MMA-2000 Avaliação e ações prioritarias Mata atlantica

MMA-2000 Avaliação e ações prioritarias Mata atlantica

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Ministério do Meio Ambiente

Conservation International do Brasil • Fundação SOS Mata Atlântica • Fundação Biodiversitas

Instituto de Pesquisas Ecológicas • Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo SEMAD / Instituto Estadual de Florestas-MG

República Federativa do Brasil

Presidente: Fernando Henrique Cardoso Vice-Presidente: Marco Antônio de Oliveira Maciel

Ministério do Meio Ambiente

Ministro: José Sarney Filho Secretário-Executivo: José Carlos Carvalho

Secretaria de Biodiversidade e Florestas

Secretário: José Pedro de Oliveira Costa Diretor do Programa Nacional de Conservação da Biodiversidade: Bráulio Ferreira de Souza Dias

Ministério do Meio Ambiente - MMA

Centro de Informação e Documentação Luiz Eduardo Magalhães / CID Ambiental Esplanada dos Ministérios - Bloco B - térreo 70068-900 Brasília-DF Tel: (61) 317-1235 - Fax: (61) 224-5222 e-mail: cid@mma.gov.br - homepage: http://www.mma.gov.br/

AVALIAÇÃO e ações prioritárias para a conservação da biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos/por: Conservation International do Brasil, Fundação SOS Mata Atlântica, Fundação Biodiversitas, Instituto de Pesquisas Ecológicas, Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, SEMAD/Instituto Estadual de Florestas-MG. Brasília: MMA/ SBF, 2000. 40p.

ISBN: 85-87166-09-3

1. Meio ambiente. 2. Biodiversidade. 3. Mata Atlântica. 4. Campos Sulinos. 5. Política ambiental. I. Brasil. Ministério do Meio Ambiente.

CDU(1997) 504.7

Texto: Conservation International do Brasil Edição: Heleine Heringer e Magda Maciel Montenegro

Fotos cedidas: Andy Young, Anthony Rylands, Célio Haddad,

Haroldo Castro, Haroldo Palo Jr., Russell Mittermeier, Zig Koch.

Foto Capa: Bromélia, Floresta Atlântica, PR - Zig Koch Foto Contra-capa: Campos Sulinos - Zig Koch

Apoio: Aliança para a Conservação da Mata Atlântica

Brasília, 2000

Grupo Integrador VGrupo Integrador VGrupo Integrador VGrupo Integrador VGrupo Integrador V

Grupo Integrador IGrupo Integrador IGrupo Integrador IGrupo Integrador IGrupo Integrador I

Grupo Integrador IVGrupo Integrador IVGrupo Integrador IVGrupo Integrador IVGrupo Integrador IV

Grupo Integrador VIGrupo Integrador VIGrupo Integrador VIGrupo Integrador VIGrupo Integrador VI

Grupo Integrador IGrupo Integrador IGrupo Integrador IGrupo Integrador IGrupo Integrador I

Grupo Integrador IGrupo Integrador IGrupo Integrador IGrupo Integrador IGrupo Integrador I

Ecorregiões abrangidas pelos grupos integradores - vide página 04.prioridades para conservação da mata atlântica e campos sulinos

Figura 1 - Figura 1 - Figura 1 - Figura 1 - Figura 1 - Mapa de Áreas Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos

AVALIAÇÃO E AÇÕES PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA E CAMPOS SULINOS • 1

Apresentação apresentação

O Brasil é o principal país entre aqueles detentores de megadiversidade, possuindo entre 15 e 20% do número total de espécies da Terra. Gerir essa formidável riqueza demanda ação urgente, fundamentada em consciência conservacionista e espelhada em políticas públicas que representem as aspirações da sociedade.

Em busca desses objetivos, o Ministério do Meio Ambiente tem empreendido esforços que envolvem, além do fortalecimento do controle ambiental e do estímulo à adoção de práticas sustentáveis pela sociedade, a criação e consolidação de uma rede de áreas protegidas, com vistas à conservação in situ da nossa riqueza biológica.

