Apostila da Cemig - Instalações Residenciais

Apostila da Cemig - Instalações Residenciais

(Parte 5 de 6)

Dentre as competências e atribuições do INMETRO destacam-se:

•Gerenciar os sistemas brasileiros de credenciamento de Laboratórios de

Calibração e de Ensaios e de organismos de certificação e de inspeção; •Fomentar a utilização de técnicas de gestão da qualidade na indústria nacional;

•Coordenar a Rede Brasileira de Laboratórios de Calibração (RBC), a Rede

Brasileira de Laboratórios de Ensaios (RBLE) e a Rede Nacional de Metrologia Legal (RNML);

•Fiscalizar e verificar os instrumentos de medir empregados na indústria, no comércio e em outrasatividades relacionadas à proteção do cidadão e do meio ambiente;

•Coordenar a participação brasileira em organismos internacionais relacionados com os seus objetivos; •Secretariar o Conmetro e seus comitês técnicos;

•Desenvolver atividades de pesquisa básica e aplicada em áreas críticas da metrologia; •Realizar os trabalhos inerentes à metrologia legal;

•Difundir informações tecnológicas, notadamente sobre metrologia, normas, regulamentos técnicos e qualidade; •Supervisionar a emissão de regulamentos técnicos no âmbito governamental;

•Promover e supervisionar o sistema de normalização técnica consensual;

•Prover o país de padrões metrológicos primários, estruturar e gerenciar o sistema de referências metrológicas brasileiras e assegurar rastreabilidade aos padrões metrológicos das redes brasileiras delaboratórios credenciados;

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•Delegar competência supervisionada a outras instituições para atuarem como referência metrológica nacional em áreas críticas para as quais não detém a competência técnica ou laboratorial;

•Conquistar o reconhecimento internacional do sistema de metrologia e do sistema brasileiro de credenciamento de laboratórios, de organismos de certificação e de organismos de inspeção.

NOTA:É importante também, consultar outros sites na Internet para manter-se informado e atualizado. Como exemplo, tem-se muitos bons sites de fabricantes de equipamentos elétricos. Nesse caso, além das informações técnicas sobre os produtos fabricados, costuma-se encontrar também, literaturas técnicas sobre diversos assuntos ligados a eletricidade.

Em caso de dúvidas, deve-se utilizar o e-mail (“Fale Conosco”) do fabricante, para saná-las. Grande parte dos fabricantes têm o telefone 0800 (ligação gratuita), que também deve ser utilizado para sanar as dúvidas.

Exercícios

1 –Qual é a potência do transformador necessária para se ligar um motor de 7,5 cv com FP = 0,65? Calcular a corrente que circula pelo circuito para tensão igual a 220 Volts.

2 –Calcular o fator de potência de um transformador de 15 kVA a plena carga (100%), alimentando uma carga de 7,5 kW.

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CAPÍTULO 2 CIRCUITOS ELÉTRICOS RESIDENCIAIS

2.1 – Introdução

Antes de iniciar propriamente o Capítulo 2 “Circuitos Elétricos Residenciais”, serão abordadas algumas informações gerais, que poderão ser importantes para a compreensão deste Manual.

As instalações elétricas de baixa tensão são regulamentadas pela Norma Brasileira vigente, a NBR 5410/97 “Instalações Elétricas de Baixa Tensão” da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Essa Norma, também conhecida como NB 3, fixa os procedimentos que devem ter as instalações elétricas: PROJETO, EXECUÇÃO, MANUTENÇÃO e VERIFICAÇÃO FINAL, a fim de garantir o seu funcionamento adequado, a segurança das pessoas e de animais domésticos e aplica-se às instalações elétricas (novas e reformas das existentes) alimentadas sob uma tensão nominal igual ou inferior a 1.0 Volts em Corrente Alternada (CA).

