Como Sobreviver no Mercado de Trabalho

Como Sobreviver no Mercado de Trabalho

(Parte 3 de 7)

EMPREGADOS Se possível, reduzir o número de empregados domésticos. A sua mulher (marido) e filhos vão ter que ajudar até a família se adaptar definitivamente, ou substituir essa mão de obra por máquinas e aparelhos, eletro-eletrônicos. O INSS, Férias e 13º salário desses empregados aumentam muito os seus custos, e convém elimina-los.

Reduzir para 1 veículo só. Faça rodízio com os amigos ou vizinhos. Procure morar perto do local de trabalho. Se for necessário, venda o único carro e passe a andar de metrô/ ônibus. Seu IPVA vai diminuir e o seguro também. O risco de roubarem o seu patrimônio móvel será menor.

Mude para um apartamento menor em outro bairro onde todos os custos são menores. Tente reduzir os custos de aluguel com o proprietário, pois o dinheiro está difícil e bons inquilinos, mais ainda.

Economize água, luz, gás, telefone microcomputador e outras despesas. Peça a todos para colaborar na economia que as despesas vão baixar.

SEGURO Manter o seguro saúde da família e cancelar temporariamente os outros tais como: de vida, roubo e outros. Isto também vai ajudar a diminuir as despesas embora possam aumentar os riscos.

Tire seus filhos temporariamente de aulas de natação, inglês e outros supérfluos. Se não for possível mantê-los em escola particular, troque por escola pública. Ponha os adolescentes para trabalhar em algum emprego, estagio ou estimule a fazer um bico na escola particular para solicitar uma bolsa de estudos para pelo menos um dos filhos.

RESTAURANTES Suspenda tudo. Somente vá comer fora de casa se for convidado.

CLUBES/FÉRIAS Saia do clube, venda o seu título ou utilize-o ao máximo para lazer, educação, esportes da família, inclusive para baratear refeições e outras despesas. Somente saia de férias depois de arranjar outro emprego ou um novo trabalho.

INVESTIMENTOS Reveja os seus investimentos, tente realocar suas economias em outros tipos de reserva de valor, isto é, se sua poupança estiver toda em imóveis, redistribua os ovos em outras cestas para não arriscar demais em um único tipo de investimento. Procure obter uma receita, ainda que pequena, de

Econômica

juros de aplicações financeiras de 30 dias para poder arcar com as despesas mensais mínimas. Somente em último caso recorra à penhora ou dê em garantia de empréstimos bancários na Caixa COMO BUSCAR O SEGURO DESEMPREGO?

Depois do seu desligamento da empresa, junto com o Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho, no qual você recebe todos os direitos adquiridos, desde a sua admissão até a demissão (salários, férias, Aviso Prévio, 13º salário,e outros), será entregue o requerimento do Seguro Desemprego.

Você só poderá dar entrada no seguro desemprego depois de ter recebido o F.G.T.S. – Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Após 7 (sete) dias da demissão e recebimento do FGTS, se você ainda estiver desempregado, obtenha informação através das Agências da Caixa Econômica Federal, antes de dirigir-se a um

Posto de Atendimento do Seguro Desemprego.

Ao dirigir-se a um dos Postos de Atendimento do Seguro Desemprego é importante lembrar dos documentos que serão solicitados:

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS (ORIGINAIS) - Comprovante de Recebimento do FGTS;

- Carteira de Identidade;

- Carteira de Trabalho e Previdência Social; - Rescisão Contratual quitada;

- Cartão do PIS/PASEP; - Formulários de Solicitação do Seguro Desemprego (verde + marrom)

Lembramos que o prazo para a solicitação deste benefício é de 7 (sete) até 120 (cento e vinte) dias, após o seu desligamento da empresa.

* “O fim da Incompetência” por (Stephen Kanitz)

“Casar com a filha do dono da empresa, arrumar emprego público, ter padrinho político ou obedecer piamente às normas do chefe eram, em linhas gerais, os caminhos para o sucesso no Brasil. QI era sinônimo de "quem indica". Ter mestrado no exterior, falar cinco idiomas, desenvolver nova tecnologia, caminhos certos para o sucesso no Primeiro Mundo, em nada adiantavam. As empresas brasileiras mamando nas tetas do governo, com créditos subsidiados, numa economia protegida, eram obviamente super rentáveis, mesmo sem muita sofisticação administrativa. Até um perfeito imbecil tocava uma empresa brasileira naquelas condições, fato que irritava sobremaneira a esquerda e os acadêmicos, que na época dirigiam a economia. Está aí uma das razões menos percebidas da onda de estatização a que assistimos no Brasil (atualmente, a política mudou, objetiva-se privatizar).

Contratar pessoas competentes, além de não ser necessário, era desperdício de dinheiro. Num país em que se vendiam carroças a preço de carro importado, engenheiros especializados em airbags morriam de fome. Competência num ambiente daqueles não tinha razão para ser valorizada. Os jovens naquela época não viam necessidade de adquirir conhecimentos, só precisavam passar de ano. Alunos desmotivados geraram professores desmotivados, instalando um perverso círculo vicioso que tomou conta das nossas escolas.

