ASTROQUiMICA NO BRASIL

ASTROQUiMICA NO BRASIL

O PROFESSOR SINGH

E A ASTROQUÍMICA NO BRASIL

Amaury A. de Almeida, Beatriz Barbuy, Walter J. Maciel

IAG/USP

[Trabalho publicado no Boletim da SAB, vol. 19, no. 3, 3-12, 2000]

INTRODUÇÃO

Em 1972, o Instituto Astronômico e Geofísico, então "Instituto Anexo", é transformado em Unidade da USP, sendo composto pelos Departamentos de Astronomia, Geofísica e Meteorologia e passando a oferecer cursos de pós-graduação em Astronomia.

Esta mudança fez com que o então Diretor do IAG, Prof. Dr. Giorgio E.O. Giacaglia tomasse a iniciativa de colocar um anúncio em algumas revistas internacionais, como Science e Nature, com a intenção de contratar pesquisadores experientes para reforçar o quadro de docentes, principalmente em Astronomia. A medida surtiu o efeito desejado, atraindo vários pesquisadores entre os quais: Calvin Morse Burgoyne, Charles Atkins Dean, Franklin Glenn VanLandingham, Vern Leroy Peterson e Bing Kang Cheng (Taiwan), todos PhDs em Astronomia ou Física. Peterson, como trabalhava em Aeronomia, foi designado para a Meteorologia, exercendo mais tarde, as funções de Chefe do Departamento. Da mesma forma, esta oportunidade já havia atraído Dipak Basu, que, anteriormente, havia trabalhado no então CRAAM da Universidade Mackenzie e Patan Deen Singh, ambos indianos.

Porém, terminados os três anos do contrato inicial de trabalho, praticamente todos os membros desta verdadeira legião de estrangeiros retornaram principalmente para os USA, o país de origem da maioria, na expectativa de encontrarem melhores ofertas de trabalho e facilidades para a pesquisa. Grande ilusão. Passados mais de vinte anos, nenhum deles conseguiu uma carreira acadêmica de destaque, e muitos acabaram mudando de profissão, reconhecendo que uma vez atravessado o Rio Grande, na fronteira com o México, esta realmente foi a melhor oportunidade em Astronomia que eles tiveram em suas vidas.

P. D. Singh (1942-1999), fotos do período 1972-1976.

A única exceção foi Patan Deen Singh. O Dr. Singh, então com quase 32 anos, chegou ao IAG em setembro de 1974, vindo diretamente da Índia e procurando integrar-se rapidamente à cultura brasileira, ao ponto de abdicar por completo da sua abstinência à carne bovina, como é tradição entre os hindus e tornando-se um grande apreciador do churrasco brasileiro. Comprou o Chevette 74 semi-novo de Basu, utilizou-o por mais de 20 anos e ainda o revendeu em bom estado de conservação.

A FORMAÇÃO

P.D.Singh, como gostava de ser chamado, concluiu seu Bacharelado em Física em 1960 na Gorakhpur University, Índia. Entre 1960 e 1962 fez seu Mestrado em Física, obtendo o primeiro lugar na sua turma, também na mesma universidade. A seguir, iniciou seu doutorado em Física sob a orientação do Prof. Devendra Sharma. Este, por sua vez, havia sido aluno brilhante do famoso espectroscopista alemão naturalizado canadense Gerhard Herzberg (1904-1999), que recebeu o Prêmio Nobel de Química em 1971, "por suas contribuições ao conhecimento da estrutura eletrônica e geometria de moléculas, particularmente radicais livres". Patan recebeu o título de Doutor em Física em 1967, da Gorakhpur University (Sharma et al. 1968).