As Concessionárias de energia por sua vez, fornecem a energia elétrica para os consumidores de acordo com a carga (kW) instalada e em conformidade com a legislação em vigor – Resolução no456 “Condições Gerais de Fornecimento de Energia Elétrica” de 29/1/0, da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, que estabelece os seguintes limites para atendimento:

a) Tensão Secundária de Distribuição – Grupo B (Baixa Tensão):Quando a carga instalada na unidade consumidora for igual ou inferior a 75 kW. Os consumidores do Grupo B são atendidos na tensão inferior a 2.300 Volts. No caso da CEMIG, os consumidores são atendidos na tensão 220/127 Volts (Trifásico); b) Tensão primária de distribuição inferior a 69 kV:Quando a carga instalada na unidade consumidora for superior a 75 kW e a demanda contratada ou estimada pelo interessado, para o fornecimento, for igual ou inferior a 2.500 kW. No caso da CEMIG, os consumidores são atendidos geralmente na tensão de 13.800 Volts (Trifásico); c) Tensão primária de distribuição igual ou superior a 69 kV:Quando a demanda contratada ou estimada pelo interessado, para o fornecimento, for superior a 2.500 kW.

Da legislação em vigor, a Resolução da ANEEL no456, de 29/1/0, foram retiradas as seguintes definições:

a) Carga instalada:soma das potências nominais dos equipamentos elétricos instalados na unidade consumidora, em condições de entrar em funcionamento, expressa em quilowatts (kW).

Manual de Instalações Elétricas Residenciais b) Consumidor:pessoa física ou jurídica, ou comunhão de fato ou de direito, legalmente representada, que solicitar a concessionária o fornecimento de energia elétrica e assumir a responsabilidade pelo pagamento das faturas e pelas demais obrigações fixadas em normas e regulamentos da ANEEL, assim vinculando-se aos contratos de fornecimento, de uso e de conexão ou de adesão, conforme cada caso. c) Contrato de adesão:instrumento contratual firmado entre a Concessionária de

Energia Elétrica e o Consumidor cuja unidade consumidora seja atendida em Baixa Tensão (Grupo B), com cláusulas vinculadas às normas e regulamentos aprovados pela ANEEL, não podendo o conteúdo das mesmas ser modificado pela concessionária ou consumidor, a ser aceito ou rejeitado de forma integral. d) Unidade consumidora:conjunto de instalações e equipamentos elétricos caracterizado pelo recebimento de energia elétrica em um só ponto de entrega, com medição individualizada e correspondente a um único consumidor.

O Artigo 3º Resolução da ANEEL no456, de 29/1/0, estabelece que efetivado o pedido de fornecimento de energia elétrica à concessionária, esta cientificará ao interessado quanto à obrigatoriedadede:

a)observância, nas instalações elétricas da unidade consumidora, das normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNTou outra organização credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - CONMETRO, e das normas e padrões da concessionária, postos à disposição do interessado; b)instalação, pelo interessado, quando exigido pela concessionária, em locais apropriados de livre e fácil acesso, de caixas, quadros, painéis ou cubículos destinados à instalação de medidores, transformadores de medição e outros aparelhos da concessionária, necessários à medição de consumos de energia elétrica e demandas de potência, quando houver, e à proteção destas instalações; c)declaração descritiva da carga instalada na unidade consumidora; d)celebração de contrato de fornecimento com consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “A”; e)aceitação dos termos do contrato de adesão pelo consumidor responsável por unidade consumidora do Grupo “B”; f)fornecimento de informações referentes a natureza da atividade desenvolvida na unidade consumidora, a finalidade da utilização da energia elétrica, e a necessidade de comunicar eventuais alterações supervenientes.

