Amputação

Amputação

Segundo Palmer & Toms (1988) amputações são o procedimento cirúrgico mais antigo. A amputação de uma mão ou pé era punição comum em muitas, assim chamadas, antigas civilizações e ainda hoje levada a cabo em algumas culturas. As guerras resultaram em muitas amputações .

  • Segundo Palmer & Toms (1988) amputações são o procedimento cirúrgico mais antigo. A amputação de uma mão ou pé era punição comum em muitas, assim chamadas, antigas civilizações e ainda hoje levada a cabo em algumas culturas. As guerras resultaram em muitas amputações .

Evidências arqueológicas sugerem que, mesmo entre os povos pré-históricos , havia um pequeno número de amputações tanto nos casos de portadores de anomalias congênitas esqueléticas dos membros, quanto nos casos de sobreviventes à perda de extremidades.

  • Evidências arqueológicas sugerem que, mesmo entre os povos pré-históricos , havia um pequeno número de amputações tanto nos casos de portadores de anomalias congênitas esqueléticas dos membros, quanto nos casos de sobreviventes à perda de extremidades.

A maioria das amputações é atualmente realizada por doença vascular periférica: arteriosclerose , combinada ou não com diabetes, ou algum outro tipo de patologia vascular. Esta indicação é mais freqüente em pessoas idosas, porque tanto o diabetes melito como as doenças vasculares, são muito comuns nesta faixa etária.

  • A maioria das amputações é atualmente realizada por doença vascular periférica: arteriosclerose , combinada ou não com diabetes, ou algum outro tipo de patologia vascular. Esta indicação é mais freqüente em pessoas idosas, porque tanto o diabetes melito como as doenças vasculares, são muito comuns nesta faixa etária.

A gangrena em um membro, devida a arteriosclerose, é em geral mais difícil de tratar na presença de diabete melito, porque têm uma cicatrização pior e são mais susceptível à infecção.

  • A gangrena em um membro, devida a arteriosclerose, é em geral mais difícil de tratar na presença de diabete melito, porque têm uma cicatrização pior e são mais susceptível à infecção.

A segunda indicação mais comum para amputação é o trauma, sendo que nos adultos com menos de 50 anos de idade acontece sua maior incidência. O traumatismo que requer amputação é mais freqüente entre os homens e mais comum nos membros inferiores.

  • A segunda indicação mais comum para amputação é o trauma, sendo que nos adultos com menos de 50 anos de idade acontece sua maior incidência. O traumatismo que requer amputação é mais freqüente entre os homens e mais comum nos membros inferiores.

Um traumatismo agudo é causa de amputação quando o suprimento sangüíneo do membro em questão é irreparavelmente destruído, ou quando o membro é tão firmemente danificado que qualquer reconstrução razoável é impossível .

  • Um traumatismo agudo é causa de amputação quando o suprimento sangüíneo do membro em questão é irreparavelmente destruído, ou quando o membro é tão firmemente danificado que qualquer reconstrução razoável é impossível .

Atualmente a amputação pode ocorrer por várias causas: doenças vasculares, traumáticas, queimaduras, infecções (osteomielite), tumores malignos, má formação congênita e outros.

  • Atualmente a amputação pode ocorrer por várias causas: doenças vasculares, traumáticas, queimaduras, infecções (osteomielite), tumores malignos, má formação congênita e outros.

Incidências das amputações :

  • Incidências das amputações :

  • Cronologicamente, a maior incidência de perda de membros ocorre na faixa etária de 50 a 75 anos e está principalmente relacionada á doença vascular, com ou sem diabetes. Em adultos jovens a amputação é, com mais freqüência, associada a traumas e suas seqüelas .

Em criança as deficiências nos membros é congênita em 60% dos casos, sendo as amputações adquiridas de um trauma ou tratamento de doença maligna.

  • Em criança as deficiências nos membros é congênita em 60% dos casos, sendo as amputações adquiridas de um trauma ou tratamento de doença maligna.

Cerca de 75% de todos os amputados são homens, associados ao trabalho ou não, e as amputações devido a doença são mais comuns em homens.

  • Cerca de 75% de todos os amputados são homens, associados ao trabalho ou não, e as amputações devido a doença são mais comuns em homens.

  • Aproximadamente 85% de todas as amputações são realizadas nos membros inferiores mas o número de amputações é igual do lado esquerdo e direito.

Indicações gerais da amputação:

  • Indicações gerais da amputação:

  • Doença vascular periférica;

  • Trauma;

  • Queimaduras;

  • Infecção

  • Tumores;

  • Lesões nervosas;

  • Anomalias congênitas.