Tudo isso, felizmente, já está mudando. Empresários incompetentes estão quebrando ou vendendo o que sobrou de suas empresas para multinacionais. Por muitos anos, quem no Brasil tivesse um olho era rei. Daqui para frente, serão necessários dois olhos, e bem abertos. Sai o sábio e erudito sobre o passado e entra o perspicaz previsor do futuro. Sai o improvisador e o esperto, entra o conhecedor do assunto.

A regra básica daqui para frente é a competência. Competência profissional, experiência prática e não teórica, habilidades de todos os tipos. De agora em diante, seu sucesso será garantido não por quem o conhece, mas por quem confia em você. Estamos entrando numa nova era no Brasil, a era da meritocracia. Aqueles bônus milionários que um famoso banco de São Paulo vive distribuindo não são para os filhos do dono, mas para os funcionários que demonstraram mérito.

Felizmente, para os jovens que querem subir na vida, o mérito será remunerado, e não desprezado. Já se foi a época em que o melhor aluno da classe era ridicularizado e chamado de CDF. Se o seu filho de classe média não está levando o 1º e o 2º grau a sério, ele será rudimente surpreendido pelos filhos de classes mais pobres, que estão estudando como nunca. As classes de baixa renda foram as primeiras a perceber que a era do status quo acabou. Hoje, até filho de rico precisa estudar, e muito. Vinte anos atrás, eram poucas as empresas brasileiras que tinham programas de recrutamento nas faculdades. Hoje, as empresas possuem ativos programas de recrutamento nas faculdades, não somente aqui, mas também no exterior. Os 200 brasileiros que estão atualmente cursando mestrado em administração lá fora estão sendo disputados a peso de ouro. Infelizmente, os milhares de jovens competentes de gerações passadas acabaram não se desenvolvendo e tiveram seu talento tolhido pelas circunstâncias. Talvez eles não tenham mais pique para desfrutar essa nova era, e na minha opinião essa é a razão da profunda insatisfação atual da velha classe média. Mas os jovens de hoje, especialmente aqueles que desenvolveram um talento, os estudiosos e competentes, poderão finalmente dormir tranqüilos. Não terão mais de casar com filha do dono, arrumar um padrinho, aceitar desaforo de um patrão imbecil.

O talento voltou a ser valorizado e remunerado no Brasil como é mundo afora. Talvez ainda mais assustador é reconhecer que o Brasil não será mais dividido entre ricos e pobres, mas sim entre competentes e incompetentes. Os incompetentes que se cuidem”.

* “O Fim da Incompetência”, de Stephen Kanitz, publicado pela Revista Veja - Ano 31- Edição

1535 – nº 9 - em 04/03/98, página 90; e disponível na internet - site w.kanitz.com.br Agradecemos a autorização do autor para publicar este artigo de grande interesse para a questão do emprego em nosso país.

Reengenharia é um processo de reestruturação total, isto é, da sua carreira, da profissão e da forma de emprego. Portanto podemos chamar de reengenharia profissional o processo no qual se eliminam as regras adotadas pelo antigo regime trabalhista e pelo ultrapassado sistema de se cumprir normas e procedimentos de uma empresa. Agora você deve planejar o seu desenvolvimento profissional com base nas mudanças e riscos que o mercado atual oferece. Hoje, exige-se uma contribuição muito mais participativa dos funcionários, mas em compensação valoriza-se e explorase os conhecimentos dos talentos empregados na empresa.

“Os vencedores percebem as oportunidades e fazem as mudanças necessárias para aproveitá-las”.

*Atualmente os profissionais, independente da experiência adquirida, sofrem de uma doença denominada, por Simon Franco, de “Síndrome da Mudança”, cujo principal sintoma é a percepção de que estamos atrasados em relação ao mundo. O medo da mudança é um comportamento acomodado. Hoje mudar, significa sobreviver no mercado.

* Fonte: Livro: Criando o Próprio Futuro” – O Mercado de Trabalho na Era da Competitividade Total – Autor: Simon Maurice Franco - Editora Ática – 2ª Edição.

É um termo novo que significa como preparar-se para um emprego interessante e tornar-se um empregado qualificado. As empresas inteligentes querem atrair e manter a melhor mão de obra que o mercado possa oferecer. Para tanto, você precisa se tornar empregável.

A globalização não afetou negativamente, somente as empresas e os seus empregados, mas colocou um desafio e está dando uma oportunidade de crescimento profissional àqueles que se dispuserem a mudar o seu comportamento individual.

Como sempre foi e sempre será, algumas profissões ficam obsoletas em face das novas tecnologias ou são exigidas pela demanda de momento em um determinado mercado, em função do estágio de desenvolvimento daquela economia.

No Brasil de hoje, com esta abertura para as importações, enfim, da concorrência internacional, o país precisa de novas profissões e também reciclar as antigas.

