Apostila Gerencial 2010 2 Eng FSMA

Apostila Gerencial 2010 2 Eng FSMA

(Parte 5 de 14)

3. A indústria ALFA teve os seguintes gastos de produção em outubro:

Total dos Gastos

R$

Matérias-primas e mão-de-obra direta

150,00 p/ unidade

Custos de produção fixos

150.000,00

No mês de outubro produziu 3.000 unidades, das quais 2.000 foram vendidas durante o mês, ao preço de venda de R$ 400,00 cada. Os impostos sobre as vendas representam 18%, e no mês as despesas operacionais fixas totalizaram R$150.000,00.

Com base nas informações disponíveis, supondo que não havia estoques em 30 de setembro, apure o resultado do mês de outubro, utilizando os métodos de custeio por Absorção e Variável. Calcule também o valor dos estoques finais.

RESPOSTA: Absorção: R$ 106.000,00 e Estoque Final: R$ 200.000,00

Variável: R$ 56.000,00 e Estoque Final: R$ 150.000,00

4. Apurar o Resultado e o estoque final pelos métodos de custeio por Absorção e Variável, utilizando a seguinte estrutura de custo, porém assumindo que, no mês de dezembro, a empresa Delta produza 50 e venda 30 unidades.

O preço de venda é de R$ 700,00 e não havia estoques iniciais.

Custos e Despesas Variáveis

R$

Matérias-primas por unidade produzida

80,00

Mão-de-obra direta por unidade produzida

20,00

Despesas Variáveis de Vendas por unidade

20,00

Custos e Despesas Fixas

R$

Custos Fixos de Produção

  • Depreciação

  • Mão-de-obra indireta

  • Outros custos

Despesas Gerais Fixas

500,00

5.500,00

4.000,00

4.000,00

RESPOSTA: Absorção: R$ 7.400,00 e Estoque Final: R$ 6.000,00

Variável: R$ 3.400,00 e Estoque Final: R$ 2.000,00

5. A indústria Mega está produzindo 90.000 unidades de seu único produto, com um custo variável unitário de R$ 84,00 e custo fixo unitário de R$ 28,00, apurado pelo método de custeio por absorção. Para atender a demanda de 125.000 unidades feita pelo mercado consumidor, ela passou a produzir 140.000 unidades de seu produto, mantendo inalterável a sua estrutura atual de custos. Considerando tais informações, o valor do estoque da Mega, ao final do novo período produtivo, será, em reais, de:

RESPOSTA: R$ 1.530.000,00

6. Beneficiadora de Resíduos de Pescados Boa Pesca Ltda.

A Boa Pesca Ltda. é uma pequena empresa cearense especializada na industrialização dos resíduos de pescados. Tais resíduos são adquiridos das diversas indústrias que exploram as atividades de pesca na região.

Um de seus principais produtos é um pó produzido com base na cartilagem de tubarão. Está comprovado cientificamente que esse pó é rico em cálcio e fósforo.

Cada pote de 100 gramas do produto acabado (pó de cartilagem de tubarão) é vendido por R$ 85,00.

Seguem as informações sobre os gastos do mês de novembro da Boa Pesca Ltda.

Beneficiadora de Resíduos de Pescados Boa Pesca Ltda.

Gastos do mês de novembro

R$

Gastos variáveis

Transporte dos resíduos de cartilagem de tubarão (matérias-primas)

10.000,00

Custo com demais matérias-primas e materiais diretos

14.200,00

Custo total com a mão-de-obra para a industrialização

11.500,00

Manutenção das máquinas da fábrica

1.000,00

Energia elétrica da fábrica

500,00

Comissões dos vendedores

3.000,00

Impostos sobre as vendas

10.400,00

Gastos fixos

Aluguel do prédio do escritório administrativo

1.500,00

Aluguel do prédio da fábrica

1.600,00

Energia elétrica do escritório

300,00

Seguro e vigilância da fábrica

700,00

Salários e encargos do pessoal administrativo

8.500,00

Depreciação das máquinas e equipamentos da fábrica

1.300,00

Depreciação das máquinas do escritório administrativo

250,00

Total dos gastos variáveis mais fixos

64.750,00

Durante o mês de novembro, foram produzidos 1.200 potes de pó de cartilagem de tubarão, com 100 gramas cada.

Com base nas informações anteriores, apure o resultado do mês de novembro e o saldo dos estoques de produtos acabados em 30 de novembro, com a utilização do:

a) método do custeio por absorção; Resp: R$ 21.950,00 e EF= R$ 10.200,00

b) método do custeio variável. Resp: R$ 21.050,00 e EF= R$ 9.300,00

Supondo que foram vendidos 900 potes de 100 gramas do produto acabado (pó de cartilagem de tubarão), por R$ 85,00 cada.

7. A fábrica Divina Delícia.

Após anos comercializando com grande sucesso os doces Compota e Cascão, a Fábrica Divina Delícia Ltda. iniciou uma fase difícil. Novos fabricantes, dotados de máquinas e equipamentos mais novos e eficientes, passaram a conquistar com cada vez mais intensidade o até então mercado cativo da Divina Delícia. O mercado para o produto Cascão tornou-se extremamente competitivo. A empresa que possuía uma capacidade instalada que permitia a produção de 600.000 kg mensais de doces, passou a produzir e comercializar apenas 250.000 kg. A indústria também fora obrigada a cortar o preço em quase 30%.

