Análise e avaliação na saúde

Análise e avaliação na saúde

(Parte 1 de 9)

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

1 Análise e Avaliação emm SSaaúúdde

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

2 Análise e Avaliação emm SSaaúúdde

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

3 Análise e Avaliação emm SSaaúúdde AVALIAÇÃO EM SAÚDE E SUAS

CAPACITAÇÃO PARA O SISTEMA DE PPLLAANNEEJJAAMMEENNTTO DDO SUS

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

Análise e Avaliação emm SSaaúúdde
CAPACITAÇÃO PARA O SISTEMA DE PPLLAANNEEJJAAMMEENNTTO DDO SUS

4 PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

5 Análise e Avaliação emm SSaaúúdde

AVALIAÇÃO EM SAÚDE E SUAS IMPLICAÇÕES NA GESTÃO

SUMÁRIO 06

AVALIAÇÃO EM SAÚDE: ABORDAGENS, TIPOLOGIAS E ATRIBUTOS
ANÁLISE DA SITUAÇÃO DA SAÚDE
INDICADORES E FONTES DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE
CAPACITAÇÃO PARA O SISTEMA DE PPLLAANNEEJJAAMMEENNTTO DDO SUS

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

6 Análise e Avaliação emm SSaaúúdde

AVALIAÇÃO EM SAÚDE E SUAS

Edenice Reis da Silveira Mirvane Panizi

Por que a avaliação em saúde se constitui como um instrumento importante na tomada de decisão?

Para uma adequada avaliação, algumas perguntas necessitam ser respondidas: avaliação para quê? Para quem? De quê? A correta identificação dessas questões é fundamental para o processo de avaliação.

Para que a avaliação seja útil, contribuindo com decisões que levem ao melhor desempenho do Sistema Único de Saúde (SUS), a mesma deve perpassar pelo planejamento e gestão em saúde como rotina dos serviços. A institucionalização da avaliação se constitui em um desafio atual e necessário para todos os atores do SUS.

Esta aula tem o obbjjeettiivvo de fforrnneecceerr eelleemmeennttoss para que vvoccêê ppossssaa refletir sobre a avvalliiaççããoo em ssaúúddee..

CAPACITAÇÃO PARA O SISTEMA DE PPLLAANNEEJJAAMMEENNTTO DDO SUS

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

7 Análise e Avaliação emm SSaaúúdde

A avaliação em saúde adquiriu importância quando o Estado começou a intervir nas políticas sociais. Essa intervenção na economia levou à necessidade de encontrar meios para que a destinação de recursos fosse a mais eficiente possível (CALVO e HENRIQUE, 2006).

A Organização Mundial da Saúde realizou em 1967 um Simpósio sobre métodos de avaliação em saúde, cujo relatório inclui uma citação atual, apesar de decorridas quase quatro décadas:

Em poucos países do mundo é possível encontrar um Ministério da Saúde ou dirigente de um grande departamento de saúde que disponha de todos os recursos de que necessita para desenvolver seu programa. Melhorar os serviços existentes e ao mesmo tempo obter recursos adicionais para manter novos programas – eis o problema com que se defrontam constantemente os administradores sanitários em países tanto desenvolvidos como em desenvolvimento. A avaliação, por indicar o melhor modo de utilização dos recursos disponíveis em dinheiro, pessoal e material, representa a única solução para o problema (HILLEBOE, 1974 apud CALVO e HENRIQUE, 2006).

preliminarmente de certos conceitos, objetivos e perguntas no campo da avaliação

O propósito desta aula é apresentar a você algumas noções sobre avaliação em saúde e suas implicações na gestão. Não se trata de um manual que oriente como avaliar, mas de uma introdução ao tema, permitindo que você se aproxime

Na vida cotidiana, todos tomamos decisões a quase todo momento: “Não vou mais fazer isso!”; “Da próxima vez farei diferente”. Esses exemplos mostram que as decisões dependem de avaliações que se processam a respeito da situação vivida, de novas idéias que se quer testar ou mesmo para elaborar comparações, de acordo com opiniões construídas.

