Giardíase e Tricomoníase e Amebíase

Giardíase e Tricomoníase e Amebíase

GIARDÍASE ou Giardose

GIARDÍASE

      • infecção do intestino delgado causada pelo protozoário flagelado Giarda lamblia

GIARDÍASE

      • distribuição mundial - cosmopolita

GIARDÍASE

      • principal fonte de contaminação: reservatório de água e alimentos

GIARDÍASE

      • maior risco: crianças em creches superlotadas.

GIARDÍASE

  • maior risco: sexo anal sem proteção

GIARDÍASE

      • uma das causas mais comuns de diarréia de viajantes em todas as partes do mundo

GIARDÍASE

      • taxa de prevalência varia conforme a idade, o no de exame de fezes e condições sanitárias

Mecanismos de infeção

Giardia intestinalis (ou Giardia lamblia)

      • flagelado mais comumente encontrado no trato intestinal
      • protozoário patogênico mais prevalente
      • 2-5% em países industrializados
      • 20-30% nos países em desenvolvimento
      • 3 grupos relacionados a variações estruturais:
  • Giardia agilis (de anfíbios)

  • G. muris (de roedores e pássaros)

  • G.duodenalis (homem e vários outros

  • mamíferos, aves e répteis.= G.lamblia)

Giardia intestinalis

Ciclo de vida

Reprodução de trofozíotos no duodeno – assexuada por divisão binária longitudinal

Ciclo - Giardíase

Giardíase ou Giardose = infecções variam de assintomáticas até quadros de diarréia aguda ou diarréia crônica com má-absorção

Fatores que predispõem a doença= patogenia

  • Fatores do parasito

  • Fatores mecânicos

  • Fatores toxigênicos

Mecanismos patogênicos: ação de Trofozoítos no duodeno –multiplicação ativa

Fatores que predispõem a doença= patogenia

  • Fatores do hospedeiro

  • Dieta

  • Estado nutricional

  • Idade

  • Motilidade intestinal

  • Estado imunológico

  • Microbiota intestinal

Diagnóstico Direto

Diagnóstico direto:

1- Estudo da morfologia

  • Microscopia

Diagnóstico direto:

Diagnóstico parasitológico

  • Método direto

  • - fezes diarreicas: trofozoítas

  • fezes formadas pastosas: cistos

  • Métodos de concentração

  • - métodos de FAUST et al, MIFC ou o COPROTEST (IMMUNOASSAY-SP) para fezes preservadas

Tubagem nasofaríngea -

    • Tubagem nasofaríngea -
    • Enterotest (“teste do barbante”)
    • Biópsia duodenal -

ATENÇÃO: Diagnóstico mais recomendável: - Pesquisa de cistos e trofozoítas de Giardia ssp nas fezes :

Teste parasitológico de fezes indicado para:

  • Pesquisa de cistos nas fezes

Pesquisa de cistos nas fezes

Pesquisa de cistos nas fezes

Trofozóitos de giardia

Diagnóstico molecular – ainda é caro!!!

    • desenvolvimento dos meios de cultura axênica de Giardia
    • PCR (polimerase chain reaction) ou
    • sondas genéticas que reconhecem
    • o RNA ou DNA dos parasitos

Pesquisa de DNA do parasito:

Termociclador – estudo do DNA

  • PCR – reação de polimerase em cadeia=

  • Método de fazer

  • cópias de um trecho

  • de DNA específico

Pesquisa de fragmento de DNA do parasito.

Diagnóstico direto - pesquisa de antígenos do parasito.

    • vários kits comerciais
    • Principal proteína GSA 65 (65 kDa), uma glicoproteína glicosilada encontrada em cistos de Giardia ou em trofozoítas.
    • Coproantígeno GSA 65

Pesquisa de antígeno

Cropoteste Pesquisa de Ag

Diagnóstico indireto

Diagnóstico imunológico: pesquisa de anticorpos

    • IgG e IgM no soro:
    • Pesquisa de Anticorpos anti- GSA 65

Tricomoníase

Tricomoníase

  • descrita em 1836 de secreção purulenta de órgão genital feminino

  • distribuição mundial

  • pH preferido é levemente alcalino e acídico

  • reprodução por divisão binária simples

  • não apresenta formas de resistência

  • T.vaginalis não sobrevive fora do sistema urogenital

Ciclo evolutivo do Tricomona vaginalis

Trofozoíto –forma ativa

Trofozóitos de Tricomona ssp

Trofozoítos de Tricomonas ssp

Tricomoníase doença clínica

  • inflamação de células epiteliais

  • secreção vaginal fica amarelada ou esverdeada líquida, às vezes espumante, odor forte

  • infeção crônica:  descarga purulenta e o número de organismos.

  • período de incubação de 4 a 28 dias

  • o início dos sintomas ocorre durante ou após a menstruação, em que o pH se torna ácido.

  • Infeção no homem é latente, ou sem sintomas ou uretrite persistente ou recorrente.

