Lubrificação Volume 1

Lubrificação Volume 1

(Parte 1 de 4)

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Departamento Regional do Espírito Santo 3

CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção Mecânica

Lubrificação

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4 Companhia Siderúrgica de Tubarão

Lubrificação - Mecânica

© SENAI - ES, 1996

Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)

Coordenação Geral

Supervisão

Elaboração Aprovação

Editoração

Francisco Lordes (SENAI) Marcos Drews Morgado Horta (CST)

Paulo Sérgio Teles Braga (SENAI) Rosalvo Marcos Trazzi (CST)

Evandro Armini de Pauli (SENAI) Fernando Saulo Uliana (SENAI)

José Geraldo de Carvalho (CST) José Ramon Martinez Pontes (CST) Tarcilio Deorce da Rocha (CST) Wenceslau de Oliveira (CST)

Ricardo José da Silva (SENAI)

SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial DAE - Divisão de Assistência às Empresas Departamento Regional do Espírito Santo Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitória - ES. CEP 29045-401 - Caixa Postal 683 Telefone: (027) 325-0255 Telefax: (027) 227-9017

CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão AHD - Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos AV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES. CEP 29160-972 Telefone: (027) 348-1322 Telefax: (027) 348-1077

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Métodos de aplicação dos óleos lubrificantes03
• Métodos de lubrificação por gravidade03
• Métodos de lubrificação por Capilaridade05
• Métodos de lubrificação por Salpico06
• Métodos de lubrificação por Imersão07
• Métodos de lubrificação por Sistema Forçado08
• Métodos de lubrificação a Graxa09
• Precauções na aplicação de lubrificantes12
• Acessórios de lubrificação14
• Propriedade dos óleos lubrificantes19
• O recebimento21
• Estocagem24
Fatores que afetam os produtos estocados29
• Contaminações29
• Depósito de lubrificantes34

Sumário

lubrificantes em uso35

• Estocagem e manipulação de

de lubrificantes37
Recebimento e armazenamento a granel de óleos lubrificantes39
• Recebimento39
• Armazenamento39
• Descarte de óleos usados40

• Os cuidados na movimentação

lubricante41

Monitoramento da condição do equipamento através da análise do Lubrificação - Avaliação ........................................................................... 45

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Métodos de aplicação dos óleos lubrificantes

A escolha do método de aplicação do óleo lubrificante depende dos seguintes fatores:

− Tipo de lubrificante a ser empregado (graxa ou óleo)

− Viscosidade do lubrificante

− Quantidade do lubrificante

− Custo do dispositivo de lubrificação

Quanto ao sistema de lubrificação, esta pode ser: − Por gravidade

− Por capilaridade

− Por salpico

− Por imersão

− Por sistema forçado

− A graxa.

Métodos de lubrificação por Gravidade

• Lubrificação manual

A lubrificação manual é feita por meio de almotolias e não é muito eficiente, pois, não produz uma camada homogênea de lubrificante.

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• Copo com agulha ou vareta

Esse dispositivo possui uma agulha que passa por um orifício e cuja ponta repousa sobre o eixo. Quando o eixo gira, imprime um movimento alternativo à agulha, liberando o fluxo de lubrificante, que continua fluindo enquanto dura o movimento do eixo.

• Copo conta gotas

Esse é o tipo de copo mais comumente usado na lubrificação industrial, sua vantagem esta na possibilidade de regular a quantidade de óleo aplicado sobre o mancal.

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Métodos de lubrificação por Capilaridade

• Copo com mecha

Nesse dispositivo, o lubrificante flui através de um pavio que fica encharcado de óleo. A vazão depende da viscosidade do óleo, da temperatura e do tamanho e traçado do pavio.

• Lubrificação por estopa ou almofada

Por esse método, coloca-se uma quantidade de estopa (ou uma almofada feita de tecido absorvente) embebida em óleo em contato com a parte inferior do eixo. Por ação capilar, o óleo de embebimento escoa pela estopa (ou pela almofada) em direção ao mancal.

