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• INDICAÇÕES • Pneumotórax hipertensivo

• Hemotórax

• Empiema

• Quilotórax

•Pneumotórax com colapso vascular

• MATERIAL NECESSÁRIO •1 pinça tipo Halsted reta

•1 pinça tipo Mixter-baby

•1 porta-agulhas

•1 tesoura reta ponta fina

•1 pinça tipo Adson com dentes

•1 pinça tipo Adson sem dentes

•1 cabo de bisturi nº 3

•1 pinça tipo Allis

•1 lâmina de bisturi

•1 campo fenestrado

•2 fios mononylon 3-0

•2 seringas de 10 e 5 ml

•1 agulha de insulina

•lidocaína a 2% (sem adrenalina)

•cateter: sonda de aspiração traqueal nº 10 e 12 ou Trocar torácico (Argyler R ) nº 8 e 10

•Kit tórax para drenagem torácica

∗Via Anterior:

Incisão entre o 1º e 3º espaços intercostais (linha hemiclavicular). Evitar a região do mamilo.

A maioria dos drenos devem ser localizados anteriormente (82%), facilitando a drenagem do ar (pois o RN fica a maior parte do tempo em posição dorsal).

Tem fixação difícil. Não é local bom para a drenagem de líquidos e secreções. Tem a desvantagem do local da incisão ser próximo da glândula mamária e da artéria mamária interna, com risco de lesão das mesmas.

∗Via Lateral:

Incisão entre o 4º e 6º Espaço Intercostal (linha axilar média) A maior parte dos drenos se localizará nas porções posteriores do tórax, dificultando a drenagem de ar. Tentar direcionar a ponta do cateter para as porções mais posteriores.

É bom para a drenagem de líquidos e secreções.

É questionável o melhor local para a incisão: damos preferência à via lateral tanto para o pneumotórax como para a drenagem de secreções e líquidos:

∗Tomar todos os cuidados com a assepsia (solução de clorexidina a 5%)

∗Anestesia local com lidocaína a 2% sem adrenalina (0,1 a 1 ml), subcutânea com agulha de insulina

∗Incisão da pele com cerca de 0,5 a 1 cm

∗Divulsionar o tecido celular subcutâneo e o tecido muscular com pinça tipo Mixter-baby (entrar com a pinça na borda superior da costela inferior para evitar a lesão de estruturas vasculares e nervosas que estão na borda inferior)

∗A seguir perfura-se a cavidade pleural

∗Inserir o cateter de drenagem clampeado com a ajuda da pinça Mixter-baby. Se a via for lateral, direcioná-lo no sentido ântero-superior; e no sentido caudal quando a via for anterior

∗Antes de iniciar a drenagem medir a distância em cm do local da incisão até o ponto médio da clavícula (esta distância corresponde ao comprimento do dreno a ser inserido). Esta medida deve ser marcada no dreno com uma pinça Kelly tipo mosquito

∗Conectar o dreno torácico ao frasco de drenagem (selo d’água: deixar o dreno 1 cm abaixo do nível da água)

∗Retire o clampe do dreno e verifique seu funcionamento

∗Fixar o dreno com fio mononylon 3-0

∗RX de tórax: é obrigatório para a localização do dreno. Quando bem localizado, a sua extremidade deve estar na porção anterior e superior do hemitórax acometido, com esvaziamento do pneumotórax.

∗Observar os mesmos procedimentos acima citados. ∗Introduzir o cateter paralelo à pele.

∗Assim que for sentida a perfuração da pleura parietal, retirar imediatamente o trocar para evitar lesão pulmonar.

∗Quando o dreno for uma sonda , escolher de preferência a traqueal, com um orifício terminal e um lateral próximo à extremidade

ASPIRAÇÃO CONTÍNUA Indicada para um melhor esvaziamento do ar

O frasco de escape deve ter pressão negativa de cerca de 15 cm a 20 cm de água de pressão negativa e pressão de aspiração em torno de 10 a 20 cm de água. Na nossa experiência temos utilizado apenas o frasco 2 conectado ao vácuo. RETIRADA DO DRENO TORÁCICO ∗RX sem evidência de ar na cavidade pleural

∗Sem borbulhamento ou oscilação do sistema de selo d’água ou usando a aspiração contínua:

∗Desligar por 2 a 24 horas, observando a ocorrência ou não do acúmulo de ar. Se não ocorrer acúmulo de ar, clampear o dreno por 6 a 12 horas, retirando-o quando não houver acúmulo de ar.

∗Quando a ponta do dreno fica localizada posteriormente, o ar tende a acumular-se anteriormente, como vemos.

∗O dreno se esbarra no esôfago e dobra

∗Na posição anterior, o dreno pode estar introduzido em excesso, podendo atingir o mediastino, com resultante falha na drenagem. COMPLICAÇÕES ∗Laceração ou perfuração pulmonar

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