A experiência cotidiana do atendimento da pessoa nos serviços de saúde e os resultados de pesquisas de avaliação desses serviços têm demonstrado que a qualidade da atenção ao usuário é uma das questões mais críticas do sistema de saúde brasileiro. r suas demandas e suas expectativas são fatores que chegam a ser mais valorizados que a falta de médicos, a falta de espaço nos hospitais, a falta de medicamentos etc.

Evidentemente, todos esses aspectos são importantes para a qualidade do sistema; porém,

as tecnologias e os dispositivos organizacionais, sobretudo numa área como a da saúde, não

funcionam sozinhos – sua eficácia é fortemente influenciada pela qualidade do fator humano e

do relacionamento que se estabelece entre profissionais e usuários no processo de atendimento.

É direito de todo cidadão receber um atendimento público de qualidade na área da saúde.

Para garantir esse direito, é preciso empreender um esforço coletivo de melhoria do sistema de

saúde no Brasil, uma ação com potencial pra disseminar uma nova cultura de atendimento

humanizado. Para isso, o Ministério da Saúde está lançando o Programa Nacional de

Humanização da Assistência Hospitalar, que apresenta propostas concretas e ações claramente

definidas.

O PNHAH propõe um conjunto de ações integradas que visam mudar substancialmente o

padrão de assistência ao usuário nos hospitais públicos do Brasil, melhorando a qualidade e a

eficácia dos serviços hoje prestados por estas instituições.

É seu objetivo fundamental aprimorar as relações entre profissional de saúde e usuário,

dos profissionais entre si e do hospital com a comunidade.

É fundamental a sensibilização dos dirigentes dos hospitais para a questão da humanização e para o desenvolvimento de um modelo de gestão que reflita a lógica do ideário deste processo: cultura organizacional pautada pelo respeito, pela solidariedade, pelo desenvolvimento da autonomia e da cidadania dos agentes envolvidos e dos usuários.

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