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Sistema Normativo Corporativo

MANUAL TÉCNICO DE DISTRIBUIÇÃO NOR-TDE-102 TÍTULO

FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM TENSÃO DE DISTRIBUIÇÃO SECUNDÁRIA - 220/127 V

NOR-TDE-102 VERSÃO VIGÊNCIA NORMA

01 FINALIDADE01
02 ÂMBITO DE APLICAÇÃO01
03 CONCEITOS BÁSICOS01
04 PROCEDIMENTOS03
05 CONSIDERAÇÕES GERAIS18
06 CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS19
Tabela 0121
Tabela 0223
Tabela 0324
Tabela 0425
Tabela 0526

DIMENSIONAMENTO PARA MOTORES TRIFÁSICOS DE 220 VOLTS

Tabela 0627
Tabela 0728

CAPACIDADE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE DOS CONDUTORES ISOLADOS , TEMPERATURA AMBIENTE DE 30 GRAUS

Tabela 0829

LIMITE DE CONDUÇÃO DE CORRENTE DE CABOS TRANÇADOS DE ALUMÍNIO TIPO MULTIPLEX ISOLADOS COM POLIETILENO TERMOPLASTICO ( 75 GRAUS ) TENSÃO DE SERVIÇO ATÉ 600 V

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1.0 FINALIDADE

Esta Norma tem por finalidade estabelecer os critérios, condições gerais, e limites de fornecimento de energia elétrica em tensão de distribuição secundária –220/127 V, na área de concessão da ENERSUL, para as instalações consumidoras novas, bem como em reformas e ampliações das unidades já existentes.

2.0 ÂMBITO DE APLICAÇÃO

A presente Norma, aplica-se nas áreas de Comercialização, Distribuição e Serviços Técnicos.

3.0 CONCEITOS BÁSICOS

3.1 CONSUMIDOR

É a pessoa física ou jurídica ou comunhão de fato ou de direito legalmente representada, que ajustar com a ENERSUL o fornecimento de energia elétrica e ficar responsável por todas as obrigações regulares e/ou contratuais.

3.2 UNIDADE CONSUMIDORA

Corresponde ao conjunto de cargas e respectivos sistemas elétricos associados, de um único consumidor, para o qual é efetuada a medição individualizada de energia, em um único ponto.

3.3 PONTO DE ENTREGA DE ENERGIA ELÉTRICA – AÉREO

É o primeiro ponto de fixação e conexão elétrica dos condutores do “Ramal de Ligação” na unidade consumidora, situado no limite da propriedade com a via pública.

3.4 PONTO DE ENTREGA DE ENERGIA ELÉTRICA – SUBTERRÂNEO

É o ponto de conexão do ramal de entrada subterrâneo da unidade consumidora, na rede de distribuição da ENERSUL.

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3.5 LIMITADOR DE FORNECIMENTO

Corresponde ao equipamento de proteção, destinado a limitar a potência da unidade consumidora (disjuntor termomagnético ou chave fusível).

3.6 ENTRADA DE SERVIÇO

Conjunto de equipamentos, condutores e acessórios instalados entre o ponto de derivação da Rede de Distribuição da ENERSUL e a proteção e medição, inclusive, da unidade consumidora.

3.7 RAMAL DE LIGAÇÃO

Conjunto de condutores e respectivos acessórios de conexão instalados entre o ponto de conexão, na Rede de Distribuição da ENERSUL, e o ponto de fixação, na propriedade da unidade consumidora (poste do padrão)

3.8 RAMAL DE ENTRADA EMBUTIDO

Conjunto de condutores, equipamentos e acessórios instalados entre o ponto de entrega de energia aéreo e a proteção e medição, inclusive na unidade consumidora.

3.9 RAMAL DE ENTRADA SUBTERRÂNEO

Conjunto de condutores equipamentos e acessórios embutidos e subterrâneos, instalados a partir do ponto de entrega até a proteção e medição, inclusive, na unidade consumidora.

3.10 POSTE AUXILIAR

Poste situado na propriedade do consumidor (unidade consumidora) com finalidade de fixar, elevar ou desviar o ramal de ligação.

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3.1 PONTALETE

Suporte situado no prédio do consumidor (unidade consumidora) com a finalidade de fixar e elevar o ramal de ligação, bem como instalar o ramal de entrada embutido.

