Saúde do Homem - Perfil Laboratorial do Homem

Saúde do Homem - Perfil Laboratorial do Homem

(Parte 5 de 6)

> 14%Fértil 5% a 14%Subfértil – bom prognóstico 0% a 14%Subfértil – mau prognóstico

Testes da função hepática

Indicações:

Indivíduos assintomáticos com fatores de risco (diabéticos, síndrome metabólica, abuso de consumo de álcool, hepatite crônica B e C Comorbidades que possam afetar o fígado – hemocromatose, doença autoimune, doenças intestinais infl amatórias crônicas, tumores metastáticos, doença da tireoide, insufi ciência cardíaca direita. Uso crônico de medicamentos.

Pacientes com neutropenia, trombocitopenia, macrocitose.

Entre os testes mais importantes temos:

Fosfatase alcalina Tem como objetivo avaliar se existe alguma obstrução do ducto biliar ou danos no fígado e até alguma suspeita de câncer.

Valor de referência Maiores de 17 anos40 a 129 U/L

Alanina transaminase (ALT - TGP) É a transaminase mais específi ca para medir a produção de enzimas no fígado. É uma enzima produzida pelo fígado que é liberada na corrente sanguínea quando ocorre lesão de células hepáticas.

Valor de referência ALT – TGPAté 41 U/L

Aspartato transaminase (AST – TGO) Essa transaminase é produzida por outros órgãos além do fígado sendo liberada na corrente sanguínea quando ocorre uma lesão hepática, cardíaca, muscular ou cerebral.

Valor de referência AST - TGOAté 37 U/L MétodoCinético UV

Bilirrubina É utilizada para se observar se existe obstrução do fl uxo da bile, lesão hepática, destruição excessiva de eritrócitos (a partir dos quais a bilirrubina é formada).

Valor de referência Total0,20 a 1,0 mg/dL Direta0,0 a 0,20 mg/dL Indireta: 0,20 a 0,80 mg/dL

Tem como objetivo avaliar se existe alguma obstrução do ducto biliar ou danos no fígado e sanguínea quando ocorre uma lesão hepática, cardíaca, muscular ou cerebral.

0,20 a 1,0 mg/dL cessiva de eritrócitos (a partir dos quais a bilirrubina é formada).

Gamaglutamil transpeptidase (Gama-GT) É uma enzima produzida pelo fígado, pelo pâncreas e pelos rins, liberada na corrente sanguínea quando esses órgãos estão sendo danifi cados. Serve para se saber se existe alguma lesão orgânica, intoxicação por drogas ou medicamentos, abuso de álcool ou doenças do pâncreas.

Valor de referência Masculino12 a 73 U/L

Hemoglobina A1c (Hemoglobina glicada ou glicosilada) Medida da porcentagem de hemoglobina ligada a glicose. Quanto maior a concentração de gli- cose no sangue, mais hemoglobina glicada é formada. Uma vez que a glicose liga-se à hemoglobina, a meia-vida da hemoglobina é de 90 a 120 dias e essa ligação é permanente, sua medida permite verifi car como estava o controle da glicemia nas últimas semanas antes do exame. Valores normais: 4,2% a 5,8%.

Hormônios (testosterona, FSH, LH, SHBG, prolactina)