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Métodos de lubrificação por Salpico

Na lubrificação por salpico, o lubrificante contido num depósito (ou carter) é borrifado por meio de uma ou mais peças móveis, Veja figura a seguir.

Esse tipo de lubrificação é muito comum, especialmente em certos tipos de motores.

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• Lubrificação por anel ou por corrente

Nesse método de lubrificação, o lubrificante fica em um reservatório abaixo do mancal. Um anel, cuja parte inferior permanece mergulhada no óleo, passa em torno do eixo. Quando o eixo se movimenta, o anel acompanha esse movimento e o lubrificante é levado ao eixo e ao ponto de contato entre ambos. Se uma maior quantidade de lubrificante é necessária, utiliza-se uma corrente em lugar do anel. O mesmo acontecerá se o óleo utilizado for mais viscoso.

• Lubrificação por colar

O método é semelhante a lubrificação por anel, porém, o anel é substituído por um colar fixo ao eixo. O óleo transportado pelo colar vai até o mancal por meio de ranhuras. Emprega-se esse método em eixos de maior velocidade ou quando se quer óleo mais viscoso.

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Métodos de lubrificação por Imersão

• Lubrificação por banho de óleo

Nesse método, as peças a serem lubrificadas mergulham total ou parcialmente num recipiente de óleo. O excesso de lubrificante é distribuído por meio de ranhuras a outras peças.

O nível do óleo deve ser constantemente controlado porque, além de lubrificar, ele tem a função de resfriar a peça. Esse tipo de lubrificação é empregado em mancais de rolamentos de eixos horizontais e em caixas de engrenagens.

Métodos de lubrificação por Sistema Forçado

• Lubrificação por perda

É um sistema que utiliza uma bomba que retira óleo de um reservatório e força-o por entre as superfícies metálicas a serem lubrificadas. Esse método é empregado na lubrificação de cilindros de compressores e de mancais.

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• Lubrificação por circulação

Neste sistema o óleo é bombeado de um depósito para as partes a serem lubrificadas. Após a passagem pelas peças, o óleo volta para o reservatório.

Métodos de lubrificação a Graxa

• Lubrificação manual com pincel ou espátula

É um método através do qual se aplica uma película de graxa sobre a peça a ser lubrificada.

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• Lubrificação manual com pistola

Nesse método a graxa é introduzida por intermédio do pino graxeiro de uma bomba manual.

• Copo Stauffer

Nesse método os copos são enchidos com graxa e, ao se girar a tampa a graxa é impelida pelo orifício, localizada na parte inferior do copo.

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Ao se encher o copo, deve-se evitar a formação de bolhas de ar. O copo deverá ser recarregado de graxa quando a tampa rosqueada atingir o fim do curso da rosca.

• Lubrificação por enchimento

Esse método de lubrificação é usado em mancais de rolamento. A graxa é aplicada manualmente até a metade da capacidade do depósito.

• Sistema centralizado

O sistema centralizado é um método de lubrificação a graxa ou a óleo que tem a finalidade de lubrificar um elevado número de pontos, independentemente de sua localização. Esse sistema possibilita o abastecimento da quantidade exata de lubrificante, além de reduzir custos de mão-de-obra de lubrificação.

Um sistema centralizado completo possui os seguintes componentes: bomba e manômetro; redes de suprimento (principal e distribuidores; válvulas e porca de compressão; conexões e joelhos; acoplamentos e uniões).

• Sistema operado manualmente

É empregado na lubrificação de pontos de moderada freqüência. Geralmente são circuitos pequenos. Nem

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Departamento Regional do Espírito Santo 15 sempre esse sistema requer retorno do óleo, e por isto, é adequado para tipo perda total.