3.12 POSTE DO PADRÃO

Poste situado na propriedade do consumidor, destinado a fixação do ramal de ligação, e instalação do ramal de entrada embutido (local do ponto de entrega da energia)

3.13 PADRÃO PRÉ-FABRICADO

Conjunto de postes, caixa para medidores e demais acessórios, pré-fabricados, para uso nas entradas de serviço e com modelo aprovado pela ENERSUL.

3.14 ATERRAMENTO

Sistema elétrico de conexão de todas as partes metálicas não energizadas de uma instalação para a terra, conforme item 4.17.

4.0 PROCEDIMENTOS

4.1 TIPOS DE FORNECIMENTO

Os consumidores são classificados quanto ao tipo de fornecimento de energia elétrica para atendimento em tensão secundária, nas categorias abaixo:

4.1.1 TIPO I - FORNECIMENTO E MEDIÇÃO A 02 FIOS - 127 V - FASE E NEUTRO (MONOFÁSICO)

Consumidores que possuam potência instalada até 10 kW e da qual não conste:

− Fogão ou forno elétrico da classe 120 V, com mais de 2000 W; − Motor monofásico da classe 120 V, com mais de ½ CV;

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− Aparelhos de solda e transformador ou raio X, com mais de 0,75 kVA; − Aparelhos que necessitem de duas ou três fases.

4.1.2 TIPO I - FORNECIMENTO E MEDIÇÃO A 03 FIOS - 220/127 V - 2 FASES E NEUTRO (BIFÁSICO)

Consumidores que possuem potência instalada acima de 10 kW e até 15 kW e da qual não conste:

− Motor monofásico da classe de 120 V, com mais de 2 CV; − Motor monofásico da classe de 220 V, com mais de 3 CV;

− Aparelhos de solda ou raio X, com mais de 3 kVA;

− Aparelhos que necessitem de três fases.

4.1.3 TIPO I - FORNECIMENTO E MEDIÇÃO A 04 FIOS - 220/127 V, 3 FASES E NEUTRO (TRIFÁSICO)

Consumidores que possuem potência instalada, acima de 15 kW e até 75 kW e consumidores que tenham aparelhos que requeiram 3 fases.

É vedado o uso dos seguintes aparelhos nesta categoria:

− Motor monofásico da classe 120 V, com mais de 2 CV; − Motor monofásico da classe 220 V, com mais de 6 CV

− Motor trifásico com potência superior a 20 CV;

− Aparelhos de raio X, com potência superior a 20 kVA;

− Máquina de solda com transformador, 220 V, 02 fases ou 220 V, 03 fios, superior a 15 kVA;

− Máquina de solda com transformador ou retificador, 220 V, 03 fases, com mais de 20 kVA;

− Máquina de solda, grupo motor-gerador, com mais de 20 CV.

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4.2 TENSÃO DE FORNECIMENTO

Os consumidores atendidos devem ser ligados, diretamente, a rede de distribuição secundaria urbana, com as seguintes tensões; a) 127 volts, 02 fios (Fase – Neutro), 60 Hz; b) 220/127 Volts, 03 fios (2 Fases-Neutro) ou 4 fios (3 Fases-Neutro), 60 Hz; c) Para edifício de uso coletivo, proceder conforme disposto na NOR-TDE-119

4.3 LIMITES DE FORNECIMENTO

O fornecimento de energia elétrica em tensões secundárias de distribuição, deve ser efetuado quando a potência instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75 kW.

Toda unidade consumidora que possua 01 ( um ) ou mais dos aparelhos abaixo, não deve ser ligada em tensão secundária:

− Motor monofásico da classe 120 V, com mais de 2 CV; − Motor monofásico da classe 220 V, com mais de 6 CV;

− Motor trifásico com potência superior a 20 CV;

− Aparelhos de raio X, com potência superior a 20 CV;

− Máquina de solda com transformador, 220 V, 02 fases ou 220 V, 03 fios, superior a 15 kVA;

− Máquina de solda com transformador, 220 V, 03 fases, superior a 20 kVA;

− Máquina de solda, grupo motor-gerador, superior a 20 CV.

4.4 FATOR DE POTÊNCIA

Os consumidores devem manter o fator de potência médio de suas instalações, o mais próximo possível da unidade.

