(Parte 3 de 3)

21.4 -Classificação dos conjuntos

São classificados de acordo com:

nprojeto externo; nlocal de instalação; ncondições de instalação quanto à mobilidade; ngrau de proteção; ntipo do envoltório; nmétodo de montagem; nmedidas de proteção das pessoas; nforma da separação intern; ntipos de conexões elétricas das unidades funcionais.

21.5 -Características elétricas dos conjuntos nTensão nominal; nTensão nominal de operação; nTensão de nominal de isolação; nTensão suportável nominal de impulso; nCorrente nominal; nCorrente suportável nominal de curta duração; nCorrente de crista suportável; nCorrente condicional de curto-circuito; nCorrente de curto-circuito de fusão; n Frequência nominal; nFator de diversidade nominal.

21.6 -Fator de diversidade funcional

Relação entre a máxima soma, em qualquer instante, das correntes consumidas pelos circuitos principais envolvidos e a soma das corrente nominais de todos os circuitos principais do conjunto.

Este fator, quando estabelecido pelo fabricante, deve ser usado nos ensaios de aquecimento (ou elevação de temperatura).

Quando o fabricante não especifica esse fator, podem ser utilizados os seguintes valores:

No. de circuitos Fator de diversidade
2 e 30,9
4 e 50,8
6 a 9 inclusive0,7
10 ou mais0,6

21.7 -Placas de características Devem ter as seguintes informações:

a) nome ou marca do fabricante; b) designação do tipo ou do número de identificação, para informações posteriores; c) Norma: IEC 439-1, NBR ------------; d) tipo da corrente; e) tensões nominais de operação; f) tensões de isolação nominais; g) tensões nominais dos circuitos auxiliares; h) limites de operação; j) corrente nominal de cada circuito; k) corrente suportável de curto-circuito; l) grau de proteção; m) medidas de proeção às pessoas; n) condições de operação para usos interno, externo ou especial se forem diferenrtes das condições usuais de operação; - grau de poluição quando declarado pelo fabricante. o) tipos de aterramento do sistema para o qual o conjunto foi projetado; p) dimensões na ordem: altura, largura (ou comprimento), e profundidade; q) peso (não aplicável aos PTTAs); r) forma da separação interna; s) tipos de conexões elétricas das unidades funcionais.

2 - Especificações de Ensaio

Classificação dos ensaios:

- de tipo, destinados a verificar a concordância com os requisitos da Norma. São realizados em uma amostra de conjunto ou em partes do conjunto fabricado(s) pelo mesmo (ou similar) projeto de rotina, destinados a verificar falhas de material ou de manuseio. São realizados em cada novo conjunto, depois de sua montagem ou em cada unidade de transporte. Não é necessária a repetição no local da instalação.

Relação dos ensaios de tipo Os ensaios de tipo incluem a verificação:

a) dos limites de elevação de temperatura; b) das propriedades dielétricas; c) da suportabilidade aos esforços de curto-circuito; d) da continuidade do circuito de proteção; e) das distâncias de islação e de escoamento; f) da operação mecânica; g) do grau de proteção.

Estes ensaios podem ser executados em cada pedido e/ ou em diferentes amostras do mesmo tipo.

Relação dos ensaios de rotina Estes ensaios incluem:

a) inspeção do conjunto incluindo a fiação e, se necessário, teste de operação elétrica; b) ensaios dielétricos; c) verificação das medidas de proteção e da continuidade elétrica do circuito de proteção.

Estes ensaios podem ser executados em qualquer ordem.

O fato de um conjunto ter satisfeito todos os ensaios não exime a responsabilidade do instalador de verificá-lo após o transporte e a instalação.

23 -Os ensaios

1. de elevação de temperatura

Os limites de elevação são dados na tabela 3; em alguns casos são deixados em aberto, dependendo das características dos materiais.

Os ensaios devem ser realizados com o tipo de corrente para a qual o conjunto foi projetado ( c.c., c.a. mono- biou tri-fásico, frequência).

Os conjuntos para uso ao tempo podem não ser ensaiados se for óbvio pelos ensaios de tipo nas partes individuais ou pela dimensão dos condutores e do arranjo dos aparelhos ou equipamentos que não haverá aumento excessivo da temperatura e que não haverá danos aos equipamentos ligados ao conjunto e às partes adjacentes de material isolante.

A corrente do ensaio deve ser a nominal multiplicada pelo fator de diversidade. A duração do enasio deve ser sufuciente para que seja atingida uma temperatura constante (normalmente inferior a 8 horas). Na prática o limite do aquecimento é obtido quando não há variação de 1K/ hora. A norma dá as dimensões dos condutores de alimentação de modo que eles não levem calor ao conjunto (se suas dimensões forem reduzidas) ou retirem calor do conjunto (se foremsuperdimensionados).

