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Figura 1.5 – Contator simples.

Os contatos simples têm apenas uma abertura. Eles são encontrados em contatores de maior potência.

Figura 1.6 – Contator com contato simples para grande potência

Os contatos são construídos em formatos e tamanhos determinados pelas características técnicas do contator. São classificados em principal e auxiliar.

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Mantenedor Eletroeletrônico

Os contatos principais têm a função de estabelecer e interromper correntes de motores e chavear cargas resistivas ou capacitivas.

O contato é realizado por meio de placas de prata cuja vida útil termina quando elas estão reduzidas a 1/3 de seu volume inicial.

Os contatos auxiliares são dimensionados para a comutação de circuitos auxiliares para comando, para sinalização e para intertravamento elétrico. São dimensionados apenas para a corrente de comando e podem ser de abertura retardada para evitar perturbações no comando.

Podem ser do tipo NA ( normalmente aberto) ou NF ( normalmente fechado) de acordo com sua função.

Sistema de Acionamento

O acionamento dos contatores pode ser feito com corrente alternada ou com corrente contínua.

Para o acionamento com CA, existem anéis de curto-circuito que se situam sobre o núcleo fixo do contator e evitam o ruído por meio da passagem da CA por zero. Um entreferro reduz a remanência após a interrupção da tensão de comando e evita o colamento do núcleo.

Após a desenergização da bobina de acionamento, o retomo dos contatos principais (bem como dos auxiliares) para a posição original de repouso é garantido pelas molas de compressão.

O acionamento com C não possui anéis de curto-circuito. Além disso, possui uma bobina de enrolamento com derivação, na qual uma das derivações serve para o atracamento e a outra para manutenção.

Um contato NF é inserido no circuito da bobina e tem a função de curto-circuitar parte do enrolamento durante a etapa do atracamento. Veja representação esquemática a seguir.

Figura 1.7 – Acionamento

O enrolamento com derivação tem a função de reduzir a potência absorvida pela bobina, após o fechamento do contator, evitando o superaquecimento ou a queima da bobina.

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Mantenedor Eletroeletrônico

O núcleo é maciço, pois, sendo a corrente constante, o fluxo magnético também o será. Com isso, não haverá força eletromotriz no núcleo nem circulação de correntes parasitas.

O sistema de acionamento com C é recomendado para aplicação em circuitos, onde os demais equipamentos de comando são sensíveis aos efeitos das tensões induzidas pelo campo magnético de corrente alternada. Enquadram-se, nesse caso, os componentes CMOS e os microprocessadores, presentes em circuitos que compõem acionamentos de motores que utilizam conversores e/ou CLPs (controladores programáveis).

Carcaça

É constituída de duas partes simétricas (tipo macho e fêmea) unidas por meio de grampos.

Retirando-se os grampos de fechamento da tampa frontal do contator, é possível abri-lo e inspecionar seu interior, bem como substituir os contatos principais e os da bobina.

A substituição da bobina é feita pela parte superior do contator, através da retirada de quatro parafusos de fixação para o suporte do núcleo.

Câmara de Extinção de Arco Voltaico

É um compartimento dos seccionadores que envolve os contatos principais. Sua função é extinguir a faísca ou arco voltaico, que surge quando um circuito elétrico é interrompido.

= linha de força magnética saindo

Figura 1.8 - x = linha de força magnética entrando

Com a câmara de extinção de cerâmica, a extinção do arco é provocada por refrigeração intensa e pelo repuxo do ar.

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Figura 1.9 – Extinção do arco com câmara de extinção de cerâmica Mantenedor Eletroeletrônico

1.3 FUNCIONAMENTO

Como já sabemos, uma bobina eletromagnética, quando alimentada por uma corrente elétrica, forma um campo magnético. No contator, ele se concentra no núcleo fixo e atrai o núcleo móvel.

Como os contatos móveis estão acoplados mecanicamente com o núcleo móvel, o deslocamento deste no sentido do núcleo fixo movimenta os contatos móveis.

Quando o núcleo móvel se aproxima do fixo, os contatos móveis também devem se aproximar dos fixos de tal forma que, no fim do curso do núcleo móvel, as peças fixas e móveis do sistema de comando elétrico estejam em contato e sob pressão suficiente.

O comando da bobina é efetuado por meio de uma botoeira ou chave-bóia com duas posições, cujos elementos de comando estão ligados em série com as bobinas.

A velocidade de fechamento dos contatores é resultado da força proveniente da bobina e da força mecânica das molas de separação que atuam em sentido contrário.

As molas são também as únicas responsáveis pela velocidade de abertura do contator, o que ocorre quando a bobina magnética não estiver sendo alimentada ou quando o valor da força magnética for inferior à força das molas.

1.4 MONTAGEM

Os contatores devem ser montados, de preferência verticalmente, em local que não esteja sujeito à trepidação.

Em geral, é permitida uma inclinação máxima do plano de montagem de 2,5º em relação à vertical, o que permite a instalação em navios.

Na instalação de contatores abertos, o espaço livre em frente à câmara deve ser de no mínimo 45mm.

Intertravamento de Contatores

O intertravamento é um sistema de segurança elétrico ou mecânico, destinado a evitar que dois ou mais contatores se fechem acidentalmente ao mesmo tempo, o que provocaria curto-circuito ou mudança na seqüência de funcionamento de um determinado circuito.

A2 (b) Contator

1 Relé

1.5 VANTAGENS

Os contatores apresentam as seguintes vantagens:

-comando à distância; -elevado número de manobras;

-grande vida útil mecânica;

-pequeno espaço para montagem;

-garantia de contato imediato;

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