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Descrição:

As anotações a seguir descrevem o "estado da arte" de painéis com chaves de abertura sob carga (interruptores)/ seccionadores incorporando os mais modernos desenvolvimentos para assegurar:

n segurança operacional; nrequisitos mínimos de espaço; npossibilidade de expansão e flexibilidade; nrequisitos mínimos de manutenção.

Cada painel inclui quatro compartimentos:

nequipamento de manobra: a chave de aberturasob carga é incorporada em uma unidade moldada em resina epoxy hermeticamente selada (para a vida do equipamento) nconexões: por cabos nos terminnais localizados na uniddemoldada em resina nbarramentos: modulares, de modo que qualquer número de paineis pode ser montado lado a lado para formar um conjunto de quadros ncontrole e indicação: um compartimento de controle e instrumentos que pode acomodar aparelhos de controle automático e relés. Se for requerido, ode ser montado um compartimento adicional acima do existente.

15- Conexões para cabos

Na parte frontal da unidade está um compartimento com as conexões para cabos, acessível pela retirada da tampa do compartimento.

As unidades são conectadas eletricamente por meio de secções pré-fabricadas de barramentos. A montagem no local é realizada segundo as instruções de montagem.

A operação do equipamento é simplificada pelo agrupamento de todos os controles e indicações no painel de controle situada na frente de cada unidade.

A tecnologia destas unidades de equipamentos de manobra é baseada essencialmente na segurança operacional, facilidade de instalação e pequena manutenção.

A chave de abertura sob carga/ seccionador satisfaz os requisitos de "isolação claramente aparente" definida na IEC 129, por meio de:

num indicador de posição refletindo precisamente o estado de contatos abertos; numa barreira metálica aterrada interposta entre os contatos abertos.

17 - Intertravamentos nnão é possível fechar a chave principal a não ser que a chave de aterramento esteja aberta e o acesso ao compartimento esteja fechado; na chave de aterramento só pode ser fechada se a chave principal estiver aberta; nsó é possível abrir o compartimento das terminações dos cabos se a chave de aterramento estiver fechada; na chave principal é bloqueada na posição aberta quando o compartimento* dos cabos está aberto; a operação da chave de aterramento fica liberada.

* quando são usados fusíveis de AT eles ficam neste compartimento.

Além dos intertravamentos funcionais listados acima, cada painel inclui:

nlocal para instalação de cadeados; n5 conjuntos de furos de fixação pré-rosqueados para futura instalação de intertravamentos.

18 -Manobras nas alavancas e manoplas de operação requeridas para manobras de chaveamento são agrupadas em um painel claramente identificado; ntodas alavancas de operação são idênticas para todas unidades (exceto para aquelas contendo disjuntores); no esforço de eperação requer um esforço muito pequeno; na abertura ou fechamento da chave de abertura sob carga/seccinador pode ser feita por alavanca ou por botões a impulsão para chaves automáticas; nas condições da chaves (aberta, fechada, mola carregada) são indicadas claramente.

Tabela : capacidades nominais de interrupção de curtocircuito em MVA, correntes de estabelecimento de curtocircuito e correntes térmicas suportáveis de curta duração (1 s) curto-circuito (MVA) para tensões nominais do sistemaITH/1 seg.(1)ICL(3) (kV) Isc(2) (kA)

18.1 -Escolha de painel de equipamento de manobra para um circuito de transformador nchaves de abetura sob carga e fusíveis em separado no painel; ncombinação chaveada abertura sob carga/fusíveis.

Sete parâmetros inflenciam uma escolha otimizada:

ncorrente primária do transformador; nmeio isolante do transformador; nposição da subestação em relação ao centro de carga; na potência aparente (kVA) nominal do transformador, na distância entre o equipamento de manobra e o transformador; nuso de relés de proteção separados (em oposição às bobinas de disparo direto).

Nota: os fusíveis usados na conbinação chave de abertura sob carga/seccionador têm pinos que asseguram o disparo da chave tripolar em caso de operação de um ou mais fusivel(eis).

19 -Subestações abrigadas equipadas com eq. de manobra dentro de envoltório metálico

Conexões à rede e interligação entre equipamentos

Na alta tensão nconexão ao sistema de AT são fitas por e sob a responsabilidade da concessionária de energia; nconexões entre o eq. de manobra de AT e o transformador podem ser: - por barras de cobre curtas, quando o transformador é obrigado em um painel fazendo parte do equipamento de manobra;

- por cabos singelos não ar, armados com isolação sintética; - por cabos singelos não armados de 250 A (ou mais) dotipo de encaixe nos terminais do transformador (plug-in).

Na baixa tensão nconexões entre os terminais de baixa tensão do transformador e o equipamento de manobra de BT podem ser: - por cabos singelos não armados,

- barras de cobre (seção circular ou retangular) com isolação termo-contrátril

Medição nos TCs são geralmente instalados na tampa protetora dos terminais de BT; a cobertura é lacrada pela concessionária; nalternativamente, os TCs são instalados em um compartimento lacrado dentro do painel de distribuição principal; nos medidores são montados em um painel que é completamente isento de vibrações; ninstalação tão próximo quanto possível dos TCs, e são acessíveis somente ao pessoal da concessionária.

