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-tensão de operação de 85 a 110% da tensão nominal prevista para o contator.

1.6 NORMAS

A normalização na identificação dos contatores e demais dispositivos de manobra de baixa tensão, é o meio utilizado para tornar mais uniforme a execução de projetos de comandos e facilitar a localização e função destes elementos na instalação.

Contatos Principais

São numerados de acordo com a norma DIN EM 50011. Os terminais de entrada 1, 3 e 5 voltam-se para a rede (fonte) enquanto os terminais de saída 2, 4 e 6 voltam-se para o motor (carga), sendo os terminais de alimentação da bobina identificados por “A1” e “A2” ou ainda “a” e “b”.

Figura 1.10 - Identificação dos contatos de um contator e um relé de sobrecarga Contatos Auxiliares

São identificados por números de dois dígitos de acordo com a norma DIN EM 50011, respeitadas as determinações de seqüenciamento,função e disposição mecânica.

Seqüenciamento: o primeiro dígito integrante da identificação de um contato auxiliar indica a posição ocupada pelo mesmo a partir da esquerda. Função: a função do contato é indicada pelo segundo dígito, conforme o convencionado pela norma, como segue:

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1 Mantenedor Eletroeletrônico

Contato Normalmente Fechado (NF) (abridor) 2

Contato Normalmente Aberto (NA) (fechador)

Contato Normalmente Fechado Atrasado na Abertura (abridor atrasado)
adiantado)

Contato Normalmente Aberto Adiantado no Fechamento (fechador

Figura 1.1 - Contatos auxiliares

Os casos da folha representam as funções usuais em contatores sendo o número superior, o de entrada e o inferior, o de saída. Veja o exemplo de um contator auxiliar (especificação do contator - terminação “E”).

Figura 1.12 – Especificação do contator - terminação “E”

Na especificação de um contator, os dígitos numéricos de identificação têm os seguintes significados:

1º dígito = número de contatores fechadores 2º dígito = número de contatores abridores 3º dígito = número de contatos comutadores

Não existindo contatos ou abridores, deve ser escrito, na posição correspondente, o algarismo “0”.

Independente do tipo de construção do equipamento, as identificações de terminais e símbolos para contatores auxiliares vêm indicadas na DIN 46199.

Os contatores auxiliares duplos e relés de ligação têm normalizado também o posicionamento físico dos contatos.

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Disposição Mecânica Mantenedor Eletroeletrônico

Além da codificação normal de seqüenciamento e função dos contatos auxiliares, existe ainda uma nomenclatura dependente da disposição mecânica destes, a saber:

-Terminação “E” : esta terminação, destinada à disposição preferencial, dita que em seqüência de dois contatos, sendo 1NA + 1NF, tem-se sempre em primeiro o contato normalmente aberto (NA), seguido normalmente fechado (NF). Já que nas seqüências com número de contatos superior a dois, tem um contato NA iniciando a seqüência, seguido de todos os NF, e após estes os NA restantes. Assim, respeitadas as condições citadas, acrescente-se à especificação do contator a terminação “E”.

Figura 1.13 - Exemplo de um contator auxiliar CAW 04.22E (Fabricação WEG)

-Terminação “Z” : existem situações em que as características construtivas do contator não permitem a disposição preferencial “E”. Nestes casos, opta-se pela variante “Z”, que dita para qualquer seqüência, que tenha-se em primeiro lugar todos os contatos NA, seguidos de todos NF.

Figura 1.14 - Exemplo de um contator auxiliar CAW 04.22Z (Fabricação WEG)

Figura 1.15 - Contatos de um relé de sobrecarga

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1.7 DEFEITOS NOS CONTATORES Mantenedor Eletroeletrônico

Já sabemos que os contatores são dispositivos de manobra mecânica acionados eletromagneticamente, utilizados como dispositivos de comando de motores ou como dispositivos de proteção contra sobrecarga, se acoplados a relés.

Estudaremos, agora, os defeitos mais comuns nos contatores e os problemas causados nos circuitos elétricos por eles comandados.

A tabela a seguir, mostra uma lista dos defeitos elétricos mais comuns apresentados pelos contatores e suas prováveis causas.

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Mantenedor Eletroeletrônico

Defeito Causas

Contator não liga

Fusível de comando queimado. Relé térmico desarmado. Comando interrompido. Bobina queimada

Contator não desliga

Linhas de comando longas (efeito de “colamento” capacitivo). Contatos soldados.

Faiscamento excessivo

Instabilidade da tensão de comando por: regulação pobre da fonte;

linhas extensas e de pequena seção;

correntes de partida muito altas; subdimensionamento do transformador de comando com diversos contatores operando simultaneamente. Fornecimento irregular de comando por: botoeiras com defeito;

chaves fim-de-curso com defeito.

Contator zumbe

Corpo estranho no entreferro. Anel de curto-circuito quebrado. Bobina com tensão ou freqüência errada. Superfície dos núcleos (móvel e fixo) sujas ou oxidadas, especialmente após longas paradas. Fornecimento oscilante de contato no circuito de comando. Quedas de tensão durante a partida de motores.

Relé térmico atua e o motor não atinge a rotação normal (contator com relé)

Relé inadequado ou mal regulado. Tempo de partida muito longo. Freqüência muito alta de ligações. Sobrecarga no eixo.

Bobina magnética se aquece

Localização inadequada da bobina. Núcleo móvel preso às guias. Curto-circuito entre as espiras por deslocamento ou remoção de capa isolante (em CA). Curto-circuito entre a bobina e o núcleo e por deslocamento da camada isolante. Saturação do núcleo, cujo calor se transmite à bobina.

Bobina se queima

Sobretensão. Ligação em tensão errada. Subtensão (principalmente em C). Corpo estranho no entreferro.

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