Portanto, em termos pessoais, avaliar ou não pode ser uma escolha pautada, exclusivamente, por sentimentos, crenças e valores. Todavia, se você pensar que está lidando com recursos públicos e com problemas que podem afetar a vida de milhares de pessoas, a avaliação se justifica político-institucional e

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

8 Análise e Avaliação emm SSaaúúdde eticamente (PAIM, 2006). Então, é oportuno utilizar uma sistematização referenciada no conhecimento científico sobre a questão que se pretende avaliar.

Ao refletir sobre o seu trabalho na área da saúde, a princípio, você poderia considerar a avaliação como um processo complexo, formal e difícil, desestimulando o seu uso pelos profissionais e gestores. Entretanto, veremos que o uso da avaliação, com indicadores pertinentes às realidades locais, pode contribuir não apenas com o trabalho gerencial, mas com todo o proceso de planejamento (CALVO e HENRIQUE, 2006).

O que significa avaliação??

As definições de avaliação são numerosas e podemos até chegar a dizer que cada avaliador constrói a sua. Existem diversas possibilidades de expressão, o que tem gerado uma polissemia conceitual e metodológica.

A idéia de avaliação que parece ter mais consenso na literatura é a seguinte:

decisões((CONTANDRIOPOULOS et al..,, 197,, p.. 31))

Avaliar consiste fundamentalmente em fazer um julgamento de valor a respeito de uma intervenção ou sobre qquuallqquueerr um de seus componentes,, com o obbjjeettiivvo de ajudar na ttommaaddaa de

Para avançar, você precisa entender o que pode ser chamado de intervenção. De acordo com Contandriopoulos et al. (1997, p.31), “uma intervenção é constituída pelo conjunto dos meios (físicos, humanos, financeiros, simbólicos) organizados em um contexto específico, em um dado momento, para produzir bens e serviços com o objetivo de modificar uma situação problemática”. Para exemplificar o que é uma intervenção, os autores citam algumas situações:

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

9 Análise e Avaliação emm SSaaúúdde

Nas suas leituras, você irá notar que vários autores utilizam a palavra programa em substituição ao termo intervenção.

Quando a intervenção é uma técnica: um kit pedagógico para melhorar os conhecimentos sobre a alimentação, um teste para detectar más formações fetais, um remédio, um programa de gerência em reanimação; Quando a intervenção é um tratamento: um ato ou um conjunto de atos; Quando a intervenção é uma prática: protocolo de tratamento do câncer do pulmão por quimioterapia; Quando a intervenção é uma organização: um centro de desintoxicação, uma unidade de tratamento; Quando a intervenção é um programa: desinstitucionalização dos pacientes psiquiátricos, prevenção das doenças transmitidas sexualmente; Quando a intervenção é uma política: promoção da saúde, privatização do financiamento dos serviços etc.

Uma intervenção pode sofrer dois tipos de avaliação: avaliação normativa – como resultado da aplicação de critérios e normas; ou pesquisa avaliativa – como resultado da aplicação de um procedimento científico (CONTANDRIOPOULOS et al., 1997). Na próxima aula, você terá oportunidade de conhecer melhor os tipos de avaliação.

É importante compreender a avaliação no contexto em que a mesma está inserida e a partir das respostas às seguintes questões: avaliação para quê? Para quem? De quê?

Avaliar para quê??

Segundo Contandriopoulos et al. (1997), são quatro os objetivos de uma avaliação::

ajudar no planejamento e na elaboração de uma intervenção (objetivo estratégico);

PLANEJASUS//SANTA CATARINA 208

10 Análise e Avaliação emm SSaaúúdde fornecer informação para melhorar uma intervenção no seu decorrer (objetivo formativo); determinar os efeitos de uma intervenção ao seu final para decidir se ela deve ser mantida, transformada de forma importante ou interrompida (objetivo somativo); contribuir para o progresso dos conhecimentos, para a elaboração teórica (objetivo fundamental).

Avaliação para quem??

Você já sabe que o conceito de avaliação implica em um julgamento de valor e pressupõe uma decisão. Segundo Novaes (2000), essa idéia de valor implica um posicionamento tanto do avaliador quanto do avaliado sobre o teor das conclusões, que engloba e interage com o contexto no qual a avaliação se desenvolve.

(Parte 1 de 9)

Comentários