Saúde do homem - saúde sexual

Saúde do homem - saúde sexual

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Apresentações farmacológicas da testosterona:

Apresentação Via Dose Posologia Comentário

BucalGengival30 mg2 x/dia Não disponível no

Brasil

Injetável Intramuscular (enantato e cipionato)

200-400 mg Cada 1-2 semanas

Aplicação frequente Flutuação dos níveis séricos

Injetável de depósito Intramuscular (undesilato)

1.0 mgTrimestralPosologia adequada Níveis séricos mais estáveis

Transdérmica

(gel)

Tópica 50 mg (5 g gel)

1 x/diaPode ser absorvido pela parceira

Mais fi siológico

Adesivo cutâneo Tópica2,5/5 mg1 x/dia

Elevado índice de dermatite. Necessita troca frequente do local de aplicação

Adesivo escrotal

Tópica10 a 15 mg1 x/diaNecessita raspagem dos pelos

Dermatite associada

Comprimidos Oral

(undecanoato) 80 mg2 x/dia Não causa toxicidade hepática

A apresentação bucal, transdérmica e gel não são disponíveis no Brasil. Entretanto, a forma gel pode ser encontrada em farmácias de manipulação, utilizando como veículo o DMSO que tem a função de melhorar a absorção através da pele. A concentração inicial é de 50 mg/mL, podendo ser alterada de acordo com a evolução clínica. A aplicação é de 1 mL pela manhã.

As injeções intramusculares sob as formas de absorção rápida (cipionato e enantato) apresentam fl utuação dos níveis hormonais chegando a valores suprafi siológicos de 1.400 Mg/dL no quarto dia após aplicação, o que favorece efeitos colaterais como: policitemia, aumento da apoptose de células neuronais e ginecomastia, devendo, portanto, ser evitadas.

Contraindicações:

Absolutas: • câncer de próstata ativo;

• câncer de mama ativo.

Realtivas: • policitemia;

• apneia do sono não tratada;

• insufi ciência cardíaca severa;

• sintomas do trato urinário inferior (LUTS) importantes.

Pacientes submetidos a tratamento curativo do câncer de próstata que apresentam hipogonadismo sintomático são candidatos à reposição hormonal, desde que não haja evidência de doença residual ou recorrente.

A administração de testosterona em indivíduos selecionados com câncer de próstata tratados por braquiterapia ou prostatectomia radical não demonstrou recorrência da doença, entretanto, o paciente deve ser orientado quanto aos riscos e benefícios do tratamento e tem de aderir a um acompanhamento frequente e rigoroso.

Seguimento

O toque retal e PSA servem como referência da saúde da próstata previamente ao início da reposição hormonal e devem ser repetidos trimestralmente até 12 meses antes do tratamento e anualmente depois deste.

Elevação do PSA maior que 0,5 mg/mL nos primeiros três a seis meses de tratamento deve ser investigada.

A realização de biópsia só é indicada nos casos de alteração do toque retal ou PSA.

Outros exames recomendados são a densitometria óssea bianual para seguimento da massa óssea, quando disponível, e hematócrito seriado, para avaliação de eritrocitose.

No primeiro ano após o início do tratamento os seguintes exames devem ser realizados trimestralmente: hemograma, perfi l lipídico, PSA, enzimas hepáticas, testosterona e SHB.

V. Tamanho do Pênis

A autoestima masculina pode ser afetada quando o homem se sente inferiorizado por acreditar que seu pênis é pequeno. Essa sensação (com base real ou imaginária) é frequente, atingindo homens de todas as faixas etárias. Esse processo geralmente inicia-se na infância.

Malformações da genitália masculina e hipoplasia do pênis são condições anatômicas que afetam a imagem corporal, porém a grande maioria de homens com queixas de pênis pequeno apresenta o órgão dentro de medidas consideradas normais.