Um traumatismo agudo é indicado para amputação quando o suprimento sangüíneo do membro em questão é irreparavelmente destruído, ou quando o membro é tão firmemente danificado que qualquer reconstrução razoável é impossível .

  • Um traumatismo agudo é indicado para amputação quando o suprimento sangüíneo do membro em questão é irreparavelmente destruído, ou quando o membro é tão firmemente danificado que qualquer reconstrução razoável é impossível .

Queimaduras :

  • Queimaduras :

  • Queimaduras ou congelamentos podem destruir tecidos suficientes para tornar necessária uma amputação.

  • Como regra geral as feridas por queimaduras devem ser adequadamente avaliadas e a amputação realizada ao nível mais distal, compatível com uma boa cicatrização com raras exceções.

A lesão por frio, também deve ser tratada através dos meios tradicionais até que a área de gangrena esteja estabilizada e bem demarcada .

  • A lesão por frio, também deve ser tratada através dos meios tradicionais até que a área de gangrena esteja estabilizada e bem demarcada .

Infecção :

  • Infecção :

  • Aguda e crônica, que não responde a tratamento médico ou outras medidas cirúrgicas, pode ser uma indicação de amputação.

  • Das infecções que requerem amputação, Gangrena Gasosa fulminante é a mais perigosa , e em geral requer imediata amputação a um nível proximal.

*Terapia com oxigênio hiperbárico, por vezes elimina a necessidade de amputação viável a um nível mais distal.

  • *Terapia com oxigênio hiperbárico, por vezes elimina a necessidade de amputação viável a um nível mais distal.

Tumores :

  • Tumores :

  • Tumores benignos raramente requerem amputação. No entanto, ocasionalmente podem ser tão grande ou de tal natureza que a ressecção local resultaria em um membro sem função.

  • A amputação é em geral indicada nos tumores malignos sem evidência de disseminação metastásica.

Lesões nervosas:

  • Lesões nervosas:

  • A indicação comum de amputação após lesões nervosas é o surgimento de úlceras tróficas num membro anestésico. A úlcera trófica no pé ou na mão com freqüência se torna infectada, levando a grande destruição de tecidos, por vezes, o membro se torma inteiramente sem função e a amputação e colocação de uma prótese está obviamente indicada.

Anomalias congênitas :

  • Anomalias congênitas :

  • A ressecção cirúrgica de parte ou total de um membro devido a malformação congênita pode ser indicada na infância ou na adolescência, o cirurgião pode prever uma função melhor após a cirurgia, favorecendo a substituição protética.

Níveis de amputação de membros superiores

  • Níveis de amputação de membros superiores

  • Amputação parcial de mão

Desarticulação de punho

  • Desarticulação de punho

  • Amputação de ante-braço

Desarticulação de cotovelo

  • Desarticulação de cotovelo

Amputação de braço (Transumeral)

  • Amputação de braço (Transumeral)

Desarticulação de ombro (Trans-escapulotorácica)

  • Desarticulação de ombro (Trans-escapulotorácica)

Níveis de amputação de membros inferiores:

  • Níveis de amputação de membros inferiores:

  • Amputação parcial de pé

  • Níveis: Desarticulação interfalangiana, Metatarso-falangiana, Transmetatarsiana, Lisfranc, Chopart, Syme, Pirogoff.

Parcial Lisfranc Parcial Chopart

  • Parcial Lisfranc Parcial Chopart

Amputação transtibial

  • Amputação transtibial

Desarticulação de joelho

  • Desarticulação de joelho

Amputação transfemoral

  • Amputação transfemoral

Desarticulação de quadril e Desarticulação sacro-ilíaca

  • Desarticulação de quadril e Desarticulação sacro-ilíaca

Amputações Bilaterais

  • Amputações Bilaterais

Amputações na Infância

  • Amputações na Infância

Tratamento Pré-Operatório

  • Tratamento Pré-Operatório

  • Avaliação física

  • Segundo ENGSTROM & VAN DE VEN ( 1993) o terapeuta deveria começar a avaliação à amputação antes que a decisão para a amputação tenha sido feita, se o estado do membro parece crítico.

O paciente deve estar recebendo tratamento numa enfermaria geral, cirúrgica, médica, ortopédica ou cirurgia plástica, onde pode ser observado atentamente durante este tempo. A possibilidade de amputação não deve ser divulgada para o paciente; esta é de responsabilidade exclusiva do cirurgião.

