Manual de Esterilização

Manual de Esterilização

(Parte 1 de 4)

Secretaria de Assistência à Saúde

Coordenação-Geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro

Divisão de Controle de Infecção Hospitalar Divisão de Enfermagem

Série A Normas e Manuais Técnicos, n.108

Brasília, DF Abril de 2001

2001. MINISTÉRIO DA SAÚDE

É permitida a reprodução parcial ou total, desde que citada a fonte. Série A. Normas e Manuais Técnicos, n.108 Tiragem: 500 exemplares

Secretaria de Assistência a Saúde Coordenação-geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro Rua México, 128, 9.° andar Rio de Janeiro – RJ CEP.: 20.031-148 Tel.: (21) 533 0875 Fax.: (21) 533 2494 / 2492

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Assistência à Saúde . Coordenação-Geral das

Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro Orientações gerais para Central de Esterilização / Ministério da Saúde, Secretaria de

Assistência à Saúde, Coordenação-Geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro. – Brasília : Ministério da Saúde, 2001.

56 p. : il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos; n. 108) ISBN: 85-334-0345-3

1. Central de Esterilização – Manual. I. Brasil. Ministério da Saúde.

Coordenação-Geral das Unidades Hospitalares Próprias do Rio de Janeiro. Divisão de Controle de Infecção Hospitalar. I. Título. II. Série.

CDU 614.48 NLM WX 165 DB8

/#01*7
1.1 P isos e Paredes8
1.2 J anelas8
1.3 I luminação8
1.4 Te mperatura8
1.5 V entilação e Exaustão do Calor8
1.6 Ambiente de Apoio8
2 .1 Recursos Humanos9
2.1.1 A Gerência9
2.1.2 Demais membros da equipe da Central de Esterilização9
2.1.3 Qu antitativo9
2 .2 Equipamentos10
2.2.1 I mportância dos Equipamentos10
2.2.2 Materiais permanentes e insumos10
2.2.3 E quipamentos Específicos10
2.2.4 Cuidados com os equipamentos específicos10
2.2.4.1Qualificação operacional no momento da instalação.........................10
2.2.4.2 Controle rotineiro do equipamento1
grandes mudanças no tipo de carga e/ou embalagens1
2.2.5 Manutenção Preventiva da Autoclave1

