Química Experimetal 1

Química Experimetal 1

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Anel Usado como suporte do funil em filtração

Universidade Federal de Sergipe

Centro de Ciências Exatas e Tecnologia Departamento de Química

Tripé Sustentáculo para efetuar aquecimentos de soluções em vidrarias diversas de laboratório. É utilizado em conjunto com a tela de amianto.

Tela de amianto

Suporte para as peças serem aquecidas. O amianto é uma fibra natural sintética, largamente utilizado na indústria devido a suas propriedades físico-químicas: Alta resistência mecânica e a elevadas temperaturas, incombustibilidade, boa qualidade isolante, durabilidade, flexibilidade, indestrutibilidade, resistente ao ataque de ácidos, álcalis e bactérias. A função do amianto é distribuir uniformemente o calor recebido pelo bico de Bunsen. É extraído fundamentalmente de rochas compostas de silicatos hidratados de magnésio, onde apenas de 5 a 10% se encontram em sua forma fibrosa de interesse comercial.

Aparelho utilizado em análises volumétricas

Bureta

Pipeta graduada

volumes variáveis. Não pode ser aquecida

Utilizada para medir pequenos volumes. Mede

Pipeta volumétrica

de medida

Usada para medir e transferir volume de líquidos. Não pode ser aquecida, pois possui grande precisão

Não pode ser aquecida

Proveta Serve para medir e transferir volumes de líquidos.

Estante ou grade É usada para suporte de os TUBOS DE ENSAIO

Garra de condensador

Usada para prender o condensador à haste do suporte ou outras peças como balões, erlenmeyers etc.

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Pinça de madeira

Usada para prender o TUBO DE ENSAIO durante o aquecimento.

Pinça metálica Usada para manipular objetos aquecidos.

Garra dupla Utilizada para fixar buretas.

Pisseta

Usada para lavagens de materiais ou recipientes através de jatos de água, álcool ou outros solventes.

1.3.2. Limpeza de vidrarias

Toda a vidraria utilizada em uma análise química deve estar perfeitamente limpa antes do uso, pois a presença de substâncias contaminantes pode induzir erros no resultado final da análise.

Existem vários métodos para o procedimento de limpeza de vidrarias, mas geralmente é lavada com o auxílio de escovas e solução de detergente neutro, enxaguados com água corrente (torneira) e posteriormente três vezes com água pura (destilada ou deionizada) secando em um local protegido da poeira ou em estufas de secagem (exceto vidrarias volumétricas).

1.3.3. Água para uso laboratorial

O trabalho de análise química envolve o consumo de quantidades consideráveis de água na lavagem de utensílios, preparo de soluções, extrações, lavagem de precipitados, etc. Porém, a água da “torneira” possui quantidades apreciáveis de Na+, K+, Ca2+, Mg2+, Fe2+, Cl-, SO4 2- e CO3

2-, que contaminam ou podem interferir na correta quantificação de diversos procedimentos químicos. O grau de purificação das águas depende da análise a ser realizada, se os elementos de interesse tiverem grande concentração, é

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Centro de Ciências Exatas e Tecnologia Departamento de Química provável que somente a purificação por destilação seja suficiente. Para amostras com baixos teores dos elementos de interesse, exige-se a utilização de águas de ultrapureza.

É um processo pelo qual se evapora a água, em seguida resfria-se o vapor, obtendo novamente água líquida e pura. Para realizar a destilação, usase um destilador. O aquecimento provoca a vaporização da água, enquanto as outras substâncias ou impurezas permanecem no recipiente. Ao passar por um tubo de vidro resfriado com água corrente, o vapor d'água se condensa, transformando-se novamente em líquido. A destilação da água mediante a destilação remove as espécies contaminantes não-voláteis, inorgânicas ou orgânicas; os gases dissolvidos na água original, são liberados durante a destilação junto com o vapor d’água, e em parte, eliminado por ventilação. O dióxido de carbono e a amônia são os principais gases dissolvidos na água, sendo oriundos da água original ou formados por pirólise da matéria orgânica na destilação.

