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Sugestão 4: adicionar condutores equipotenciais suplementares. Isto terá um efeito similar ao da sugestão 3. i é., uma redução na resistência do laço de falta à terra, enquanto que ao mesmo tempo melhora as medidas existentes de proteção contra tensões de toque. A eficiência desta melhoria pode ser verificada pelo teste da resistência entre cada parte condutora exposta e o condutor de proteção principal. Para instalações TN-C, não são permitidas interligações como mostradas na fig. 52 e a sugestão 3 não deve ser adotada.

A característica básica do sistema IT é que, no evento de uma falta à terra, o sistema pode continuar operando sem interrupção.

Uma falta desse tipo é denominada “primeira falta”. Neste esquema, todas as pate condutora expostas de uma instalação são conectadas via cindutor PE ao eletrodo de terra da instalação, enquanto o ponto Neutro do transformador de alimentação é isolado da tera ou aterrado através de um resistor de valor elevado (comumente 1000 ohms ou mais).

Isto significa que a corrente de uma falta à terra será medida em miliamps, que não causará danos sérios no ponto de falta, e não gerará tensões de toque elevadas ou riscos de incêndio. O sistema pode, dessa maneira, ser deixado em serviço até que seja conveniente isolar a parte defeituosa para reparos.

Na prática, o esquema requer certas medidas específicas para seu funcionamento satisfatório:

n monitoração permanente da isolação em relação à terra, com anúncio audível ou visível quando da ocorrência da primeira falta, n um dispositivo capaz de limitar a tensão que o neutro do transformador pode atingir, em relação à terra, n uma rotina de localização da “primeira falta” por um pessoal eficiente de manutenção. A localização de uma falta é muito facilitada pelo uso de dispositivos localizadores que são disponíveis no mercado, n disparo automático de alta velocidade de disjuntores adequados que devem atuar no caso de uma “segunda falta” ocorrer antes de ser reparada a primeira falta. A “segunda falta”, por definição é uma falta à terra que afeta uma outra fase que não aquela da primeira falta ou um condutor neutro*.

n A segunda falta resulta em um curto circuito através da terra e/ou através dos condutores PE. * em sistemas em que o neutor é distribuido, como mostrado na fig. 58.

As condições preliminares são resumidas na tabela 53 e na fig. 54 funções mínimas requeridascomponentes e dispositivos exemplos (MG) proteção contra sobretensões na frequência do sistema (1) limitador de tensãoCardew C resitor de aterramento do neutro (para variação da impedância de aterramento) (2) resistor impedância Zx monitor de falta à terra com alarme na condição de primeira falta (3) monitor permanente de isolação (PIM ou MPI) com alarmeVigilohm TR22A ou XM 200 eliminação automática de uma segunda falta e proteção do condutor neutro contra sobrecorrente (4) disjuntores tetra polares (se o neutro for distribuído) todos quatro polos + disparoDisjuntor Compact ou RCD-MS localização da primeira falta (5) dispositivo para localização da falta com o sistema energizado, ou por aberturas sucessivas dos circuitos Sistema Vigilohm

A corrente de falta à terraque flui nas condições de primeira falta é medida em mili-amps. A tensão de toque em relação à terra é o produto desta corrente pela resistência de terrado eletrodo da instalação e do condutor PE (desde o pnto de falta até o eletrodo). Este valor é claramente seguro e pode atingir vários Volts somente no pior caso ( por um resistor de aterramento de resistência 1000 ohms passará uma corrente de

220mA* e um mau eletrodo de aterramento da instalação com 50 ohms de resistência dará uma tensão de 1 V, por exemplo). O monitor de falta a terra dará um alarme.

Um gerador de corrente alternada de frequência muito baixa, ou um gerador de corrente contínua (para reduzir os efeitos das capacitâncias dos cabos a valores desprezíveis) aplica uma tensão entre o neutro do transformador de alimentação e a terra. Esta tensão causa o fluxo de uma pequena corrente de acordo com a resistência total da instalação mais a de qualquer aparelho a ela ligado. Podem ser usados instrumentos de baixa frequência em sistemas em C.A. que geram transientes de C.C. sob condições de falta. Certas versões podem distinguir entre componentes capacitivas e resistivas da corrente de fuga. Desenvolvimentosmais modernos permitem a medição da evolução da corrente de fuga de modo que se pode conseguir a prevenção da primeira falta.

n localizador manual de falta (fig. 5) O gerador pode ser fixo (exemplo: XM200) ou portátil (exemplo: XGR, que permite a verificação de circuitos desligados) e o receptor junto com o sensor magnético tipo alicate são portáteis.

* Em um sistema 380/220 Volts, trifásico. ** O equipamento e os dispositivos usados para ilustrar o princípio de localização de faltas, são fabricados pela M.G.

n localizador fixo automático (Fig. 56) O relé de monitoração XM200 junnto com os deterores fixos XD 301(cada um alimentado por um núcleo toroidal abraçando os condutores do circuitos correspondentes) constituem um sistema automático de localização de falta em um sistema energizado. Além disso, é indicado o nível de isolação em cada circuito monitorado e são verificados dois níveis: o primeiro nível indica uma resistência de isolação não usualmente baixa de modo que possam ser tomadas medidas preventivas, enquanto o segundo nível indica uma situação de falta e dá um alarme.

n monitoração automática, armazenamento e localização de faltas.

O sistema Vigilohm também permite acesso a uma impressora e/ou um PC o qual proporciona uma revisão global do nível da isolação de uma instalação inteira e grava a evolução cronológica do nível da isolação de cada circuito.

O monitor central XM300C junto com os detetores localizadores XL308 e XL316 associados com TC’s toroidais de vários circuiots , como mostrado na fir. 57, proporciona os meios para essa exploração automática.

n conexão

O dispositivo PIM é noralmente ligado entre o Neutro (ou neutro artificial) do transformador de força e seu eletrodo de terra.

n fonte

A alimentação de um PIM deve ser tirada de uma fonte altamente confiável. Na prática, isto é obtido diretamente da instalação que está sendo monitorda, através de dispositivos de proteção contra sobrecorrentes de corrente nominal de curto circuito adequada, n impedância do dispositivo PIM

De modo a manter o nível de corrente de falta dentro de limites seguros, a corrente que passa em um dispositivo PIM durante um curtocircuito à terra é normalmente limitada a um valor < 30 mA.

Quando o neutro é aterrado através de uma impedância, a corrente total que passa pelo dispositivo PIM e pela impedância ( em paralelo com ele) deve ser < 500 mA.

n Isto significa que a tensão de toque estará limitada a valores inferiores a 50 V em toda instalação desde que a resistência de terra do eletrodo seja inferior a 100 ohms, e que o risco elétrico de incêndio seja evitado.

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