2.2.4.3 Checagem da função do equipamento após consertos, reformas e

3. 1 Classificação12
3.1.1 A rtigos Críticos12
3.1.2 A rtigos semicríticos13
3.1.3 A rtigos não-críticos13
3.2 Uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI)14
4. 1 Limpeza e secagem15
4.1.1 Limpeza15
4.1.2 Produtos Utilizados para Limpeza15
4.1.3 Secagem16
4.2 Métodos de Desinfecção de Artigos Hospitalares16
4.3 Princípios Ativos Utilizados para Desinfecção ou Esterilização Química17
4.3.1 Aldeídos17
4.3.2 Álcoois18
4.3.3 Compostos Inorgânicos Liberadores de Cloro Ativo18
4.3.5 Fenólicos19
4.3.6 Iodo e derivados19
4.3.7 Biguanidas19
4.3.8 Quaternário de Amônio19
4.3.9 Ácido Peracético20
4. 4 Métodos de Esterilização20
4.4.1 Métodos Físicos20
4.4.1.1 Vapor Saturado sob Pressão (autoclavação)21
4.4.1.2 Qualidade do Vapor21
4.4.1.3 Vapor Saturado Seco21
4.4.1.4 Vapor Saturado Úmido21
4.4.1.5 Vapor Saturado Superaquecido2
4.4.1.6 Calor seco (Estufas ou Fornos de Pasteur)23
4.4.1.7 Radiação23
4.4.2 Métodos Químicos23
4.4.3 Métodos Físico-Químicos24
4.4.3.1 Óxido de etileno (ETO)24
4.4.3.2 Peróxido de Hidrogênio24
4. 5 Invólucros25
4.5.1 Tipos de embalagens26
9 */#*6 ( 46)((26
5.1 Métodos de Monitorização e Esterilização26
5.1.1 Testes Físicos26
5.1.1.1 Avaliador de desempenho do esterilizador26
5.1.1.2 Qualificação térmica (termopares)26
5.1.1.3 Dosimetria de radiação27
5.1.2 Testes Químicos27
5.1.2.1 Indicadores Químicos27
5.1.2.2 Teste de Bowie & Dick (Passo a passo)28
5.1.3 Testes biológicos28
5.1.4 Teste de Esterilidade de controle biológico29
5.1.5 Avaliação de Esterilizantes Químicos29
5.1.6 Controle de Esterilização por Radiações Ionizantes: Gama ou Cobalto 6029
5.1.7 Monitorização dos Processos de Esterilização30
5.1.8 Prazo de Validade de Esterilização30
5.2 Validação dos Processos e Esterilização31
6. 1 Legislação Vigente32
6.1.1 Portaria n.º 3, de fevereiro de 198632
6.1.2 Portaria n.º 4, de fevereiro de 19863
6.2 Artigos Descartáveis x Artigos de Uso Único34
6.3 Reprocessamento e Reesterilização34
6 .4 Riscos no Processamento34
; .6<*37
7.1 Fluxograma da Central de Esterilização37
7.2 Fluxograma de Óxido de Etileno39
7.3 Fluxograma de Peróxido de Hidrogênio40
7.4 Fluxograma de Esterilização Física41
7.5 Fluxograma de Química42
/ <*46
Anexo IQuadro 1..............................................................................................................46
Anexo IQuadro 1 .............................................................................................................. 48
Quadro 249
Quadro 350
Anexo I. Quadro 151
Anexo IV. Quadro 152
Anexo VQuadro 1 .............................................................................................................. 53
4) #A/)54

O acelerado avanço tecnológico na área da saúde tem trazido aos profissionais dúvidas que nem sempre são esclarecidas com a mesma velocidade com que surgem.

No que diz respeito aos profissionais das Centrais de Esterilização, entendemos que os mesmos não estão alijados desse avanço e, especialmente, com a automação desse serviço é importante que mantenham-se informados acerca das contínuas inovações.

Na atualidade, múltiplas alternativas de processamento e reprocessamento de artigos são apresentadas. O profissional necessitará de informações que permitam optar pelo método que ofereça, além de segurança ao trabalhador, uma maior vida útil ao artigo, à preservação ambiental e à garantia da qualidade de uma importante fase do processo assistencial.

Nesta perspectiva, um grupo multiprofissional que atua nas Centrais de

Esterilização e Comissões de Controle de Infecção Hospitalar da rede própria do Ministério da Saúde, no Rio de Janeiro, entendeu ser relevante compilar informações referentes a essa temática, com o intuito de que estas sirvam como um consenso preliminar para nortear as ações básicas nessas Unidades, bem como fonte de consulta à comunidade científica.

Nestas orientações foram abordados aspectos relacionados à estrutura das centrais de esterilização, classificação de artigos, uso de equipamentos de proteção individual, processamento e reprocessamento de artigos hospitalares, fluxograma e controle de qualidade do processo de esterilização, incluindo, ainda, recursos humanos e equipamentos.

Destacamos que não se pretende ter este trabalho como esgotado, em virtude dos contínuos avanços e ainda por entendermos ser importante a continuidade a partir de contribuições de outros técnicos especializados nesta área, além deste grupo inicial.

A Central de Esterilização deve ser uma unidade de produção autônoma e independente do Centro Cirúrgico, considerando ser sua atividade meio, pois possui vários clientes e fornecedores.

Esta deve ser gerenciada por profissional de saúde devidamente habilitado.