Sua carreira acadêmica iniciou-se também na mesma universidade como Assistente (1962-1965), exercendo a função de Professor (Lente) entre 1965 e 1972. Entre 1972 e 1973, fez seu pós-doutorado na University of Electrocommunications em Tokyo, no Japão. Ele comentava que a adaptação à nova e rígida dieta alimentar japonesa havia desencadeado o processo da sua calvície precoce. Certa vez, lá por volta de 1980, o Dr. Singh estava com o Amaury de Almeida em um dos corredores externos da Física na Unicamp, quando disse: "Você está vendo aquele japonês vindo na nossa direção, lá no fim do corredor? Ele não me parece estranho, eu já vi este camarada em algum lugar". O que o Amaury testemunhou a seguir foi mais uma simples e feliz constatação de que este mundo realmente é pequeno e o encontro inesperado e emocionado de velhos companheiros com muitas recordações em comum: eles haviam sido colegas de pós-doutorado e agora por coincidência estavam trabalhando no Brasil!

De volta à Índia, o Dr. Singh reassumiu a sua posição de Professor Doutor no Departamento de Física da Gorakhpur University, onde permaneceu até vir para o Brasil.

A CONTRIBUIÇÃO

Paralelamente à sua integração na cultura brasileira, o Dr. Singh aceitou o desafio natural de procurar aliar seus sólidos conhecimentos de espectroscopia molecular aos interesses e necessidades peculiares das linhas de pesquisa em Astrofísica que começavam a se delinear no Departamento de Astronomia. Em razão de sua formação profissional, o Dr. Singh procurou, inicialmente, desenvolver condições para um trabalho experimental em espectroscopia molecular, particularmente envolvendo moléculas de interesse astrofísico. Levou longos meses estudando prospectos e catálogos de equipamentos, contactando fabricantes, fornecedores e definindo estratégias para o que seria a componente molecular do trabalho experimental então desenvolvido no IAG por Sayd Codina, na área de poeira interestelar. Teve, então, o que talvez tenha sido sua primeira decepção brasileira: percebeu que a realização de um trabalho experimental "a partir do zero" seria praticamente impossível no país, pelo excesso de burocracia e falta de recursos. Desistiu, então, do projeto original, mas não desanimou, simplesmente alterando o enfoque de sua pesquisa, agora em direção a uma perspectiva mais teórica e, portanto, mais viável.

P. D. Singh no IAG em 1974. (Foto: W. J. Maciel)

Deste esforço inicial, resultou o seu primeiro trabalho publicado (Singh, 1975). Esta foi a primeira contribuição entre aqueles estrangeiros no Departamento.

A partir daí, seguiu-se uma série de trabalhos publicados nas mais importantes revistas, sobre espécies moleculares simples de interesse astrofísico, com a colaboração de vários colegas do Departamento, inicialmente com Walter Maciel e Frank VanLandingham (Singh e Maciel, 1976; Maciel e Singh, 1977; Singh e VanLandingham, 1978; Singh e Maciel, 1980). P.D.Singh sempre foi avesso ao conceito de grupo de pesquisa e atividades burocráticas, mas estava sempre aberto a colaborações com os colegas (Singh et al. 1985; Singh e Gruenwald, 1987; Singh et al. 1989; Barbuy et al. 1993) e até também com os alunos destes. No artigo Schiavon et al. (1997) onde foram sintetizadas as bandas moleculares do FeH pela primeira vez, P.D. Singh contribuiu com o cálculo dos fatores de Franck-Condon, não existentes na literatura para este sistema quadrupleto bastante complexo. O conjunto dos dados do FeH teve destaque, e constou na primeira página da "Berkeley Newsletter". O mesmo artigo também recebeu citação por outra razão, que foi a análise espectral da anã M GL 229A, que é a companheira da bem conhecida anã marrom GL 229B. Para a tese de doutorado de Bruno Castilho, P.D. Singh contribuiu com os fatores de Franck-Condon das moléculas presentes no ultravioleta CN, CH, NH e OH, para as quais apenas dados esparsos eram encontrados na literatura. Pretende-se ainda publicar tais resultados em co-autoria com P.D. Singh. Este comportamento de compartilhar seus conhecimentos, não só o tornou popular como lhe grangeou a simpatia e a admiração de seus colegas. Vários destes trabalhos foram extraídos ou resultaram nas teses de mestrado das suas alunas: Maria Lúcia Quarta (Quarta e Singh, 1981), Elisabete M. G. Dal Pino (Dal Pino e Singh, 1984), Vera Jatenco Silva Pereira e Rose Marie Atalla (Atalla e Singh, 1987; Sinha et al. 1988). A aluna Regina M. Roveri (Roveri et al. 1988), não concluiu seu mestrado por pura e simples discordância e incompatibilidade de gênios com o Dr. Singh, que por sua vez, sempre foi muito exigente com seus orientados.