As Normas vigentes da CEMIG, ND 5.1 “Fornecimento de Energia Elétrica em

Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Individuais”, a ND 5.2 “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Coletivas” e a ND 5.5 “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão Secundária – Rede de Distribuição Subterrânea”, estabelecem que as unidades consumidoras ligadas em baixa tensão (Grupo B) podem ser atendidas das seguintes maneiras:

Isolador ou olhal

Alça preformada p/ cabo multiplexado

Condutor faseCondutor neutro

Cabo multiplexado (Duplex, triplex ou quadruplex)

Conector Ampactinho, tipo cunha ou compressão H

Condutores do ramal de entrada

Recomposição da conexão

5 voltas - fita PVC isolante

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•A dois fios: - uma Fase e um Neutro

- tensão de 127 V;

•A três fios: - duas Fases e um Neutro

- tensões de 127 e 220 V, ou

- tensões de 127 e 254 V;

•A quatro fios: - três Fases e um Neutro

- tensões de 127 e 220 V.

NOTA:O que determina se a unidade consumidora será atendida por 2, 3 ou 4 fios, será em função da carga (kW) instalada. As Normas referenciadas anteriormente neste subitem 2.1, estabelecem os procedimentos que deverão ser seguidos.

A Norma vigente da CEMIG ND 5.1 “Fornecimento de Energia Elétrica em Tensão

Secundária – Rede de Distribuição Aérea – Edificações Individuais” estabelece os seguintes tipos de ligações para as unidades consumidoras residenciais, de acordo com a Tabela 2.1 a seguir:

TIPOS DE CARGAS LIGAÇÃO LIGAÇÕES Fases Fios

Observação: Deve-se consultar as Normas vigentes da CEMIG quanto a restrição de alguns tipos de cargas a serem instaladas/ligadas e a caracterização dos diversos tipos de ligação.

A Fatura de Energia Elétrica é definida pela Resolução da ANEEL no456, de 29/1/0, como a nota fiscal que apresenta a quantia total que deve ser paga (R$) pela prestação do serviço público de energia elétrica, referente a um período especificado, discriminando as parcelas correspondentes.

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A Fatura de energia é também conhecida como Conta de Energia.É importante salientar, que de acordo com a legislação em vigor, a Resolução da ANEEL no 456, de 29/1/0, as unidades consumidoras residenciais atendidas pela CEMIG, terão as seguintes considerações básicas em relação a sua Fatura (conta) de Energia:

1. Unidade consumidora atendida a dois fios e faturada pela Tarifa Social:

a)toda unidade consumidora com consumo mensal inferior a 80 kWh, calculado com base na média móvel dos últimos doze meses, será faturada pela Tarifa Social, desde que o consumo mensal não ultrapasse por duas vezes a 80 kWh; b)toda unidade consumidora com consumo mensal maior ou igual a 80 kWh e até 220 kWh, calculado com base na média móvel dos últimos doze meses, desde que o seu titular seja inscrito como beneficiário em um dos seguintes programas “Bolsa Escola”, “Bolsa Alimentação” e “Cartão Cidadão do Governo Federal”.

O consumidor que se enquadrar em uma dessas condições deverá se cadastrar na concessionária, com a fatura de energia elétrica e com o cartão de inscrição em um dos programas acima mencionados.

2. Unidade consumidora residencial atendida a dois fios e não classificada como baixa renda: não terá descontos escalonados nas tarifas de energia elétrica. Será cobrada a tarifa plena da classe Residencial. O consumo mínimo mensal de energia a ser faturado será de 30 kWh.

3. Unidade consumidora residencial atendida a três fios: não terá descontos escalonados nas tarifas de energia elétrica. Será cobrada a tarifa plena da classe Residencial. O consumo mínimo mensal de energia a ser faturado será de 50 kWh.

4. Unidade consumidora residencial atendida a quatro fios: não terá descontos escalonados nas tarifas de energia elétrica. Será cobrada a tarifa plena da classe Residencial. O consumo mínimo mensal de energia a ser faturado será de 100 kWh.

