Projeto Político Pedagógico - Biomedicina UFPI

Projeto Político Pedagógico - Biomedicina UFPI

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As atividades acadêmicas desenvolvidas pelos alunos de Graduação em

Biomedicina, para efeito de integralização curricular correspondem a 120 horas, as quais serão desenvolvidas ao longo do curso e deverão ser registradas no Histórico Escolar do aluno, em conformidade com as normas internas da UFPI, a respeito do tema.

• Programas de Iniciação Científica

A iniciação científica constitui um elemento acadêmico que dá suporte à política de pesquisa institucional, sendo assim atrelada à excelência da produção científica na comunidade e à melhoria da qualidade da formação acadêmica dos egressos. Essa política de pesquisa institucional é sistematizada, vinculada ao fomento orçamentário interno ou externo para a realização de suas atividades e fornecedora de mecanismos de sustentação e de ampliação da pesquisa na Universidade. O programa de Iniciação Científica (PIBIC) é sustentado por elementos como a criação de um mecanismo permanente de fomento ao Programa que parta de agências governamentais como o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a FAPEPI (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Piauí) e de recursos próprios da Instituição.

Os recursos próprios da Instituição são utilizados com alunos do Programa de

Iniciação Científica que recebem incentivos financeiros por participarem do desenvolvimento de projetos de pesquisas com relevância institucional. Vinculado a este Programa está a Política de Bolsas Acadêmicas, que complementa o projeto de bolsas de estudos e destina-se aos alunos de graduação da Universidade para desenvolvimento de atividades de pesquisa sob supervisão de um docente orientador.

Os alunos são também incentivados à iniciação científica, recebendo orientações para as suas pesquisas acadêmicas, articuladas ou não com o Trabalho de Conclusão do Curso, e com projetos de alunos da Pós-Graduação Stricto Sensu. Além disso, há incentivo para a participação de alunos da Universidade em Programas de Iniciação Científica de Instituições Públicas de Pesquisa reconhecidas na comunidade científica.

No Programa de Iniciação Científica os alunos têm nessa atividade, um incentivo a excelência da sua formação acadêmica e a participação efetiva em projetos de pesquisa orientados por docentes devidamente credenciados. Compondo-se o Programa, estão aqueles projetos com mérito técnico-científico, com viabilidade de execução técnica e orçamentária, com a aprovação prévia pelo Núcleo de Pesquisa, que por sua vez conta com verba destinada ao fomento da pesquisa institucional prevista no orçamento programa da Universidade. O projeto também deve seguir a padronização institucional de um projeto de pesquisa viável do ponto de vista técnicocientífico e metodológico.

A Iniciação Científica objetiva despertar o interesse pela pesquisa e incentivar os alunos nesse sentido. Os alunos inscrevem-se, juntamente com um orientador qualificado e experiente, seu projeto de pesquisa, que será submetido à avaliação por professores pesquisadores da UFPI (pós-graduação). Após análise e aprovação das comissões, incluindo a do Comitê de Ética e Pesquisa, o projeto dará início e aluno poderá receber bolsas de pesquisa.

• Estágios não obrigatórios:

A Universidade Federal do Piauí entendendo que vivenciar o ambiente acadêmico não basta para formação completa do futuro profissional, busca incentivar os alunos na realização de estágios não obrigatórios normatizados. Os programas de integração empresa-escola são fundamentais para o conhecimento da vida profissional e estimulam o aluno na vida acadêmica.

Os programas de integração empresa-escola serão conduzidos pela

Coordenação de Estágio não obrigatório a qual propicia agilidade na intermediação entre o estagiário e a empresa e estabelece o convênio entre as partes. Também é possível ao aluno realizar estágios extracurriculares dentro da própria instituição, por meio da observação e participação da prática dos estagiários do último ano do curso ou de profissionais da área.

• Programa de Monitoria

O Programa de Monitoria tem como objetivo experimentar a vivência didáticopedagógica, sob a supervisão e orientação do professor responsável; promover reforço ao processo de ensino-aprendizagem e possibilitar um aprofundamento de conhecimento na área em que se desenvolve a monitoria.

É uma atividade que propicia espaço para rever conteúdos, discutir dúvidas e trocar experiências, aproximando cada vez mais o corpo discente e docente. Poderá ocorrer efetiva participação dos alunos do curso em Programas de Monitoria em várias disciplinas. Vale ressaltar que essa atividade será computada como Atividade Complementar.

