Geomorfologia2

Geomorfologia2

Ciclos de erosão -

O modelado evolui como resultado dos processos morfogenéticos

Processos morfogenéticos–responsáveis pela esculturaçãodas formas de relevo, representando a ação da dinâmica externa

Existem 4 teorias principais sobre a evolução do relevo que são:

Teoria do ciclo geográfico (Davisiana) Modelo de pedimentaçãoe pediplanação

Teoria do equilíbrio dinâmico

Teoria probabilística de evolução do relevo

A Teoria Davisianasintetizou a sucessão de formas em um ciclo ideal

Ciclo ideal –rápido soerguimento da área e estabilidade tectônica ou eustática rápida e longo período de atividade erosionale estabilidade tectônica e eustática

Tectonismo –formações de montanhas a partir dos processos de dobramentos e falhamentos

Eustasia –variações lentas dos níveis das marés, onde positivas o nível do mar sobe (transgressões marinhas) e negativas o nível do mar desce (regressões marinhas)

Todo novo soerguimento gera um novo ciclo de evolução

Todo e qualquer ciclo de erosão inicia-se a partir de um nível de base e se propaga gradativamente pelo interior das massas continentais.

Aplicou as designações: juventude, maturidade e senilidade para descrever alguns estágios de evolução do modelado

Incisão vertical do sistema fluvial desaparece com o estabelecimento do perfil de equilíbrio –marca a passagem da juventude para a maturidade

Processo denudacionalcaracteriza-se pelo rebaixamento do relevo de cima para baixo -o que torna necessário admitir a continuidade da estabilidade tectônica, bem como dos processos de erosão

Tende a atingir total horizontalizaçãotopográfica – senilidade representados por peneplanos, formas residuais e rios meandrantes(calhas dos rios com sedimento)

Relevo seria submetido então a um soerguimento rápido

ocorre quando a região aplainada foi uniformemente soerguida em relação ao nível de base (oceano, lago, curso fluvial). Movimentação tectônica e eustática rápida em relação ao nível de base.

Rios encaixam a partir da embocadura –erosão remontante(da foz do rio para a cabeceira)–busca do equilíbrio

Leitos dos rios sob intensa erosão

Bacias se alargam

Alto volume de sedimento acumulado no sopé das vertentes ou na inclinação do talvegue (caminho do vale)

Vertente –plano de declive que diverge da crista

Talvegue –caminho do vale

Morfologia –vale agudo em forma de

V, efluentes não acompanham o vale principal (quedas bruscas – cachoeiras)

estágio onde o progresso da erosão está suficientemente desenvolvida com a drenagem organizada com o trabalho de erosão, transporte e deposição organizado.

Perfil longitudinal –regulariza. Ruptura do declive –desaparece.

Entalhamento – lento

Vertente (plano de declive que diverge da crista) –alarga.

Declividade – diminui

Esculturação

Regolito espessa

Sem afloramento

Aluviões no sopé das montanhas

Relevo acidentado com crista

rebaixamento lento do declive principalmente da vertente. A área torna-se uma sucessão de colinas rebaixadas cobertas por solo e separada por vale fundo aluvial (vale com rio) com largura considerável (peneplanície).

Peneplanície –relevo resultante da erosão.

Planície –relevo resultante da acumulação de sedimentos.

Estas duas formas de relevo são completamente diferentes quanto a origem e evolução porém tem topografia semelhante.

Teoria criticada

Estabilidade tectônica Movimento rápido

Não considera cobertura vegetal e clima

Considera a modificação progressiva e irreversível do relevo

Modelo Pedimentaçãoe Pediplanação

Apresenta o mesmo princípio teórico dos modelos cíclicos davisianos

Divergência –como a vertente evolui

Esta teoria pressupõe que cada vertente é um nível de base, onde a vertente evolui e regride paralela a sim mesma. Com o decorrer do tempo ocorre o desgaste da vertente que regride, mas esta conserva a declividade e forma pedimentosentre o sopé da vertente e o leito fluvial

Se ocorrer soerguimento estabelece-se novo nível de base (desnudaçãodo litoral para o interior)

A erosão atuante depende:

Natureza do soerguimento Tipo de rocha e atividade física

Tamanho e espaçamento da drenagem

A erosão se desenvolve:

