Micetomas e Jorge lobo

Micetomas e Jorge lobo

Micetomas e Jorge Lobo Micetomas e Jorge Lobo

•Micose Subcutânea crônica

•Doença restrita a países da América Latina

•No Brasil : Áreas endêmicas: Região norte do Brasil ( Pará e Amazonas)

•Mais freqüente em indivíduos do sexo masculino entre 25-40 anos (seringueiros, garimpeiros e lavradores)

•Agente Etiológico: Loboa(Lacazia) loboi(Paracoccidioidesloboi)

•Contágio: traumatismo (?)

•Aspectos clínicos:

•Lesões crônicas na pele –aspecto :

queloidais, nodulares, ulceradas e verrucosas

•Mais freqüente nos membros inferiores, superiores e pavilhão auricular

•processo inicia-se pela inoculação do fungo (traumatismo), induz uma resposta inflamatória crônica que pode estender-se por continuidade, auto- inoculação (ato de se coçar) ou via linfática

Diagnóstico:

•Exame direto (KOH) e histopatológico

(HE, PAS) –Leveduras globosas com parede espessa e tamanho uniforme, geralmente dispostas em cadeia ausência de multi-brotamentos

•Não é possível ainda cultivar o fungo

Trata mento:

• Cirúrgico reparadora • Clofazimina(Ação antifla matória)

Características

•Síndrome Clínica de evolução crônica podendo levar o indivíduo à invalidez parcial ou total e até mesmo a óbito

•Manifestações clínicas :

•Aumento de volume da região ou órgão afetado (TUMEFAÇÃO)

•Fístulas que drenam material seropurulento

•Presença de grãos

•Grãos: Aglomerado de microrganismos

•Doença relatada pela 1 a vez por Gill(1842) na região de Madura (Índia)

•Micetomaé classificado de acordo com o agente etiológico:

• Actino miceto ma(actino micose): bactérias •Eumicetomaou maduromicose: fungos

Actino micose

•Origem endógena: actinomicetos anaeróbios –vivem na cavidade oral (cáries e amigdalas)

•Ag. Et.: Actinomycesisraelii

•Origem exógena: Actinomicetosaeróbios

•Geralmente saprófitasdo solo e vegetais

•Ag. Et.: Nocardiaasteroides, N. brasiliensis, Strepto mycesso maliensis

•Doença cosmopolita • Bactérias Gra m Positivas

•N. asteroides: álcool-ácido resistente

•Contágio: Geralmente através de trau matis mo

Formas Clínicas

•Facial: Tumefação e fístulas –A. israelii •Podal: Tumefação –fístula e grãos

• Pulmonar: Nocardiose

Diagnóstico

•Material biológico: pus, escarro •Coleta com Swabou punção em lesões fechadas

•Material deve ser lavado pelo menos três vezes para descontaminação

•Exame direto do grão com KOH ou coloração com

Grame Kinyoun(álcool-ácido resistente):

Filamentos finos –Grampositivos com estruturas em forma de clava na periferia dos grãos

•Cultura : ágarsangue ou BHI •Se A. israelli–anaerobiose

•Provas bioquímicas

Maduro micose

•Localização podal

•Regiões tropicais e sub-tropicais: África, Índia e México

•Trabalhadores rurais do sexo masculino – 20 a 50 anos

•Traumatismo com fragmentos de vegetais

•Síndrome clínica: Tumefação, fístula e grãos

•Evolução crônica •Podem ocorrer lesões ósseas

•Diferenças clínicas de Actinomicoses:

Menor resposta inflamatória e tendência esclerosante

Diagnóstico

•Exame direto do grão em KOH

•Filamentos micelianos, não possuem clavas na periferia do grão

•Ag. Et.: Madurellagrisea, Madurella myceto matis – grãos pretos

• Acre moniu mfalcifor me, Fusariu m monilifor me – grãos brancos

•Cultura: ágarSabouraud–25 o C

Trata mento

• 1o passo : Identificar o agente etiológico

•Actinomicose: Associação de duas drogas:

estreptomicina + dapsona–Período mínimo de nove meses

•Eumicetomas: Respondem de forma menos eficiente a terapêutica –Drogas mais utilizadas:

AnfotericinaB, Miconazole cetoconazol– Tratamento mínimo de seis meses.

•Podem ser utilizados processos cirúrgicos

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