Para evitar, no entanto, a criação desordenada desses espaços, o Ministério vem fazendo uso de critérios científicos para a identificação de áreas prioritárias nos ecossistemas mais ameaçados.

Esse novo paradigma que orienta as ações do MMA encontra na Mata Atlântica uma situação emblemática.

A Mata Atlântica e seus ecossistemas associados cobriam, à época do descobrimento, 1.360.000km2. Atualmente, apenas 8% da área do bioma preserva suas características bióticas originais. Apesar da devastação a que foi submetido, abriga ainda altíssimos níveis de riqueza biológica e de endemismos, como é exemplo o recorde mundial de diversidade de plantas lenhosas encontradas – 458 espécies – em um único hectare no sul da Bahia.

Diante do estado atual de degradação do bioma Mata Atlântica, o Ministério do Meio

Ambiente desenvolveu o subprojeto Avaliação e Ações Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade nos Biomas Floresta Atlântica e Campos Sulinos, no âmbito do Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira - PROBIO.

O subprojeto teve por objetivo a avaliação da biodiversidade e dos condicionantes socioeconômicos para sua utilização, identificando áreas prioritárias e estratégias para a conservação dos biomas. Para sua execução, o subprojeto contou com a parceria da

Conservation International do Brasil; da Fundação Biodiversitas; da Fundação SOS Mata Atlântica; do Instituto de Pesquisas Ecológicas; da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo; da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais por intermédio do Instituto Estadual de Florestas.

Após dois anos de trabalho, esse esforço foi coroado com a realização de um workshop, em agosto de 1999, na cidade de Atibaia, SP. O evento reuniu 198 especialistas de todo o país e resultou na identificação de 182 áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade na região e na proposição de sugestões que vêm constituir o objeto dessa publicação.

A relevância deste estudo para a ‘política nacional de biodiversidade’ leva-nos a incorporar suas recomendações às metas institucionais do Ministério do Meio Ambiente, devendo as mesmas, por extensão, balizar ainda as ações dos demais órgãos governamentais e da sociedade na busca da conservação e utilização sustentável da Mata Atlântica.

José Sarney Filho

Ministro do Meio Ambiente São José dos Ausentes, RS - Zig Koch

AVALIAÇÃO E AÇÕES PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DA MATA ATLÂNTICA E CAMPOS SULINOS • 2

Introdução introdução

Os esforços para a conservação da Mata Atlântica e

Campos Sulinos enfrentam grandes desafios. Os dois biomas apresentam altos índices de biodiversidade e de endemismo, mas encontram-se em situação crítica de alteração de seus ecossistemas naturais; seus domínios abrigam 70% da população, além das maiores cidades e os mais importantes pólos industriais do Brasil. O resultado dessa concentração pode ser evidenciado, por exemplo, pelo fato de a Mata Atlântica estar reduzida a 8% de sua cobertura original e figurar entre os 25 hotspots mundiais, as regiões mais ricas e ameaçadas do planeta. Da mesma forma, os Campos Sulinos, que se estendem desde o sul de São Paulo até o sul do Rio Grande do Sul, estão sob forte pressão antrópica.

Outra barreira para a conservação é a lacuna de conhecimentos sobre essas regiões. A cada ano são descritas inúmeras novas espécies, porém ainda existem áreas pouco conhecidas, e os recursos humanos e investimentos continuam limitados. Além disso, faltam políticas claras que definam prioridades das ações e, no que se refere à aplicação dos recursos humanos e financeiros, que atendam à urgência de reverter o processo de degradação.

A identificação de ações e áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade tem-se mostrado importante instrumento de proteção no Brasil e no mundo. E, justamente para construir essa estratégia, foi promovido o subprojeto Avaliação e Ações Prioritárias para Conservação dos Biomas Floresta Atlântica e Campos Sulinos, parte do projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira-PROBIO do Ministério do Meio Ambiente. Todos os biomas brasileiros estão sendo contemplados por esses estudos, em cumprimento às obrigações do país junto à Convenção sobre Diversidade Biológica, firmada durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CNUMAD (Rio-92).

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