Incisão fluvial

Regressão da escarpa (pedimentação) com regressão paralela da escarpa e do nível de base

Define tal como o modelo davisianoos estágios: juventude, maturidade e senilidade

juventude–rios entalham e formam-se profundas ravinas e gargantas, vertentes íngremes que evoluem para o embasamento. O estágio de juventude estável estabelece-se quando os rios atingiram equilíbrio com o gradiente estável das vertentes

maturidade–os rios cessam de talhar o canal fluvial e começam a alargar. A vertente regride mantendo a declividade e vales se alargam. Se o relevo é baixo a curva de pedimentoatinge o topo da vertente e o reduz a nada

senilidade–estagio final de erosão. Colinas reduzidas a saliências rochosas. Pedimentos abrangem amplas áreas. Paisagem multicôncava. Surgem pediplaníciescom relevos residuais resultantes de rocha mais resistente à erosão

Peneplano –superfície aplainada sob condições de clima úmido através da suavização da vertente

Pediplano – superfície aplainada sob clima seco através da regressão paralela da vertente.

O modelado terrestre seria um sistema aberto (permuta de matéria e energia)

Para funcionar precisaria ser alimentado com matéria e energia

Supõe que em um sistema erosivo todos os elementos da topografia estão disponíveis para se modificar na mesma proporção

Matéria –material que vai ser mobilizado através do sistema, por exemplo, água e detritos nos rios.

Energia –forças que fazem o sistema funcionar, por exemplo, escoamento das águas nos rios.

Considera que o equilíbrio de uma paisagem é resultante do balanceamento entre processos de transformação e de resistência da rocha. A composição litológica é o agente diferenciador da topografia

O equilíbrio é alcançado quando várias partes da paisagem apresentam mesma intensidade média de erosão (tanto rocha resistente como frágil)

Demonstra que os aspectos das formas não são estáticos e imutáveis, mas que são mantidos pelo fluxo de matéria e de energia que atravessam o sistema. Com o passar do tempo, a massa da paisagem estará sendo removida e implicando em alteração progressiva do relevo

Utiliza a linguagem matemática para descrever as formas de relevo diferente da teoria darvisiana(ciclo geográfico) que utiliza a linguagem verbal

Probabilidade de uma forma de relevo ocorrer considerando os processos modeladores do terreno.

Onde as formas de relevo oriundo da atuação de determinado sistema morfogenético, representam uma população estatística compatível com a distribuição normal

Há duas classes fundamentais de formas de relevo:

Iniciais –formas resultantes dos soerguimentos da crosta (Tectonismo e Isostasia)

Seqüenciais –formas esculpida pelos agentes de desnudação, que vêm em seguida as iniciais

Todos os estágios de evolução da paisagem podem ser observados em tempo real:

As altas montanhas é sinal de que as forças internas atuaram recentemente, sendo formas iniciais

Os planaltos e planícies indicam que as formas desnudacionaise deposicionaistem papel atuantes (são formas seqüenciais)

Planalto –extensão de terreno mais ou menos plano, onde a erosão supera a deposição

Planície –extensão de terreno mais ou menos plano, onde a deposição supera a erosão

Formas modeladas pela remoção da massa rochosa –formas erosionais

Formas modeladas pela deposição de sedimento -formas deposicionais

Os principais agentes de esculturaçãodo relevo (agentes de erosão), que produzem formas seqüenciais são: ventos, gelo, chuva, ação das ondas e água dos rios

Estes agentes de erosão auxiliados pelos processos de intemperismoe transporte atacam as rochas. O produto é da decomposição e desagregação das rochas é removidas para as bacias

Equilíbrio –materiais, processos e a geometria do medelado compõem um conjunto auto-regulador, sendo que toda forma é o produto do ajustamento entre materiais e processos. O equilíbrio de um sistema representa o ajustamento completo das suas variáveis internas as condições externas

Referências Básicas

Capítulo 1 -Casseti, V. Geomorfologia. Disponível em http://www.funape.org.br/geomorfologia/cap1/inde x.php, capturado em 10/08/10

Capítulo 7 -Christofoletti, A. Geomorfologia. São Paulo: Edgard Bluncher, 1980.

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