2.1.1 – Contatos com a CEMIG

A “Fale com a Cemig” foi criada para facilitar ainda mais a vida do consumidor, permitindo maior segurança, conforto e economia. Através do 0800 310 196(ligação gratuita) o consumidor pode solicitar quaisquer serviços da Cemig durante 24 horas, sem necessidade de ir a uma Agência de Atendimento. É importante que, ao solicitar algum serviço, sempre tenha em mãos a Fatura de energia, CPF ou documento de identidade.

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A seguir estão listados os principais serviços via telefone Fale com a Cemig – 0800 310 196:

Alteração de dados cadastrais; Alteração de carga; Alteração data de vencimento da fatura de energia (conta); Consulta sobre débitos; Desligamento a pedido; Emissão de segunda via de conta; Informações sobre Interrupção de energia; Ligação Nova; Ligação Provisória; Problemas na Iluminação Pública; Religação de unidade consumidora; Reclamação sobre valores cobrados na fatura; Tarifas e dados da Fatura de Energia (conta); Verificar risco para terceiros, etc.

Observação: também pode-se usar o e-mail: atendimento@cemig.com.br

As Agências de Atendimento da CEMIG, também poderão prestar os esclarecimentos necessários quanto a Legislação em vigor e Normas da CEMIG.

2.1.2 – Qualidade dos Produtos e Serviços

Os produtos e serviços oferecidos aos consumidores devem estar em conformidade com a Legislação e Normas pertinentes em vigor, a fim de permitir o funcionamento adequado e seguro de toda a instalação elétrica e de seus componentes.

Os componentes devem ser selecionados e instalados de forma a satisfazerem as prescrições, das Normas vigentes: NBR 5410/97, Normas da ABNT aplicáveis a esses componentes e Normas da CEMIG.

Os componentes devem ser adequados a TENSÃO e a CORRENTE de toda a instalação elétrica da residência.

O Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal no8.078, de 1/09/1990) prevê obrigações e responsabilidades, bem como, penalidades para os fabricantes, engenheiros, projetistas, técnicos, eletricistas instaladores, concessionárias de energia elétrica, revendedores, etc, quanto a qualidade dos produtos oferecidos e dos serviços prestados ao consumidor. Ver também o subitem 1.14 página 34.

Nesse sentido, a CEMIG sempre procura fornecer aos seus consumidores, uma energia elétrica de qualidade e continuidade, de acordo com a Legislação em vigor.

A Avaliação de Conformidade expedida pelo Instituto Nacional de Metrologia,

Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO, demonstra a qualidade do: produto, serviço, processo ou profissional, desde que atenda a requisitos de normas ou regulamentos pré – estabelecidos.

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Os principais aspectos que justificam a implantação de programas de avaliação da conformidade são:

Proporcionar a concorrência justa, estimular a melhoria contínua da qualidade, informar e proteger o consumidor, facilitar o comércio exterior possibilitando o incremento das exportações, e proteger o mercado interno.

A avaliação pode ser de primeira, segunda ou terceira parte, dependendo de quem a realiza: •Primeira: é feita pelo fabricante ou pelo fornecedor;

•Segunda: é feita pelo comprador;

•Terceira: é feita por uma instituição com independência em relação ao fornecedor e ao cliente, não tendo, portanto, interesse na comercialização dos produtos.

Quando o processo de Avaliação da Conformidade é realizado pela terceira parte é de extrema importância que essa parte seja credenciada, já que o credenciamento é o reconhecimento, por um organismo credenciador, da competência dessa instituição para avaliar a conformidade de produtos, serviços ou sistemas de gestão e pessoal. O processo de Credenciamento de Organismos executores da certificação é o aspecto vital das atividades desenvolvidas pelos organismos de Avaliação da Conformidade. No Brasil, o organismo credenciador oficial é o INMETRO e os programas de avaliação adotados obedecem a práticas internacionais, baseadas em requisitos da ISO (International Organization for Standardization), entidade normalizadora internacional.

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