• Sistema automatizado

Empregam-se os automáticos, onde há necessidade de lubrificação contínua. Há um dispositivo acoplado ao motor elétrico que permite regular o número de operações por hora de efetivo trabalho.

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Precauções na aplicação de lubrificantes

Antes de se aplicar um lubrificante - óleo ou graxa - a uma máquina, é indispensável ter a certeza de que o produto está limpo, isento de contaminações e com suas características típicas dentro das faixas normais. Para isso, cuidados especiais devem ser tomados com relação ao manuseio e armazenamento dos tambores ou baldes de lubrificantes, assunto que será abordado mais adiante. Neste capítulo trataremos, pois, de algumas das precauções a serem observadas com os métodos mais comuns de aplicação de lubrificantes.

Lubrificação a óleo a) Na lubrificação por ALMOTOLIA, a aplicação do óleo deve ser periódica e regular, evitando-se sempre os excessos e vazamentos.

b) Nos dispositivos semi-automáticos, tais como COPO

CONTA-GOTAS, COPO COM AGULHA ou TORCIDA etc., os níveis devem ser verificados periodicamente.

c) Com lubrificadores do tipo PERDA TOTAL DE ÓLEO, os níveis devem ser estabelecidos cuidadosamente. Por ocasião do enchimento, certificar-se de que o mecanismo funciona corretamente, a agulha está livre ou a torcida está em boas condições para conduzir o óleo aos pontos de aplicação.

d) Nos casos de lubrificação POR ESTOPA, esta deverá estar corretamente embebida e ter contato completo com o munhão a lubrificar.

e) Nos casos de PEQUENOS BANHOS DE ÓLEO, os níveis serão periodicamente revistos e, se necessário, completados.

f) Quando houver ANEL lubrificador, deve-se estar certo de que ele gira com velocidade normal e conduz bem o óleo do banho.

g) LUBRIFICADORES MECÂNICOS devem ter seu mecanismo bem ajustado, a fim de medir a quantidade correta do óleo. Os visores devem estar limpos, sem a presença de água ou impurezas. O óleo deve ser adicionado com a necessária freqüência.

h) Em sistemas de LUBRIFICAÇÃO FORÇADA, é importante manter os níveis, deixar limpos os filtros, observar periodicamente as pressões e as temperaturas.

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Lubrificação a graxa a) Quando se faz a aplicação por COPOS

STAUFFER, impõe-se o uso de graxa do tipo untuoso. Os copos devem ser enchidos de modo a se evitar a formação de bolhas de ar.

b) No caso de lubrificação por meio de PISTOLA, deve-se previamente limpar o pino graxeiro.

c) Nos SISTEMAS CENTRALIZADOS, deve-se verificar periodicamente a qualidade da graxa existente no reservatório, a pressão da graxa, bem como garantir, a todas as linhas de distribuição, o suprimento das quantidades adequadas.

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Acessórios de lubrificação

• Talha

A talha serve para mover tambores de lubrificantes, podem ser manuais ou elétricas.

• Empilhadeira A empilhadeira é utilizada na estocagem de tambores.

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• Tanque

O tanque é utilizado para a limpeza do equipamento de lubrificação.

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• Misturador

O misturador é grandemente aplicado para se misturar óleo solúvel com água.

• Torneira

A torneira é utilizada para retirar óleo do tambor e é aplicada nos orifícios dos bujões de enchimento.

• Equipamento de retirada de óleo

Geralmente usam-se bombas manuais, que são instaladas no bujão de tambor.

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• Equipamento para retirada de graxa

A graxa, devido a sua consistência, exige a remoção da tampa e instalação de equipamento especial à base de ar comprimido que mantém comprimida contra a base do tambor, mediante uma chapa.

• Enchedores de pistola de graxa

São úteis para evitar contaminações. Podem ser manuais ou ar comprimido.

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• Pistolas portáteis para graxa

São usadas para lubrificação de grupos de equipamentos. Podem ser a ar comprimido ou a eletricidade.

