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Os relés térmicos podem ser ainda compensados ou diferenciais.

O relé térmico compensado possui um elemento interno que compensa as variações da temperatura ambiente.

O relé térmico diferencial (ou falta de fase) dispara mais rapidamente que o normal, quando há falta de uma fase ou sobrecarga em uma delas. Assim, um relé diferencial, regulado para disparar em cinco minutos com cargas de 10 A, dispara antes, se faltar uma fase.

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Figura 2.18 – Curva característica da relação tempo/corrente de desarme

No eixo horizontal (abcissas), encontram-se os valores múltiplos da corrente de regulagem (XIe) e no eixo vertical (ordenadas), o tempo de desarme (t).

A curva 3 representa o comportamento dos relés quando submetidos a sobrecarga tripolar e a curva 2 para sobrecarga bipolar.

Os valores de desligamento são válidos para sobrecarga a partir da temperatura ambiente, ou seja, sem aquecimento prévio (estado frio).

Para relés que operam em temperatura normal de trabalho e sob corrente nominal (relés pré-aquecidos), deve-se considerar os tempos de atuação em torno de 25 a 30% dos valores das curvas.

Isso acontece porque os bimetálicos já terão sofrido aproximadamente 70% do deslocamento necessário para o desarme, quando pré-aquecidos pela passagem da corrente nominal.

2.3 DISJUNTOR INDUSTRIAL

É um dispositivo de manobra mecânico, utilizado para comandar motores elétricos trifásicos.

Composição O disjuntor industrial é composto basicamente por:

-Bornes de ligação; -Câmara de extinção de arco;

- Contatos principais;

-Relé de sobrecorrente (curto-circuito);

-Relé térmico de sobrecarga;

-Dispositivo de manobra mecânico.

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1-Dispositivo de manobra mecânico 2-Câmara de extinção 3-Contatos principais 4-Relé de sobrecorrente 5-Bornes de ligação 6-Relé térmico de sobrecarga

Figura 2.18 - Estrutura básica de um disjuntor industrial Aplicação

Os disjuntores industriais são utilizados para estabelecer, conduzir e interromper correntes sob condições normais do circuito, assim como interromper correntes sob condições anormais do circuito, como por exemplo, curto-circuito, sobrecarga ou queda de tensão. São utilizados também para manobra de motores, para derivações de redes ou proteções de outros circuitos.

Características

As características elétricas mais importantes do disjuntor industrial, e, que devem ser observadas pelo eletricista são:

Tensão nominal: a tensão nominal dos disjuntores industriais em baixa tensão é normalmente dimensionada para tensões desde 220 a 660V.

Corrente nominal: varia desde alguns décimos de ampere até 1600 A, dependendo do tipo de disjuntor, aplicação e fabricante. A escolha do disjuntor deve ser realizada de modo que a sua faixa de operação esteja dentro da corrente nominal de carga.

Freqüência: os disjuntores industriais são fabricados para trabalharem em freqüências iguais às da rede onde vão ser utilizados. Existem fabricações de disjuntores desde 40Hz até 60Hz.

Tanto na instalação como na compra, estes dados devem ser considerados, sempre observando as características elétricas do equipamento ou circuito em que vai ser utilizado.

Tipos

No mercado brasileiro, são poucas as indústrias que produzem este tipo de disjuntor. Mesmo assim, existe uma grande variedade de modelos e tipos de disjuntor industrial.

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Figura 2.19 – Modelos de disjuntores industriais

Cada modelo possui uma faixa de aplicação e tem características próprias, devendo ser consultados os catálogos dos fabricantes para se determinar o tipo a ser utilizado.

Funcionamento

O funcionamento do disjuntor industrial é muito simples. Vejamos como é feita a manobra.

Na ligação: estando energizados os bornes do disjuntor e acionando-se o dispositivo mecânico manual até o travamento, haverá a retenção dos contatos principais, fechando-se assim, o circuito entre a rede e a carga.

Figura 2.20 – Disjuntor industrial na ligação

Na interrupção: para interromper o circuito, você deve acionar o dispositivo manual no sentido inverso ao realizado para fazer a ligação. Assim, destrava-se a retenção mecânica, abrindo-se os contatos e interrompendo o circuito.

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Figura 2.21 – Disjuntor industrial na interrupção Mantenedor Eletroeletrônico

Nos disjuntores industriais, para serem ligados, há sempre uma ação mecânica manual sobre o disjuntor e, para a interrupção, o acionamento pode ser por ação mecânica manual (local), ou por acionamento elétrico à distância.

2.3.1 DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO

Os dispositivos de proteção são as partes integrantes de um disjuntor industrial que, ao ser alterada uma grandeza elétrica, (corrente ou tensão), age mecanicamente sobre o elemento de comando dos contatos, provocando a interrupção do circuito.

Os dispositivos de proteção que integram o disjuntor industrial são o relé térmico de sobrecarga, o relé de sobrecorrente e o relé de subtensão.

O relé térmico de sobrecarga é utilizado no disjuntor industrial, sendo constituído por uma lâmina, um elemento resistor e um dispositivo disparador.

Figura 2.2 – Relé térmico de sobrecarga

Quando uma corrente elétrica de intensidade superior à prevista, circula através do elemento resistor, há um aquecimento da lâmina bimetálica. Essa lâmina por sua vez, se curva e aciona o dispositivo disparador ocasionando o destravamento da retenção mecânica dos contatos do disjuntor, abrindo assim, o circuito.

Figura 2.23 – Representação esquemática do funcionamento do relé térmico de sobrecarga

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Este fenômeno só acontece quando o valor de corrente que circula pelo elemento resistor, ultrapassar o valor da regulagem estabelecida (sobrecarga).

A função do relé térmico de sobrecarga é interromper o circuito de alimentação da carga quando esta solicitar da rede, uma corrente maior do que deve consumir em condições normais de trabalho.

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