Os visores e as graduações devem estar a uma altura de aproximadamente 1.65 m. acima do nível do solo, nada mais baixa que 0.7 m, nada mais alta que 1.8 m.

Circuitos de aterramento A subestação precisa incluir:

num eletrodo de aterramento para todas as partes condutoras expostas dos equipamentos elétricos da SE e partes metálicas estranhas, incluindo:

- telas metálicas protetoras;

- barras de aço do concreto armado na base da SE;

- ponto comum do enrolamentos secundários dos TCs.

Nota: Portas metálicas e venezianas de ventilação não são aterradas.

num eletrodo para o neutro da BT do transformador *; nlinks removíveis em pontos estratégicos para mediçãoda continuidade e resistências do eletrodos individuais; num eletrodo de terra para a instalação *; nem área pequenas, as zonas de resistência dos eletrodos se superpõem. Nestes casos todos eletrodos são interligados para formar um sistema de terra comum para os equipamentos de AT e BT como discutido em "Conexões à terra" na Sub-cláusula 1.1.

Iluminação da subestação

A alimentação do circuitos de iluminação pode ser feita a montante ou a jusante do disjuntor principal de entrada de BT. Em qualquer caso precisa ser instalada uma proteção adequada.

É recomendável instalar circuito(s) automático(s) separado(s) para iluminação de emergência.

Dispositivos de manobra, botões a impulsão, etc. são normalmente localizados juntos às entradas.

As luminárias são arranjadas de modo que:

nas alavancas de operação dos dispositivos de manobra e as marcas indicadoras de posição estejam bem iluminadas; ntodos leitores de medição, placas de instrução, e outros podem ser facilmente lidos.

Materiais e acessórios para operação e segurança a subestação precisa ter:

nmateriais e acessórios para operação segura do equipamento incluindo: - um banco de madeira ou tapete (de borracha ou sintético); - um par de luvas isolantes armazenando em um saco plástico fechado; - um dispositivo detector de tensão para uso em equipamentos de AT; - acessórios de aterramento (de acordo com o tipo de equipamento de manobra);

- extintores de incêndio do tipo pó ou CO2, nsinais de advertência, avisos e alarmes de segurança:

- na fase externa de todas portas de acesso uma placa de Perigo e outra de Entrada proibida, junto com instruções de primeiros socorros para vítimas de acidentes elétricos; - dentro da SE: um painel de primeiros socorros como acima; - uma placa PERIGO (caveira e ossos cruzados, ou um sinal local equivalente) em cada painel removível permitindo acesso a partes vivas.

Subestações ao tempo

Campo de aplicação Estas subestações são usadas principalmente para alimentar por sistemas de linhas aéreas de distribuição, consumidores rurais ou de regiões de baixa densidade de consumidores:

nem níveis de tensão entre 1 - 24kV; nde um único transformador não excedendo 160 KVA e em nível preferido de tensão de230/400 V (trifásico a 4 fios) [na Europa], 380/220 trifásico, 4 fios, [Brasil]; ncom medição na baixa tensão.

Constituição Essas subestações são normalmente supridas por uma linha a 3 fios, sem equipamento de manobra local ou fusíveis na alta tensão do transformador. São, entretanto, instalados pára-raios para proteger o transformador e os consumidores, como mostrado na figura.

A proteção dos circuitos de BT é geralmente feita por dois disjuntores (D1) e (D2), como mostrado na figura:

ndisjuntor (D1) protege o transformador contra sobrecargas e as ligações de BT contra os curtoscircuitos. Este disjuntor é montado no poste e tem características de relê de corrente de tempo inverso, ou pode ser disparado por um relê imagem térmica do transformador, monitorando a temperatura dos enrolamentos do transformador; ndisjuntor D2 é o disjuntor principal de BT para a instalação.

A descrição do disparo entre estes dois disjuntores precisa ser estabelecida, sendo os ajustes e a lacração feitos depois pela concessionária.

Conjuntos pré-fabricados para SEs externas para SEs mais elaboradas requerendo o uso de unidades em anel ou um painel de manobra com vários disjuntores são normalmente usados conjuntos compactos, a prova de tempo e de vermes.

Estas unidades pré-fabricadas requerem um mínimo de obras civis, sendo montadas em uma base simples de concreto e são usadas tanto em SEs urbanas como rurais.

Entre as vantagens oferecidas por estas unidades estão:

numa otimização de produtos e segurança como: - envoltórios disponíveis;

- conformidade com todas normas internacionais existentes e projetadas; nredução nos tempos de estudo e projeto, e no custo de implementação, por: - coordenação mínima entre as várias disciplinas de construção de edifícios e trabalhos de campo; - realização independente da construção do edifício principal; - remover a necessidade de conexões temporárias no início da preparação dos trabalhos de campo; - simplificação do trabalho civil o qual consiste somente na provisão de uma base de concreto armado; - instalação e conexões simples dos equipamentos.

