Relatorio 04 - Extração e Caracterização Bioquímica do Amido da Batata

Relatorio 04 - Extração e Caracterização Bioquímica do Amido da Batata

Universidade Federal do ABC

Transformações Bioquímicas

RELATÓRIO 04

Extração e Caracterização Bioquímica do Amido da Batata

Caroline Delcole Borsolari

Diego Rodrigo

Henrique de Abreu Piccolo

Jucilaine dos Santos Pereira

Lidia Furukawa

Profº Jiri Borecky

Santo André

2009

SUMÁRIO

PÁGINA

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 3

2 OBJETIVO .................................................................................................................... 5

3 MATERIAIS E MÉTODOS ........................................................................................ 6

3.1 Materiais ................................................................................................................. 6

3.2 Métodos ................................................................................................................... 7

3.2.1 Parte 1 – Extração do amido de batata .............................................................. 7

3.2.3 Parte 3 – Exame microscópico de grânulos de amido........................................ 7

3.2.3 Parte 3 – Exame microscópico de grânulos de amido ....................................... 7

3.2.5 Parte 5 – Pesquisa de poder redutor .................................................................. 7

4 RESULTADOS ............................................................................................................. 8

4.1 Parte 1 – Extração do amido de batata................................................................ 7

4.2 Parte 2 – Preparo da suspensão de amido............................................................ 7

4.3 Parte 3 – Exame microscópico de grânulos de amido......................................... 7

4.4 Parte 4 – Reação de caracterização com iodo...................................................... 7

4.5 Parte 5 – Pesquisa de poder redutor..................................................................... 7

5 DISCUSSÃO ................................................................................................................. 10

5.1 Parte 1 – Extração do amido de batata ................................................................ 7

5.2 Parte 2 – Preparo da suspensão de amido ............................................................ 7

5.3 Parte 3 – Exame microscópico de grânulos de amido ......................................... 7

5.4 Parte 4 – Reação de caracterização com iodo ...................................................... 7

5.5 Parte 5 – Pesquisa de poder redutor ..................................................................... 7

6 CONCLUSÃO ................................................................................................................ ?

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... ?

1 INTRODUÇÃO

Os polissacarídeos, que também são conhecidos como glicanos, consistem de monossacarídeos ligados por ligações glicosídicas. Eles são classificados como homopolissacarídeos ou heteropolissacarídeos, se forem constituídos por um tipo ou mais de monossarídeo. Como exemplos de polissacarídeos importantes na natureza, podemos destacar: o glicogênio, a celulose e o amido [VOET, 2006].

O amido, polissacarídeo de extrema importância em alimentos, é produzido em grande quantidade nas folhas dos vegetais como forma de armazenamento dos produtos da fotossíntese e é a forma de carboidrato mais comum na alimentação humana, representando cerca de 90% dos carboidratos da dieta. Ele é constituído por dois outros polissacarídeos estruturalmente diferentes: α-amilose e amilopectina [SOUZA & NEVES, 2009]

  • Amido

O amido é um alimento de reserva em plantas e um nutriente importante para os animais. Ele é uma mistura de glicanos que as plantas sintetizam como principal reserva de alimento, e está depositado no citoplasma das células de plantas como grânulos insolúveis compostos por α-amilose e amilopectina.

A α-amilose (Figura 1) é um polímero linear de milhares de resíduos de glicose ligados por ligações α(14). Apesar da α-amilose ser um isômero da celulose, ela possui propriedades estruturais muito diferentes. Isso ocorre porque as ligações β-glicosídicas da celulose causam nos resíduos sucessivos de glicose uma rotação de 180º em relação ao resíduo anterior, fazendo com que o polímero assuma uma conformação completamente distendida e facilmente empilhável. As ligações α-glicosídicas da α-amilose fazem com que ela adote uma conformação helicoidal irregularmente agregada (Figura 2).

FIGURA 1. Fórmula Estrutural da α-Amilose [SOUZA & NEVES, 2009]

FIGURA 2. Conformação Espacial da α-Amilose [SOUZA & NEVES, 2009]

A amilopectina (Figura 3) consiste principalmente dos resíduos de glicose ligados por ligações α(14), mas é uma molécula ramificada com pontos de ramificação α(16) a cada 24 a 30 resíduos de glicose, em média. As moléculas de amilopectina contém até 106 resíduos de glicose, o que as colocam entre as maiores moléculas presentes na natureza.

FIGURA 3. Fórmula Estrutural da Amilopectina [SOUZA & NEVES, 2009]

O armazenamento de glicose sob forma de amido reduz muito a pressão osmótica intracelular que resultaria do seu armazenamento na forma monomérica, já que a pressão osmótica é proporcional ao número de moléculas de soluto em um dado volume [VOET, 2006].

2 OBJETIVO

Extrair, purificar e secar o amido da batata para a caracterização bioquímica, através da realização de caracterização morfológica por microscopia óptica, reação de identificação com o iodo e reação qualitativa de identificação de açúcares redutores no amido utilizando o reagente de Benedict.