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• Carrinhos de lubrificação

Devido a necessidade de se aplicar diferentes tipos de lubrificantes a vários equipamentos e em locais distantes, usam-se carrinhos de lubrificantes.

• Lubrificantes de fusos têxteis

São aparelhos utilizados para retirar óleo usado, limpar o recipiente e aplicar óleo novo.

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• Comboio de lubrificação

O comboio de lubrificação é utilizado no abastecimento de lubrificantes a empresas de construção e terraplanagem, na lubrificação de tratores, escavadeiras, motoniveladoras, guindastes e outros equipamentos, sem necessidade dos equipamentos se afastarem do local de operação. É montado em sólida plataforma, especialmente projetada para ser instalada sobre carroceria de caminhão. Além da plataforma, um comboio de lubrificação possui os seguintes componentes: propulsores de graxa, propulsores de óleo, carretéis porta-mangueira para graxa, carretéis portamangueiras para óleo, carretéis porta-mangueiras para ar e compressor de ar.

Propriedade dos óleos lubrificantes

Aditivos são compostos químicos, minerais ou orgânicos, solúveis no óleo, capazes de melhorar ou acrescentar algumas propriedades ao lubrificante.

Assim, a finalidade de se adicionar qualquer substância ao óleo deve ser melhorar certas propriedades do mesmo. Existem aditivos que atuam em mais de uma propriedade, assim, como para melhorar certas propriedades são necessários mais de um aditivo.

O conjunto de aditivos adicionados ao óleo deve ser compatível quimicamente e apresentar sinergismo.

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• Sinergismo

Quando o efeito de dois ou mais aditivos atuando simultaneamente é superior a soma dos efeitos de cada um deles atuando isolado.

• Anti-sinergismo

Quando o efeito de dois ou mais aditivos atuando simultaneamente é , inferior a soma dos efeitos de cada um deles atuando isolado.

• Óleos minerais puros

Ao se destilar o petróleo cru, obtém-se cinco grupos principais de produtos.

Denomina-se óleo “Mineral Puro” ao óleo derivado do petróleo que não contém nenhum aditivo, isto é, do jeito que é obtido na destilação é usado como lubrificante. Tais óleos possuem excelentes propriedades lubrificantes, porém, para certas aplicações em que é necessário um desempenho especializado do lubrificante, torna-se preciso recorrer aos aditivos.

Existem duas classes gerais de aditivos:

Os que afetam as características físicas do óleo.

a) Melhorador de índice de viscosidade b) Redutor do ponto de fluidez c) Elevador dos pontos de fulgor e inflamação d) Inibidor de espuma

Os que afetam as características químicas do óleo.

a) Anti-oxidante b) Anti-ferrugem c) Anti-desgaste d) Inibidor de espuma e) Dispersantes f) Emulsificantes g) Agente de oleosidade h) Agente de extrema pressão

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O recebimento

Um controle no recebimento é de fundamental importância para o bom desempenho dos lubrificantes em uma indústria. Para que ele seja feito de maneira eficiente, certas regras deverão ser sempre seguidas:

designar uma única pessoa responsável por essa tarefa, que deverá ter conhecimento das necessidades de lubrificação da fábrica.

a) Verificar se o produto que está sendo entregue está de acordo com o pedido feito e a nota fiscal.

b) Verificar se os lacres dos tambores e baldes não foram violados.

c) Verificar as condições da embalagem quanto a sua estrutura e identificação do produto.

A mercadoria, ao ser recebida, deve ser retirada do veículo transportador por meio de equipamentos adequados, tais como empilhadeiras, guinchos, talhas, etc. Plataformas de descarga ao mesmo nível dos veículos de transporte facilitam o manuseio dos volumes e diminuem o risco de avarias. Neste caso, o uso de carrinho ou empilhadeira reduz o tempo de descarga e oferece maior segurança.

Carrinho manual para movimentação de tambrores.

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