análise ambiental da queima de lodo em caldeira a grelha

análise ambiental da queima de lodo em caldeira a grelha

(Parte 4 de 4)

Mistura de combustíveis com a queima de 100% de resíduo gerado (panorama 8),

Mistura de óleo combustível e uma quantidade hipotética de resíduo que substitui os cavacos de queima (panorama 9), com 751,0 mg/Nm3 .

As emissões de SO2 em cada panorama ocorrem por causa da necessidade de operar a caldeira com queima suplementar de óleo combustível, fixada em 1.500kg/h (0,42kg/s).

Para os panoramas de queima abaixo, as análises de emissões de metais. Comparando com a

Resolução CONAMA Nº 316, que dispõe como limites para metais classe 1 o padrão de 0,28 mg/Nm3 , para metais classe 2 o padrão de 1,40 mg/Nm3

, e para metais classe 3 o padrão de 7,0 mg/Nm3 , indicam:

Os panoramas 3, 7, 8 e 9 estão acima dos padrões de emissões de metais classe 1,

Os panoramas 3 e 9 estão acima dos padrões de emissões de metais classe 2, com

O panorama 9 está acima dos padrões de emissões de metais classe 3, com um total

As emissões de metais ocorrem devido à composição química do resíduo, no caso dos cavacos de eucaliptos e do óleo combustível não possuem estes metais em sua composição.

Para a análise de NO2, segundo a Resolução CONAMA Nº 316, que dispõe limites de 560 mg/Nm3, estão acima dos padrões:

Panorama 2, queima de somente cavacos de madeira de eucaliptos como combustível principal, com um total de 544,25 mg/Nm3 ;

Panorama 3, uso do resíduo gerado como combustível único na caldeira, com um total

Panorama 8, mistura de combustíveis com a queima de 100% de resíduo gerado, com

Panorama 9, mistura de óleo combustível e uma quantidade hipotética de resíduo que substitui os cavacos de queima, com um total de 1.272,5 mg/Nm3 .

As emissões de dióxido de nitrogênio ocorrem através da composição do combustível, o óleo combustível não apresenta nitrogênio em sua composição. Somente é considerada a formação de dióxido de nitrogênio derivado do combustível, não sendo analisada a formação de dióxido de nitrogênio térmico.

Analisando a decomposição térmica do fenol, presente na composição química do resíduo. Estes dados indicam que na fornalha há tempo suficiente para ocorrer à decomposição térmica do fenol em CO2 e H2O nas temperaturas de queima para cada panorama de queima, não ultrapassando o valor de 0,29 segundos, enquanto o menor tempo de permanência na fornalha é de 10 segundos.

A melhor opção para queima de resíduo primário, analisando o processo produtivo da Suzano

Papel e Celulose, seria:

A queima de 50% do resíduo gerado na estação de tratamento de efluentes, juntamente com uma queima suplementar de 1.500 kg/h (0,42kg/s) de óleo combustível, e mantendo como combustível principal os cavacos de eucaliptos com cerca de 83,70% em vazão mássica (panorama 6).

Para a operação da caldeira utilizando as características descritas acima seria necessária a instalação de equipamentos que reduzissem a quantidade de SO2 emitido nos de gases de exaustão. Como no processo de obtenção de celulose se utiliza carbonato de cálcio, poderia ser misturado este produto com o resíduo, sendo alimentado diretamente na grelha da caldeira. Outro exemplo para diminuir a emissão de gases SO2 seria a utilização de gás natural, como alternativa para substituir o óleo combustível, pois no gás natural há ausência, ou quantidades irrelevantes de enxofre em sua composição.

A queima de resíduo, para o panorama 6, seria considerada como co-processamento, porque substituiria cerca de 5,70% de cavacos de eucaliptos, na forma de energia transmitida pelo combustível, não prejudicando a geração contínua de vapor pela caldeira de biomassa para o processo.

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