• Cursos/Atividades em Áreas Afins

A participação do corpo discente em eventos de natureza técnico-científica, cultural e esportiva, dentro e fora da Instituição, faz parte das estratégias do curso em contemplar uma formação ampla, capaz de incrementar o conhecimento e o aculturamento dos alunos, incentivando-os na busca permanente da formação profissional e aprimoramento dos relacionamentos interpessoais. Para tanto há ações regulares de apoio à participação em atividades de extensão comunitária, congressos, visitas técnicas, seminários, palestras, exposições, cursos de extensão, dentro e fora da IES.

8.3 Estágios Supervisionados

Os estágios supervisionados são divididos em dois períodos, oitavo e nono períodos, com carga horária de 300 horas cada, o que corresponde a 20 créditos cada, de maneira que a carga horária dos estágios curriculares supervisionados somada às atividades complementares atingem 19,91% da carga horária total do Curso de Bacharelado em Biomedicina. Os estágios supervisionados serão realizados sob forma de internato e obedecerão a um esquema de rodízio, de tal forma que o aluno percorra todas as áreas. Os campos de estágio são organizados pela Coordenação do Curso e Coordenação de Estágio contemplando todos os níveis de atuação do profissional biomédico, incluindo pesquisa científica.

A coordenação de estágio do curso de biomedicina oferecerá campos de atuação, mediante estabelecimento de convênios com instituições públicas e/ou privadas dentro do estado do Piauí e nos demais estados da federação, possibilitando ao aluno a oportunidade de inclusão em projetos de pesquisa que o direcionem para a pós-graduação ou ainda poderão proporcionar a absorção desses profissionais pelo mercado onde estiver inserido. Os locais de estágios devem oferecer condições adequadas ao seu bom desenvolvimento.

Os alunos receberão orientação e supervisão individual pelos docentessupervisores da Instituição de Ensino em cada local de estágio. No caso dos alunos que optarem por fazer seus estágios fora do estado do Piauí, a unidade receptora destes alunos designará um tutor local para a co-orientação do trabalho desempenhado pelo estudante. O aluno será avaliado pelo docente-supervisor da universidade, e quando for o caso pelo seu tutor, quanto aos aspectos éticos e humanos, desempenho das atividades de estágio, apresentação do relatório de estágio e trabalho escrito. A instituição na qual o estágio será desenvolvido também participará do processo de avaliação do discente, avaliando o aluno quanto aos aspectos éticos, humanos e profissionais.

8.4 Trabalhos de Conclusão de Curso

Objetivando o aprimoramento e a integração dos conhecimentos construídos com a prática, o trabalho de conclusão de curso constitui-se num produto acadêmico monográfico ou sob a forma de artigo científico apresentado na pró-forma exigida pela revista a qual o artigo será submetido. O aluno terá a oportunidade de confeccionar um projeto e a partir dele desenvolver uma pesquisa, onde prática e teoria se complementarão.

O Trabalho de Conclusão de Curso - TCC será elaborado pelo aluno, sob a orientação de um professor do Curso, e quando for o caso sob orientação de um tutor do local de origem onde o aluno realizou seu estágio supervisionado, sendo obrigatória, a co-orientação de um docente do Curso de Biomedicina do CMRV - UFPI. O TCC terá como objeto análise questões levantadas no seu campo de pesquisa/estágio, exigindose uma exposição oral do Trabalho. A elaboração do trabalho deve seguir as normas científicas de apresentação e de organização dos resultados e das discussões, com a referida bibliografia nos moldes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O TCC terá carga horária total de 150 horas para o desenvolvimento dessa atividade, distribuídas em três momentos, TCC I com 60 horas, no 7º período do curso para a organização de idéias e elaboração do pré-projeto, TCC I com 45 horas, no 8º período do curso destinado a preparação e execução da pesquisa, sendo exigido ao final do período relatório para acompanhamento das atividades desenvolvidas pelo orientador e co-orientador TCC I com 45 horas, no 9º período do curso destinado a execução e finalização da pesquisa onde ao final do período o aluno terá que fazer confeccionar o trabalho escrito e a apresentação oral de sua monografia ou artigo científico resultado da pesquisa realizada.

9. CORPO DOCENTE E COORDENAÇÃO DO CURSO

O corpo docente será contratado mediante aprovação em concurso público.

A Coordenação Pedagógica do Curso de Graduação em Biomedicina será exercida por um professor graduado em Biomedicina, com titulação compatível com o cargo, escolhido através do processo de eleição direta, regulamentada por normas estabelecidas pela UFPI.