20 -Subestações de distribuição pública em poste

A Norma IEC 439 -1 Conjuntos de equipamentos de manobra e controle em Baixa Tensão. 1ª Parte: Conjuntos testados com todos ensaios de tipo (TTA) e conjuntos testados com parte dos ensaios de tipo (PTTA).

Algumas definições importantes:

20.1Conjunto de manobra e controle em baixa tensão (BT), daqui por diante designado Conjunto

É uma combinação de dois ou mais dispositivos de manobra associados com outros de controle, medição, sinalização, equipamentos de regulação, etc., completamente montado sob a responsabilidade do fabricante, com todas interligações elétricas e mecânicas e com as partes estruturais.

Nota: Os componente do conjunto podem ser eletromecânicos ou eletrônicos e por alguma razão (transporte, produção) certas etapas da montagem podem ser feitas fora da fábrica.

20.2 -Conjunto com todos ensaios de tipo (TTA)

Um conjunto em conformidade com um tipo ou sistema estabelecido, sem desvios capazes de afastar o comportamento do conjunto típico verificado de acordo com esta norma.

Nota: Um conjunto com partes montadas fora da fábrica do fornecedor pode ser considerado um TTA desde que a montagem tenha sido feita de acordo com instruções do fabricante de modo que são satisfeitas as condições de ensaio de acordo com esta norma incluindo a realização dos ensaios de rotina.

20.3 -Conjunto com parte dos ensaios de tipo (PTTA)

Um conjunto contendo ambos arranjos, com os ensaios de tipo e sem os ensaios de tipo, desde que, os últimos são derivados (por cálculo, por ex.) de arranjos com ensaios de tipo cumprindo as exigências desta norma.

20.4 -Unidade funcional

Uma parte de um conjunto com todos elementos elétricos e mecânicos para exeutar a mesma função.

20.5 -Grupo funcional

Um grupo de unidades funcionais que são eletricamente interligadas.

20.6 -Situação de ensaio

Uma condição de um conjunto em que os circuitos relevantes principais estão desconectados (isolados) enquanto que os circuitos auxiliares estão ligados permitindo a realização de ensaios de dispositivos incorporados.

20.7Unidades construtivas dos conjuntos

Secão

Unidade construtiva entre duas separações verticais do conjunto.

Sub-seção

Unidade construtiva entre duas separaçõe horizontais sucessivas dentro de uma seção.

Compartimento

Uma seção ou sub-seção fechada, exceto para as aberturas de interligação, controle ou ventilação.

Seção ou sub-seção com barreiras

Aquelas incluindo barreiras projetadas e arranjadas para proteção contra contatos acidentais com equipamentos adjacentes quando manuseando os elementos na seção ou subseção.

20.8 -Parte removível

Uma parte do conjunto que pode ser inteiramente retirada e substituída com o circuito energizado.

20.9 - Parte extraível

Uma parte do conjunto que pode ser movida para uma posição em que é estabelecida uma distância de isolamento, apesar de continuar mecanicamente ligada ao conjunto.

20.10 - Posição de teste

A posição de uma parte removível em que os circuitos principais estão abertos mas não necessariamente desconectados e na qual os circuitos de comando permanecem ligados permitindo os testes de operação da parte extraível.

20.1- Repartição

Parte do envoltório de um compatimento separando-o de outros compartimentos.

20.12 - Barreira

Parte que proporciona proteção contra contatos diretos de uma direção usual de acesso (mínimo IP2X) e contra arcos dos dispositivos de manobra sob carga.

20.13 - Obstáculo

Parte que previne contato direto não intencional mas não previne ação deliberada.

21 -Condutor de proteção PE

Um condutor requerido por algumas medidas de proteção contra choques elétricos pela conexão elétrica de algumas das seguintes partes:

npartes condutoras expostas; npartes condutoras extranhas; nterminal principal de aterramento; neletrodo de aterrramento; nponto de aterramento da fonte ou neutro artificial.

21.1 -Poluição

Qualquer condição entrada de material extranho sólido, líquido ou gasoso (gases ionizados) que podem alterar a suportabilidde dielétrica ou resistividade superficial.

21.2 -Grau de poluição (ou condições ambientais)

Um número convencional da quantidade de materiais extranhos e de umidade e de sua frequência de ocorrência resultando em absorção higroscópica ou condensação de umidade levando a uma redução da rigidez dielétrica ou resistividade superficial.

As condições que determinam o grau de poluição a ser considerado são aquelas que correspondem ao ambinete interno ao conjunto (micro-ambiente).

21.3 - Arvorejamento

A formação progressiva de caminhos condutores na superfície de dielétricos sólidos devidos a uma combinação de esforços dielétricos e de contaminação eletrolítica da superfície. Indice comparativo de arvorejamento (CTI).

O valor numérico da máxima tensão em volts que o material pode suportar 50 gotas de um líquido definido em ensaio sem apresentar arvorejamento.

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