Em outubro do ano passado, Luiz Meira, diretor de Marketing e Finanças andava preocupado. Segundo suas palavras:

“Do jeito que as coisas andam, eu não sei não. Nossa rentabilidade está diminuindo ano a ano. Precisamos encontrar uma solução imediata. Talvez seja preciso eliminar o produto Cascão. Porém, creio que esta decisão pouco incrementaria as vendas do produto Compota.”

Para ajudar Meira em seu processo de tomada de decisões, foram fornecidos alguns dados contábeis financeiros da empresa do mês passado. Tudo o que é produzido é imediatamente comercializado.

Com base nesses números, elabore o DRE por produto da empresa, empregando o Sistema de Custeio por Absorção e os gastos totais com mão de obra direta como critério de rateio dos custos indiretos. Pede-se analisar:

  1. A lucratividade contábil do produto Cascão é, de fato, negativa?

  2. A fabricação do produto deveria ser suspensa?

DESCRIÇÃO DO GASTO

VALOR (R$)

Mão de obra direta alocada ao produto Compota (variável)

80.000,00

Preço por Kg do produto Compota

4,50

Materiais diretos consumidos (Compota = 70%, Cascão = 30%)

300.000,00

Outros custos indiretos (todos fixos)

50.000,00

Depreciação das máquinas e equipamentos fabris

60.000,00

Produção e vendas mensais do produto Cascão

150.000 Kg

Preço por Kg do produto Cascão

1,50

Mão de obra direta alocada ao produto Cascão (variável)

120.000,00

Produção e vendas mensais do produto Compota

100.000 Kg

Aluguel do galpão da fábrica

40.000,00

RESPOSTA:

Compota: R$ 100.000,00

Cascão: R$ (75.000,00)

ANÁLISE DO CUSTO/LUCRO/VOLUME

MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO

A análise da Margem de Contribuição é um instrumento que os gerentes usam para tomar decisões. Do ponto de vista da margem de contribuição, as despesas são classificadas como fixas ou variáveis. Os custos variáveis são deduzidos das vendas para obter a margem de contribuição. Os custos fixos são então subtraídos da margem de contribuição para obter a renda líquida. Essa informação ajuda o gerente a:

  1. Decidir sobre o que deve diminuir ou expandir uma linha de produção.

  2. Avaliar alternativas provenientes da produção, de propagandas especiais etc...

  3. Decidir sobre estratégias de preço, serviços ou produtos.

  4. Avaliar o desempenho.

Por exemplo, a análise da margem de contribuição indica como melhorar a utilização da capacidade da empresa, como formular o preço para uma concorrência e se deve aceitar um pedido mesmo que o preço de venda seja menor do que o preço normal.

Daí a necessidade de operar-se ao máximo a capacidade produtiva da empresa, porque quanto maior a produção, menor será o custo fixo por unidade, possibilitando um lucro maior.

EXEMPLO:

Suponhamos um produto X cujo preço de venda unitário seja R$15,00 e os custos variáveis sejam R$3,00 de matéria-prima e R$4,00 de mão de obra direta. Além desses custos variáveis, a empresa, por ocasião da venda, incorre no pagamento de comissões aos vendedores, à base de 5% do preço de venda, e de impostos, a base de 15% do mesmo.

A margem de contribuição unitária é dada pela fórmula:

MCUnitária= PV - CV - DV

onde:

MCU= margem de contribuição unitária

PV= preço de venda

CV= soma dos custos variáveis (por unidade)

DV= soma das despesas variáveis (por unidade)

No exemplo acima, aplicando-se a fórmula, teríamos:

MCU= 15,00 - (3,00 + 4,00) - (2,25 + 0,75)

MCU= 5,00

Podemos entender margem de contribuição como a parcela do preço de venda que ultrapassa os custos e despesas variáveis e que contribuirá (daí o seu nome) para a absorção dos custos fixos e, ainda, para formar o lucro.

Continuando com o exemplo, vimos que a MC unitária é de R$ 5,00 para absorver os custos fixos e gerar lucros. Se a empresa estiver produzindo e vendendo 300 unidades por período, a margem de contribuição total desse produto será igual a R$ 1.500,00 ( 300 x 5,00). Ou seja, o produto contribui com 1.500,00 para a absorção dos custos fixos e para a formação do lucro.

PONTO DE NIVELAMENTO OU EQUILÍBRIO

Antes que seu negócio possa gerar lucro, deve-se entender o conceito de equilíbrio. Para alcançar o equilíbrio nas linhas de produção e/ou serviço do departamento, deve-se calcular o volume de vendas necessário para cobrir os custos e como usar essa informação. Deve-se também entender como os custos reagem com as mudanças de volume.

A expressão ponto de equilíbrio, tradução de Break Ever Point (ponto de ruptura), refere-se ao nível de venda em que não há lucro nem prejuízo, ou seja, onde os custos totais são iguais as receitas totais. Os recursos gerados servem tão somente para remunerar os fatores de produção e operacionalização

Fórmula para o cálculo do ponto de equilíbrio:

PEcontábil = custos fixos (totais) + despesas fixas (totais)

MCUnitária

Onde MCUnitária = Pv – cv – dv

Ou:

PEcontábil = custos fixos (totais) + despesas fixas (totais)

Pv – cv – dv

EXEMPLO:

Supondo-se uma empresa com os seguintes dados:

Preço unitário de vendas R$ 500,00

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