P. D. Singh, W. J. Maciel e P. Marques dos Santos, I Escola Avançada de Astrofísica, Campos do Jordão, 1981.

Várias disciplinas de pós-graduação foram implantadas e ministradas por sua iniciativa: Espectros Atômicos e Moleculares, Astrofísica Molecular, Moléculas Interestelares e Astroquímica do Meio Interestelar. Além disso, procurava estabelecer contatos e colaborações internacionais. Em março de 1984, recebemos a visita do eminente Prof. Alexander Dalgarno do Harvard- Smithsonian Center for Astrophysics (USA). Isto constitui fato marcante, uma vez que o insigne professor é autoridade mundialmente reconhecida na área de Astrofísica Atômica e Molecular, sendo considerado na prática como o fundador da moderna Astroquímica. O Prof. Dalgarno nos proporcionou um curso de cinco semanas sobre "Astronomia Molecular", que foi bastante concorrido, recebendo inclusive vários alunos de pós-graduação de outras instituições congêneres, abrindo, assim, nosso horizonte para novas pesquisas nesta área, que vem se desenvolvendo rapidamente. Por sua vez, o Dr. Singh também esteve naquela universidade realizando pesquisas com o Prof. Dalgarno (Singh et al. 1983). O Prof. Dalgarno visitou o Departamento novamente durante o segundo semestre de 1987, para proferir uma série de seminários.

Em dezembro de 1985, realizou-se em Goa, na Índia, o IAU Symposium No. 120 "Astrochemistry" com cerca de 120 participantes. Esta foi a primeira reunião em Astroquímica, congregando os principais expoentes internacionais em Astrofísica Molecular. Desta reunião, surgiu o importante Grupo de Trabalho em Astroquímica da Comissão 34 (Meio Interestelar) da Divisão VI (Matéria Interestelar) da IAU, do qual o Dr. Singh participou desde então.

Na Assembléia Geral da IAU em 1987, realizada em Baltimore (USA), ficou decidido que os simpósios das várias comissões aconteceriam logo após e o mais perto possível do país sede da próxima reunião geral. Como a Assembléia Geral seria em 1991, em Buenos Aires, na Argentina, o Prof. Dalgarno convenceu o Dr. Singh a aceitar o encargo de organizar e sediar o segundo simpósio de Astroquímica, em São Paulo. As dificuldades naturais de organizar um evento deste porte foram agravadas por uma época de inflação alta e pouca infra-estrutura disponível. Dificuldades semelhantes também foram superadas por Beatriz Barbuy, que organizou simultaneamente, em agosto de 1991, o IAU Symposium No.149 "The Stellar Population of Galaxies" em Angra dos Reis (RJ), e por Sylvio Ferraz-Mello, que organizou o IAU Symposium No. 152, "Chaos, Resonance and Collective Dynamical Phenomena in the Solar System", em julho do mesmo ano, também em Angra dos Reis. Mesmo assim, o IAU Symposium No. 150 "Astrochemistry of Cosmic Phenomena", transcorreu normalmente e no melhor padrão internacional possível, em Campos do Jordão. Passados quase nove anos após este importante evento, já aconteceram dois outros simpósios de Astroquímica: o IAU 178, "Molecules in Astrophysics: Probes and Processes" em Leiden, na Holanda, em 1996 e o IAU 197, "Astrochemistry: From Molecular Clouds to Planetary Systems", na ilha vulcânica de Cheju, na Coréia do Sul, em 1999. Tendo sido o Secretário do Comitê Organizador Local do IAU Symposium 150 e participado de todos os demais eventos, Amaury de Almeida ainda tem ouvido elogios e as inevitáveis comparações feitas por várias pessoas que também participaram destes eventos, ao simpósio organizado pelo Dr. Singh. Em particular, os proceedings deste simpósio, editados pelo próprio Dr. Singh (Singh, 1992), foram muito elogiados e recomendados pelo referee Jim Cohen, que considerou a apresentação dos proceedings como "exemplar" (Cohen, 1993).