Consiste no processo de remoção de grande parte dos íons presentes em água, através do uso de resinas com características catiônicas e aniônicas. Como a desmineralização da água consiste na remoção dos íons nela presente, o processo é também chamado de deionização.

O processo de desmineralização consiste em percolar a água original em colunas de resinas catiônicas na forma H+ e aniônicas na forma OH-, separadamente, ou então em uma só coluna que contenha estes dois tipos de resinas (leito misto). No Primeiro caso deve-se passar a água primeiramente pelas resinas catiônicas, pois estas são mais resistentes que a aniônica tanto química quanto fisicamente. Deste modo às resinas catiônicas podem proteger as aniônicas, funcionando como um filtro aparando certos constituintes danosos às resinas aniônicas.

1.4. DESCARTE DE RESÍDUOS

Assim como na produção industrial, o laboratório gera resíduos provenientes dos restos de amostras e produtos líquidos (aquosos e orgânicos) ou sólidos provenientes dos processos químicos, além de gases e vapores das reações e digestões, etc. Em princípio, deve-se procurar reduzir ao mínimo a geração de resíduo, requisitando apenas o suficiente de amostras a serem utilizadas, e sempre que possível adotar métodos que utilizem o mínimo de reagentes. Neste aspecto, os métodos de análises mais modernos avançam nesta direção, utilizando instrumentos cada vez mais sensíveis requerendo quantidades mínimas de amostras.

Em linhas gerais, segue-se o que fazer com alguns resíduos gerados em laboratório.

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1.4.1. Descarte de gases ou vapores

Trabalhando corretamente, os gases gerados, vapores e névoa devem ser gerados dentro da capela ou sob coifa de captação. Captados pelo sistema, os gases e vapores são conduzidos pelos dutos até a atmosfera externa do laboratório.

Dentro de limites que a legislação permite, lançam-se os gases na atmosfera, porém empresas e instituições mais preocupadas com o ambiente instalam lavadores para gases ácidos ou básicos, ou filtros de leito de absorção para reter vapores orgânicos.

1.4.2. Descartes de líquidos

Ácidos e bases: Neutralizar com NaOH ou H2SO4 , respectivamente, utilizar papel indicador ou gotas de fenolftaleína, para garantir que o pH da solução resultante situe-se entre 6 e 8. Após a neutralização, descartar lentamente na pia sob água corrente.

Metais: Tratar com soda cáustica (NaOH + Na2CO3) em excesso. Descartar a mistura em resipientes apropriados para este fim que encontram- se laboratório.

Metais pesados: Requerem tratamento especial pela toxidez e rigidez na legislação vigente. Em princípio, deve-se removê-lo da solução precipitando, com acerto de pH conveniente ou fazendo adsorção com carvão ativo.

O mercúrio, de uso em praticamente todos os laboratórios, e presente nos termômetros, merece comentário à parte: É prática usual utilizar termômetro de mercúrio para indicar a temperatura em reações, estufas e incubadoras. Ocorre que, com grande facilidade, pode-se quebrar o bulbo gerando vapores de mercúrio. Neste caso deve-se providenciar ventilação exaustiva na sala, usar EPI, para remover o mercúrio fazendo amálgama com limalha de cobre, procedendo no recolhimento do mesmo num frasco com água para evitar evaporação.

1.4.3. Descartes de sólidos

Os resíduos sólidos são provenientes de vidrarias quebradas, frascos de reagentes, restos de amostras ou análises, materiais biológicos e material perfuro-cortante. Seguem alguns procedimentos: - Deve-se ter um recipiente forrado com saco plástico para armazenagem de vidros destinados a reciclagem - Os frascos de reagentes ou produtos tóxicos devem ser lavados, antes de sua armazenagem. - Os metais perfuro-cortantes como agulhas, seringas devem ser descartados em recipiente especial (Descartex). - Borra de metais pesados (sólido aderido ao papel de filtro), deverá ser armazenada e destinadas a empresas ou laboratórios de tratamento de resíduos.

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