2010

ROZELANDIA ARAÚJO

FACULDADE DE RONDÔNIA

10/10/2010

BIOFÍSICA NEUROTRANSMISSORES

INTRODUÇÃO:

Este estudo se refere aos seguintes neurotransmissores, Dopamina

Noradrenalina, Adrenalina, Serotonina, Gaba e A acetilcolina. Onde relata sobre o que são, suas devidas funções, mecanismo de ação, como também as algumas doenças referentes a ausência ou excesso das substancias químicas ou hormônios.

Este trabalho foi realizado em grupo onde, todos se interagiram e buscaram informações para que as mesmas aqui relatadas, seja, passada com clareza e compreensão. O grupo teve como fonte de pesquisa, só mente a internet, e um livros, pois tivemos dificuldade de encontrar livros que especificasse o assunto.

Foi gratificante realizar o estudo sobre neurotransmissores, pois é de fundamental importância para entender o funcionamento dos mesmos no estado homeostático do sistema nervoso central, periférico, como também dos demais sistemas do organismo.

NEURÔNIO:

Formação dos neurônios:

  • Os dendritos são prolongamentos geralmente muito ramificados e que atuam como receptores de estímulos.

  • Os axônios são prolongamentos longos que atuam como condutores dos impulsos nervosos.

  • O terminal axonal é o local onde o axônio entra em contato com outros neurônios e/ou outras células e passa a informação (impulso nervoso) para eles.

  • pré-sinápticas (do axônio - transmissoras do impulso nervoso)

  • pós-sinápticas (do dendrito ou corpo celular - receptoras do impulso nervoso) estão separadas por apenas 3 nm.

NEUROTRANSMISSORES:

são substâncias químicas produzidas pelos neurônios, as células nervosas. Por meio delas, podem enviar informações a outras células. Podem também estimular a continuidade de um impulso ou efetuar a reação final no órgão ou músculo alvo. Quimicamente, os neurotransmissores são moléculas relativamente pequenas e simples. Diferentes tipos de células secretam diferentes neurotransmisores. Cada substância química cerebral funciona em áreas bastante espalhadas mas muito específicas do cérebro e podem ter efeitos diferentes dependendo do local de ativação.

TRANSMISSÃO SINÁPTICA:

A transmissão sináptica refere-se à propagação dos impulsos nervosos de uma célula nervosa a outra. Isso ocorre em estruturas celulares especializadas, conhecidas como sinapses--- na qual o axônio de um neurônio pré-sináptico combina-se em algum local com o neurônio pós-sináptico. A ponta do axônio pré-sináptico, que se justapõe ao neurônio pós-sináptico, é aumentada e forma uma estrutura chamada de botão terminal . Um axônio pode fazer contato em qualquer lugar do segundo neurônio: nos dendritos (uma sinapse axo-dendrítica), no corpo celular (uma sinapse axo-somática) ou nos axônios (uma sinapse axo-axônica).

Os impulsos nervosos são transmitidos nas sinapses através da liberação de substâncias químicas chamadas neurotransmissores. Quando um impulso nervoso, ou potencial de ação, alcança o fim de um axônio pré-sináptico, as moléculas dos neurotransmissores são liberadas no espaço sináptico. Os mecanismos pelo qual eles provocam respostas tanto nos neurônios pré-sinápticos e pós-sinápticos são tão diversos como os mecanismos empregados pelos receptores de fator de crescimento.

DIAGRAMA DE UMA SINAPSE:

A - Axônio Pré-sináptico.B - Fenda Sináptica.C - Célula Pós-sináptica.

Tipos de neurotransmissores:

  • Dopamina

  • Noradrenalina

  • Adrenalina

  • Serotonina

  • Gaba

  • A acetilcolina

Dopamina: é um neurotransmissor, precursor natural da adrenalina e da noradrenalina.

Função: É estimulante do sistema nervoso central, atua no comportamento e a cognição, a atividade motora, a motivação e recompensa-a, a regulação da produção de leite, o sonho, o humor, a atenção, e a aprendizagem.

Mecanismo de ação: Estimula os receptores adrenérgicos do sistema nervoso simpático. Também atua sobre os receptores dopaminérgicos nos leitos vasculares renais, mesentéricos, coronarianos e intracerebrais, produzindo vasodilatação. Os efeitos são dependentes da dose.

ANoradrenalina: É uma das monoaminas que mais influenciam o humor, ansiedade, sono e alimentação, junto com a Serotonina, Dopamina e Adrenalina. É sintetizada nas fibras nervosas.

Função: aumenta o influxo celular de cálcio e mantem a pressão sangüínea em níveis normais como também aumenta a Resistência Vascular Sistêmica, sem aumentar significantemente o débito cardíaco.