S. P. Tarafdar, P. D. Singh e A. Dalgarno, Simpósio IAU 150, Campos do Jordão, 1991. (Foto: A. A. de Almeida)

Em 1992, o Dr. J. Mayo Greenberg, professor emérito da Universidade de Leiden (Holanda), aceita o convite do Dr. Singh e ministra entre outubro e novembro um curso de pós-graduação sobre "Poeira no Universo" no Departamento (Greenberg et al. 1993).

Se uma componente importante das fontes astroquímicas são as atmosferas estelares e as distantes nuvens de gás e poeira interestelares, a outra está relativamente mais próxima, sendo representada pelo sistema solar, através das atmosferas planetárias e cometárias, estas igualmente compostas de gás e poeira cósmica (de Almeida e Singh, 1982). Hoje, são conhecidas cerca de 120 moléculas interestelares e circunstelares, sem contar as espécies isotópicas. Destas, mais de 30 ou aproximadamente 25% também são encontradas em cometas recentes como o Hale-Bopp (1995 O1) e Hyakutake (1996 B2).

P. D. Singh, Simpósio IAU 150, Campos do Jordão, 1991. (Foto: A. A. de Almeida)

Assim, o Dr. Walter F. Huebner do Southwest Research Institute (USA), um renomado especialista em física cometária, visitou o Departamento a convite do Dr. Singh, por duas vezes, tornando-se um dos seus principais colaboradores internacionais (Singh et al. 1991). Entre abril e maio de 1988, o Dr. Huebner ministrou um curso de pós-graduação sobre "Física de Cometas na Era Espacial" no IAG. Por sua vez, o Dr. Singh realizou dois estágios de pós-doutorado com o Dr. Huebner, sendo o mais recente deles entre 1992-93, juntamente com Amaury de Almeida (de Almeida et al. 1995). Da mesma forma, o Dr. Daniel C. Boice, também do mesmo Instituto nos visitou entre setembro e novembro de 1994. Em dezembro de 1991, o Dr. Singh realizou o seu concurso público para efetivação no Departamento de Astronomia e, menos de seis meses depois, em maio de 1992, defendeu a sua tese para o concurso público de Livre-Docência intitulada "Taxas de Perda de Massa em Cometas" (Singh et al. 1992).

Como uma contribuição à administração do IAG, o Dr. Singh participou ativamente da comissão de biblioteca durante vários anos, além de ter também participado da comissão de pós-graduação e de vários órgãos colegiados.

Sob sua orientação, obtiveram o título de Doutor em Astronomia: Amaury A. de Almeida (de Almeida e Singh, 1986; de Almeida et al. 1989), Gilberto C. Sanzovo (Sanzovo et al. 1993; Sanzovo et al. 1996) e Carmen M. Andreazza (Andreazza et al. 1995; Andreazza and Singh, 1997). Entre 1998 e 1999 a Dra. Alka Misra da University of Lucknow (Índia), fez o seu pós-doutorado sob a supervisão do Dr. Singh.

Além da grande amizade e camaradagem, a longa colaboração com J.A. de Freitas Pacheco e Sayd Codina, merece ser mencionada. Daí surgiram vários trabalhos (de Freitas Pacheco et al. 1988; Landaberry et al. 1991; Singh et al. 1997).