  • O paciente deve estar recebendo tratamento numa enfermaria geral, cirúrgica, médica, ortopédica ou cirurgia plástica, onde pode ser observado atentamente durante este tempo. A possibilidade de amputação não deve ser divulgada para o paciente; esta é de responsabilidade exclusiva do cirurgião.

A Força muscular e mobilidade funcional devem ser registrados para que sejam possíveis futuras comparações.

  • A Força muscular e mobilidade funcional devem ser registrados para que sejam possíveis futuras comparações.

  • Durante a medição da ADM um goniômetro deve ser usado.

Várias posições podem ser usadas para medir o joelho, mas qualquer que seja o método escolhido é essencial que as leituras subseqüentes sejam tomadas na mesma posição. O tamanho e a posição de áreas de frágil pressão devem ser também corretamente registradas.

  • Várias posições podem ser usadas para medir o joelho, mas qualquer que seja o método escolhido é essencial que as leituras subseqüentes sejam tomadas na mesma posição. O tamanho e a posição de áreas de frágil pressão devem ser também corretamente registradas.

Fatores físicos a serem considerados na avaliação pré-operatória:

  • Fatores físicos a serem considerados na avaliação pré-operatória:

  • Déficit no SNC

  • Visão

  • Audição

  • Força muscular e ADM dos ombros e braços

  • Força muscular; destreza e sensibilidade nas mãos e nos dedos

Força muscular, mobilidade dos ligamentos e condição da pele da perna afetada;

  • Força muscular, mobilidade dos ligamentos e condição da pele da perna afetada;

  • Estado circulatório;

  • Força muscular e mobilidade dos ligamentos da coxa e joelho sãos

  • Controle da bexiga e dos intestinos

  • Força dos músculos do tronco. Mobilidade da espinha e da pélvis. Habilidade de equilíbrio. Postura geral.

  • Doença cardio-pulmonar.

Avaliação social

  • Avaliação social

  • Embora aavaliação social não seja separada da avaliação física, fatos específicos devem ser apurados: com relação o ambiente familiar do paciente, apoio dos parentes ou amigos, local e tipo de trabalho. Estas perguntas podem ser feitas durante a avaliação física enquanto o paciente estiver descansando entre uma atividade e outra, de forma que as sessões não sejam muito cansativas.

Plano de tratamento

  • Plano de tratamento

  • Ensine mobilidade na cama. Uma cama adequada alta/baixa com uma base firme.

  • O paciente deve ser ensinado a ter mobilidade na cama.

Preserve a mobilidade das articulações.

  • Preserve a mobilidade das articulações.

  • Todas as articulações devem ser tratadas.

  • Exercícios ativos é o método ideal de tratamento.

  • Alongamento passivo e posicionamento podem ser usados.

Fortaleça todos os músculos. Os músculos do tronco, e dos membros inferiores e superiores devem todos ser tratados dentro dos limites de tolerância do paciente.

  • Fortaleça todos os músculos. Os músculos do tronco, e dos membros inferiores e superiores devem todos ser tratados dentro dos limites de tolerância do paciente.

Ensine-o a mover-se na cadeira de rodas.

  • Ensine-o a mover-se na cadeira de rodas.

  • Andar sempre que possível.

  • Sensação fantasma. O paciente é avisado de que é perfeitamente normal sentir todo o membro após a amputação. Esta sensação gradualmente diminui, quando é realizada a reabilitação ativa, que inclui manuseio do coto, exercícios de resistência e peso.

DISCUSSÃO DA ESCOLHA DO NÍVEL DE AMPUTAÇÃO :

  • DISCUSSÃO DA ESCOLHA DO NÍVEL DE AMPUTAÇÃO :

  • É responsabilidade de cada membro da equipe, comunicar seus pensamentos com relação ao nível de amputação mais desejável para o cirurgião consultor. Ao tomar esta decisão as avaliações clínica, física, social e psicológica serão levadas em consideração, junto com as considerações das possibilidades protéticas.

QUEM É O DEFICiENTE?

  • QUEM É O DEFICiENTE?

  • Se você fracassa em enxergar a pessoa mas vê somente a deficiência então quem é o cego?

  • Se você não consegue escutar o grito por justiça de seu irmão então quem é o surdo?

  • Se você não se comunica com sua irmã mas a mantém afastada de você quem é o deficiente?

QUEM É O DEFICiENTE?

  • QUEM É O DEFICiENTE?

  • Se o seu coração ou sua mente não se estendem para o seu vizinho quem então tem deficiência mental?

  • Se você não se levanta pelos direitos de todas as pessoas quem então é o aleijado? (Autor desconhecido)

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