Mecanismo de ação: Suas principais ações é no sistema cardiovascular. estão relacionadas ao. Tais efeitos são mediados por receptores alfa adrenérgicos. Além de ser um hipertensor. Possui efeito agonista alfa adrenérgico.

Aadrenalina: é um hormônio neurotransmissor derivado da modificação de um aminoácido aromático (tirosina), secretado pelas glândulas supra-renais. Em momentos de "stress", as supra-renais secretam quantidades abundantes deste hormônio que prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, coração, pulmões, vasos sanguíneos, órgãos genitais, etc, eleva a tensão arterial, relaxa certos músculos e contrai outros.

Efeitos sobre o organismo: Quando lançada na corrente sanguínea, devido a quaisquer condições do meio ambiente que ameacem a integridade física do corpo (fisicamente ou psicologicamente, stress), a adrenalina aumenta a frequência dos batimentos cardíacos e o volume de sangue por batimento cardíaco, eleva o nível de açúcar no sangue (hiperglicemiante), minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal enquanto maximiza o tal fluxo para os músculos voluntários nas pernas e nos braços e "queima" gordura contida nas células adiposas. Isto faz com que o corpo esteja preparado para uma reação, como reagir agressivamente ou fugir, por exemplo.

A acetilcolina (ACh): É um neurotransmissor que funciona como propagador do impulso nervoso nas fendas sinápticas. Os receptores neuronais de acetilcolina, estão distribuídos no sistema nervosos central e periférico onde funcionam tanto pré quanto pós sinapticamente como canais iônicos abertos por ligantes.

Aserotonina: é um neurotransmissor, isto é, uma molécula envolvida na comunicação entre neurônios

Esta comunicação é fundamental para a percepção e avaliação do meio e para a capacidade de resposta aos estímulos ambientais. Diferentes receptores detectam este neurotransmissor, envolvido em várias patologias.

A serotonina parece ter funções diversas, como o controle da liberação de alguns hormônios e a regulação do ritmo circadiano, do sono e do apetite. Diversos fármacos que controlam a ação da serotonina como neurotransmissor são atualmente utilizados, ou estão sendo testados, em patologias como:

  • Ansiedade

  • Depressão

  • Obesidade

  • Enxaqueca

  • esquizofrenia

Em geral, os indivíduos depressivos têm níveis baixos de serotonina no sistema nervoso central. Neste caso, deve se administrar inibidores da recaptação de serotonina pelos neurônios, resultando em maior disponibilidade deste neurotransmissor na fenda sináptica. Um certo número de alimentos, como bananas, tomates, chocolate e o vinho são ricos no precursor da serotonina.

Ácido gama-aminobutírico: 4-aminobutanóico, também conhecido pela sigla inglesa GABA, é um ácido aminobutírico em que o grupo amina está na extremidade da cadeia carbônica. Ele desempenha um papel importante na regulação da excitabilidade neuronal ao longo de todo o sistema nervoso. Nos seres humanos, o GABA também é diretamente responsável pela regulação do tônus muscular.Em espécies de insetos o GABA atua apenas em receptores excitatórios nos nervos.

Função: É um neurotransmissor importante, atuando como inibidor neurossináptico, por ligar-se a receptores específicos. Como neurotransmissor peculiar, o ácido gama aminobutírico induz a inibição do sistema nervoso central (SNC), causando a sedação. Isso porque as células neuronais possuem receptores específicos para o GABA. Quando este se liga aos receptores, abre-se um canal por onde entra íon cloreto na célula neuronal, fazendo com que a célula fique hiperpolarizada, dificultando a despolarização e, como conseqüência, dá-se a diminuição da condução neuronal, provocando a inibição do SNC.

locais de ação:

Essas substâncias atuam no:

DOENÇAS ASSOCIADAS COM OS NEUROTRANSMISSORES:

A depressão: é causada pela baixa quantidade de neurotransmissores liberada na fenda sináptica. Alguns estudos relacionam a depressão a distúrbios no metabolismo de dopamina e noradrenalina.

Os principais sintomas são:

  • Humor deprimido;

  • Perda de interesse,

  • Prazer e energia;

  • Cansaço por qualquer coisa;

  • Concentração reduzida;

  • Auto-estima reduzida;

  • Idéias de culpa e inutilidade;

  • Sono perturbado e apetite reduzido.

Doença de Parkinson: pela a dopamina, a quantidade de dopamina na substância negra e no corpo estriado do telencéfalo é extremamente baixa nos portadores desta doença (menos de 10% do normal). A perda ocorre durante anos, mas só são percebidas quando chegam a menos de 40% do normal.