A medição da temperatura deve ser feita com termometors ou termopares protegidos contra correntes de ar.

Resultados a serem obtidos:

nno final do ensaio a elevação de temperatura não deve ser superior aos limite da tabela 3; ntodos os componentes do conjunto devem funcionar satisfatoriamente na temperatura final.

2. Verificação das propriedade dielétricas nEnsaios em baixa frequência

Os componentes que já tenham sido ensaiados de acordo com suas normas, não precisam ser ensaiados desde que suas propriedades não sejam alteradas pela colocação dentro do conjunto. Se o envoltório for de material isolante deve ser feito um ensaio adicional cobrindo a parte externa do isolante com uma folha metálica e aplicando a tensão entre essa folha e as parte condutoras internas interligadas. A tensão deve ser 1,5 vezes a tensão especificada na tabela 10.

Resultados a serem obtidos

Não deve haver descarga disruptiva nem de contorno ou ainda perfuração de isolação sólida.

nEnsaios de impulso

São aplicados três impulsos de cada polaridade com intervalo mínimo de 1s.

A tensão deve ser aplicada:

a) entre cada parte viva e todas as partes condutoras expostas; b) entre cada polo do circuito principal e os outros polos; c) entre cada circuito de controle ou auxiliar não ligado normalmente ao circuito prncipal e: no circuito principal; nas partes condutora expostas; no envoltório ou placa de montagem; d) para componentes extraíveis: através da distância de isolação, entre o lado da fonte e a parte extraível e entre o terminal da fonte e o terminal da carga.

Não deve haver descarga disruptiva não intencional. nVerificação das distâncias de escoamento.

Devem ser medidas as distâncias de escoamento entre fases, entre condutores de circuito a tensões diferentes, entre partes vivas e partes condutoras expostas. As distâncias devem obedecer os requisitos de 7.1.2.3.5.

3. Verificação da suportabilidae aos curto-circuitos São dispensados destes ensaios:

nos conjuntos cuja corrente suportável de curta duração seja inferior a 10kA; nos conjuntos protegidos por dispositivos limitadores de corrente de corte inferior a 15kA, na sua capacidade nominal de interrupção; nos circuitos auxiliares dos conjuntos destinados a serem ligados a transformadores com potência inferior a 10kVA de tensão secundária não inferior a 110V ou 1,6 kVA para tensão inferior a 110V e com impedância não inferior a 4%. ntodas as partes (barramentos e seus suportes, conexões a barramentos, unidades de entrada e de saída, dispositivos de manobra etc.) que já tenham sido submetidas aos ensaios de tipo válidos para as condições do conjunto.

O ensaio deve ser feito sob a tensão nominal e com o valor da corrente prospectiva aplicada no lado da fonte igual ao valor da corrente nominal de crista suportável, da corrente nominal condicional de curto-circuito ou da corrente nominal de fusão do fusível estabelecida pelo fabricante.

Resultados a serem obtidos nDepois do ensaio os condutores não devem mostrar nenhuma deformação indevida. São permitidas pequenas deformações desde que sejam satisfeitas as distâncias de isolação e de escoamento. Também, a isolação dos condutores e as partes isolantes não devem mostrar sinais de deterioração significativa, isto é, as características da isolação permanecem tais que as propriedades mecânicas e dielétricas do equipamento satisfazem os requisitos da norma; nO dispositivo de detecção não deve indicar uma corrente de falta; nNão deve haver afrouxamento das partes usadas para conexão de condutores e os condutores não devem se separar dos terminais de saída; nÉ permitida uma deformação do envoltório desde que o grau de proteção não seja modificado e as distâncias de isolação não sejam reduzidas a valores inferiores aos especificados; nQualquer deformação do barramento do circuito que prejudique a inserção de partes removíveis ou extraíveis são consideradas como falhas na suportabilidade.

Ensaios de rotina

Deve ser verificada a atuação mecância dos elementos, intertravamentos, travamentos. É necessária uma inspeção visual para constatar que foram mantidos o grau de proteção e as distâncias de escoamento e de isolação.

As conexões, pricipalmente as aparafusadas devem ser verificadas, possivelmente por ensaios randômicos (medição da resistência de contato).

Deve ser feita verificação da fiação e, nos conjuntos mais complexos, do funcionamento elétrico por testes.

Em alguns casos, pode ser necessário repetir estes testes no local depois da instalação.

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