A Portaria n.° 1.884/94/MS normatiza que estabelecimentos de saúde devem possuir Central de Esterilização, e segundo esta portaria, pode localizar-se fora ou dentro da Instituição. No Anexo 1, quadro 1, podemos observar os parâmetros básicos para instalação de uma Central de Esterilização, que resumidamente recomenda:

De cor clara Limpeza fácil Piso de preferência vinílicos

Amplas Altas e fechadas – quando a ventilação for feita por ar-condicionado Altas e abertas – proporcionando ventilação natural. Estas devem ser protegidas com telas milimétricas de nylon de forma a evitar entrada de vetores

Artificial Natural OBS: Ambas devem facilitar o desenvolvimento das atividades dos funcionários.

Adequada ao ambiente do processo de trabalho da Central de Esterilização entre 18° e 25°C

Manter a temperatura em níveis adequados ao conforto (18° a 25° C), principalmente na área onde se localizam as autoclaves

Vestiários para funcionários Sanitários Depósito de limpeza Acesso para manutenção dos equipamentos para esterilização física Sala administrativa

A complexidade dos processos de esterilização, o alto custo na aquisição de instrumentais cirúrgicos cada vez mais sofisticados e a demanda cada vez maior no uso desses materiais, exige investimentos na qualificação do profissional, na montagem e na manutenção da Central de Esterilização.

Ter pessoas qualificadas, equipamentos e insumos que acompanham a evolução tecnológica é garantir a qualidade do serviço prestado e manter em níveis reduzidos os riscos de agravo à saúde do cliente.

Neste sentido ousamos construir o perfil de pessoas que participam do processo de trabalho da Central de Esterilização:

A gerência da Central de Esterilização deve ser ocupada por profissional da saúde de nível superior com qualificação específica, experiência na área, que responda legalmente por todas as ações ali realizadas. O enfermeiro “ ! "#

Devem possuir no mínimo o 1.° grau completo, ter afinidade com o processo de trabalho, compreender a importância dos procedimentos e saber executá-los corretamente.

Isto posto, ressaltamos alguns valores que devem ser relevantes para esta equipe:

Ter competência técnica; Inspirar confiança e credibilidade; Planejar e organizar; Ser atento; Ter postura profissional; Ter espírito de trabalho em equipe; Possuir responsabilidade profissional; Estar atento às regras básicas de assepsia e antissepsia; Estar envolvido em processos de educação continuada.

O quantitativo de pessoas necessárias para impulsionar a Central de

Esterilização está diretamente relacionado ao porte da Instituição, a produção e a jornada de trabalho da equipe.

Ao planejar uma Central de Esterilização deve-se levar em conta o tipo e a previsão correta dos equipamentos, tais como:

A complexidade de atendimento da Instituição Volume e características do material a ser esterilizado Disponibilidade de recursos financeiros

A previsão correta dos equipamentos leva a médio prazo à redução do custo da mão de obra e o aumento da vida útil dos instrumentais e materiais submetidos aos processos de limpeza e esterilização.

Em uma Central de Esterilização podemos dizer que basicamente existem dois tipos de recursos materiais:

Lavadoras termo-desinfectadoras Máquina seladora de embalagens Embalagens Cestos suspensos para armazenamento de materiais a serem esterilizados e/ou estéreis Carrinho de transporte interno na Central de Esterilização e externo, para diversos setores Lupa

Autoclave – vácuo pulsátil Autoclave – gravitacional Autoclave – alto-vácuo Autoclave – óxido de etileno Autoclave – peróxido de hidrogênio

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Nesta etapa deve estar presente, além do enfermeiro da Central de

Esterilização e do serviço de engenharia clínica, o fabricante.

Checar manômetros, vacuômetros e termômetros. Validar a autoclave conforme indicação do fabricante ou normas vigentes. Guardar os registros da validação controlando sua periodicidade.