Testosterona e SHBG A testosterona é um hormônio esteroide com várias ações androgênicas sobre o organismo (regulação da secreção de gonadotrofi nas, início e manutenção da espermatogênese, formação de fenótipo masculino durante a diferenciação sexual e a instalação da puberdade). A testosterona é sintetizada no homem nas células de Leydig localizadas nos testículos. Admite-se que a adrenal participe da produção de testosterona por meio da síntese de seus precursores que são convertidos em testosterona em outros orgãos. Sua produção é estimulada e controlada pelo hormônio luteinizante (LH), que é fabricado na hipófi se. A testosterona leva a um feedback negativo na produção de LH, dessa forma regulando os níveis normais do hormônio. Existe maior produção do hormônio pela manhã, sendo este o horário preconizado para sua coleta, e produção menor durante a noite. Na circulação, a testosterona liga-se à albumina (54%) e à globulina ligadora de esteroides sexuais (SHBG) (4%). Apenas 2% da testosterona presente no sangue encontra-se na forma livre, sendo esta a fração ativa do hormônio que irá desempenhar suas funções virilizantes. O controle da produção de testosterona é feito no homem por gonadotrofi nas, em especial o LH que age nas células de Leydig promovendo um incremento na produção de testosterona. Como a fração da testosterona que é metabolicamente ativa é a livre, recomenda-se a dosagem dessa fração. Tal dosagem não deve ser feita diretamente, pois seus valores não são fi dedignos.

intoxicação por drogas ou medicamentos, abuso de álcool ou doenças do pâncreas.

Para obtermos os valores reais da testosterona livre, deve-se solicitar a testosterona livre calculada, que é obtida por meio dos valores de testosterona total, SHBG e albumina. Alguns laboratórios fornecem esse cálculo pronto ou pode-se calcular com a utilização de nomogramas ou calculadoras específi cas.

Valor de referência Testosterona> 15 anos: 180 a 880 ng/dL SHBG17 a 65 anos: 14,5 a 48,4 nmol/L Testosterona livre calculada5,0 a 64,0 pg/mL

LH O hormônio luteinizante (LH) é produzido na hipófi se. Tem uma ação estimulante sobre as células de Leydig nos testículos causando um aumento na produção de testosterona. A testosterona tem um efeito de feedback negativo na hipófi se diminuindo a produção de LH. Na infertilidade masculina, os valores normais de LH e altos de FSH são indicativos de falência espermatogênica.

Valor de referência

LHAdultos: 1,7 a 8,6 mU/mL Pré-púberes: < 1,7 mU/mL

FSH O hormônio folículo estimulante (FSH) age diretamente nas células dos túbulos seminíferos (células de Sertoli) estimulando a espermatogênese. O FSH também atua nas células de Leydig, aumentando o número de receptores para LH, potencializando a ação desse hormônio na produção de testosterona. O FSH em valores elevados e leva ao diagnóstico de hipofunção gonadal primária (falência espermatogênica). No hipogonadismo hipogonadotrófi co os valores de FSH estão abaixo dos normais.

Valor de referência

FSHAdultos: 1 a 10,5 mU/mL Pré-púberes > 2 anos: < 2,0 mU/mL togênica). No hipogonadismo hipogonadotrófi co os valores de FSH estão abaixo dos normais.

Prolactina A prolactina (PRL) é um hormônio polipeptídico produzido pelas células lactotrófi cas hipofi - sárias. Sua principal função é relacionada ao início e à manutenção da lactação, porém essa ação só é plena quando estiverem presentes certos fatores com estrógenos, progesterona, cortisol e insulina. No homem a PRL tem uma ação inibidora da espermatogênese, bloqueando-a na passagem espermatide I para espermatide I. Pode ainda desempenhar uma ação antitestoterona e não raramente a hiperprolactinemia é causa de impotência e ginecomastia.

Valor de referência ProlactinaHomens: 4,04 a 15,2 ng/mL

Proteinúria de 24 horas Medida da quantidade de proteína excretada pela urina em um período de 24 horas. É útil na avaliação de doenças renais, glomerulares ou tubulares.

Valor de referência < 150 mg/24h Método Colorimétrico pelo cloreto de benzetônio (fonte: CRIESP)

Hormônios tireoidianos (TSH, T3 e T4) O hormônio estimulador da tireoide (TSH) é produzido na hipófi se estimulando a tireoide a produzir tiroxina (T4) e triiodotironina (T3). A produção de TSH é regulada pela produção de hormônio liberador tireotrofi na (TRH) pelo hipotálamo, que sofre feedback negativo pelas concentrações de T3 e T4. O T3 corresponde a 10% dos hormônios produzidos pela tireoide, e 90% é de T4. Nas fases iniciais do hipotireoidismo o T3 pode ainda estar normal, e o T4 já se apresenta reduzido. Dessa forma, os exames comumente solicitados para avaliar a função da tireoide são o TSH e o T4.

