SOUZA, Aparecida Gonçalves de1; MOREIRA, Veridiana Mota2 , PEREIRA, Elisandro

técnica supracitada ao indivíduo em tratamento

A aplicação da massagem como recurso terapêutico para o tratamento de linfoedemas é conhecida há muito tempo. A massagem produz um aumento da absorção, transporte e fluxo linfático superficiais deslocando a linfa mais rapidamente. Estimula também pequenos capilares que se encontram inativos e aumenta a motricidade da unidade linfática. Este trabalho teve por objetivo descrever de maneira bibliográfica os princípios fisiológicos da linfodrenagem manual no organismo humano. A massagem de linfodrenagem ou drenagem linfática como é comumente conhecida é uma técnica complexa representada por um conjunto de manobras muito específicas, lentas, rítmicas e suaves, que atuam basicamente sobre o sistema linfático superficial visando drenar o excesso de liquido acumulado no interstício nos tecidos e dentro dos vasos, através das anastomoses superficiais linfo-linfáticas axilo-axilar e axilo-inguinal. Uma outra atuação é no sentido de dissolver fibroses linfostáticas que se apresentam em linfoedemas mais exuberantes. Para tanto, processos metodológicos devem ser realizados como o da evacuação e da captação. Estudos têm relatado que o processo de evacuação libera as vias linfáticas das regiões adjacentes à zona edemaciada, as quais receberão todo o líquido drenado. Visando drenar e absorver o líquido acumulado no interstício, executa-se o processo de captação sobre a região afetada. A captação só tem seu início quando se observa através da palpação um amolecimento da região afetada e uma diminuição do volume nas regiões mais proximais, significando que parte do líquido do linfoedema já fluiu, ou seja, foi evacuado. A direção, a pressão e a duração das manobras sempre são definidas na avaliação prévia que deve ser realizada por profissional capacitado ao identificar a extensão do comprometimento e as regiões para onde o líquido do edema deve ser evacuado. Preservar a integridade dos capilares que representam a principal via de drenagem dos linfoedemas é um dos cuidados especiais que não devem ser ignorados. Em casos de inflamações bem como infecções agudas, nas arritmias cardíacas graves e nos edemas sistêmicos de origem cardíaca ou renal, a linfodrenagem apresenta contra-indicações. Conclui-se, portanto, que o fisioterapeuta habilitado em linfoterapia apresenta com relevância uma bagagem de conhecimentos anatômicos, fisiológicos e patológicos no sentido de tornar significativos os efeitos da

PALAVRAS-CHAVE: massagem, linfodrenagem, fisioterapeuta.

1. Acadêmica do Curso de Fisioterapia (CEULJI/ULBRA) 2. Professora nos Cursos de Fisioterapia e Educação Física (CEULJI/ULBRA) 3. Coordenador do Curso de Fisioterapia (CEULJI/ULBRA)

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