3 MATERIAIS E MÉTODOS

3.1 Materiais

  • Batata

  • Água destilada

  • Lugol

  • Regente de Benedict

  • Solução Glicose 1%

  • Solução Sacarose 1%

  • Solução Amido 1%

  • Liquidificador

  • Béquer 100mL Laborglás

  • Gaze

  • Estufa

  • Funil de Buchner

  • Balança Analítica

  • Bomba de Vácuo

  • Proveta 50mL de vidro Laborglás

  • Proveta 1L de vidro Laborglás

  • 5 tubo de ensaio com tampa

  • Suporte para tubos

  • Bico de Bunsen

  • Banho-maria 100ºC

  • Conta gotas

  • Pipetador

  • Pipeta

  • Pinça de madeira

  • Lâmina

  • Lamínula

  • Microscópio Zeiss PrimoStar

3.2 Métodos

3.2.1 Parte 1 – Extração do amido de batata (realizada pelos técnicos do laboratório)

Homogeneizou-se 50g de batata descascada no liquidificador com 200mL de água destilada. Filtro-se em gaze dobrada, recolhendo a suspensão de amido em uma proveta de 1L (Figura 4).

FIGURA 4. Filtragem da solução de batata homogeneizada com água.

Esperou-se o amido depositar-se no fundo da proveta por volta de 5 minutos (Figura 5). Desprezou-se o sobrenadante. Adicionou-se 100mL de água, agitou-se e deixou decantar por 5 minutos. Removeu-se o sobrenadante. Repetiu-se o procedimento por 5 vezes. Juntou-se o amido à 200mL de água destilada e filtrou-se em Buchner e deixou secar na estufa.

FIGURA 5. Amido da batata depositado no fundo da proveta.

3.2.2 Parte 2 – Preparo da suspensão de amido

Pesou-se 0,5g do amido seco e adicionou-se 50mL de água destilada (1,0%m/v).

3.2.3 Parte 3 – Exame microscópico de grânulos de amido

Adicionou-se 2mL da solução de amido do item 3.2.2 em dois tubos de ensaio numerados(1 e 2) sem tampa. Ferveu-se em bico de Bunsen um dos tubos até que a solução ficasse opalescente, sempre agitando (Figura X). Pingou-se uma gota de cada soluções, um em cada lâmina e cobriu-se com uma lamínula. Colocou-se no microscópio para observação. Pingou-se uma gota de lugol em cada lâmina e observou-se novamente no microscópio.

FIGURA 6. Fervura de tubo de ensaio contendo 2mL de solução de amido.

3.2.4 Parte 4 – Reação de caracterização com iodo

Usou-se 4 tubos de ensaio da seguinte forma:

  1. Adicionou-se 1mL de amido no tubo com tampa;

  2. Adicionou-se 1mL de amido no tubo sem tampa;

  3. Adicionou-se 1mL de água destilada no tubo sem tampa;

  4. Adicionou-se 1mL de glicose no tubo sem tampa;

Em seguida adicionou-se 1 gota de lugol à cada tubo e observou-se o resultado.

Aqueceu-se o tubo 1 tampado direto na chama. Observou-se. Após resfriar observou-se novamente. Repetir para o tubo com amido sem tampa.

3.2.5 Parte 5 – Pesquisa de poder redutor

Preparou-se 4 tubos de ensaio:

  1. 1,5mL de água e 1,0 mL de Benedict;

  2. 1,0 mL da amostra 1, 0,5mL de água e 1,0 mL de Benedict;

  3. 1,0 mL da amostra 2, 0,5mL de água e 1,0 mL de Benedict;

  4. 1,0 mL da amostra 3, 0,5mL de água e 1,0 mL de Benedict;

Colocou-se os tubos em banho-maria por 5 minutos e observou-se.

4 RESULTADOS

4.1 Parte 1 – Extração do amido de batata

4.2 Parte 2 – Preparo da suspensão de amido

4.3 Parte 3 – Exame microscópico de grânulos de amido

4.4 Parte 4 – Reação de caracterização com iodo

Antes de aquecer:

Amido - O amido ficou decantado na cor verde-musgo e a água da solução ficou verde/amarelada.

Glicose – Ficou uma solução amarela homogênea.

Água – Idem Glicose.

Depois de aquecer:

Aberto – Iodo evaporou e a solução voltou a ser transparente.

Fechado – A solução ficou azul escuro com sedimentos na parede do tubo.

4.5 Parte 5 – Pesquisa de poder redutor

Tubos 1 e 2 ficaram iguais a água pura.

Tubo 3 é a glicose – ficou marrom (ferrugem).

Obs.: Deve-se descobrir as soluções dos tubos 1 e 2 através do que o professor falou; que o amido tem um maior poder redutor do que a sacarose.

5 DISCUSSÃO

5.1 Parte 1 – Extração do amido de batata

5.2 Parte 2 – Preparo da suspensão de amido

5.3 Parte 3 – Exame microscópico de grânulos de amido

5.4 Parte 4 – Reação de caracterização com iodo

5.5 Parte 5 – Pesquisa de poder redutor

6 CONCLUSÃO

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- VOET, Donald; VOET, Judith G.: Bioquímica. 3ª Ed. Artmed: Porto Alegre, 2006. pp. 366-368.

- SOUZA, Karina A. F.D; NEVES, Valdir A.: Reação com iodo. Disponível em: www.fcfar.unesp.br/alimentos/bioquimica/praticas_ch/teste_amido.htm. Acesso em: 20/11/2009.

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