Algumas afecções ginecológicas

Algumas afecções ginecológicas

  • Doença Inflamatória Pélvica (DIP):

Inflamação da cavidade pélvica, decorrente da ascendencia de bacterias oriundas da vagina e do colo uterino.

  • Patologias concomitantes a DIP:

1) Salpingite:

Infecção das tubas uterinas, que pode ser aguda ou crônica.

2) Anexite:

Inflamação dos órgão anexos ao útero, ou seja ovários e tubas uterinas. Na maioria dos casos, ambos os órgãos são afetados, podendo afetar um ou os dois lados.

Podendo ser denominada Salpingo-ooforite.

  • Manifestações clinicas:

1) Secreção vaginal purulenta;

2) Dispareunia ( dor durante o ato sexual);

3) Algia pélvica abdominal inferior;

4) Dismenorréia ( menstruação dolorosa) ;

5)Disúria (dor ao urinar);

6) Febre;

7) Anorexia;

8) Náuseas;

9) Cefaléia;

10) Mal- estar generalizado;

  • Tratamento:

Tratamento ambulatorial com antibióticos de largo espectro para mulheres com infecções brandas. As que necessitam de um acompanhamento hospitalar, devem receber antibioticoterapia e liquidos por via intravenosa e também manter repouso no leito. No caso da paciente apresentar distensão abdominal ou íleo paralitico, faz-se necessária a intubação e a aspiração nasogástrica. Os parceiros sexuais destas pacientes devem ser tratados com doxiciclina 100 mg VO de 12 em 12 horas por 14 dias ou azitromicina 1 g VO dose única.

  • Cuidados de Enfermagem:

1) Manter a paciente em posição de semi- Fowler para facilitar a drenagem de secreções;

2) Controlar e registrar as características da secreção vaginal;

3) Analgesia conforme a prescrição médica;

4) Aplicação de calor no abdômen;

5) Estimular a higiene perineal freqüente;

6) Explicar a paciente sobre os procedimentos realizados e sobre a patologia;

  • Promoção do auto cuidado:

1) Explicar os sinais e sintomas e causas da DIP;

2) Incentivar o uso de preservativo;

3) Evidenciar a importância do exame ginecológico regular;

4) Estimular praticas saudáveis;

5) Descrever os cuidados perineais adequados, como por exemplo, limpar-se da frente para trás após evacuar ou urinar.

6) Falar sobre as possíveis complicações da DIP, como a gravidez ectópica em decorrência da obstrução;

  • CISTOS VULVARES:

Cistos são lesões formadas por cavidades epiteliais diminutas ou volumosas, por vezes esféricas, com conteúdo liquido ou semi-sólido.

  • Cisto de Bartholin:

Resulta da Obstrução de um ducto em uma das glândulas vestibulares

pareadas localizadas no terço posterior da vulva, proximo ao vestibulo.

A glândula de Bartholin é responsável pela lubrificação vaginal.

Este cisto é o tumor vulvar mais comum.Um cisto simples pode ser assintomatico,

no entanto, um cisto infectado ou abcesso pode causar muito desconforto.

A infecção pode se dar a partir de um organismo gonocócico, como Escherichia coli

ou Staphylococcus aureus, podendo gerar um abcesso, com ou sem envolvimento

dos linfonodos inguinais.

  • Cisto da glândula de Skene (para-uretrais):

As mulheres possuem um par de glândulas periuretrais também conhecidas como

glândulas de Skene que contribuem com a lubrificação vaginal pela secreção de

uma substância mucóide.

O cisto se dá a partir da obstrução do ducto glandular.

  • Cisto Vestibular:

Ocorrem inferiormente ao hímen.

  • Manifestações Clinicas:

1) Edema nas paredes vaginais;

2) Dispareunia;

3) Alteração no jato urinário, acompanhado de algia;

4) Pretuberância palpável e esférica exteriorizando-se na vagina;

  • Tratamento:

1) Antibioticoterapia (se houver infecção);

2) Banhos de assento (para drenar);

3) Remoção cirúrgica;

4) Ablação com nitrato de prata (ressecção);

  • SINDROME DO OVÁRIO POLICISTICO (SOPC):

A síndrome do ovário policístico é uma patologia endócrina complexa que envolve um distúrbio no eixo hipotalâmico-hipofisária e ovariana, resultando em anovulação crônica e excesso de androgênio.

As características incluem a resistência a insulina, hiperandrogenismo e dinâmica alterada da gonadotropina.

O cistos formam-se nos ovários porque o meio hormonal não pode provocar a ovulação em uma base regular. O inicio pode ser na menarca ou mais adiante.

As mulheres portadoras de SOPC, podem desenvolver resistência a insulina e a síndrome metabólica, podendo estar mais propicias ao diabetes e a distúrbios cardíacos.

Os sintomas estão ligados ao excesso de androgênio.

  • Manifestações Clinicas:

1) Menstruação irregular (em decorrência da ovulação irregular);

2) Infertilidade;

3) Hirsutismo (aumento anormal na quantidade de pêlos);

4) Obesidade;

  • Tratamento:

- Contraceptivos orais (para suprimir a atividade ovariana);

- Controle do peso;

- Metformina (para diminuir a hiperinsulinemia);

- Espironolactona (bloquei a ação de hormônios masculinos);

  • Assistência de Enfermagem:

A assistência de enfermagem na síndrome do ovário policístico, esta voltada para a orientação, pois as mulheres portadoras desta patologia podem apresentar-se com problemas ligados a auto-estima.

Devemos orientar estas pacientes com relação as medicações e seus possíveis efeito colaterais.

Para mulheres que desejam engravidar, demos ampliar estas orientações com relação as medicações que estimulam a ovulação, como por exemplo o clomifeno, sempre expondo as possibilidades.

  • Referências Bibliográficas:

WOLKOFF, Alexandre (2005). Dicionário Ilustrado de Termos Médicos e Saúde.

BRUNNER, L.S. SUDDARTH, D.S (2008). Tratado de Enfermagem Médico - Cirúrgica. 10ª ed.

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