O comprimento do pênis deve ser considerado normal a partir de 4 cm em estado de fl acidez e de 7,5 cm quando está em ereção. As médias registradas para o homem adulto são de 8,5 a 9,4 cm em fl acidez e de 12,9 a 14,1 cm em ereção. As variações decorrem das técnicas de medição utilizadas. Da fl acidez para a ereção, o pênis aumenta em média 4,5 cm em seu comprimento.

Cirurgia do Aumento Peniano

Os primeiros procedimentos cirúrgicos para aumento peniano datam da década de 1970. Foram realizados em pacientes com: anomalias congênitas ou adquiridas, tais como epispádias; extrofi a vesical; atrofi as genitais consequentes a lesão medular.

A cirurgia do aumento peniano pode ser indicada em algumas situações especiais: casos comprovados de micropênis e epispádias; casos severos de hipospádias; retrações ou encurtamentos consequentes à doença de Peyronie; amputações parciais por neoplasia e outros defeitos traumáticos adquiridos; retrações penianas, em pacientes com lesão medular com o objetivo de facilitar a implantação de próteses e coletores urinários penianos.

Técnicas Cirúrgicas

As técnicas mais utilizadas para o alongamento da haste peniana são: • secção do ligamento suspensor do pênis;

• lipectomia ou lipoaspiração da gordura pré-púbica;

• avanço da pele abdominal inferior para o pênis por meio de técnicas cutâneas de rotação de retalho;

• zetaplastia da trave peniano-escrotal ventral.

Para aumento da circunferência do pênis empregou-se inicialmente injeção de gordura autóloga subcutânea. Mais recentemente, enxertos de derme desepitelizada, retirados da região inguinal ou glútea e colocados entre o dartos e a fáscia de Buck.

Nas reconstruções penianas são utilizadas técnicas de enxertia da albugínea e colocação de próteses intracavernosas.

Extensores Penianos

Não existe na literatura médica especializada estudo clínico ou experimental cientifi camente revisado e aceito, com bom nível de evidência, relatando utilização e resultados de equipamentos para alongamento peniano.

A hipótese de uma eventual hiperplasia do tecido cavernoso, que resultaria em aumento da haste peniana, não tem comprovação científi ca.

Complicações

1. A secção do ligamento suspensor diminui o ângulo de elevação do pênis ereto, que fi ca com menos de 90º, ou seja, mesmo rígido, o órgão fi ca voltado para baixo. Essa situação geralmente não compromete a função sexual.

2. O encurtamento peniano pode ocorrer se não forem utilizadas condutas para prevenir a readerência do ligamento ao púbis no pós-operatório imediato.

3. O avanço da pele abdominal inferior em direção ao pênis, por meio de técnicas cutâneas de rotação de retalho, zetaplastia ou plástica V-Y, pode ocasionar cicatrizes hipertrófi cas e/ou retráteis, levando a deformidades e diminuição do órgão.

4. Essa complicação é mais comum nos avanços V-Y muito amplos, realizados na junção peno-púbica.

5. As técnicas de aumento da circunferência peniana podem ocasionar danos à estrutura do pênis: lesões neurológicas e arteriais, levando a hipoestesia, infecção do leito operatório, abscesso suprapúbico, fístulas e disfunção erétil. Após a cirurgia, os pacientes apresentam um edema signifi cante que pode persistir por até seis meses.

Resultados

Há poucos dados na literatura, avaliando o aumento do pênis após cirurgias. O ganho médio varia de 1 a 2 cm. A liberação do ligamento suspensor, o aumento da convexidade peniana com o avanço da pele do abdome inferior, a lipectomia púbica e a liberação da trave peniano-escrotal dão a ilusão de um pênis mais longo. Não há dados quanto ao aumento do pênis em ereção após tais procedimentos.

Recomendações

O aumento peniano, como procedimento cosmético do pênis normal, é ainda uma técnica investigacional, reservada a pacientes selecionados. Só poderá ser realizada em centros médicos credenciados, de acordo com as normas de pesquisa envolvendo seres humanos, estabelecidas pela Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde e pela Resolução 1476/97 do Conselho Federal de Medicina.

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Referências

32 Apoio:Iniciativa e Realização:

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