DIAGNÓSTICO DE Trichomonas vaginalis

  • 1.exame de preparações a fresco

  • 2.esfregaços secos podem ser fixados e corados como extensão de sangue (Giemsa)

  • 3.testes sorológicos (pesquisa de Ac) ainda não são disponíveis rotineiramente

Detecção de tricomonas

  • Diagnóstico pode ser feito pela lamina preparada do Papanicolau:

DIAGNÓSTICO DE Trichomonas vaginalis

  • infeções crônicas podem levar a mudanças celulares atípicas que podem ser mal interpretadas

Prevenção

  • Precauções das DST.

  • Orientação: Centro de testagem e Acosnselhamento DST/AIDS.

CTA - DST/AIDS Centro de Testagem e Aconselhamento DST e AIDS.

Amebas intestinais

  • Entamoeba histolytica/Estamoeba dispar

  • Outras amebas

Complexo: E. histolytica/E. dispar

Ciclo evolutivo

Amebíase Entamoeba histolytica/Entamoeba dispar

  • HÁBITAT

      • Os trofozoítos de Entamoeba histolytica/ dispar vivem como comensais na luz do intestino grosso
      • Em algumas circunstâncias: ulcerações intestinais, abscesso hepático, cutâneo, pulmonar e raramente cérebro

Amebíase ou amebose

  • Causada por complexo Entamoeba histolytica/ E. dispar.

  • Habitat: Intestinal ou extra-intestinal

  • Transmissão: água, alimentos contaminados com cistos infectantes.

Formas de vida

  • Estágios evolutivos:

  • cisto maduro

  • trofozoíta

  • metacisto (amébulas)

  • précisto

Trofozoítos

Cistos

Amebíase

  • Cosmopolita

Complicações Clínicas -

  • Patogenia

Amebíase intestinal - complicações

      • COLITE NECROTIZANTE
      • -atinge 0,5% dos infectados
      • AMEBOMA
      • endoscopia e biópsia

Amebíase extraintestinal

  • ABSCESSO HEPÁTICO AMEBIANO

  • AMEBÍASE PLEUROPULMONAR

AMEBÍASE

  • PROFILAXIA:

  • Educação sanitária

Amebíase Entamoeba histolytica/Entamoeba dispar

  • TRATAMENTO

    • Intestinal
    • Extra-intestinal

AMEBÍASE

  • METRONIDAZOL

  • MODO DE AÇÃO.

AMEBAS DE VIDA LIVRE

  • Acanthamoeba spp.

  •  Naegleria fowleri

Amebíase Entamoeba histolytica/Entamoeba dispar

  • LABORATORIAL: (Exame de fezes, soro e exsudatos)

    • PARASITOLÓGICO
      • Fezes líquidas – Schaudinn, SAF e exame direto ou em 30 minutos
      • Fezes formadas – Formol a 10%, MIF, SAF e técnicas de concentração (Faust, Rictchie e hematoxilina férrica)

Gênero Entamoeba

  • De acordo com o no de núcleos do cisto maduro:

  • 8 núcleos (“grupo coli”): E.coli (homem, E.muris (roedores); E.gallinarum (aves domésticas)

  • 4 núcleos (“grupo histolytica”): E.histolytica e E. hartmani (homem), E.ranarum (sapo e rã), E.invadens (cobras e répteis), E. moshkoviskii (vida livre)

  • um núcleo: E.polecki (porco, macaco, homem); E.suis (porco)

  • cistos desconhecidos: E.gingivalis

Ameba –trofozoítos fagocitando hemácias

Diagnóstico diferencial

Cistos de ameba

Diagnóstico diferencial

E. Histolytica - cisto

Diagnóstico diferencial

  • CASO CLÍNICO

  • Paciente I.M.A., mestiça, 3 anos, apresentando um quadro

  • clínico de dores abdominais e várias evacuações diarréicas diárias com

  • muco e sangue e febre moderada.

  • Mãe leva a criança para uma consulta com o pediatra em um

  • Posto de Saúde do P.S.F. Relatou morar em casa de taipa com 2

  • cômodos, na periferia de Sobral, com 8 ocupantes, sem água encanada,

  • sem banheiro,sem tratamento de lixo, sem tratamento de esgôto. Tomava

  • água do pote que obtinha de um poço próximo de sua casa . Relatou ainda que a criança há algum tempo atrás tinha realizado exame de fezes, sendo positivo para amebas e tinha feito tratamento com

  • Metronidazol.

  • Condições sócio-econômicas: renda familiar menos de 1 salário

  • mínico, alimentação bastante precária.

Exame parasitológico de fezes

  • Pesquisa de ovos e larvas de helmintos

  • Cistos e trofozoítos de protozoários

coproscopia

Exames - biossegurança

  • Luvas e mascaras – material fecal pode conter bactérias e vírus

foram o de Lutz10, também conhecido como Hoffman, Pons e Janer, Faust et al7 e Rugai, Mattos e Brisola19

fezes frescas estocadas a 4-8 graus

Suspensão em sulfato de zinco

Repouso – 2 horas

microscopia

Flotação

Flutuação de cistos em sulfato de zinco.

Confecção de lâmina

Azul de metileno ou verde de malaquita

Baerman – para pesquisa de larvas de helmintos

Após 24 horas - migração das larvas

identificação

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