Esta doença costuma manifestar por:

  • Tremor de repouso

  • Rigidez muscular

  • Lentidão de movimentos e alterações da marcha e do equilíbrio.

  • A doença de Parkinson afeta 1% dos indivíduos com mais de 60 anos e é mais comum nos homens.

Esclerose múltipla: É uma doença do Sistema Nervoso Central, lentamente progressiva, que se caracteriza por placas disseminadas de desmielinização (perda da substância - mielina - que envolve os nervos) no crânio e medula espinhal , dando lugar a sintomas e sinais neurológicos sumamente variados e múltiplos.

As causas conhecidas para a esclerose múltipla, entretanto estudam-se causas do tipo anomalias imunológicas, infecção produzida por um vírus latente ou lento e mielinólise por enzimas.

Os pacientes referem problemas visuais, distúrbios da linguagem, da marcha, do equilíbrio, da força, fraqueza transitória no início da doença, em uma ou mais extremidades, dormências, com períodos às vezes de melhoras e pioras, sendo que quando predomina na medula, as manifestações motoras, sensitivas e esfincterianas se encontram geralmente presentes, existindo raramente dor.

A evolução é imprevisível e muito variada. No início podem haver períodos longos de meses ou anos entre um episódio ou outro, mas os intervalos tendem a diminuir e eventualmente ocorre a incapacitação progressiva e permanente. Alguns pacientes se tornam rapidamente incapacitados. Quando a doença se apresenta na meia-idade a progressão é rápida e sem melhoras e às vezes fatal em apenas um ano.

Alzheimer: causada por deficiência de Neurotransmissores, enquanto as placas amilóides e os emaranhados neurofibrilares compõem as alterações histopatológicas do da doença, a deficiência de neurotransmissores, decorrente da perda neuronal, é, provavelmente, a causa imediata das manifestações clínicas da doença. Entre os que são normalmente depletados ou diminuídos estão à acetilcolina, fator de liberação de corticotropina e a somatostatina. Outros neurotransmissores que podem estar reduzidos no cérebro com Alzheimer são a norepinefrina, serotonina, dopamina e glutamato. A deficiência em acetilcolina é a mais dramática e consistente, correlacionando-se mais de perto com as manifestações clínicas da doença. Por muitos anos, a acetilcolina foi considerada como o neurotransmissor primário envolvido na memória e no aprendizado. Portanto, o papel central da depleção da acetilcolina na doença não é uma surpresa.

A esquizofrenia:é uma desordem cerebral crônica causa transtorno psíquico severo que se caracteriza classicamente pelos seguintes sintomas:

É hoje encarada não como doença, no sentido clássico do termo, mas sim como um transtorno mental, podendo atingir diversos tipos de pessoas, sem exclusão de grupos ou classes sociais.

De acordo com algumas estatísticas, a esquizofrenia atinge 1% da população mundial, manifestando-se habitualmente entre os 15 e os 25 anos, nos homens e nas mulheres, podendo igualmente ocorrer na infância ou na meia-idade.

A relação da bomba de sódio e potássio com os neurotransmissores:

A bomba de Na e K é um potencial elétrico iônicos que transmite cargas positivas, manda sódio e retira potássio, penetrando dentro dos neurônios. È um transporte ativo.

Já que a bomba de sódio e potássio é um exemplo de transporte ativo, isso quer dizer que além de ter gasto de energia (ATP), as substâncias se deslocam contra o gradiente de concentração, ou seja, saem do local onde estão mais concentradas para onde estão menos concentrada.

Os íons sódio (Na+) e potássio (K+) são importantíssimos para manter o potencial elétrico da célula. Esta precisa de uma elevada concentração de íons potássio (para produção de proteína) e de uma baixa concentração de íons de sódio (para diminuir a concentração de soluto) dentro da célula. Fora das células existe uma alta concentração de sódio e uma baixa concentração de potássio. Assim sendo, existe difusão destes componentes através de canais iônicos existentes na membrana celular, ou seja, por difusão simples o potássio tende a sair e o sódio tende a entrar na célula.

Para manter as concentrações ideais dos dois íons, a bomba de sódio bombeia sódio para fora da célula e potássio para dentro dela. Note-se que este transporte é realizado contra os gradientes de concentração destes dois íons, o que ocorre graças à energia liberada com a clivagem de ATP (transporte ativo).

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A través desse trabalho foi possível obter o conhecimento sobre a importância do mecanismo de ação dos neurotransmissores. Foi de grande engrandecimento para todos do grupo, pois é um tema que não se refere só mente a biofísica em si, é base para outras disciplinas que é de suma importância para a vida do profissional de saúde.

Comentários