Caso a ENERSUL verifique, através de medição apropriada, em caráter transitório ou permanente, de acordo com os critérios fixados na Resolução Nº 456, de 29 e Novembro de 2000, da ANEEL, fator de potência inferior a 0,92, deve ser efetuado o ajuste no faturamento, previsto na Legislação Vigente.

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4.5 AUMENTO DE CARGA a) Qualquer aumento de carga ou alteração de suas características, alem do limite correspondente ao seu tipo de fornecimento, deve ser previamente submetido a apreciação da ENERSUL. Em caso da inobservância pelo consumidor, a ENERSUL fica desobrigada de garantir a qualidade e a continuidade do fornecimento, podendo inclusive, suspende-lo, se vier a prejudicar o atendimento a outras unidades consumidoras.

b) O aumento de carga pode implicar na necessidade do redimensionamento da entrada de serviço.

c) A substituição dos disjuntores ou fusíveis, nos padrões de entrada, para valores nominais de corrente superiores ao seu tipo de fornecimento, somente será permitida, mediante autorização previa da ENERSUL.

4.6 PREPARAÇÃO DA ENTRADA DE SERVIÇO

Cabe ao consumidor, preparar toda a instalação da entrada de serviço, observando os requisitos mínimos aqui fixados.

A instalação dos equipamentos de medição e do ramal de ligação, bem como a ligação a Rede de Distribuição, fica a cargo exclusivo da ENERSUL.

4.7 ACESSO A ENTRADA DE SERVIÇO

A partir do momento da ligação a Rede e enquanto ligada, a entrada de serviço é de acesso privativo da ENERSUL, sendo vedada qualquer interferência de pessoas estranhas.

Os lacres dos medidores e caixas onde forem instalados os equipamentos de medição e proteção, somente podem ser rompidos pela ENERSUL ou por empresa contratada por esta, sempre com apresentação das credenciais dos funcionários, sob pena de cobranças conforme artigo 36 da Resolução 456 de 29 de Novembro de 2000 da ANEEL.

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4.8 CARACTERÍSTICAS INDESEJÁVEIS

As instalações que introduzam, na rede, características tecnicamente indesejáveis (Flutuação de tensão, radio interferência, baixo fator de potência, etc.), devem ser a critério da ENERSUL, passíveis de correção, as expensas do consumidor.

4.9 LIGAÇÃO TEMPORÁRIA

É caracterizada como Ligação Temporária, a solicitação para atendimento a unidade consumidora que não tenha entrada de serviço padronizada e definida no local, e que se destinar a atender: circos, parques de diversões, exposições agropecuárias e/ou industriais, sinalizações e execução de obras em vias ou praças publicas, polideiras e lixadeiras de piso, etc.

Nota: Para ligação de entrada de serviço, mesmo que temporária, com vistas a atendimento a circos, parques, exposições, comícios políticos e outras que envolvam aglomeração de pessoal, será exigida uma ART de um profissional habilitado, como responsável técnico, até seu desligamento.

4.10 LIGAÇÃO PROVISÓRIA

É caracterizada como Ligação Provisória, a solicitação para atendimento provisório da unidade consumidora, enquanto se constrói a entrada definitiva, como nas construções de prédios, edifícios ou troca de padrão, etc.

4.1 GERAÇÃO PRÓPRIA

Não é permitido o paralelismo (ligação) ao sistema elétrico da ENERSUL de geradores cuja propriedade seja do consumidor ou terceiros por qualquer período de tempo que seja. Para evitar qualquer possibilidade de paralelismo, os projetos das instalações elétricas devem apresentar uma das seguintes soluções:

a) Instalação de uma chave reversível de acionamento manual ou elétrica, com travamento mecânico, separando os circuitos alimentadores do Sistema ENERSUL e do gerador particular, de modo a reverter o fornecimento; b) Construção de um circuito de emergência, independente do circuito da instalação normal, alimentado por gerador particular. Deve ser vedada, e sinalizada a interligação do circuito de emergência com o circuito alimentado pela Rede ENERSUL.