Valor de referência TSH 0,35 a 5,5 µ/mL (fonte: Einstein) T4 3,2 a 12,6 µ/dL (fonte: Einstein) T4 livre 0,7 a 1,8 ng/dL (fonte: Einstein) T3 0,6 a 1,81 ng/mL (fonte: Einstein) não raramente a hiperprolactinemia é causa de impotência e ginecomastia.

Ureia Medida da concentração da ureia plasmática. A ureia representa 90% do nitrogênio não proteico presente no plasma. A produção da ureia ocorre no fígado, sendo decorrente da metabolização das proteínas. Liberada na corrente sanguínea, então é excretada pelos rins. Juntamente à creatinina é utilizada para avaliar a função renal. Pode também ser utilizada para avaliar o estado geral de saúde de um paciente.

Valor de referência Adultos até 65 anos Até 50 mg/dL > 65 anos Até 71 mg/dL

A avaliação metabólica permanece polêmica e distante de um consenso, entretanto é imprescindível em pacientes com litíase, sobretudo nos recorrentes.

A investigação metabólica permite o diagnóstico dos mais comuns distúrbios como hipercalciúria idiopática, hiperexcreção de ácido úrico, hipocitratúria, hiperoxalúria, hiperparatireoidismo primário, cistinúria, acidose tubular renal, entre outros.

A investigação metabólica pode ser realizada em qualquer paciente com a fi nalidade de prevenir recorrência e estabelecer recomendações dietéticas, mas é indicada especialmente em casos de recorrência elevada; antecedentes de intervenções urológicas para tratamento de litíase; história familiar signifi cativa; crianças; rim único; infecção urinária associada à nefrolitíase (não vigente). Os itens a seguir resumem os principais exames referentes à investigação metabólica.

• Exame de urina (sedimento urinário) e urocultura (suspeita de ITU). • Dosagens séricas de cálcio (preferencialmente ionizado), PTH intacto, ácido úrico, fósforo e creatinina. • Dosagens urinárias de cálcio, sódio, ácido úrico, oxalato, citrato e creatinina em duas amostras de urina de 24 horas coletadas em dias não consecutivos e preferencialmente em dias úteis. • pH urinário (segunda micção matutina) após jejum de 12 horas (medido em pHmetro) e gasometria venosa. - suspeita de formas incompletas de acidose tubular renal distal, solicitar prova de acidifi cação com cloreto de amônio (NH4Cl). - suspeita de tubulopatias associadas, solicitar Mg, K e cloro séricos.

• Pesquisa qualitativa de cistina urinária (quantitativa se necessária). Especialmente em pacientes jovens com recorrência muito elevada. • Densitometria óssea (especialmente nos casos de hipercalciúria devida à possibilidade de osteopenia associada).

I. Investigação metabólica – litíase urinária.

Critérios diagnósticos

Hipercalciúria idiopática Excreção urinária de cálcio maior do que 300 mg/24h nos homens ou 250 mg/24h nas mulheres ou 4 mg/kg/24h.

Hiperexcreção de ácido úrico ou hiperuricosúria Excreção urinária de ácido úrico maior do que 800 mg/24h em homens ou 750 mg/24hs em mulheres.

Hiperoxalúria Excreção urinária de oxalato maior do que 45 mg/24h.

Hipocitratúria Excreção urinária de citrato menor do que 320 mg/dia em indivíduos de ambos os sexos.

Cistinúria Cistinúria tipo I (ou tipo A): 0 a100 mmoles/g creatinina (urina de 24h).

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