Realizar manutenções corretivas e/ou preventivas nos equipamentos de forma a montar o histórico dos mesmos. Nos casos de manutenção preventiva, o setor de engenharia clínica deve manter registros de suas realizações (cronograma e ! !$% ) bem como controlar sua periodicidade. Fazer teste físico com termopares para assegurar que os registradores externos de temperatura sejam fiéis à temperatura interna da câmara e que haja uniformidade e estabilidade de temperatura dentro do esterilizador. Fazer ensaio de esterilização com o uso de indicadores biológicos com vários tipos de cargas. Checar tempo de cada fase do ciclo.

Registrar a cada ciclo o desempenho dos manômetros, vacuômetros e termômetros, ou no mínimo uma vez ao dia, por meio de formulário específico, mantendo-o com registro; Utilizar indicadores químicos externos em todos os pacotes e preferencialmente anexá-los ao prontuário do paciente; Utilizar indicadores biológicos uma vez ao dia ou, no mínimo, semanalmente; Utilizar teste de Bowie & Dick em autoclaves pré-vácuo, na primeira carga do dia; Estabelecer um calendário de manutenção preventiva; Utilizar sempre que possível integradores em todos os pacotes (indicador químico interno).

É importante nesta fase que sejam feitos testes para assegurar que não houve comprometimento da função do equipamento.

Fazer teste de Bowie & Dick em autoclaves pré-vácuo. Registrar o desempenho dos manômetros, vacuômetros e termômetros. Utilizar indicador biológico em pelo menos uma carga teste.

Realizada por serviço contratado ou pela engenharia do próprio hospital. Os procedimentos devem ser registrados e o manual do aparelho consultado.

Diariamente:- limpar dreno

- verificar ralo da câmara interna

- limpar a câmara interna do aparelho

Quinzenalmente: - limpar filtros, válvulas de retenção, gerador e purgadores - verificar as borrachas de vedação da porta

- lubrificar a guarnição com silicone líquido

Mensalmente: - verificar elementos filtrantes - verificar ajuste de fechamento de porta

- verificar troca da guarnição da tampa

- verificar acionamento manual das válvulas de segurança

- verificar grau de impregnação dos elementos hidráulicos. Se necessário, desimpregnar.

Anualmente: - teste e avaliação hidrostática e aferição dos instrumentos de controle. - validação do equipamento

- calibração dos instrumentos de medida que integram o equipamento

As manutenções mensais devem ser realizadas pelo fabricante, ou empresa devidamente capacitada a realizar o serviço, sendo que este deve ser acompanhado por um profissional de engenharia clínica.

• A engenharia clínica deve ter cronograma pré-agendado junto à Central de Esterilização para realização da manutenção.

• Em caso de mudanças no cronograma a engenharia clínica deve comunicar em tempo hábil a Central de Esterilização.

• Seguir o ! !$% indicado pelo fabricante e/ou acordado com a engenharia clínica do hospital.

• A Central de Esterilização deve disponibilizar o equipamento no dia e hora estabelecido no cronograma.

• A engenharia clínica é responsável pelo controle da periodicidade das visitas bem como a guarda de documentos relativos a ocorrências diversas.

No Anexo 4, quadro 1, podemos observar a causa dos principais defeitos de funcionamento das autoclaves.

Os artigos hospitalares são definidos de acordo com o grau de risco de aquisição de infecções, nas seguintes categorias: críticos, semicríticos e nãocríticos. Esta classificação irá nortear a escolha do processo de desinfecção ou esterilização a ser utilizado.

São assim denominados em função do alto risco de infecção, se estiverem contaminados com qualquer microorganismo ou esporos (forma de resistência). São artigos que entram em contato direto com tecidos ou tratos estéreis, devendo portanto, ser submetidos ao processo de esterilização.

São aqueles que entram em contato com a pele não íntegra e membranas mucosas. Devem ser submetidos no mínimo à desinfecção. Em algumas circunstâncias a esterilização é desejável pelo risco do artigo tornar-se crítico, como em lesões acidentais de mucosas.

