction usada para diagnóstico durante a viremia.

  • Exame histopatológico do fígado em casos fatais que podem demonstrar alterações características como necrose e esteatose.

Tratamento

  • Casos leves:

  • Sintomático.

  • Casos graves:

  • Internação.

  • Reposição de volume (transfusões).

  • Correção dos distúrbios hidro-eletrolíticos, ácido base e insuficiência renal.

  • Diálise peritoneal.

Vacinação

  • Vírus atenuado.

  • Produzidos em ovos embrionados de galinhas.

  • Frascos com 50 doses.

  • Pode ser congelada.

  • Temperatura entre 2 e 8ºC.

  • Validade de 4 horas após preparo.

  • 0,5ml – SC

Deve ser aplicada segundo o esquema nacional para as regiões do país e para viajantes à determinados locais com 10 dias de antecedência (nacional e internacional).

  • Deve ser aplicada segundo o esquema nacional para as regiões do país e para viajantes à determinados locais com 10 dias de antecedência (nacional e internacional).

  • Reforço a cada 10 anos.

  • Não aplicar a vacina em menores de 6 meses ou imunodeprimidos (neoplasias, leucemias, AIDS, radioterapia, corticoterapia e quimioterapia).

  • Gestantes.

  • Anafilaxia a ovo.

Prevenção

  • Fumacê (epidemias).

  • Eliminação de criadouros.

  • Notificação compulsória

Diagnósticos de enfermagem

  • Nutrição desequilibrada (menos que os nutrientes corporais).

  • Integridade da pele prejudicada.

  • Mucosa oral prejudicada.

  • Risco para desequilíbrio do volume de líquidos.

  • Risco para desequilíbrio na temperatura corporal.

  • Risco para transmissão da doença.

  • Fadiga.

  • Isolamento social.

Cuidados de enfermagem

  • Cuidado é feito basicamente com hidratação, nutrição e antitérmicos.

  • Não devem ser administrados remédios para dor ou febre que contenham ácido acetil-salicílico, por poderem aumentar o risco de sangramento.

  • Pelo menos durantes os 5 primeiros dias de doença é imprescindível que as janelas e portas do quarto do paciente estejam protegidas com mosquiteiros, uma vez que durante esse período podem ser fontes de infecção para o Aedes aegypti.

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