As suas atribuições estão previstas no Regimento/Estatuto da UFPI. 10. EMENTA DAS DISCIPLINAS E BIBLIOGRAFIA

1o PERÍODO

SEMINÁRIO I – INTRODUÇÃO AO CURSO DE BIOMEDICINA CH: 15 h CRÉDITOS: 1.0.0 PRÉ-REQUISITO(S): SEM PRÉ-REQUISITO

EMENTA: Apresentar ao aluno a estrutura física e funcional do curso e da instituição. Expor a filosofia, objetivo, metodologia do Curso de Biomedicina, perfil do profissional em formação, áreas de atuação, disciplinas com as respectivas ementas e critérios de avaliação.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA: PIAUÍ. UFPI. Estatuto da UFPI. Teresina: EDUFPI, 1999. PIAUÍ. UFPI. Regimento Geral da UFPI. Teresina: EDUFPI, 1999. PIAUÍ. UFPI. Projeto do curso de Biomedicina da UFPI. Teresina: EDUFPI, 2006. PIAUÍ. UFPI. Currículo pleno do curso de Biomedicina da UFPI. Teresina: EDUFPI, 2006. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

BIOMEDICINA: Um painel sobre o profissional e a profissão. CRBM e CFBM, 2009.

CH: 60 h CRÉDITOS: 4.0.0 PRÉ-REQUISITO(S): SEM PRÉ-REQUISITO

EMENTA: Funções matemáticas. Conceitos de limite, derivada, representação gráfica de funções polinomiais e integrais. Funções Exponenciais e Logarítmicas. Aplicação das funções logarítmicas.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA: BATSCHELET, E. Introdução à matemática para biocientistas. São Paulo: Interciência, 1984.

HOFFMAN, L. D. Cálculo: um curso moderno e suas aplicações. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1982.

IEZZI, G. et al. Matemática, ciências e aplicações. São Paulo: Atual, 1993. v. 3. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

KREYSZIG, E. Matemática superior. 2. ed. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1983. OKUMO, E.; CALDAS, I. L.; CHOW, C. Física para ciências biológicas e biomédicas. São Paulo, Harbra, 1996.

BIOLOGIA CELULAR CH: 60 h CRÉDITOS: 2.2.0 PRÉ-REQUISITO(S): SEM PRÉ-REQUISITO

EMENTA: Noções de microscopia e técnicas citológicas. Caracterização da célula como unidade funcional.

Diferenças entre células animais e vegetais. Estudos dos processos celulares, moleculares e bioquímicos. A energia nos sistemas vivos: fermentação, respiração aeróbica e fotossíntese. O ciclo de divisão celular.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA: ALBERTS, B.; JOHNSON, A; BRAY, D.; et al. Biologia Molecular da Celular. 4ª ed. Artmed, 2004. De ROBERTIS, E.M.F.; HIB, J. Bases da Biologia Celular e Molecular. Guanabara Koogan, 2006. GEOFFREY M. COOPER, ROBERT E. HAUSMAN. A Célula: uma abordagem molecular. 2ª ed. Artmed, 2005. JUNQUEIRA, L.C.U.; CARNEIRO, J. Biologia Celular e Molecular. Guanabara Koogan, 2005. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

ALBERTS, B.; BRAY, D.; HOPKIN, K.; et al. Fundamentos da Biologia Celular. 2ª ed. Artmed, 2006. De ROBERTIS, E.M.F.; HIB, J.; PONZIO, R. Biologia Celular e Molecular. Guanabara Koogan, 2003. LEHNINGER, A. L.;NELSON, D.L.; COX, M.M. Princípios de Bioquímica. 4ª ed. Sarvier, 2006. LODISH, H.; BERK, A.; ZIPURSKY, S; et al. Biologia Celular e Molecular. 5ª ed. Artmed, 2005. POLIZELI, M.L.T.M. Manual Prático de Biologia Celular. Holos, 1999. RAVEN, P.H.; EVERT, R.F.; EICHHORN, S.E. Biologia Vegetal. 6a ed. Guanabara Koogan, 2001. STRYER, L. Bioquímica. 5ª ed. Guanabara Koogan, 2004.

CH: 60 h CRÉDITOS: 2.2.0 PRÉ-REQUISITO(S): SEM PRÉ-REQUISITO

EMENTA: Soluções e unidades de concentração; Equilíbrio Químico; Métodos volumétricos: neutralização, precipitação, complexação e oxi-redução; Estrutura, propriedades físicas e principais reações dos compostos orgânicos; Estereoquímica; Estudo de compostos de interesse biológico.

BACCAN, N.; ANDRADE, J. C.; GODINHO, O. S. & BARONE, J. S. Química analítica quantitativa elementar. 3. ed. São Paulo: Edgard Blücher e Universidade Estadual de Campinas, 2001.

MORRISON, R. T.; BOYD, R. N. Química orgânica. 12. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulnbenkian, 1998. ATKINS, P. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Bookman, 2001. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

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