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Os de ação retardada são usados em circuitos com motores e capacitores, sujeitos a picos de corrente.

Esses fusíveis são construídos para valores de, no máximo, 200 A. A capacidade de ruptura é de 70kA com uma tensão de 500V.

Construção dos Fusíveis DIAZED

O fusível DIAZED (ou D) é composto por base (aberta ou protegida), tampa, fusível, parafuso de ajuste e anel. A base é feita de porcelana dentro da qual está um elemento metálico roscado internamente e ligado externamente a um dos bornes. O outro borne está isolado do primeiro e ligado ao parafuso de ajuste.

Figura 2.4 – A = Borne ligado ao corpo roscado B = Borne ligado ao parafuso de ajuste

A tampa, geralmente de porcelana, fixa o fusível à base e não é inutilizada com a queima do fusível. Ela permite inspeção visual do indicador do fusível e sua substituição mesmo sob tensão.

Figura 2.5 – Tampa do fusível DIAZED

O parafuso de ajuste tem a função de impedir o uso de fusíveis de capacidade superior à desejada para o circuito. A montagem do parafuso é feita por meio de uma chave especial.

Figura 2.6 – Parafuso de ajuste

O anel é um elemento de porcelana com rosca interna, cuja função é proteger a rosca metálica da base aberta, pois evita a possibilidade de contatos acidentais na troca do fusível.

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Figura 2.7 – Anel Mantenedor Eletroeletrônico

O fusível é um dispositivo de porcelana em cujas extremidades é fixado um fio de cobre puro ou recoberto por uma camada de zinco. Ele fica imerso em areia especial, cuja função é extinguir o arco voltaico e evitar o perigo de explosão quando da queima do fusível.

Figura 2.8 – Visão interna do fusível

O fusível possui um indicador, visível através da tampa, cuja corrente nominal é identificada por meio de cores e que se desprende em caso de queima. Veja, na tabela a seguir, algumas cores e suas correntes nominais correspondentes.

CorIntensidade de corrente (A)

Rosa 2

Marrom 4 Verde 6

Vermelho 10

Tabela 2.1

O elo indicador de queima é constituído de um fio muito fino ligado em paralelo com o elo fusível. Em caso de queima do elo fusível, o indicador de queima também se funde e provoca o desprendimento da espoleta.

Características e Instalação As principais características dos fusíveis DIAZED e NH são:

Corrente nominal: corrente máxima que o fusível suporta continuamente sem interromper o funcionamento do circuito. Esse valor é marcado no corpo de porcelana do fusível.

Corrente de curto-circuito: corrente máxima que deve circular no circuito e que deve ser interrompida instantaneamente.

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Mantenedor Eletroeletrônico

Capacidade de ruptura (kA): valor de corrente que o fusível é capaz de interromper com segurança. Não depende da tensão nominal da instalação.

Tensão nominal: tensão para a qual o fusível foi construído. Os fusíveis normais para baixa tensão são indicados para tensões de serviço de até 500V em CA e 600V em C.

Resistência elétrica (ou resistência ôhmica): grandeza elétrica que depende do material e da pressão exercida. A resistência de contato entre a base e o fusível é a responsável por eventuais aquecimentos que podem provocar a queima do fusível.

Curva de relação tempo de fusão x corrente: curvas que indicam o tempo que o fusível leva para desligar o circuito. Elas são variáveis de acordo com o tempo, a corrente, o tipo de fusível e são fornecidas pelo fabricante. Dentro dessas curvas, quanto maior for a corrente circulante, menor será o tempo em que o fusível terá que desligar. Veja a curva típica abaixo:

Figura 2.9 - IN: Corrente Nominal

Icc: Corrente de curto-circuito Tcc: Tempo de desligamento para curto-circuito

A instalação dos fusíveis DIAZED e NH deve ser no ponto inicial do circuito a ser protegido.

Os locais devem ser arejados para que a temperatura se conserve igual à do ambiente. Esses locais devem ser de fácil acesso para facilitar a inspeção e a manutenção.

A instalação deve ser feita de tal modo que permita seu manejo sem perigo de choque para o operador.

Escolha do Fusível

Tempo de

Desligamento Rápido

Retardado

T2 Tcc

IN Corrente Icc

A escolha do fusível é feita considerando-se corrente nominal da rede, a malha ou circuito que se pretende proteger. Os circuitos elétricos devem ser dimensionados para uma determinada carga nominal dada pela carga que se pretende ligar.

A escolha do fusível deve ser feita de modo que qualquer anormalidade elétrica no circuito fique restrita ao setor onde ela ocorrer, sem afetar os outros.

Dimensionamento

Para dimensionar um fusível é necessário levar em consideração as seguintes grandezas elétricas:

-Corrente nominal do circuito ou ramal; -Corrente de curto-circuito;

-Tensão nominal.

O relé é um dispositivo de comando, ou seja, é empregado na partida de motores no processamento de solda de ponto, no comando de laminadoras e prensas e no controle de iluminação de edifícios.

Para compreender com mais facilidade o funcionamento desse dispositivo, é necessário ter conhecimentos anteriores sobre eletromagnetismo.

Diferentemente dos fusíveis, que se autodestroem, os relés abrem os circuitos em presença de sobrecarga, por exemplo, e continuam a ser usados após sanada a irregularidade.

Em relação aos fusíveis, os relés apresentam as seguintes vantagens:

-Ação mais segura; -possibilidade de modificação do estado ligado para desligamento (e viceversa); -proteção do usuário contra sobrecargas mínimas dos limites predeterminados;

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