(Parte 2 de 5)

Icm é o maior valor instantâneo de corrente que o disjuntor pode estabelecer na tensão nominal e em condições especificadas. Nos sistemas ca este valor instantâneo de crista está relacionado com Icu por um fator (k) que depende do fator de potência ( cos ϕ ) da malha (loop) da corrente de curto-circuito. (ver tabela 7 - abaixo).

Exemplo: um disjuntor BT tem uma capacidade de interrupção Icu de 100 kA ef. Sua capacidade de estabelecimento Icm será:

100 x 2,2 = 220 kA de crista.

1.12Limitação da corrente de falta

É a qualidade de um disjuntor impedir a passagem da máxima corrente prospectiva permitindo somente a passagem de uma parcela da corrente.

Os fabricantes fornecem curvas como as da fig. 8:

150 kA limited peak current (A x s) prospective a.c. component (r.m.s.)

Fig.8 -Curvas de performance de um típico disjuntor de BT limitador decorrente

1.13Seleção de um disjuntor

A escolha de uma gama de disjuntores é determinada por:

corrente, cap. de curto circuito
poluição.
curto-circuito
fluorescente, transformadores BT/BT

n características elétricas da instalação: tensão, n condições do ambiente: temperatura, umidade, n requisitos de interrupção e estabelecimento em n necessidade de controle remoto n tipo de telecomunicação desejada n regulamentos e legislação de instalação n características da carga: motores, iluminação

2.Escolha de disjuntores BT para sistemas de distribuição

Escolha da In - corrente nominal em função da temperatura ambiente:

De um modo geral adota-se: 30°C para disjuntores tipo doméstico 40°C para disjuntores tipo industrial

Em temperaturas diferentes o comportamento depende principalmente da tecnologia das unidades de disparo.

Deve-se considerar três casos: n unidades termomagnéticas não compensadas

Os fabricantes fornecem tabelas com fatores para desclassificar ou super-classificar, de acordo com temperaturas mais altas ou mais baixas. Considerar também tipo da montagem (isolado, lado a lado) n unidades termo-magnéticas compensadas

Os fabricantes fornecem o intervalo de temperatura em que há compensação e valores dos fatores de desclassificação (tab.9).

n unidades de disparo eletrônico

Embora essas unidades sejam muito estáveis as demais partes do disjuntor podem limitar a faixa de utilização.

Os fabricantes fornecem tabelas para a desclassificação (para baixo) ou sobre-classificação (para cima) (tab.9)

Tipo B (ajuste pequeno) : fontes produzindo baixos níveis de correntes de curto-circuito (geradores de reserva) : linhas ou cabos longos. Tipo C (ajuste normal ou padronizado): proteção de circuitos, caso geral. Tipo D ou K (ajuste alto): proteção de circuitos com elevadas correntes transitórias iniciais (como motores, transformadores, cargas resistivas) Tipo MA (12In): proteção de motores associados a contatores com proteção de sobrecarga

A instalação de um disjuntor em uma instalação de BT precisa satisfazer uma das seguintes condições:

prospectiva no ponto de instalação, ou
contra Curto Circuito (DPCC) localizado a
montante e que tenha a Icu requerida.

n ter uma Icu (ou Icn) igual ou maior que a corrente n ser associado a um outro Dispositivo de Proteção

Neste último caso as características dos dois disjuntores devem ser coordenadas de modo que a energia recebida pelo disjuntor a jusante não seja maior que a sua capacidade e a dos condutores, e outros dispositivos possam suportar sem ser danificados de nenhuma maneira.

Isto pode ser conseguido por: n associação de fusíveis e disjuntores n associação de disjuntores limitadores e não

limitadores. Esta técnica é conhecida como
"ligação em cascata".

Nota: o "mestre" é o disjuntor logo na saída do transformador, é a primeira proteção e o disjuntor principal é de proteção de cada ramal e tem que estar coordenado com o mestre.

Exemplo: Na saída de um transformador de 250 kVA, 13,8 kV/380V deve-se usar um disjuntor que satisfaça às condições:

Ir ≥(250/380. √3)=380 A (In do transformador)

Isc ≥ 380/Z% =380/ 0,04=9,5 kA (trifásico) ou se o transformador for a seco, = 380/0,06 = 6,3 kA

C60a. C60H: curve C. C60N: curves B and C (reference temperature: 30 °C)

NS250N/H/L (reference temperature: 40 °C)

Tab. 9 - Aplicação de disjuntores com fator de correção para temperatura type tripping unit applications

It low settingsources producing low-short-circuit-current levels type B(standby generators) long lengths of line or cable

It standard setting protection of circuits: general case type C high settingprotection of circuits having high initial transient

It type D or Kurrent levels (e.g. motors, transformers, resistive loads)

12 In protection of motors in association with type MAdiscontactors (contactors with overload protection)

I t

Curvas características e suas aplicações

3.1 Introdução

Em uma instalação típica em BT, os circuitos originamse de um quadro geral de distribuição, de onde saem condutores em vários tipos de instalação para suprir quadros de distribuição e sub-distribuição locais.

O arranjo dos grupos de cabos isolados e os meios de fixá-los e protegê-los contra danos mecânicos, levando em conta considerações estéticas constitui a realização prática de um instalação elétrica.

A continuidade do fornecimento de energia em uma instalação elétrica pode ser mais (ou menos) assegurada por um arranjo razoavelmente sofisticado dos circuitos e pelo emprego de dispositivos de proteção contra curtos-circuitos mais (ou menos) rápidos, seguros e religáveis rapidamente.

A seletividade será obtida por uma discriminação entre estes dispositivos de proteção de modo que, em caso de falta, seja desligado o menor número possível de cargas.

A criação de circuitos independentes para partes independentes de uma instalação permite:

de um circuito
defeituoso
circuito sem perturbar o resto da instalação

n Limitar as conseqüências no caso de falhas n Simplificar a localização de um circuito n Efetuar a manutenção ou alteração de um

A divisão dos circuitos pode ser feita em várias categorias cada uma delas requerendo um circuito individual ou grupos de circuitos e, em alguns casos, determinados tipos de cabos (por exemplo: para circuitos de alarme contra incêndio ou de proteção).

Em geral são os seguintes os grupos utilizados:

ocorrem a maioria das falhas de isolação);
condicionado;
acionadas por motores;
(indicação e controle)
emergência, sistemas de proteção contra incêndio
e UPS para sistemas de computação, etc...).
estasinstalações são sujeitas a regulamentos e
normasnacionais.

n Circuitos de iluminação (circuitos em que n Circuitos de tomada; n Circuitos para aquecimento e/ou ar n Circuitos de força para máquinas fixas n Circuitos de força para serviços auxiliares n Circuitos para sistemas de segurança (luz de

Os arranjos mais comuns de instalações de BT estão descritos a seguir.

3.3.1 Distribuição radial

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