P. D. Singh em Leiden, Holanda, em 1996. (Foto: A. A. de Almeida)

O Dr. Singh publicou efetivamente 55 artigos em revistas internacionais com arbitragem, a sua última contribuição sendo em colaboração com o Dr. Fernando R. Ornellas e Dr. Antonio C. Borin, ambos do Instituto de Química da USP (Singh et al. 1999). Recentemente perguntado por Amaury de Almeida, sobre quais trabalhos considerava como mais importantes, quando da confecção de uma versão resumida do seu curriculum vitae para a CAPES, ele mencionou prontamente Costa et al. (1997). Faz sentido: este trabalho trata das observações da colisão do fragmento L do cometa Shoemaker-Levy 9 com Júpiter em 19 de julho de 1994, realizadas no LNA com o telescópio de 1,60 m, em plena fase final da Copa do Mundo de futebol. Foi detectado, pela primeira vez em cometas, a presença do pouco abundante elemento leve lítio. Este fato é importante e revela um indício claro de correlação, segundo o modelo cosmológico padrão, até mesmo para os elementos leves, entre a matéria cometária e interestelar, que teria dado origem à nebulosa proto- solar. Os cometas seriam assim uma espécie de "elo perdido" entre a matéria interestelar e o sistema solar. Passados já alguns anos deste feito, constata- se que apenas um grupo francês, trabalhando independentemente no Observatório do Pic du Midi, nos Pirineus franceses, logrou resultados semelhantes (Roos-Serote et al. 1995), confirmando assim de forma definitiva esse importante resultado cosmogônico.

Aproximadamente dois meses depois desta conversa, o Dr. Singh, ainda tentando se recuperar de um derrame cerebral de tronco, que o havia acometido em 11 de maio de 1998, sofreu um segundo acidente vascular cerebral isquêmico muito extenso, com seqüelas graves, em 15 de agosto de 1999, entrando em coma profundo, incapaz de respirar espontaneamente e vindo a falecer 54 dias depois de parada cardio-respiratória. Seu sepultamento ocorreu em 10 de outubro de 1999, no dia do seu aniversário, quando então completaria 57 anos, no Cemitério da Paz, em Diadema (SP) onde também está a nossa saudosa colega, Dra. Maria Alcina Braz, como era o seu desejo.

Entre as muitas manifestações de pesar e condolências recebidas por Amaury de Almeida, destaca-se a do Prof. David A. Williams da University College London (UK), ex-presidente do Grupo de Trabalho em Astroquímica e atual presidente da Royal Astronomical Society, que destacou as contribuições originais do Dr. Singh em Astroquímica e elogiou o seu trabalho na organização do Simpósio de Campos do Jordão.

Antes disso, e consciente de que não teria condições de realizar a longa viagem além do Japão, até a Coréia do Sul, para participar do IAU Symposium 197, solicitou ao Amaury, que participou, que lhe encomendasse um exemplar dos proceedings . Foi uma viagem bastante cansativa, solitária, com muitas preocupações e vários telefonemas buscando informações, uma vez que, desde o início havia se comprometido em prestar-lhe toda ajuda necessária. Na época do simpósio, como ele já havia praticamente entrado em coma irreversível, a gravidade da situação foi então comunicada por de Almeida, o qual solicitou aos editores dos proceedings , que incluíssem uma homenagem ao Dr. Singh, o que foi aceito e será feito pela Dra. Ewine F. van Dishoeck do Leiden Observatory (Holanda), nova presidente do Grupo de Trabalho em Astroquímica da IAU.

Apesar de haver solicitado formalmente às autoridades por várias vezes para ser naturalizado, o Dr. Singh não conseguiu obter a cidadania brasileira. Mas isso não faria muita diferença. Ele já era brasileiro há muito tempo, de coração, acompanhando sempre com muito interesse as notícias e jogos da seleção brasileira de futebol em várias Copas do Mundo, na última em 1998, até mesmo do leito no Hospital Universitário da USP. De fato, ele se divertia muito com as novelas brasileiras, e estava sempre disposto a discutir diferentes aspectos do Instituto, de trabalhos, ou de caráter geral, de maneira muito agradável e bem-humorada.

Comentários