Vejamos em uma análise sucinta, o que o país necessita em termos profissionais: QUAIS AS PROFISSÕES QUE ESTÃO EM ALTA?

Os investimentos estrangeiros no país estão entrando com uma força e uma velocidade sem precedentes. O capital internacional precisa de segurança total para tranqüilizar os investidores de que o seu dinheiro será bem aplicado.

Para tanto, os Bancos, os Fundos de Investimentos ou até mesmo investidores privados estão em busca de fusões ou aquisições de empresas brasileiras. Nesse momento, a advocacia empresarial internacional é extremamente importante, pois para garantir os recursos financeiros a serem investidos no país, estes capitalistas estrangeiros precisam de contratos bem feitos, dentro das leis brasileiras e de advogados que tenham um nível internacional, pois será necessário tratar em inglês, no mínimo, com os representantes do capital internacional, além de conhecerem a legislação do país de origem dos investidores. Portanto, advogados internacionais terão grande chance de sucesso.

A mesma necessidade se aplica aos profissionais de contabilidade, auditoria, mercado de capitais, marketing, pesquisa e outros administradores de empresas que poderão ajudar os executivos delegados a entenderem melhor o país no qual estão investindo.

A tarefa dessas profissões é assegurar conhecimento técnico, visando adequar as empresas a uma cultura organizacional diferente da nossa. Para tanto, internacionalizar o conhecimento é vital para a globalização da economia e o mundo tenderá a padronizar as profissões para obter as respostas mais atualizadas em qualquer mercado. Portanto, auditores e contadores de nível internacional terão um ótimo campo de trabalho, bem como os marketeiros que conhecem bem o mercado e os financistas que conseguem montar a viabilidade dos negócios através de mecanismos de financiamento chamada hoje de engenharia financeira.

Essas áreas também carecem de profissionais modernos, tendo em vista que o nosso mercado de tecnologia de informação ficou fechado durante muitos anos e as Estatais de comunicações e telefonia não investiram na formação de técnicos para o setor. Hoje, algumas profissões estão em alta em função das privatizações das telefônicas, das empresas de energia elétrica, da flexibilização dos contratos de risco na exploração de petróleo, que irão necessitar de engenheiros, eletricistas, montadores, instaladores, especialistas em tecnologia da informação. Essas empresas, também trazem tecnologias mais avançadas que, infelizmente as nossas escolas ainda não formaram mão de obra qualificada, tais como: técnicos em hardware e software, computação avançada como inteligência artificial e outras especialidades pouco difundidas no Brasil, como engenharia de perfuração de poços de petróleo e refinarias de última geração. Como os controles de atividades dessas empresas de alta tecnologia são todos informatizados ou robotizados, essas profissões serão necessárias durante os próximos anos, e o nosso país não tem escolas técnicas suficientes para treinar todo esse contingente de novos profissionais de imediato. Muitos profissionais especializados estão sendo contratados no exterior em função da absoluta falta de técnicos brasileiros. Portanto, as profissões técnicas ou tecnologias terão um grande avanço.

Em conseqüência do acima exposto, outra área que terá um ótimo desenvolvimento, necessário e urgente, é o setor de educação tecnológica. As universidades e escolas técnicas terão que reformular seus currículos para poder atender esta demanda imediata, e, talvez importar professores e cursos técnicos fechados.

As empresas que se instalarem no Brasil, se quiserem competir em nível internacional, terão que investir muito em treinamento interno do pessoal e, por essas razões, podemos prever uma verdadeira revolução no ensino tecnológico. Elas vão precisar de verdadeiros professores, empregados na área de treinamento e reciclagem.

As áreas de pesquisa, de ciência pura, terão que se adaptar rapidamente à modernidade. O ensino a distância via eletrônica, poderá ser uma das soluções a curto prazo, pois poderá ser aplicado de imediato através de videoconferências e outros meios de ensino virtual, por computador e intranet instaladas nas empresas. Portanto, professores, treinadores, monitores, facilitadores, pedagogos e outras profissões ligadas ao ensino terão uma boa oportunidade de trabalho.

Parece que o Brasil está descobrindo a sua verdadeira vocação de celeiro do mundo. Nessa área de pesquisa de sementes e agropecuária, a Embrapa – Empresa Brasileira de Pesquisa

Agropecuária - vem fazendo um excelente serviço para atender as demandas do campo. A pesquisa aplicada de biotecnologia é fundamental para o crescimento do setor agropecuário.

O agro-negócio, isto é, empresas industriais que trabalham com produtos agrícolas, veterinários e agropastorís, terão imensa responsabilidade pelo sucesso da nossa economia. Basta ver como o nosso interior está rico. Portanto, todos os profissionais ligados à área rural tais como pesquisadores, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, veterinários e outros, terão uma oportunidade de desenvolvimento profissional maravilhoso.

Esse setor também sofre uma demanda de mercados cujos nichos não estão sendo bem atendidos, ou seja, de tratamento preventivo de doenças principalmente em idosos e crianças.

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