Química Experimetal 1

Química Experimetal 1

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Centro de Ciências Exatas e Tecnologia Departamento de Química

É importante notar que alguns catálogos de reagentes já indicam procedimentos de como descartar resíduos dos produtos, ou através do código que constam no rótulo do frasco dos reagentes.

1.5. RELATÓRIOS

O desenvolvimento correto da prática, a precisão dos dados empíricos e o domínio teórico do assunto relacionado com a prática são alguns fatores essenciais para um bom desenvolvimento das disciplinas experimentais. No entanto é necessário apresentá-los em forma de texto organizado e lógico. Esse é o papel do relatório. Depois de realizada cada prática você terá que prepará-lo, em letra legível ou digitada e aguardar para posteriores cobranças por parte do professor. O relatório deve ser dividido em 05 seções básicas como mostramos abaixo:

Título da prática Introdução

Deve situar o leitor no assunto a ser abordado. Faça uma breve descrição dos aspectos teóricos ou princípios envolvidos, preocupando-se em inserir nessa seção os seguintes aspectos:

Princípios teóricos em que se baseia a prática;

Relevância da prática;

Objetivos da prática.

Procedimento Experimental

Descreva como o experimento foi feito incluindo, se for o caso, qualquer modificação no procedimento apresentado no roteiro. Escreva nessa seção apenas o que você executou “usando as mãos”. No relatório você deve apresentar o procedimento realizado de modo bem mais sucinto e objetivo do que o apresentado no roteiro, mas sem suprimir fatos ou atividades importantes.

Resultados e discussões

Trata-se da parte essencial do relatório. Descreva todas as observações feitas, os dados coletados e os cálculos, se necessário. Deve-se também discuti-los, baseando-se nos princípios teóricos envolvidos. Sempre que possível apresente as equações químicas relacionadas, explicando-as a partir de suas observações.

Na medida do possível, tente agrupar seus dados em tabelas, facilitando dessa maneira a compreensão e organização dos resultados. Nos cálculos devem ser mostradas todas as equações envolvidas e aproximações se forem feitas. Os gráficos devem seguir algumas normas:

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Coloque o título no gráfico, p. ex. Temperatura x Pressão; Explicite as unidades de medidas nos eixos cartesianos;

Use escala apropriada de modo que os dados fiquem adequadamente espaçados.

Conclusões

Aqui você deve, como o próprio nome sugere, concluir o relatório.

Relacione suas conclusões com o objetivo apresentado na introdução. Comente sobre os pontos positivos e a eficiência da prática. Tente levantar possíveis erros e sugestões para otimização do experimento.

No final do relatório devem ser respondidas as perguntas existentes no final do roteiro experimental

Referências Bibliográficas:

Aqui você deve usar Livros e artigos para escrever o relatório, indicados no texto e relacionados neste item conforme exemplos abaixo:

no texto:segundo Baccan (2005) ou segundo Passos et al. (2005)....

neste item: BACCAN, N.; DE ANDRADE, J. C.; GODINHO, O. E. S.; BARONE, J. S. Química Analítica Quantitativa Elementar. 3ª. Ed. São Paulo: Edgard Blucher, 2001.

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2. EXPERIMENTO 2

Título: Calibração de instrumentação analítica para medição de volume, massa e temperatura.

A metrologia é uma das funções básicas necessárias a todo Sistema de

Garantia da Qualidade. Efetivar a qualidade depende fundamentalmente da quantificação das características do produto e do processo. Esta quantificação é conseguida através de:

· definição das unidades padronizadas, conhecidas por unidade de medida, que permitem a conversão de abstrações como comprimento e massa em grandezas quantificáveis como metro, quilograma, etc;

· instrumentos que são calibrados em termos destas unidades de medidas padronizadas;

· uso destes instrumentos para quantificar ou medir as "dimensões" do produto ou processo de análise.

A este item, inclui-se o OPERADOR, que é, talvez, o mais importante. É ele a parte inteligente na apreciação das medidas. De sua habilidade depende, em grande parte, a precisão conseguida. É necessário ao operador:

- conhecer o instrumento; - adaptar-se as circunstâncias;

- escolher o método mais aconselhável para interpretar os resultados. Ex: Condições observadas em um Laboratório de Metrologia.

- Temperatura 20±1°C;

- Grau Higrométrico controlado (5%) Obs: o cloreto de cálcio industrial retira cerca de 15% da umidade; - Ausência de vibrações e oscilações;

- Espaço suficiente;

- Boa iluminação;

- Limpeza etc.

2.1.1.Tipos de medidas e medições

A partir da noção de que fundamentalmente medir é comparar, tem-se que uma medida pode ser obtida por dois métodos distintos:

2.1.1.1. Medição por comparação DIRETA

Compara-se o objeto da medida com uma escala conveniente, obtendose um resultado em valor absoluto e unidade coerente. Por exemplo: medição da distância entre dois traços utilizando-se uma régua graduada.

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2.1.1.2. Medição por comparação INDIRETA

Compara-se o objeto da medida com um padrão de mesma natureza ou propriedade, inferindo sobre as características medidas/verificadas. Por exemplo, medições/controle de peças com calibradores passa-não-passa; utilização de relógios comparadores.

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