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Em caso de alguma particularidade no projeto de geração própria do consumidor, este poderá efetuar consulta a Enersul por escrito, encaminhando o mesmo em anexo

4.12 ENTRADA DE SERVIÇO

4.12.1 RAMAL DE LIGAÇÃO AÉREO a) Serão fornecidos e instalados pela ENERSUL, e terão as seguintes características:

− Isolação na cor preta (clientes monofásicos e bifásicos)

− Isolação colorida – preta, cinza, vermelha (clientes trifásicos);

− Serão de alumínio – Multiplex;

− Não terão emendas.

b) O dimensionamento do ramal de ligação deve ser feito com base na tabela 01; c) Para as ligações provisórias a responsabilidade pelo ramal de ligação deverá ser conforme o Artigo 1 da Resolução N.° 456/ANEEL, de 29 de Novembro de 2000.

As instalações a serem efetuadas pelo consumidor, deverão possibilitar que quando da colocação, e ligação do ramal pela ENERSUL, este possa obedecer as seguintes condições:

a) Partir de um poste da rede de distribuição da ENERSUL; b) Não cortar terrenos de terceiros; c) Entrar, de preferência, pela frente do terreno, ser livre de qualquer obstáculo (árvores, etc.) e perfeitamente visível; d) Respeitar as Normas estabelecidas pelos Poderes Públicos, especialmente quando atravessam vias públicas;

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ATA Nº DATA POR Página 9 de 86 e) Não ser acessível de janelas, sacadas, telhados, escadas ou áreas adjacentes, das quais, deve, qualquer condutor, estar afastado pelo menos 1,20 m (um metro e vinte centímetros); f) Não cruzar com condutores de ligação de prédios vizinhos; g) A separação mínima entre dois condutores singelos, seja de 0,20 m (vinte centímetros), e 0,60 m (sessenta centímetros), com fios e/ou cabos de telefonia, sinalização, etc.; h) Não passar sobre área construída; i) Não ultrapassar 30 m ( trinta metros ) de vão livre entre o poste da rede de distribuição e o ponto de entrega localizado no primeiro poste particular, no terreno do consumidor; j) As distâncias mínimas medidas na vertical, entre o condutor inferior e solo sejam:

− local de transito de veículos: 5,50 m (cinco metros e cinqüenta centímetros).

− local de entrada de garagem residencial, estacionamento e outros locais não acessíveis a veículos pesados: 4,0 m (quatro metros)

− local de circulação de pedestres: 3,50 m (três metros e cinqüenta centímetros) k) Obedecer as dimensões estabelecidas na tabela 01; l) Os casos típicos de entrada de serviço são apresentados nos desenhos das páginas 3 a 69;

4.12.2 RAMAL DE ENTRADA EMBUTIDO 4.12.2.1 CONDUTORES a) Serão fornecidos e instalados pelo interessado; b) Material - cobre mole, próprio para instalação em eletroduto;

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Obs: Quando utilizado cabo, o mesmo deverá ter o agrupamento de no máximo 7 fios, não sendo permitido a utilização de cabos flexíveis.

c) Isolamento - classe 750 V, no mínimo; d) O dimensionamento do ramal de ligação deve ser feito com base na tabela 01; a) Deve haver continuidade no condutor neutro, sendo portanto vedado o uso de chave, disjuntor ou fusível, no mesmo; b) Os condutores devem ter comprimento suficiente para permitir a conexão ao ramal de ligação, bem como aos equipamentos de medição e proteção; c) Os condutores devem ser instalados em eletroduto, de ferro esmaltado ou PVC rígido pesado, com dimensão de acordo com a tabela 01; d) O eletroduto deve ser, firmemente atarraxado a caixa de equipamentos de medição e/ou proteção, por meio de bucha e contra-bucha ou arruela.

A vedação deve ser obtida, utilizando massa de calafetar (3M ou similar); é proibido o uso de massa para vidraceiro; e) Não serão permitidas emendas nos condutores;

4.12.3 RAMAL DE ENTRADA SUBTERRÂNEO 4.12.3.1 CONDUTORES a) Serão fornecidos e instalados pelo interessado; b) Os condutores do ramal de entrada subterrâneo devem ser de cobre unipolares, isolados para, no mínimo 750 V, (70 graus) e próprios para instalações em eletroduto;

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Obs: Quando utilizado cabo, o mesmo deverá ter o agrupamento de no máximo 7 fios, não sendo permitido a utilização de cabos flexíveis.

c) O dimensionamento dos condutores deve obedecer a tabela 01; d) O eletroduto junto ao poste da ENERSUL deve ser de aço rígido, pesado e galvanizado, com bitola especificada pela tabela 01, fixado ao poste com arame zincado ou fita metálica.

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