Dificuldades técnicas e riscos inerentes aos processos de desinfecção química também concorrem para a indicação da esterilização.

São os que entram em contato com a pele íntegra e que somente necessitam desinfecção de médio ou baixo nível, quando reutilizados entre pacientes. Esta medida tem por objetivo bloquear a transmissão de microrganismos.

Relacionamos, abaixo alguns artigos com a respectiva classificação:

Metais sem/ fio de corte; metais sem/ motor; instrumental cirúrgico

Inaladores, máscaras de nebulização, extensores plásticos, ambú, cânula de Guedel, acronebulizacão

Termômetro

Tecido para procedimento cirúrgico (ex: enxerto vascular)

Válvulas de ambú com componentes metálicos Máscaras de ambú

Esfigmomanômetro coberto por plástico

PVC, nylon, plástico Circuitos de respiradores

Cânula endotraqueal

Esfigminomanômetro: coberto por brim

Tubos de Látex, Acrílico, Silicone, teflon

Lâmina de laringoscópio (sem lâmpada) Lâmpada do laringoscópio

Cabo de laringoscópio

Vidraria e borracha para aspiração

Espéculos vaginais, nasais, otológicos (metálicos).

Comadres e patinhos

Peças de mão dos motores

Endoscópios do trato digestivo e respiratório

Bacias, cubas, jarros e baldes

Fibra ótica:endoscópios, artroscópios, laparoscópios, aparelhos de cistoscopia

Mamadeira Bicos de mamadeira Utensílios plásticos para preparo das mamadeiras Copos e talheres

Recipiente p/ guardar mamadeiras e bicos já processados e embalados

Apresentamos nos anexo 2, quadros 1, 2 e 3, planilhas contendo diferentes métodos/processos relacionados aos artigos, devidamente classificados em consonância com a definição acima descrita, que são comumente processados na Central de Esterilização, para utilização na assistência.

A manipulação de agentes químicos, de contato com altas temperaturas e de materiais contaminados por material biológico, requer medidas de segurança aos profissionais. Precauções padrão devem ser adotadas independentemente do grau de sujidade do artigo e da toxicidade dos produtos químicos a serem manipulados. Portanto é imprescindível o uso do EPI.

Tais equipamentos também devem ser utilizados em todas as etapas do processo, sempre relacionando a atividade ao equipamento.

Devem ser utilizados para garantir a segurança do profissional ao se expor a substâncias químicas, gases tóxicos, riscos de perfuração ou corte e ao calor, prevenindo assim acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais. A tabela abaixo indica quais são os EPI necessários para cada procedimento.

É importante frisar que todo processo de desinfecção ou esterilização deve ser precedido pela limpeza e secagem rigorosas dos artigos, devendo todo artigo sujo com sangue ou secreções ser considerado contaminado.

A imersão de artigos sujos em soluções germicidas possui limitações; “é desconhecido o nível de proteção oferecido por este processo, uma vez que todas estas soluções sofrem redução de atividade, em maior ou menor grau em presença de matéria orgânica. Além desta, outras desvantagens podem ser citadas, como: o alto custo envolvido, a impregnação da matéria orgânica nos artigos, a toxicidade dos produtos e o aporte de grandes volumes de desinfetantes na rede de esgoto, acarretando possíveis danos ambientais.”

Falhas na limpeza dos artigos impedem a esterilização, pois sujeira e gordura atuam como fatores de proteção para os microorganismos, agindo como barreira para o contato com agentes esterilizantes químicos, físicos ou físicoquímicos.

A limpeza de artigos deve ser feita preferencialmente por equipamentos que utilizem processos físicos, como lavadoras termo-desinfetadoras, pois promovem limpeza e descontaminação simultâneas, reduzindo a manipulação do material contaminado.

Detergentes enzimáticos facilitam a ação mecânica, reduzindo potencialmente os riscos ocupacionais. Agem removendo a matéria orgânica, são atóxicos e biodegradáveis.

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